A fé que agrada a Deus não é a que grita quando tudo dá certo. É a que permanece de pé quando o coração está enterrando seus próprios sonhos.
A Mulher Sunamita recebeu um milagre. Deus lhe deu um filho quando tudo parecia impossível. Mas um dia, aquilo que era promessa morreu em seus braços (2 Reis 4). O que fazer quando aquilo que Deus entregou parece ter sido arrancado?
Humanamente, era hora de desistir. De questionar. De se revoltar. Mas ela fez algo que confronta nossa geração. Enquanto todos viam morte, ela declarou: "Tudo vai bem."
Não era negação. Era fé.
Muitos de nós confiamos em Deus enquanto entendemos os planos. Mas a verdadeira fé começa quando a lógica termina. Quando as lágrimas caem e, ainda assim, o coração escolhe confiar.
Quantas vezes a incredulidade se disfarça de prudência? Quantas vezes o orgulho nos faz acreditar que Deus precisa nos explicar cada detalhe? Quantas vezes enterramos promessas porque elas demoraram mais do que gostaríamos?
A sunamita nos lembra que fé não é ausência de dor. É decidir correr para Deus mesmo ferido.
E é exatamente isso que Jesus fez por nós. Na cruz, quando tudo parecia derrota, Deus estava escrevendo a maior vitória da história. O túmulo não teve a última palavra. A morte não teve a última palavra. O desespero não teve a última palavra.
Talvez hoje exista algo "morto" dentro de você: uma esperança, uma oração, uma promessa, uma fé enfraquecida. Mas o mesmo Deus que entrou naquele quarto e devolveu vida ao filho da sunamita continua entrando em lugares que julgamos perdidos.
Deus não precisa de circunstâncias favoráveis para realizar milagres. Ele só procura corações que ainda escolhem confiar quando tudo parece acabado.
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