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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SACERDOTE

 “Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).

O fato de não mais vivermos uma realidade do Antigo Testamento faz com que, necessariamente, pensemos figuradamente na ideia de um sacerdote, mais especificamente, um sumo sacerdote. No entanto, nós realmente temos um! Não é figurado! Nosso Senhor Jesus Cristo adentrou os céus para se tornar nosso representante em todas as coisas. Deus não nos vê mais diretamente, mas através de Cristo. Isso quer dizer que, ao invés dos nossos pecados, ele enxerga a justiça de Jesus. De igual forma, Deus não trata mais diretamente conosco, em dívida de sangue com ele, mas com Cristo, nosso representante, que já morreu por nós, quitando completamente nosso débito.
O autor aos Hebreus, que pode ser o apóstolo Paulo pelo que vemos ao final de escrito (referência à Itália e a Timóteo sugerem isso), tem como objetivo exaltar a Pessoa e obra de Cristo tomando como base de comparação o Antigo Testamento. Dessa forma, começando da própria revelação, passando pelos anjos, Moisés e o sacerdócio levítico, destaca o Messias como sendo muito superior a todos eles, pois é “a expressão exata da ser de Deus”, ou seja, o próprio Deus em figura humana.
Contudo, dentre essas verdades e comparações, nada se compara ao fato de que Jesus é nosso sumo sacerdote. Dessa forma, escrevendo a judeus cristãos, o autor aos Hebreus toma assuntos hebraicos explicando como as profecias do Antigo Testamento se aplicam e se cumpriram na realidade do Novo Testamento, isto é, na igreja. Neste impressionante extrato, o texto transcrito acima, ele faz uma espécie de resumo temático do que estava tratando recentemente. Seu objetivo é afirmar o mínimo doutrinário irredutível que seu público-alvo deveria reter e assimilar.
O primeiro ponto disto é: “temos um sumo sacerdote”. É curioso observar isso. Embora não tenhamos mais a exigência de um Templo com um altar de sacrifício, continuamos a ter um sumo sacerdote. No entanto, tal sumo sacerdote, constituído para sempre segunda a ordem de Melquisedeque, realizou um único sacrifício santo e eterno para nunca jamais oficiar novamente. Ofereceu-se a si mesmo na cruz para saldar definitivamente a dívida de cada um de nós, os eleitos. Ele não é meramente humano, mas também divino.
Foi exatamente isso que lhe deu o direito de se assentar nos céus, à direita do trono de Deus. Na verdade, temos aqui uma asseveração baseada em figuras. Deus, sendo Espírito, não necessita de um trono para sentar-se. O que o autor aos Hebreu quer enfatizar é o governo de Cristo, em harmonia perfeita com Deus. O autor aos Hebreus chama este lugar de verdadeiro santuário, pois é uma referência ao “lugar” da habitação da Trindade – é onde Deus realmente “mora”. Não era um lugar como o Tabernáculo do deserto, construído por mãos de homens, lugar físico, que não podia reter a divindade.
A morada de Deus nos céus não foi construída por mãos humanas, mas “lugar” fundado e estabelecido pelo próprio Deus. A especialidade deste lugar não está “apenas” na sua localização, mas no acesso que ele permite. Uma vez que o nosso sumo sacerdote governa uma nova humanidade, a igreja, em harmonia com Deus, tem acesso direto ao Pai, intercedendo por nós diretamente na presença da Trindade, na sua morada celestial.
Dessa forma, o autor aos Hebreus distingue Jesus Cristo dos sacerdotes do Antigo Testamento: enquanto na antiga ordem eram pecadores que intermediavam o contado do povo com Deus, o atual sumo sacerdote já é o próprio Deus; enquanto os sacerdotes de Israel oficiavam na terra, nosso Senhor oficia nos céus, na presença de Deus; enquanto os do Antigo Testamento sacrificavam animais, vítimas simbólicas e sem valor algum em si mesmas, o Mediador do Novo Testamento sacrificou a única vítima que realmente seria aceitável a Deus, ele próprio.
Com isso, fica provada e estabelecida a superioridade da vida com Deus que temos no Novo Testamento, uma vez que a obra de Cristo está consumada. Estamos no Santo dos Santos, unidos com Cristo, na presença de Deus. Essa é a verdade insuperável! No entanto, não pode ser apenas algo conceitual, uma informação verdadeira. Deve ser a nossa experiência constante! Enxergarmo-nos favorecidos por Deus, à sombra do Onipotente, acolhidos sob suas asas, com nossos corpos neste mundo, mas nossa alma habitando o esconderijo do Altíssimo.
Confiemos naquilo que nosso Senhor realizou e vivamos para sua glória. Que o Senhor nos ajude a viver confiadamente. Que creiamos piamente naquilo que foi realizado na cruz. Sejamos sempre agradecidos pela plenitude que podemos viver na profunda comunhão com Cristo, por meio deste sacerdócio eterno que Jesus realiza hoje em favor de seu povo. Confiemos naquele que tem a experiência de nossa dor e necessidade, todo sábio e poderoso para dirigir a nossa vida. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

