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sexta-feira, 5 de junho de 2026

HOUVE

 Houve um tempo em que os discípulos acreditavam que o pouco que tinham jamais seria suficiente. Cinco pães e dois peixes pareciam insignificantes diante de uma multidão faminta. 


Mas quando aquilo que era pequeno foi colocado nas mãos de Jesus, deixou de ser apenas alimento e se tornou testemunho. Porque Deus não precisa de abundância para realizar milagres; Ele apenas procura corações dispostos a entregar o que possuem.


O mesmo Deus que multiplicou os peixes à beira do mar, que transformou água em vinho nas bodas de Caná e que fez o azeite da viúva não parar de correr, continua sendo especialista em surpreender aqueles que confiam n’Ele. Seus milagres nunca chegam apenas para suprir. Eles chegam para revelar Sua glória, fortalecer a fé e mostrar que os limites humanos não podem impedir os planos divinos.


Talvez hoje você esteja olhando para sua vida e enxergando escassez. Pouca força, poucos recursos, poucas oportunidades, poucas respostas. Mas Deus está olhando para o mesmo cenário e vendo matéria-prima para um milagre. Onde você vê falta, Ele vê provisão. Onde você vê o fim, Ele vê o começo. Onde você vê impossibilidade, Ele vê uma oportunidade de manifestar Seu poder.


O Reino de Deus é marcado pela sobra. Sobrou pão depois da multiplicação. Sobrou vinho na festa. Sobrou azeite nas vasilhas. Porque quando Deus derrama Sua bênção, Ele não faz pela metade. Ele faz de maneira que ninguém tenha dúvidas de que foi Sua mão quem operou.


Continue confiando. Continue obedecendo. Continue entregando a Ele aquilo que parece insuficiente. O mesmo Deus que fez sobrar no passado continua escrevendo histórias de abundância hoje. E quando o seu milagre chegar, não será apenas o suficiente para sobreviver; será uma demonstração tão grande da fidelidade de Deus que você olhará para trás e perceberá que cada espera valeu a pena.


📖 “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.” (Efésios 3:20)


✨ Quando Deus decide abençoar, a provisão deixa de ser medida pela lógica e passa a ser medida pela grandeza dEle. 🙏🏻🔥

LEVANTA

 OTNIEL E EÚDE: DEUS AINDA LEVANTA IMPROVÁVEIS


Em Juízes 3, Israel já não estava vivendo apenas uma dificuldade externa. O problema era interno. O povo tinha se esquecido da aliança, se misturado com aquilo que Deus mandou arrancar e voltado a servir outros deuses. A opressão que veio sobre eles não nasceu do nada, nasceu de escolhas toleradas, de altares preservados e de uma obediência pela metade. Mas quando o povo clamou, Deus levantou livramento. Primeiro veio OTNIEL. A Bíblia diz que o Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele julgou Israel e saiu à guerra. Em uma geração marcada por fraqueza espiritual, Deus encontrou alguém disponível para carregar governo, coragem e direção. Depois veio EÚDE, um homem canhoto, improvável aos olhos humanos, mas usado por Deus de forma certeira para libertar Israel de Eglom, rei de Moabe. Aquilo que poderia ser visto como limitação virou estratégia nas mãos do Senhor. Esses dois homens mostram que Deus não precisa seguir o padrão que as pessoas aprovam para levantar alguém. Ele usa quem ninguém esperava, em um tempo que parecia perdido, para fazer o que ninguém imaginava. Mas a mensagem não termina no livramento. Otniel e Eúde foram respostas de Deus, mas Israel precisava aprender que não adianta ser liberto e continuar voltando para os mesmos ciclos. Deus pode levantar improváveis para arrancar você da opressão, mas depois do livramento precisa existir fidelidade. Porque milagre sem mudança vira apenas uma pausa antes da próxima prisão. O problema nunca foi Deus não socorrer. O problema era o povo clamar na dor e esquecer da aliança quando a terra descansava. Que essa geração entenda: Deus ainda levanta OTNIEL. Deus ainda levanta EÚDE. Deus ainda usa improváveis. Mas quem recebe livramento precisa parar de negociar com aquilo que abriu a porta para a opressão.


Juízes 3:10

“E veio sobre ele o Espírito do Senhor, e julgou a Israel; e saiu à peleja, e o Senhor entregou na sua mão a Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia.”

