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segunda-feira, 8 de junho de 2026

IGREJA

 Muita gente acredita que igreja é apenas um banco onde se senta aos domingos para ouvir uma mensagem e depois voltar para casa. Mas a igreja vai muito além disso. Igreja é compromisso, é comunhão, é servir e estar disposto a fazer a diferença na vida das pessoas. Não fomos chamados apenas para assistir cultos, mas para viver aquilo que aprendemos. A fé verdadeira não se limita a algumas horas da semana; ela se manifesta nas atitudes, nas escolhas e na forma como tratamos o próximo todos os dias.


Jesus nunca ensinou uma fé passiva. Ele ensinou serviço, compaixão e amor ao próximo. Enquanto muitos discutem religião, existem pessoas precisando de ajuda, de acolhimento, de uma palavra de esperança e de um gesto de amor. Ser igreja é olhar para quem está sofrendo e não fingir que não viu. É entender que o Evangelho não é apenas algo para ser ouvido, mas algo para ser praticado. A verdadeira transformação acontece quando a Palavra sai dos lábios e alcança as atitudes.


De nada adianta conhecer versículos, frequentar cultos e participar de eventos se o coração continua indiferente à dor do próximo. Deus não nos chamou apenas para ocupar um lugar dentro de um templo, mas para sermos instrumentos de amor, misericórdia e serviço onde estivermos. Porque igreja não é apenas um endereço. Igreja são pessoas dispostas a amar, servir, ajudar e refletir Jesus em suas ações. E quando entendemos isso, a fé deixa de ser um hábito e se torna um estilo de vida.



  


“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? “Nenhum” Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? “Não”. Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? “Nenhum”. Tiago 2:14-16.


Nesses 3 primeiros versos Tiago faz algumas perguntas nas quais a respostas são negativas. Ao fazer essas perguntas, ele tem como objetivo apresentar um princípio importante e ao mesmo tempo simples, pois de que adianta ter fé e não a evidenciar? De que adiante dizer que é crente, mas não viver o evangelho? De que adianta uma pessoa dizer que crê em Cristo e não obedecer a palavra de Deus, que proveito tem esse tipo de fé? Será que as igrejas de hoje não estão abarrotadas de pessoas totalmente equivocadas com relação ao evangelho e a fé que professam? Quantos crentes estão se enganando achando que vivem segundo o evangelho, quando na verdade, não vivem nada? Ser religioso é uma coisa e ser crente é outra. A resposta sugerida as perguntas feitas por Tiago é: Não há aproveito algum. Que Deus nos ajude a viver uma fé vibrante e que sejamos relevantes nos nossos dias.



ASSUNTO

 Nos últimos tempos, o assunto político tem dominado rodas de conversa, capas de jornais, timelines de redes sociais e, principalmente, os sentimentos das pessoas. A indignação tomou conta. Manifestações virtuais e físicas se multiplicam, com palavras de ordem contra a corrupção, exigência por ética e, claro, muitos pedidos de impeachment — mesmo que, às vezes, escritos de forma errada. Perfis nas redes sociais crescem rapidamente apenas por vociferarem contra os “políticos ladrões”, recebendo milhares de curtidas e seguidores sedentos por justiça.


É evidente que a corrupção nos incomoda, e com razão. Ela afeta diretamente os serviços públicos, a economia e, acima de tudo, o senso de justiça da população. Mas há algo que poucos estão dispostos a encarar: a corrupção não começa em Brasília, nem no Congresso, nem nos gabinetes luxuosos do poder. Ela começa no cotidiano, em atitudes pequenas, muitas vezes ignoradas, que se repetem todos os dias entre nós.


A pergunta que não quer calar é: por que é tão difícil encontrar um político com ficha limpa bem posicionado nas eleições? Talvez porque a política seja apenas um reflexo da sociedade que a sustenta. E nessa sociedade, infelizmente, temos a tendência de normalizar os pequenos desvios de conduta, especialmente quando nos favorecem.


Sabe aquele troco a mais que você recebeu por engano e não devolveu? Aquela carteira encontrada no chão, mas que você ficou por “não saber o dono”? Ou o produto comprado por um preço muito abaixo do normal, mesmo desconfiando que era fruto de roubo? E a dívida que você espera que “caduque” só para não ter que pagar? A desculpa esfarrapada para colar na prova ou a famosa “carteirada” para furar a fila? Tudo isso é corrupção. Disfarçada, socialmente aceita, mas ainda assim corrupção.


Muitos criticam os políticos por abusarem do poder para benefício próprio, mas quantos não fariam o mesmo se estivessem na mesma posição? A diferença entre o cidadão que tenta se dar bem em tudo e o político corrupto pode estar apenas na escala, não na intenção. Ambos agem com base no mesmo princípio: o de tirar vantagem em qualquer situação, independentemente das consequências.


É preciso, sim, denunciar e combater a corrupção em todas as esferas. Mas é hipocrisia exigir ética de quem está no poder sem revisar as próprias atitudes. De que adianta bradar contra o sistema se você também o contorna sempre que pode? De que adianta pintar o rosto, vestir a camisa da pátria e ir às ruas, se no cotidiano você dá mau exemplo aos seus filhos, colegas e à sociedade?


Não se trata de minimizar os crimes de colarinho branco ou isentar políticos corruptos de suas responsabilidades. Longe disso. Mas se quisermos uma mudança verdadeira e duradoura, ela precisa começar na base, e a base somos nós. Ética, caráter e responsabilidade não podem ser apenas bandeiras em protestos. Precisam ser práticas diárias, constantes, silenciosas e honestas, mesmo quando ninguém está olhando.