AMANHA

 Em Mateus 8:26, Jesus pergunta “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” Esta é a uma boa pergunta. Às vezes o medo pode ser saudável. Pode impedir uma criança de atravessar uma rua movimentada. É a atitude apropriada para um edifício em chamas ou um cachorro rosnando. Medo por si só não é pecado. Mas pode levar ao pecado.

Se nós medicamos o medo com explosões de raiva, afastamento carrancudo, ou controle exagerado, nós excluímos Deus da solução. O medo pode encher o nosso mundo, mas não precisa encher os nossos corações. Sempre vai bater à porta. Mas não precisa o convidar para jantar. A promessa de Cristo é simples. Podemos temer menos amanhã do que hoje.


AGRADAR



“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).


A Escritura nos chama a lidar com as pessoas de forma bondosa, gentil e amorosa. O bom testemunho abre portas, constrói pontes e, muitas vezes, prepara o coração para que o evangelho seja ouvido e acolhido. A fé cristã não é áspera nem indiferente, pois ela se expressa em palavras brandas, atitudes respeitosas e amor sincero. Deus usa relacionamentos saudáveis para atrair pessoas a Cristo.


Entretanto, há um perigo sutil e implacável: estruturar a vida em torno do desejo de agradar aos outros. Esse caminho parece piedoso, mas é espiritualmente adoecedor. Primeiro, porque é uma missão impossível. Por mais que você se esforce, faça, doe e se sacrifique, sempre haverá desagrado. Não somos perfeitos e não agimos perfeitamente. Até mesmo o amor que oferecemos é limitado, falho e marcado por nossas fraquezas. Além disso, a forma como o outro recebe o que fazemos é parcial, filtrada por expectativas e percepções próprias. Às vezes, até mesmo ingratidão. Assim, quem vive para agradar jamais descansa.


O segundo motivo é ainda mais profundo: o alvo do agrado está equivocado. Em Cristo Jesus, fomos chamados para agradar a Deus. Paulo afirma com clareza que viver para agradar aos homens é incompatível com ser servo de Cristo (Gl 1:10). Quando buscamos agradar a Deus, inevitavelmente desagradaremos algumas pessoas e, muitas vezes, ao nosso próprio coração. Creio que esta é uma verdade clara para todo cristão. Assim, procure agradar a Deus sobre todas as coisas. 


Mas cabe um alerta! Isso jamais é desculpa para ser rude, mal-educado ou impaciente com o irmão. Ao contrário, quanto mais buscamos agradar a Deus, mais somos moldados à semelhança de Cristo, que foi manso, humilde, paciente e amoroso. Um segundo alerta! Seja sensível e grato àqueles que tentam agradar você. Reconheça esforços, valorize gestos e responda com graça. Seja sinceramente grato. 

Portanto, a quem você quer agradar? A resposta moldará suas decisões, seus relacionamentos e sua paz diante de Deus.


TEMPO

 Nós bem sabemos, que tempo, palavras e oportunidades são coisas que não voltam. 

Por isso, peça a Deus que a sabedoria venha ser o alicerce das suas decisões. 