TUDO

 O evangelho não é, antes de tudo, uma mensagem sobre o que o homem pode fazer por Deus, mas sobre aquilo que Deus realizou em Cristo para salvar pecadores. Em Romanos 8.1–4, o apóstolo Paulo nos conduz ao coração da obra redentora de Deus, revelando a profundidade de Sua graça e a eficácia de Sua salvação.


1° A gloriosa verdade do evangelho (v. 1)


Essa não é apenas uma promessa para o futuro, é uma realidade presente. O pecado ainda luta contra nós, mas já não possui a palavra final. Em Cristo, a culpa foi removida, a condenação foi vencida e a graça triunfou.


2° O fundamento perfeito (v. 2)


Nossa segurança não está na força da nossa fé, mas na perfeição da obra de Cristo. O Espírito aplica em nós aquilo que Jesus conquistou por nós. O fundamento da salvação não é a nossa constância, mas a fidelidade de Deus.


3° A motivação divina (v. 3)


Quando éramos incapazes de nos aproximar de Deus, Ele veio ao nosso encontro. A cruz revela que a salvação nasce do amor divino e não do mérito humano. Deus fez por nós aquilo que jamais poderíamos fazer por nós mesmos.


4° O objetivo final (v. 4)


Deus não nos salva apenas da condenação do pecado, Ele nos salva para uma nova vida. A graça que perdoa é a mesma graça que transforma. O Espírito não apenas nos consola, mas nos conforma à imagem de Cristo.


Em síntese, é como disse John Stott: “A salvação é inteiramente obra de Deus, do começo ao fim, do primeiro ao último passo.”



PROVA

 CUSÃ-RISATAIM: TEM OPRESSÃO QUE NÃO COMEÇOU NO MAL, COMEÇOU NA SUA TOLERÂNCIA


Cusã-Risataim não aparece em Juízes 3 como um detalhe da história. Ele aparece como a prova de que, quando um povo decide brincar com a desobediência, cedo ou tarde vai se curvar diante daquilo que tolerou. Israel não foi oprimido porque Deus ficou fraco, nem porque o rei era grande demais. Israel foi oprimido porque se afastou, se misturou, se esqueceu do Senhor e abriu a porta para aquilo que Deus já tinha mandado arrancar. É aí que muita gente se engana. Quer viver promessa sem renúncia, quer livramento sem aliança, quer paz sem romper com o que alimenta a própria prisão. Depois, quando a opressão aperta, pergunta por que a vida travou, por que a casa virou peso, por que a mente virou guerra, por que o coração perdeu força. A resposta de Juízes é dura e clara: tem gente sendo governada hoje por coisas que deveria ter matado ontem. Cusã-Risataim é o retrato de toda força que cresce quando a obediência morre. É o nome da opressão que entra quando a verdade deixa de ser prioridade. E o mais incômodo é que muita gente não quer ser livre de verdade, quer apenas ter alívio. Clama quando sofre, mas preserva o que trouxe a dor. Chora na presença, mas continua fazendo acordo no secreto. Quer que Deus quebre a opressão, mas não quer fechar a porta que a convidou a entrar. Juízes 3 não foi escrito para massagear ninguém. Foi escrito para mostrar que desobediência tem preço, mistura tem consequência e esquecimento espiritual cobra caro. Se existe um Cusã-Risataim se levantando contra áreas da sua vida, talvez o problema não esteja só no ataque, mas na permissão. Deus ainda levanta livramento, mas quem quer viver liberdade precisa parar de proteger aquilo que Deus mandou arrancar.


Juízes 3:8

“Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de Cusã-Risataim…

PROMESSA

 Você já parou para pensar que talvez o problema não seja falta de promessa, falta de porta aberta ou falta de Deus agir? Talvez o problema seja uma fé que você diz ter, mas não permite que ela tire você do lugar comum. Porque é possível falar que crê em um Deus grande e continuar vivendo com uma mente pequena, esperando pouco, aceitando pouco, sonhando pouco e chamando isso de prudência. A Bíblia não apresenta um Deus limitado. Ele abriu o mar, derrubou muralhas, sustentou no deserto, fez água sair da rocha, multiplicou azeite, levantou mortos e mudou histórias impossíveis. Então a pergunta é direta: se Deus continua sendo o mesmo, por que a sua vida espiritual se acostumou tanto com o básico?

