É sobre isso
Pedro Cesario Neto
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
NAMORE
CORAÇÃO
Há momentos em que nossas palavras não alcançam o que o coração sente.
DOR
Muitos sintomas que chegam ao consultório como insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, desesperança, não nascem apenas de um “desequilíbrio interno”. Eles muitas vezes são respostas a uma vida sob ameaça constante: boletos acumulando, medo de perder o emprego, geladeira vazia, ausência de previsibilidade.
ESPERA
Talvez a espera doa.
MOMENTO
Há momentos em que o processo parece sentença. A pressão aumenta, o fôlego diminui, a alma grita por rendição. Pensamos: “Isso vai me matar”. Mas Deus, com a precisão de um estrategista eterno, não está nos destruindo, Ele está nos reposicionando.
GERAÇÕES
“Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra após eles se levantou, que não conhecia ao SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz 2.10).
É verdade que o pecado não precisa de incentivo, mas é igualmente real que, em contextos mais favoráveis, ele se manifesta com muito maior intensidade. Alguém que tenha tendência a pecados em determinada área da vida terá menos facilidade de pecar em ambientes que não favoreçam tal prática e será como que incentivado em ocasiões que beneficiem externar tal maldade. Pensando na missão da igreja, de cada crente, de ser sal da terra e luz do mundo, notamos a importância de lutarmos para a manutenção de conceitos cristãos a fim de refrear a tendência para o mal, que é natural ao pecador. Uma evidência da derrocada dos valores cristãos na sociedade está exatamente na família. Conquanto todos os relacionamentos do lar sejam hoje questionados, especifiquemos a falta de honra e respeito pelos pais.
Até recentemente, coisa de três ou quatro décadas, ainda se via grande reverência para com os pais. Filhos falavam com orgulho deles, do exemplo e dedicação que sempre viram em sua vida. Hoje, estimulados também pelo fato de muitos pais não representarem mais modelos a ser seguidos, os filhos veem a revolta e rebelião do pecado em seu próprio coração se manifestar na forma de competição, uma disputa por poder com aqueles que os gerou e cuidou. Mesmo nas famílias cristãs, os filhos se veem estimulados a assumir precocemente autonomia como forma de se verem livres de interferências dos pais.
É assim que percebem conselhos e orientações. A presente geração tende a gerar filhos que querem suplantar seus genitores, subjugá-los, como forma de afirmação. No decorrer de nossa vida, todos somos testemunhas que há bons tempos e maus tempos: há tempos de paz e tempos de guerras, tempos de fartura e tempos de carestia, tempos de saúde e tempos de enfermidade, tempos de exuberância e tempos de decadência. Todavia, algumas vezes, as situações difíceis se abatem sobre uma geração devido à sua própria culpa.
O texto transcrito acima narra um dos episódios mais tristes registrados nas Escrituras. Depois de todos os milagres realizados por Deus na libertação do povo do Egito, na sua manutenção durante os quarenta anos no deserto e em todas as vitórias concedidas pelo Senhor dos Exércitos na conquista da Terra, uma nova geração se levantou, mas constituída de pessoas que não conheciam o Senhor.
Na verdade, a rigor, até aqui, temos três gerações envolvidas: aquela primeira, que saiu do Egito, que presenciou as pragas, a divisão do Mar Vermelho, e a doação das tábuas da Lei; a segunda, a que recebeu a repetição das leis (Deuteronômio), passou a pés enxutos o rio Jordão na época das cheias, e lutou na conquista da Terra. Depois da morte dessa geração, chegamos àquela indicada pelo texto, uma nova geração que não presenciou os grandes feitos do Senhor, tornando-se um povo que não conhecia a Deus.
A impressão que fica é que as novas gerações parecem ser inclinadas às novidades, enxergando na herança recebida do passado algo sempre obsoleto e ultrapassado. Quando isso acontece, trata-se de enorme arrogância e desconsideração para com aqueles que tanto realizaram, pessoas que deixaram inquestionável legado para as gerações futuras. Muitas vezes, esse preconceito para com o passado constitui-se em base e fundamento para o estabelecimento de uma “nova” realidade, como se fosse possível romper completamente com o passado e iniciar uma história completamente nova. É, na verdade, uma tentativa de escrever a própria história com total ineditismo, renunciando aos conceitos, critérios e valores que tradicionalmente foram aceitos como bons costumes.
