Tem gente que começa bem, frutificando, sendo correto, íntegro, fazendo o que é certo diante de Deus… mas no meio do caminho muda, não porque perdeu o propósito, mas porque não suportou as pedras, não suportou a ingratidão, não suportou o silêncio de quem deveria reconhecer, e aos poucos vai endurecendo, vai se fechando, vai diminuindo aquilo que antes era natural, e isso revela algo sério: ainda estava dependendo da resposta das pessoas para permanecer.
Uma árvore não para de dar fruto porque foi apedrejada. As pedras não vêm para árvores secas, vêm para quem tem fruto. E é aqui que muitos se confundem, porque interpretam ataque como sinal de que algo está errado, quando na verdade muitas vezes é exatamente o contrário, é a prova de que existe vida, existe resultado, existe algo que incomoda.
O problema não são as pedras, é parar por causa delas.
Porque fruto não é reação, fruto é natureza. Quando a raiz está profunda, quando a vida está em Deus, você não depende do ambiente, não depende das pessoas, não depende de reconhecimento para continuar sendo quem foi chamado para ser, você permanece, mesmo ferido, mesmo pressionado, mesmo sem retorno, porque existe algo dentro de você que sustenta.
Se você deixa de frutificar por causa das pedras, você entrega o controle da sua vida para quem te atingiu. Mas quando você permanece, você mostra que não está nas mãos do que fizeram com você, você está firmado naquilo que Deus gerou em você.
E no final, não são as pedras que contam a sua história…
é o fruto que você decidiu continuar dando.
João 15