TEMPO, aprenda a administrar o seu para não perder com coisas que nada acrescentará na sua vida. Lembre-se, o tempo não volta!

PALAVRAS, use-as com sabedoria pois depois de proferidas, elas podem edificar ou destruir, inclusive a nós mesmos(as).

OPORTUNIDADES, recorra a Deus para que tenhas coração puro e visão de águia pois assim, você não perderá as oportunidades que a vida vier lhe oferecer 


VENENO


A língua pode dirigir, destruir ou deleitar. A língua é fogo devastador e veneno letal. A língua é destruidora, indomável, incoerente e assaz perigosa. Há aqueles que se rendem à mentira. Há outros que espalham boatarias perniciosas. Há aqueles que, jeitosamente, torcem as palavras e alteram fatos para denigrir a imagem do próximo. Muitos falam mal do próximo, tornando-se juízes impiedosos e transgressores da lei. Há aqueles que se calam quando deveriam falar e há outros que falam quando deveriam se calar. Oh, que Deus nos ajude a usar a nossa língua para glorificar a Deus e abençoar o próximo! 


DENTRO


“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.”

Gênesis 17:1


Abraão tinha um relacionamento com Deus. O homem considerado “pai na fé” teve o privilégio de falar e ouvir Deus como se fosse um ser humano.


Em uma de suas aparições, Deus diz que Abraão deve andar na Sua presença e ser perfeito. Mas como, se ele era imperfeito?


Embora sejamos sujeitos a errar por causa do mundo em que vivemos, não devemos mais ser influenciados por ele. Andar com Deus (viver com Ele, em Sua presença) deve ser o nosso estilo de vida.


À medida em que este laço fica mais estreito, nossa semelhança com Jesus vai aumentando e vamos nos aproximando da perfeição dEle.


Você sabia que Deus quer que você melhore continuamente? Sim, Ele te ama como você é e está sempre pronto para te perdoar, mas isso não significa que Ele se conforma com o seu estado hoje – Ele sabe que você pode ser melhor e planeja o seu aperfeiçoamento.


No entanto, você apenas seguirá rumo à perfeição se você deixar que Ele “mexa” no seu interior, e isso não será agradável para a sua carne. Você está disposto?


Se você estiver, este é um processo que o resultado será apenas para o seu bem e o das pessoas à sua volta, mas o tempo que demorará e como ele se dará dependerá da sua disposição em obedecer.


Deixe Deus te transformar. Ande com Deus e deixe que Ele trabalhe no seu interior a ponto das pessoas enxergarem Jesus em você!


Oração: Pai, tenho aprendido que andar na tua presença é o que modificará toda a minha vida. Tenho visto também que, para que eu seja cada dia mais parecido com Jesus, eu preciso permitir que o Senhor “mexa” no meu interior e mude aquilo que precisa ser mudado. Por mais que doa e me incomode muitas vezes, sei que esse é o processo, então, fique à vontade para modificar o que preciso for. Eu quero alegrar o teu coração e ser uma pessoa cada dia melhor. Em nome de Jesus, amém.

FLORES

  As flores do jardim conventual são contempladas diariamente, pois elas elevam a alma. Na minha opinião quem não planta flores não sabe viver com plenitude. Me identifico mais com aquelas flores que florescem para além da primavera. A coragem de floresce é o grande diferencial, caminho para a superação. Sim, existe uma coragem que não se confunde com euforia nem com ausência de dor. É aquela que permanece mesmo quando tudo parece estéril, quando o solo ainda guarda marcas de invernos prolongados. Algumas vidas aprendem cedo que esperar condições ideais é um luxo raro e, por isso, escolhem florescer com o que têm, onde estão, do jeito possível. Essa coragem não ignora a aspereza do caminho, mas também não se deixa definir por ela. Há almas que compreenderam, no silêncio das próprias lutas, que a estação mais importante não acontece fora, mas dentro. Quando o coração decide não se fechar, mesmo ferido, algo começa a se renovar sem alarde. A primavera interior não elimina as noites frias, mas garante que elas não sejam o fim da história. Deus age assim, discretamente, sustentando a seiva invisível que continua circulando quando tudo parece parado. O mundo vê apenas resistência, mas por dentro acontece um trabalho delicado de reconstrução, de reconciliação com a própria fragilidade. Flores corajosas não são as que nunca enfrentaram o gelo, são as que não permitiram que ele endurecesse a raiz. Elas aprendem a transformar espera em profundidade, queda em aprendizado, silêncio em escuta. Não se apressam em provar nada, apenas seguem fiéis ao impulso de viver que as habita. Há uma beleza madura nesse florescer que não depende de aplausos nem de condições favoráveis. Ele nasce da confiança de que a vida, mesmo atravessada por contrastes, continua merecendo entrega. Assim, pouco a pouco, o coração encontra sua própria estação de luz, não porque tudo ao redor mudou, mas porque algo dentro decidiu permanecer aberto. E onde há abertura, a vida sempre encontra um jeito de florescer. 