Aquilo que tem acontecido em nossa sociedade, infelizmente, como parece ser a norma no relacionamento entre o mundo e a igreja, tem também atingido o povo de Deus. Grande parte da geração atual evangélica tenta recriar o evangelicalismo nacional. Apresenta-se como portadora, finalmente, da verdadeira religião e do genuíno evangelho, proclamadora de mistérios “revelados” apenas agora por Deus. Adoram a um deus divertido, cujos líderes parecem mais com arlequins, ou, em outros casos, com um apresentador de auditório. Entretanto, o contraste entre a geração atual e aquela que ainda mantém alguns representantes no mundo dos vivos, é, realmente, gritante.
Do ponto de vista da sociedade, os conceitos libertinos e imorais, o desrespeito para com Deus e as igrejas, a quase extinção da honestidade e da consideração em favor do próximo, tornariam o mundo inaceitável, louco e infernal para aqueles que viveram há trinta anos. Com o mesmo suposto direito que tem o paciente de desdenhar do médico que o operou, gloriando-se na sua saúde, assim a geração atual rejeita todo o modelo de vida que herdou, reputando-o, muitas vezes, como reprovável e desprezível.
De igual forma, tragicamente, nos arraiais evangélicos, não cessa o surgimento de inúmeras denominações, propondo novas igrejas e comunidades, cada uma garantindo que é portadora da melhor interpretação e entendimento bíblicos e da forma de culto mais abençoada. Por fim, para tornar o ambiente ainda mais propício para o surgimento e reedição de heresias, o crente atual não tem o hábito de se aprofundar no conhecimento de Deus, pelo estudo da Sua Palavra e pela leitura de bons livros evangélicos.
Diante de um quadro como esse, é necessário que sejamos filhos sábios e prudentes. Não desprezemos o cristianismo que recebemos de nossos pais e avós! Ao invés de dar continuidade à igreja que recebemos dos santos do passado, a presente geração age de forma a envergonhá-los. Um bom método para preservarmos a continuidade doutrinária, litúrgica e comportamental da igreja, é lermos livros doutrinários de autores do passado e biografias de notáveis irmãos que viveram intensamente a fidelidade. Deus não muda, muito menos sua igreja.
Honremos nossos pais, especialmente aqueles que são piedosos. Sigamos seu exemplo! Vejamos a preciosidade do evangelho puro e simples, destituído das modernidades e pós-modernidades. Se perdermos de vista a experiência que nossos pais tiveram com Deus, certamente, como fizeram a terceira geração de israelitas, procuraremos criar nossa própria religião e culto. Fujamos do culto centralizado no homem. Tenha um abençoado dia na presença do Senhor (Rev. Jair de Almeida Junior).
MEDOS
Ser pai é carregado de medo. Ameaças sussurram nos fundos. Nenhum pai consegue sentar em paz enquanto seu filho sofre.
Capítulo 8 de Lucas nos conta que Jairo não conseguiu. “Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte.” (Lucas 8:40-42 NVI).
Jesus deu valor ao medo de Jairo. Ele ainda faz isso hoje. Jesus valoriza a preocupação no coração de um pai. Afinal, os nossos filhos foram filhos dele primeiro. Mesmo que sejam os nossos, ainda são dele. Nós esquecemos disso. Sábios são os pais que regularmente devolvem seus filhos a Deus. Pais, nós podemos ser leais defensores, intercessores persistentes; e podemos levar os nossos medos para Cristo.