O extraordinário não é para quem apenas fala bonito sobre fé. É para quem crê a ponto de obedecer, se mover, romper pensamentos antigos e parar de tratar o impossível como se fosse maior que Deus. Muita gente quer viver milagres, mas continua alimentando uma mentalidade de medo, escassez e desculpa. Quer resposta, mas não muda a postura. Quer viver algo novo, mas continua presa no mesmo jeito de pensar. Só que fé verdadeira não combina com acomodação. Quem crê de verdade não faz do comum uma morada. O comum pode até ter sido uma fase, mas não pode virar identidade.

Deus não te chamou para viver medindo a vida pelo tamanho das suas limitações. Ele te chamou para crer no tamanho da Palavra dEle. Enquanto a sua mente continuar aceitando o pouco como se fosse destino, você vai chamar de realidade aquilo que Deus queria romper pela fé. O extraordinário não começa quando tudo fica fácil. Ele começa quando você decide parar de pensar como alguém vencido e começa a crer como filho de Deus.


“Tudo é possível ao que crê.” Marcos 9:23

SONHOS

 “.. Era uma vez um menino que acreditava que os sonhos tinham asas invisíveis. Todas as noites, antes de dormir, ele fechava os olhos e imaginava uma pequena porta no meio do seu coração. Por essa porta, ele entrava em mundos que ninguém mais via; mundos de cores que não existiam nos livros de pintura, de melodias que não cabiam em nenhuma canção, de histórias que nunca tinham sido contadas.


Na primeira noite em que ousou atravessar essa porta, encontrou um campo imenso de estrelas plantadas como flores. Elas brilhavam em tons de azul, dourado e violeta, e cada uma delas guardava um segredo que alguém, em algum lugar, sonhava em silêncio. O menino caminhava entre elas, curioso, até perceber que algumas flores-estrelas brilhavam mais fraco. Quando se aproximou de uma, ouviu sua voz sussurrar:


- “Eu sou o sonho de alguém que desistiu…”


Aquelas palavras o tocaram fundo. Então ele decidiu colher aquela estrela e guardá-la em seus bolsos, com a promessa de que não deixaria o sonho morrer.


Na noite seguinte, atravessou a porta de novo. Desta vez, o mundo era feito de rios suspensos no céu. Ele navegava em um barquinho feito de papel dobrado, e a corrente o levava para lugares que só existiam no desejo das pessoas. Passou por uma ponte que ligava duas montanhas: uma feita de coragem, a outra feita de medo. Para atravessar, precisou cantarolar baixinho uma música que nem sabia que sabia; e, de repente, o medo se dissolveu, transformando-se em pequenas borboletas que o seguiram no caminho.


Assim, noite após noite, o menino viajava por paisagens que nasciam daquilo que mora dentro de cada coração humano: sonhos esquecidos, esperanças adormecidas, desejos escondidos. Ele entendia, aos poucos, que sonhar não era apenas um passatempo da noite, mas uma forma de manter a alma viva durante o dia.


Um dia, já mais crescido, quis compartilhar esse segredo. Contou às pessoas que os sonhos não são apenas ilusões, mas sementes. Que alguns germinam rápido, outros levam anos, mas todos precisam de alguém que acredite. Muitos riram, outros duvidaram. Mas havia sempre um olhar que brilhava, um coração que se lembrava da porta que também guardava no peito.


E assim, o menino; agora um homem; seguiu sua caminhada. Não deixou de atravessar a porta dentro de si, nem de recolher estrelas apagadas pelo cansaço do mundo. Porque aprendeu que sonhar é, de certo modo, cuidar: cuidar de si, dos outros, e do que ainda não existe, mas pode vir a existir.


E talvez seja esse o verdadeiro segredo dos sonhos; não são apenas fantasias, mas mapas. E cada vez que alguém ousa segui-los, um novo mundo começa a nascer..”


📝❤️‍🩹

FAMILIA

 

“Toda mulher sábia encoraja e edifica sua família, mas a mulher tola, com o tempo, a destruirá por suas próprias ações.” 


Nenhuma família está livre de problemas. Uma pessoa sábia não ignora os desafios que surgem, mas oferece encorajamento aos outros. Ela é capaz de encontrar maneiras de construir esperança, garantir confiança e oferecer apoio amoroso em seus relacionamentos. Há alguém que lhe vem à mente quando você lê este versículo? Talvez haja uma pessoa que nutre em sua vida e que se tornou um porto seguro para você. Mesmo que ela não esteja ligada por laços de sangue, ela pode servir como uma figura materna em sua vida.


