O evangelho não combina com estruturas arcaicas que cheiram a mofo.
Odres têm prazo de validade, envelhecem, e já não suportam o frescor do vinho novo. Por isso acabam se rompendo de modo que o vinho seja entornado.
O vinho só não entorna se acompanhar o processo de envelhecimento do odre. Mas daí, perde o sabor original, vira vinagre, fica intragável e indigesto.
Uma coisa é envelhecer em barris de carvalho que preservam o sabor do vinho, outra é deixá-lo envelhecer num odre de couro que acaba apodrecendo. Odre não é lugar de armazenamento do vinho. O vinho só era colocado no odre pouco antes de ser servido ou para ser transportado em menores porções.
As denominações se transformaram em adegas onde o vinho é estocado em odres velhos prestes a se romperem.
Por isso, não suportam o frescor de uma mensagem contextualizada do evangelho que busca responder às questões pertinentes de seu tempo.
Minha solidariedade ao mano Ed René Kivitz e a todos que têm sido derramados por odres vencidos.
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