DOR

 A dor causada por pessoas é real.

 Mas ela não redefine quem Deus é.


Confiar em Deus não é o mesmo que confiar cegamente em gente.

 Pessoas falham. Líderes falham. Igrejas falham.

 Deus, não.


📖 “Maldito o homem que confia no homem.”

 A Bíblia nunca romantizou líderes.

 Ela sempre apontou pra Deus.


Não abandone a fé por causa de decepções humanas.

 Não entregue seu propósito nas mãos de quem te feriu.


Deus não ignora sua dor.

 Ele cura feridas sem destruir o chamado.


Perdoar não apaga o que aconteceu.

 Mas impede que a ferida vire prisão.


👉 Agora me diz com honestidade:

 Você já precisou perdoar alguém dentro da igreja?

 Comenta.


 Cura começa quando a dor encontra verdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DECISÕES

 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

Certamente, algo que mais angustia o coração humano é decidir. Há decisões que causam o que podemos chamar de "boa angústia", quando há propostas tão boas e abençoadoras que temos receio de não saber escolher a melhor.
No entanto, as terríveis angústias se dão quando se trata de decisões que acarretam perdas e sofrimentos, aquelas que, não importando qual seja a conclusão a que chegarmos, algum sofrimento, perda ou prejuízo, ocasionará. São atitudes que não implicam o certo ou o errado, porém escolher entre possibilidades lícitas que resultarão algum sofrimento ou perda.
Pode ser um exercício mental simplesmente imaginar as consequências, projetar os resultados, a fim de concluir o menos danoso. É importante decidir destacando um correto raciocínio, baseado na razão. Certamente, é acertado dizer que não se deve tomar decisões com o coração. Na verdade, isso é bíblico! Deus já disse através do profeta: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17:9). Nossos sentimentos não são confiáveis, pois não são infalíveis, ou seja, podem se manifestar tendenciosos e parciais.
Agostinho, por exemplo, acreditava que antes da queda, todos os sentimentos e vontades estavam sujeitos à razão. Dizendo isso de outra forma, o homem perfeito decidia sentir, decidia querer alguma coisa, sempre como algo resultante da razão, de refletir e perceber o melhor resultado. Para aquele grande doutor, um dos Pais da Igreja, dentre as muitas mudanças que o pecado trouxe à essência do ser humano, uma das mais perniciosos e danosas foi fazer com que a razão não mais governasse os sentimentos e vontades. Agora, são os sentimentos e as vontades que interferem na razão a ponto de praticamente determinar os atos.
Conquanto isso seja inegável, tenho aprendido que os sentimentos têm papel importantíssimo nas decisões, a fim de "humanizá-las" um pouco. Quando digo isso, em hipótese alguma estou sugerindo qualquer afrouxamento da verdade ou parcialidade doutrinária. Apenas estou afirmando que, quando vamos tomar qualquer decisão, jamais devemos perder de vista o fato de que tratamos com pecadores.
Quando nosso Senhor ordena que tiremos a trave de nossos olhos para poder tirar o cisco do olho de nosso irmão, ou seja, que a soma de nossos pecados sempre se mostrará maior do que o pecado que vejo em meu irmão e tenho que ser consciente disso, não implica diminuir a intensidade da gravidade do pecado de qualquer forma ou em qualquer medida. Tão somente, para que a decisão seja acertada, tenho de lembrar que tanto ele quanto eu somos pecadores. Nesse sentido, "humanizar" uma decisão é lembrar que ninguém é perfeito, que há apegos e sentimentos, que nem sempre e nem todos estarão aptos a decisões meramente racionais.