Quando abrimos nossos corações para encorajar os outros com amor, chamando-os para o seu potencial em vez de diminuir seu valor de acordo com seus erros, assumimos o papel de nutridores. Deus é o maior de todos. Ele é um Pai amoroso que acolhe seus filhos em casa quando eles ainda estão longe, mas voltados para Ele. Ele nos envolve nas vestes reais de sua misericórdia. Ao nos voltarmos para Ele, Ele se torna nosso exemplo de como nos erguermos em amor leal.


Bom Pai, obrigado pela Tua bondade e atenção. Tu encorajas meu coração na esperança, mesmo na correção. Tu és minha Rocha de refúgio; que eu possa ser um abrigo para os outros também.


TEMPO

 Houve um tempo em que os discípulos acreditavam que o pouco que tinham jamais seria suficiente. Cinco pães e dois peixes pareciam insignificantes diante de uma multidão faminta. 


Mas quando aquilo que era pequeno foi colocado nas mãos de Jesus, deixou de ser apenas alimento e se tornou testemunho. Porque Deus não precisa de abundância para realizar milagres; Ele apenas procura corações dispostos a entregar o que possuem.


O mesmo Deus que multiplicou os peixes à beira do mar, que transformou água em vinho nas bodas de Caná e que fez o azeite da viúva não parar de correr, continua sendo especialista em surpreender aqueles que confiam n’Ele. Seus milagres nunca chegam apenas para suprir. Eles chegam para revelar Sua glória, fortalecer a fé e mostrar que os limites humanos não podem impedir os planos divinos.


Talvez hoje você esteja olhando para sua vida e enxergando escassez. Pouca força, poucos recursos, poucas oportunidades, poucas respostas. Mas Deus está olhando para o mesmo cenário e vendo matéria-prima para um milagre. Onde você vê falta, Ele vê provisão. Onde você vê o fim, Ele vê o começo. Onde você vê impossibilidade, Ele vê uma oportunidade de manifestar Seu poder.


O Reino de Deus é marcado pela sobra. Sobrou pão depois da multiplicação. Sobrou vinho na festa. Sobrou azeite nas vasilhas. Porque quando Deus derrama Sua bênção, Ele não faz pela metade. Ele faz de maneira que ninguém tenha dúvidas de que foi Sua mão quem operou.


Continue confiando. Continue obedecendo. Continue entregando a Ele aquilo que parece insuficiente. O mesmo Deus que fez sobrar no passado continua escrevendo histórias de abundância hoje. E quando o seu milagre chegar, não será apenas o suficiente para sobreviver; será uma demonstração tão grande da fidelidade de Deus que você olhará para trás e perceberá que cada espera valeu a pena.


📖 “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.” (Efésios 3:20)


✨ Quando Deus decide abençoar, a provisão deixa de ser medida pela lógica e passa a ser medida pela grandeza dEle. 🙏🏻🔥

FIM

 

“Não confieis em príncipes nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios” (Sl 146.4, 5).

 Esta existência regida pelo tempo indica sempre um fim. Tudo passa. Mesmo a forma de iniciar a narrativa bíblica com a sugestiva expressão “no princípio” sugere um percurso que necessariamente levará a um final. Dizendo isso de outra forma, as Escrituras são reveladas da perspectiva de uma humanidade já caída, que reflete um mundo onde tudo passa. Por causa disso, como não poderia deixar de ser, a vida humana é descrita como o concluir um breve pensamento (Sl 90.9). Somos um diminuto parágrafo na enciclopédia da existência. Tendo perdido a eternidade, a humanidade equivale a vida a uma medida de tempo, que não costuma passar dos oitenta anos. O que passa disso é canseira e enfado. Os ciclos que regem a Criação, como o solar e o lunar, agora submetem o homem a testemunhar apenas alguns deles, na forma de meses e anos.

Não há força determinante nos seres humanos, apenas circunstancial, relativa ao tempo de uma situação, quiçá a própria vida. Nos parcos e pálidos dias de uma Criação descolorida pelo pecado, ajunta seus maiores e melhores esforços para alcançar aquilo que pretende, apenas para ver tudo envelhecer, mofar, enrugar. Os mais conscientes da existência percebem-se como ampulheta, notando que a vida escoa irreversível e inevitavelmente. O fim pode chegar mesmo antes da areia acabar, quando, por algum motivo, a ampulheta se estilhaça caída ao chão.

