“E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.20b).
Vivemos tempos terríveis e abomináveis. Não faltam provas de que este é um mundo amaldiçoado pelo pecado e sem Deus. Coisas que até passado recente eram consideradas hediondas, verdadeira loucura, hoje são proclamadas abertamente e incentivadas a jovens e adolescentes. Os manicômios estão vazios... Nega-se qualquer padrão ou modelo. Afirma-se não existir verdade absoluta, a não ser, é claro, a de não haver verdade absoluta. Há imposições para todos os lados, pela mídia, com apoio de um governo ímpio e anticristão, mesmo de coisas aprovadas, mas com objetivos malignos, visando a promoção de uma “cartilha” que pretende mudar o padrão de comportamento de todos os seres humanos, quiçá, sua própria essência.
Quer-se varrer completamente qualquer resquício de cristianismo. As igrejas estão se deformando gradativamente em religião de homens. Os chamados crentes enfatizam o que é terrenal, andando atrás das mesmas coisas que os ímpios tanto buscam. Quando alguém recebe uma “bênção” sempre descreve algo do físico e material. Foi-se o tempo em que se poderia conversar com um desconhecido na rua e perceber que ele tinha basicamente os mesmos concentos gerais de ética e moral que você.
Hoje impera monstruosidades e coisas demoníacas. O poder avassalador e destruidor do pecado se multiplica esmagando o pecador e fazendo-o sofrer coisas indizíveis. Pobre homem, pecador, condenado. Não percebe que o pecado continua a enganá-lo, apresentando-se como algo vantajoso, que concede liberdade, autonomia. A felicidade humana assume os contornos da vontade de cada um, sendo a vida feliz descrita exatamente assim: as concretizações dos propósitos dos corações.
Os crentes se transformaram em sonhadores, que impõem a Deus o que querem. Não se ora mais pela expansão do reino de Cristo, pelo fortalecimento das igrejas, de seus pastores e lideranças, pela evangelização e pelas missões. Pastores e missionários passaram a buscar ministérios lucrativos, escolhendo sempre os campos que melhor benefício financeiro e retorno material concedem. Triste realidade é quando um crente percebe que está em uma igreja cujos membros pouco interesse tem pelo reino. Está muito próximo o tempo quando teremos que buscar comunhão à distância, com verdadeiros crentes, nos quais percebemos realmente a presença do Senhor por seus atos, palavras, obras e serviço, que priorizam o reino de Deus e sua justiça. O crente terá que buscar o máximo a comunhão com eles, ainda que por telefone, mensagens de texto e de vídeo.
Crentes se juntam a crentes, bem como, os ímpios, a seus pares. Aquele que está transbordante de Jesus é magnetizado pela presença do Espírito na vida de outros. Será com esses que quererá estar sempre. Quer ouvir Cristo também na vida de seus irmãos, vê-lo por suas evidências, notá-lo em uma vida transformada. Cristo não está distante!
A ascensão de Jesus deve ser bem compreendida para que não tenhamos entendimento errado. Ele foi, mas ficou. Talvez seja por essas coisas que a fé é vista como loucura para o mundo. Ele realmente foi fisicamente para as alturas, recebido na presença de Deus, e possivelmente habite o Éden preservado para ser reintegrado à Criação no último dia. Sua ascensão foi extremamente importante para o propósito de salvação, pois fez da presença de Cristo onipresente no derramamento do Espírito.
A comunhão que tiveram os apóstolos com Jesus antes de sua morte e ressurreição era imensamente inferior àquilo que passaram a experimentar a partir do Pentecoste. Ali Jesus batizou sua igreja com o Santo Espírito para realizar sua obra, assim como ele foi batizado pelo Espírito por seu Pai no batismo por João Batista, para que realizasse sua obra. Porém, a presença do Espírito não é apenas capacitadora, mas manifestadora do Filho que revela o Pai. É por isso que ser um portador do Espírito é ser seu Templo, mas também Corpo de Cristo, eternamente filho de Deus. Em seu estado de humilhação, quando viveu como qualquer um de nós, mas sem pecado, a presença de Jesus era limitada pelo espaço. Quando manifestado pelo Espírito no Pentecoste, passou a ser experimentado na vida de cada convertido, ao mesmo tempo, por inteiro, rompendo as barreiras do tempo e do espaço.
Não devemos imaginar Cristo distante de nós, na glória, como nos assistindo de longe. Precisamos enxergá-lo ao nosso lado, em nós, a cada momento. Não se trata de um amigo imaginário, mas da certeza de fé que tem todo nascido de novo. Cristo está vivo e está para sempre comigo! Que coração não louvaria intensamente a Deus, consciente dessa inigualável realidade! É a presença de Cristo conosco que nos impele ao serviço, a corajosamente enfrentar as dificuldades e a vencer as barreiras: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1.9). Estar em Cristo é recomeçar a experiência do Éden, de estar constantemente na presença do Criador, agora, também Salvador dos homens. Ele está comigo, incansável, permanente, a me aconselhar e me guiar no caminho a seguir.
O mundo sempre foi perverso, realidade que se tornará cada vez mais patente à medida que o Senhor se aproxima de seu retorno. Porém, não temamos! Não desanimemos! Como Elias, apresentemo-nos diante do inimigo de Deus e de seu povo e afirmemos: “Disse Elias: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, perante cuja face estou, deveras, hoje, me apresentarei a ele” (1Rs 18.15). Este mundo é cruel e maldito. Os homens se mostram demônios, mas Cristo é conosco.
Resgatemos a certeza da presença de Deus e corajosamente o sirvamos. Proclamemos sua Palavra sem vacilar: evangelização e missões! A grande comissão! Creia que Jesus é contigo, que ele está aí com você e jamais te desampara. Viva a segurança, a paz, a alegria da presença do Senhor em sua vida. Tenha um abençoado dia na presença de Cristo