É considerar as falhas, os apegou, os amores, os desejos de todos, que me habilita a agir com misericórdia e graça, sem ser meramente legalista e racional. Aqui percebemos como a decisão meramente racional sempre será hipócrita em alguma medida, pois passamos a exigir do próximo algo perfeito e matemático que nós mesmos não conseguimos cumprir e que por vezes já falhamos.
Com toda certeza, o padrão jamais pode estar no homem, nem ser relativo a cada um, líquido e flutuante segundo os interesses do indivíduo. O critério tem que ser o mesmo, baseado unicamente nas imutáveis Escrituras. Todavia, nem mesmo o Senhor, durante nossa peregrinação nesta terra, nos trata pela simples e fria letra da Lei. O salmista afirma: "Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades" (Sl 103:10). O Senhor, sem negociar sua justiça, perfeição e santidade, jamais desconsidera a nossa realidade como pecadores, não apenas levando em conta nossas falhas, mas também nossas vontades, amores, carências, sentimentos etc.
Decisões difíceis a serem tomadas sempre afetará pessoas, a começar de nós mesmos. É certo que seguir a Cristo impõe o Calvário para todos nós, acompanhando-o em sua morte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24). No entanto, isso está longe de dizer que não posso ter vontades e desejos pessoais, que tenho que ser uma pessoa nula, em branco, zumbis mortos de espírito vagando pela terra, pois é errado ter vontades. Ao contrário disso, devo viver para e com Jesus dedicando todos meus desejos e vontades a ele, esperando nele sua concretização ou não. É isso que diz o verso epigrafado: apresentar minha vida ao Senhor todos os dias, o que fará brotar em meu coração desejos piedosos que glorifiquem o nome de Cristo.
Aprendamos a tomar decisões buscando refletir a verdade bíblica sem a modelar segundo nossa vontade, mas percebendo a realidade do ser humano, que há sentimentos e vontades a serem consideradas. Como disse acima, não se trata de decidir entre o certo e o errado, pois, nesse caso, a decisão já está clara, mas questões que, mesmo procurando acertar, qualquer caminho a seguir imporá alguma dor ou sofrimento. Decidamos diante do Senhor e, uma vez tomada a decisão, a implementemos com paz no coração. Tenha um a abençoado dia na presença do Senhor

LÍDER

 O Senhor jamais confiará os Seus planos àqueles que não estão prontos para, como as Escrituras afirmam, colocar a mão no arado e não olhar para trás (Lucas 9.62).

A perseverança e a preparação devem caminhar juntas.
Estabelecer o Reino dos Céus aqui na Terra, em qualquer que seja a área de atuação na sociedade, exige, antes de tudo, total comprometimento.
O bom líder precisa lidar primeiro com as suas próprias questões e atuar como um bom mordomo dos recursos que estão aos seus cuidados.
Isso é o que chamamos de autoliderança, um requisito indispensável que toda pessoa precisa desenvolver antes de estender a sua influência àqueles que estão ao seu redor.

INABALAVEL

 Seguidores de Jesus ficam contagiados com malária, enterram seus filhos, e lutam com vícios. E como resultado nós encaramos medos. Não é a ausência de tempestades que nos faz quem somos. É aquele que nós encontramos na tempestade – um Cristo tranquilo.

Mateus 8:24 diz “Jesus estava dormindo.” Agora aí é que está uma cena. Os discípulos gritam, Jesus sonha. “Não te importas que morramos?” O medo coroe nossa confiança na bondade de Deus. Ele gera um monte de dúvidas que atiça ressentimentos em nós. O medo cria uma forma de amnesia espiritual. Nos faz esquecer o que Jesus já fez e da bondade divina. Jesus leva a sério o nosso medo. Não tenha medo.