No entanto, para o crente em Jesus, a perspectiva de que tudo termina não é necessariamente má. Problemas também passam, assim como doenças, imbróglios familiares, dificuldades financeiras etc. Significa dizer que o tempo que arrasta tudo para seu determinado fim é aliado daquele que está unido indissoluvelmente a Jesus, aquele que já passou da morte para a vida. Sabe que mesmo as maiores dores e perdas também são desgastadas pelo tempo. Mesmo a dor física, que pode ser intensificada com o agravamento de uma doença, alcançará inevitavelmente seu fim no último resfolegar. O que aguarda o nascido de novo, que já habita um novo mundo que está sendo refeito e restaurado, é apenas vida, onde não há choro, perdas, separações, traições ou enfermidades. É a existência na qual a morte já não existirá, onde lágrimas são sinônimo apenas de alegria indizível.

Enquanto nesta terra, mesmo aquilo que é irreversível, por isso, permanente, aprendemos a conviver. Porém, é importante diferenciarmos dois conceitos: não confundamos o real com o definitivo. A ideia da realidade muitas vezes nos sugere aquilo que é perene e irreversível. Contudo, embora a presente existência seja real, é tão real quanto a fumaça ou a neblina. Elas existem, mas rapidamente se dissipam. As experiências que já vivemos são reais, mas não existem mais no tempo, apenas na memória. O fato de agora existirmos neste estado caído não implica algo definitivo. A dimensão definitiva é outra e está além do final de nossa experiência terrena.

Consequentemente, tudo o que fazemos, nossos esforços diários na vida quotidiana, só têm algum sentido se os dedicarmos ao Senhor. Neste caso, tudo o que realizarmos será contado na eternidade. Caso contrário, é fumaça lançada ao vento. Muitos finais teremos que testemunhar durante nossa breve passagem. Coisas boas e ruins passarão, até que chegue o momento de nossa passagem. Pessoas queridas vão nos preceder na eternidade. A confiança, portanto, tem de estar naquilo que é definitivo e irreversível: Deus, não nos homens. A segurança se torna sinônima de confiança. Toda a possibilidade percebida pelo homem natural está fundada no passageiro e no que se esvai. No dia da morte de um ímpio confirma-se a futilidade de sua vida. Com ele morrem todos seus ídolos e deuses. Não há qualquer esperança. Ainda que tenha deixado algum legado de conhecimento, nada de eterno foi construído. Consequentemente, nada de bom resultará quando a neblina da vida se dissipar. Salvação só há em Deus, não nos homens.

Cuidemos para não transferir nossa confiança e certeza que só podem estar no Senhor, para os homens. Nenhum poder real, nenhum conhecimento eterno há naqueles que não conhecem a Cristo. “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17:5-7). Lembremos disso. Que o Senhor nos ajude a compreender e a esperar pelo fim, não com olhar pessimista, mas com a expectativa da glória. Renunciemos a tudo o que é terreno, favorecendo tudo o que é eterno. Que nossa confiança esteja posta unicamente em Jesus. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

ORAÇÃO

 Marcos 1:35 diz “Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.”


Este diáologo deve ter sido comum entre Seus amigos: “Alguém viu Jesus”? “Ó, você sabe. Ele tá fazendo a mesma coisa”. “Orando de novo”? “Claro. Ele saiu desde que o sol nasceu”.


Jesus até desaparecia para uma noite inteira de oração. Oração, para a maioria de nós, não é uma questão de um retiro de um mês, ou nem mesmo uma hora de reflexão. É uma conversa com Deus enquanto estamos dirigindo para o trabalho ou esperando um compromisso. Deus lhe ensinará a orar. Nós falamos, Ele escuta. Ele fala, nós escutamos. Isto é oração na sua forma mais pura. Deus muda seu povo por meio de momentos assim.


Este é o meu desafio para você. Cada dia durante quatro semanas, ore por quatro minutos… E se prepare para conectar com Deus como nunca antes!

DECISÕES

 Quantas decisões da sua vida foram influenciadas por algo que você passou a acreditar sobre si mesmo?


Nem sempre a maior consequência de uma ferida é a dor que ela causou. Muitas vezes, é a narrativa que ela construiu.


"Você não é capaz."

"Você não é suficiente."

"Você sempre será assim."


Quando essas mentiras são aceitas como verdade, elas se transformam em prisões invisíveis.


A Bíblia nos mostra que a verdade tem poder para libertar. Deus não nos define pelos nossos traumas, fracassos ou feridas, mas pela identidade que Ele nos deu.


Talvez hoje seja o dia de questionar as histórias que a dor contou e voltar a ouvir o que Deus diz sobre você.


