Pendências emocionais não desaparecem com o tempo; elas apenas criam raízes mais profundas no coração.
Muitas pessoas carregam feridas antigas como se fossem parte de sua identidade. Guardam palavras que nunca deveriam ter sido armazenadas, alimentam ressentimentos que nunca deveriam ter sido cultivados e permitem que mágoas do passado continuem governando o presente. O problema é que aquilo que não é tratado diante de Deus acaba se transformando em prisão para a alma.
A Bíblia nos ensina que o perdão não é uma opção para o cristão, mas uma evidência da graça que já recebemos. Cristo não nos chamou para carregar correntes emocionais, mas para viver em liberdade. Quando escolhemos perdoar, não estamos dizendo que a ofensa foi pequena; estamos dizendo que a cruz de Cristo é maior do que ela.
Existem relacionamentos machucados que precisam de restauração. Existem conversas difíceis que precisam acontecer. Existem pedidos de perdão que precisam ser feitos. Existem lágrimas que precisam ser derramadas diante de Deus. E existem pesos que já deveriam ter sido deixados aos pés da cruz há muito tempo.
O orgulho constrói muros. A humildade constrói pontes. O orgulho diz: “Eu tenho razão.” A graça pergunta: “Vale a pena perder uma alma para vencer uma discussão?” Muitas vezes, a cura começa quando alguém encontra coragem para dar o primeiro passo.
Não desça à sepultura carregando mágoas que Jesus já levou sobre Si. Não permita que feridas antigas roubem a alegria dos dias que Deus ainda preparou para você. A vida é curta demais para ser vivida com o coração aprisionado pelo ressentimento.
Que hoje seja o dia de entregar suas dores ao Senhor. Que hoje seja o dia de liberar perdão. Que hoje seja o dia de buscar reconciliação, enquanto ainda há tempo. Porque a verdadeira força não está em guardar feridas, mas em permitir que Deus as cure.
“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” (Colossenses 3:13)
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