SAUDADE

 A palavra saudade não tem tradução em algumas línguas. Na verdade ficamos meio confusos para definir com exatidão o que é saudade. Mas todos nós sabemos o que ela significa. É um misto de alegria e dor; não é uma dor que dói no corpo, mas é uma dor que acicata a alma. Você tem vontade de bater asas e voar na direção da pessoa que você quer bem pertinho de você. O Salmista sentiu saudade da Casa de Deus, quando disse: "Uma coisa eu peço ao Senhor e a buscarei, que possa morar todos os dias da minha vida na Casa do Senhor, para contemplar a beleza da sua santidade".


MULHERES

 A internet de hoje está saturada de debates sobre os papéis de homens e mulheres na sociedade, especialmente quando se trata das leis criadas para proteger as mulheres, como a Lei Maria da Penha, a legislação sobre agressão psicológica e a tipificação do feminicídio. Essas leis surgiram para proteger mulheres em situações de vulnerabilidade e violência. No entanto, também existe um outro lado pouco discutido: elas podem acabar incentivando algumas mulheres a utilizá-las de forma manipulativa, como um instrumento de chantagem, ameaça ou controle.


Ou seja, enquanto uma parte das mulheres é de fato amparada pela lei, outra parte acaba utilizando o sistema jurídico de maneira distorcida. Isso gera ressentimentos e desconfiança. De um lado, mulheres que sabem que contam com o apoio do Estado, e, do outro, homens que se sentem vulneráveis, temendo que uma acusação infundada acabe sendo tomada como verdadeira.


Uma parte desse desequilíbrio também está na forma como a sociedade, tanto homens quanto mulheres, lida com agressões cometidas por mulheres. E há diversos exemplos disso.


Um dos casos mais conhecidos foi o de Johnny Depp e Amber Heard. Amber acusou Depp de agressão física e emocional, mas, após um julgamento amplamente divulgado, ficou comprovado que ela mentiu, forjou provas e difamou o ex-marido. Mesmo com essa conclusão, muitos comentários nas redes sociais continuaram a defender a ideia de que, se Amber fez o que fez, então Johnny mereceu. A questão que fica é: por que a mentira comprovada de uma mulher ainda recebe tanto apoio nas redes sociais?


Outro caso de grande repercussão envolveu o jogador Neymar, que foi acusado de estupro em 2019. O processo foi arquivado por falta de provas e a gravação divulgada por Neymar mostrou que a acusação não era verdadeira. Mas, se não houvesse essa gravação, até onde essa acusação teria avançado? Como se pode destruir a reputação de um homem com uma acusação falsa e ele seguir sua vida como se nada tivesse acontecido?


Mais recentemente, um episódio na Bahia chamou atenção: um homem teve o corpo queimado com água fervente enquanto dormia, aparentemente devido a um ataque de ciúmes de sua namorada. O homem se pronunciou publicamente, mostrando as graves queimaduras, mas muitos comentários nas redes sociais diziam: “Se ela fez isso, alguma coisa ele deve ter feito”. E para completar, a mulher que supostamente o agrediu fez uma denúncia de agressão psicológica contra ele, e o homem está agora respondendo a essa acusação. Como é possível que quem quase matou outra pessoa seja tratada como vítima pelo sistema?


Nesse ponto entra um fenômeno social preocupante: a indulgência patológica. É a tendência de normalizar e até justificar agressões cometidas por mulheres contra homens, como se esses atos não fossem graves. Existem incontáveis vídeos nas redes sociais mostrando mulheres batendo em homens, gritando com eles, xingando, humilhando em público, quebrando objetos, jogando coisas neles, dando tapas, empurrões, puxões de cabelo e até agressões mais sérias. E qual é a reação mais comum? Risos. Comentários dizendo que é “engraçado”. Gente tratando como se fosse “apenas uma brincadeira”, como “pegadinha”, como “coisa de casal”, como se a agressão, por partir de uma mulher, fosse automaticamente inofensiva.