Qual mentira você precisou deixar para trás para experimentar cura? Compartilhe nos comentários.


ORGULHO



O orgulho é uma das mais perigosas enfermidades da alma. Cresce silenciosamente em nossos corações, cria raízes profundas sem ser percebido e, quando amadurece, produz frutos amargos. Sobre ele, toda a Palavra de Deus nos alerta abundantemente. O orgulho afasta o homem de Deus, quebra relacionamentos, alimenta conflitos, obscurece a verdade e nos leva a confiar mais em nós mesmos do que no Senhor. Foi o pecado que precedeu a queda de Satanás e continua sendo um dos maiores perigos para o povo de Deus.


Ana, após declarar quem Deus é, alegrar-se nele e proclamar o seu nome, passa a falar sobre os nossos corações. Inspirada pelo Senhor, ela trata inicialmente desta erva daninha da espiritualidade: o orgulho. Diz ela: “Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança” (1Sm 2:3).


Há algumas verdades contundentes que precisam ser observadas. Primeiro, existe uma relação direta entre o orgulho do coração e aquilo que falamos. Se orgulho é uma visão inflada de si mesmo, palavras de orgulho são a manifestação verbal dessa distorção. Elas diminuem os outros para exaltar a si mesmo. Ferem, desprezam, comparam, humilham e promovem divisões. O coração orgulhoso dificilmente permanece em silêncio. 


Segundo, o coração orgulhoso fala de forma arrogante. Se o orgulho é uma condição interior, a arrogância é sua expressão exterior. O arrogante se percebe superior, mais importante, mais capaz ou mais digno do que os demais. Olha para as pessoas de cima para baixo e para si mesmo de baixo para cima. Curiosamente, palavras de orgulho e arrogância nem sempre aparecem de forma explícita. Muitas vezes estão escondidas em comentários sutis, críticas disfarçadas, comparações silenciosas e até mesmo em discursos teológicos e espirituais. 


Ana, porém, nos chama a estar diante do Senhor com um coração quebrantado. O motivo é claro: “o Senhor é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança”. Que frase profunda! Ela significa que Deus não avalia apenas nossas ações externas, mas também as intenções do coração. Ele vê o que ninguém vê. Conhece nossos motivos, pensamentos e inclinações. Aquilo que pode impressionar os homens jamais engana o Senhor.


Portanto, meu irmão e minha irmã, caminhemos em humildade. Não nos comparemos com os outros e, especialmente, não nos exaltemos diante deles ou do nosso próprio coração. Toda graça que possuímos veio de Deus. Toda capacidade, oportunidade e bênção procedem de suas mãos. O caminho da maturidade espiritual não é a autopromoção, mas o quebrantamento. Não é a exaltação própria, mas a dependência do Senhor.


Hoje, peça a Deus que revele qualquer traço de orgulho em seu coração. E lembre-se: as pessoas veem a aparência, mas o Senhor pesa os feitos na balança perfeita de sua sabedoria. Bem-aventurados os humildes, pois estes aprendem a depender inteiramente da graça de Deus.



CARRO

 Se você tivesse o carro mais desejado do momento; aquele que é o mais bonito, potente, seguro e confortável, mas esse carro vivesse de tanque vazio por falta de combustível , do que adiantaria ter uma máquina dessas tão diferenciada? Afinal, um carro maravilhoso sem combustível só serviria para enfeitar a sua garagem…


Agora, transfira este exemplo para o mundo espiritual. Ter Jesus como seu Senhor e Salvador, ter recebido uma nova natureza e ser herdeiro de todas as promessas de Deus, mas viver de “tanque vazio” é puro desperdício, pois alguém que não está abastecido da Palavra de Deus constantemente não consegue viver a nova criatura no dia a dia e andar em vitória.


Pode ter certeza que Deus não planejou isso para você!


Deus e a Sua Palavra precisam ser o nosso combustível diário, caso contrário, nossa aparência pode até ser de muita beleza por fora, mas, com o tempo, mostraremos que não há vida no nosso interior.


Busque ao Senhor com afinco, priorize a Sua presença, dê atenção ao que Ele diz. Crie uma rotina de leitura e meditação na Palavra e discipline-se a segui-la.


Eu sei que é muito fácil deixar de buscar o mais importante e se distrair com as coisas da vida, mas não desperdice aquilo que Deus um dia fez por você e que ainda planeja completar!


Não subestime a potência que você pode ser. Decida não ser frio, nem morno; decida ser quente e abastecido da presença de Deus sempre!