VIDA
A vida é feita de infinitos momentos bons, mas também de alguns contratempos. A decepção nos visita e, às vezes, nos machuca. Ainda bem que somos feitos de superação. Acontece que nem toda dor vem para acrescentar algo, mas algumas chegam para retirar pesos que já não deveriam estar ali. A decepção tem esse duplo movimento: pode ferir, mas também pode desatar nós antigos que mantinham o coração preso a expectativas irreais, vínculos desequilibrados ou imagens idealizadas demais. Há experiências que, ao se quebrarem, revelam o quanto estavam sustentadas mais pela esperança insistente do que pela verdade. Quando algo decepciona, não é apenas o outro que cai do lugar imaginado, é também a nossa forma de olhar que se reorganiza. Esse processo dói porque desmonta ilusões, mas liberta porque devolve o coração à realidade possível. Muitas vezes, aquilo que parecia essencial era apenas hábito, medo de ficar só ou dificuldade de soltar. A decepção escancara limites, mostra onde não havia reciprocidade, revela onde o esforço era unilateral. E embora isso machuque, também interrompe ciclos de desgaste silencioso. Libertar-se não é sair ileso, é sair mais consciente. Nem tudo o que se perde precisava ser mantido, nem tudo o que decepciona merecia tanta permanência. A maturidade nasce quando se aceita que algumas rupturas não pedem reconstrução, pedem despedida. O coração aprende, com o tempo, que nem toda frustração é fracasso, às vezes é livramento. Quando se permite atravessar a dor sem negar o aprendizado, algo se alinha por dentro. A alma deixa de insistir onde não há espaço e começa a reconhecer o valor do próprio limite. Esse reconhecimento não endurece, ao contrário, traz uma serenidade nova, mais honesta. A vida se torna mais leve quando se solta o que não sustenta mais, quando se aceita que certas decepções não vieram para ensinar algo novo, mas para encerrar algo antigo. E nesse encerramento silencioso, o coração encontra uma liberdade que não faz barulho, mas abre caminho para relações mais verdadeiras, escolhas mais alinhadas. A dor passa, o aprendizado fica, e a vida segue com mais espaço para respirar.
HOSTIL
VIVENDO EM AMBIENTE HOSTIL
Há situações e épocas da vida em que somos chamados a viver em ambientes desgastantes, difíceis e até mesmo hostis. Em alguns momentos, é possível nos retirar desses contextos, mudar de rota, estabelecer distância e recomeçar. Em outros, porém, isso não é possível. Permanecemos por responsabilidade, necessidade, vocação ou falta de alternativa. Esses ambientes podem envolver relacionamentos quebrados, tensos ou adoecidos, manifestando-se na família, na equipe de trabalho, no ambiente de estudo, na roda de amigos, nas redes sociais e, por vezes, até mesmo na igreja. Diante disso, o coração pergunta: o que fazer?
A Palavra nos convida a olhar para a vida de Daniel. Ele foi levado cativo para uma terra estranha, a Babilônia. Estava longe de casa, submetido a outra língua, outra cultura e à pressão diária de um povo idólatra. Daniel não escolheu aquele ambiente, mas escolheu como viver nele.
O texto afirma que Daniel resolveu, no seu coração, não se contaminar (Dn 1:8). O primeiro passo foi guardar o coração. Antes de qualquer mudança externa, houve uma decisão interna. Daniel entendeu que, mesmo sem controlar as circunstâncias, poderia preservar sua fidelidade ao Senhor. Ambientes hostis tentam moldar nosso caráter, mas um coração firmado em Deus permanece focado nos valores de Deus.
Em segundo lugar, Daniel manteve uma vida consistente de oração. Mesmo quando a oração se tornou motivo de perseguição, ele continuou a buscar o Senhor, três vezes ao dia, com gratidão e reverência (Dn 6:10). A oração foi sua fonte de força, lucidez e perseverança. Onde a pressão aumentava, a dependência de Deus se aprofundava.
Por fim, Daniel usou a oportunidade para testemunhar do Deus vivo. Sua fidelidade não passou despercebida. Reis e autoridades reconheceram que há um Deus que vive e reina para sempre (Dn 6:26). Daniel não respondeu à hostilidade com amargura, mas com um testemunho fiel e constante.
Ambientes hostis não são licença para o pecado, nem justificativa para o silêncio espiritual. Muitas vezes, são lugares onde Deus revela sua glória por meio de servos que guardam o coração, perseveram em oração e vivem para honrar o seu nome.
Se hoje você enfrenta um contexto difícil, não desista da fé. Permaneça firme, busque ao Senhor e viva de modo que outros vejam quem Deus é. O mesmo Deus que sustentou Daniel continua reinando, inclusive nos ambientes mais hostis
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
OLHOS
Quando olho para mim, vejo limites, contradições e pecados que não consigo resolver.
UNIDOS
Somos um corpo espalhado por muitas cidades, mas unidos por um só Senhor.
TEMPO
“Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.30-31).
INFANTILIDADE
A Escritura nos chama ao crescimento. A fé que salva é a mesma que nos conduz ao amadurecimento. Permanecer na infância espiritual não é sinal de simplicidade, mas de estagnação. Paulo afirma que houve um tempo de menino, mas houve também um momento decisivo de desistir do que era próprio de menino.