Mas basta inverter os papéis para perceber o tamanho do problema. Se um vídeo mostrasse um homem batendo, xingando, humilhando ou empurrando uma mulher, a reação nas redes seria imediata, severa e agressiva. Haveria repúdio generalizado, revolta, pedidos de prisão, cancelamento social e exposição pública. O que, aliás, estaria completamente correto. Então por que essa mesma severidade desaparece quando a agressora é mulher? Por que a agressão masculina é tratada como violência, mas a agressão feminina é tratada como humor?


Estamos diante de um claro duplo padrão moral, que não protege a justiça, não protege mulheres reais e não protege homens. Apenas cria distorções.


Sim, é inegável que ao longo da história, muitas mulheres sofreram violência real de homens, em vários contextos. E é justo que elas tenham leis para sua proteção. No entanto, reconhecer essa violência histórica não pode justificar que se crie uma nova categoria: a do homem como cidadão de segunda classe, vulnerável a abusos legais, a julgamentos precipitados e a estigmatizações automáticas.


As leis existem para proteger, não para gerar mais injustiça. Quando a sociedade começa a naturalizar a agressão feminina e demonizar qualquer erro masculino, estamos caminhando para a verdadeira justiça? Ou estamos apenas invertendo o foco da injustiça?


Outro ponto importante é que as mulheres vítimas de agressões também acabam sendo prejudicadas por essas leis desequilibradas. Muitas vezes, elas são vistas como mentirosas simplesmente porque algumas mulheres utilizam as leis de maneira manipulativa. Isso prejudica a credibilidade das vítimas reais e cria uma falsa sensação de que todas as mulheres podem ser desonestas.


Além disso, há um grande problema na definição e interpretação de algumas dessas leis. Por exemplo: o que caracteriza “agressão psicológica”? Em muitos casos, isso pode ser qualquer coisa, desde um “bom dia” não dado até um simples mau humor. A interpretação fica a critério da mulher, e, por mais que a intenção da lei seja proteger, ela acaba sendo susceptível a interpretações subjetivas, o que pode resultar em acusações sem fundamento.


O mesmo vale para o feminicídio. A tipificação do feminicídio trouxe penas mais graves em comparação com o homicídio doloso comum. O homicídio doloso possui pena de 6 a 20 anos. Já o feminicídio tem pena de 20 a 40 anos. Isso cria uma distinção, tratando a vida de mulheres como tendo maior valor no código penal. Essa diferenciação levanta um ponto crucial: deveria a vida de uma mulher ter um valor superior à de um homem no contexto da pena? O que deveria ser feito é que todas as vidas fossem tratadas com o mesmo respeito e que as leis fossem aplicadas de maneira igualitária.


Além disso, em 2025, o Senado aprovou a equiparação da misoginia ao crime de racismo. Isso significa que qualquer comportamento interpretado como misógino pode ser punido com as mesmas penas de quem comete racismo, variando de dois a cinco anos de prisão. O problema é que misoginia é um conceito abstrato, extremamente subjetivo, que depende da interpretação de quem diz ter sofrido o ataque. Isso abre espaço para abusos legais e para acusações que não precisam nem de clareza, nem de objetividade.


Às vezes, na tentativa de equilibrar a sociedade, criamos um novo desequilíbrio. Ao tentar resolver um problema, acabamos criando outro. Ao combater uma injustiça, criamos uma nova injustiça. E muitas vezes, o inimigo que queremos combater nem existe, mas criamos esse inimigo para justificar nossas ações. Movimentos sociais que começam com o propósito de buscar justiça acabam sendo tomados por ideologias de poder, o que destrói as bases da convivência social, das famílias e dos relacionamentos.


Hoje, um homem pode ser acusado de agressão psicológica por gritar com uma mulher em uma discussão onde ambos gritaram. Pode ser acusado de estupro por tocar um dedo em uma mulher, sem que haja clareza sobre o que é consentimento e o que é agressão. Isso é perigoso. Isso é muito perigoso. As mulheres adquiriram um poder através da lei que jamais foi dado a homem algum.