A transformação que tanto pedimos para o Brasil não virá de um salvador da pátria, de um novo partido ou de uma eleição milagrosa. Ela virá do exemplo. E esse exemplo deve começar dentro de casa, nas pequenas decisões do dia a dia. Só assim teremos, no futuro, políticos mais íntegros: porque terão vindo de uma sociedade que aprendeu, de fato, o que é integridade.

TEMPESTADE

 A tempestade não é a prova de que Deus te esqueceu; às vezes ela é exatamente a prova de que você está onde Deus mandou estar.


Noé não entrou na arca porque sentiu vontade. Entrou porque obedeceu. E depois da obediência veio aquilo que ninguém gosta de ouvir: a espera. Dias de chuva. Dias de silêncio. Dias em que tudo parecia afundar ao redor.


Talvez seja exatamente onde você está hoje.


Você obedeceu. Você orou. Você abriu mão de coisas que amava. Tentou fazer o certo. E agora olha para os lados e só vê tempestade.


A lógica humana diz: "Se Deus estivesse comigo, tudo seria fácil."


Mas o Reino de Deus diz: "Se Deus está com você, até a tempestade está debaixo do Seu controle."


O problema é que queremos a arca, mas não queremos o isolamento. Queremos a promessa, mas não queremos o processo. Queremos o milagre, mas resistimos à transformação.


E enquanto a água subia do lado de fora, Deus estava trabalhando dentro da arca.


Porque o maior projeto de Deus nunca foi apenas salvar Noé da chuva. Era formar Noé durante a chuva.


Então chega o momento mais poderoso da história: "Lembrou-se Deus de Noé" (Gênesis 8:1).


Não porque Deus tivesse esquecido.


Mas porque chegou o tempo de agir.


Talvez você ache que está abandonado. Talvez a demora tenha ferido sua fé. Talvez o silêncio tenha alimentado seus medos.


Mas a cruz prova que Deus não abandona os Seus. Jesus entrou na maior tempestade da história para que você nunca enfrentasse a vida sozinho.


Se Deus te colocou na arca, permaneça nela.


Porque quando Deus se lembra de alguém, nenhuma tempestade consegue impedir o cumprimento da promessa.


O Deus que fechou a porta da arca é o mesmo Deus que abrirá o caminho para o seu recomeço.

CONHECE

 O mesmo Deus que conta as estrelas conhece as preocupações que ocupam sua mente agora. O mesmo Deus que sustenta o universo sustenta também a sua vida. E mesmo quando você não consegue perceber Sua mão, Ele continua conduzindo seus passos com perfeita sabedoria.


A Bíblia nos ensina que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Isso significa que a escuridão nunca terá a palavra final. As dificuldades não durarão para sempre. O sofrimento não define o capítulo final da vida daqueles que pertencem a Cristo.


Descanse sabendo que Deus continua trabalhando enquanto você dorme. Há portas sendo preparadas, respostas sendo construídas e propósitos sendo alinhados segundo a vontade perfeita do Senhor. O que hoje parece silêncio pode ser Deus preparando um testemunho que glorificará Seu nome amanhã.


Por isso, antes de fechar os olhos, entregue seus medos ao Senhor. Deixe suas preocupações aos pés da cruz. Confie que Aquele que começou a boa obra em sua vida é fiel para completá-la.


O amor de Deus não se apaga quando a noite chega. Sua graça não diminui quando suas forças acabam. Sua fidelidade não depende das circunstâncias. Amanhã, quando o sol nascer, você encontrará novamente a prova de que Deus esteve ao seu lado o tempo todo.


“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.” (Lamentações 3:22-23)


✨ Se você crê que Deus está cuidando da sua vida nesta noite, escreva “AMÉM” nos comentários e compartilhe esta mensagem com alguém que precisa descansar na fidelidade do Senhor. 🙏❤️

TEMPO

 Pendências emocionais não desaparecem com o tempo; elas apenas criam raízes mais profundas no coração.


Muitas pessoas carregam feridas antigas como se fossem parte de sua identidade. Guardam palavras que nunca deveriam ter sido armazenadas, alimentam ressentimentos que nunca deveriam ter sido cultivados e permitem que mágoas do passado continuem governando o presente. O problema é que aquilo que não é tratado diante de Deus acaba se transformando em prisão para a alma.


A Bíblia nos ensina que o perdão não é uma opção para o cristão, mas uma evidência da graça que já recebemos. Cristo não nos chamou para carregar correntes emocionais, mas para viver em liberdade. Quando escolhemos perdoar, não estamos dizendo que a ofensa foi pequena; estamos dizendo que a cruz de Cristo é maior do que ela.


Existem relacionamentos machucados que precisam de restauração. Existem conversas difíceis que precisam acontecer. Existem pedidos de perdão que precisam ser feitos. Existem lágrimas que precisam ser derramadas diante de Deus. E existem pesos que já deveriam ter sido deixados aos pés da cruz há muito tempo.


O orgulho constrói muros. A humildade constrói pontes. O orgulho diz: “Eu tenho razão.” A graça pergunta: “Vale a pena perder uma alma para vencer uma discussão?” Muitas vezes, a cura começa quando alguém encontra coragem para dar o primeiro passo.


Não desça à sepultura carregando mágoas que Jesus já levou sobre Si. Não permita que feridas antigas roubem a alegria dos dias que Deus ainda preparou para você. A vida é curta demais para ser vivida com o coração aprisionado pelo ressentimento.


Que hoje seja o dia de entregar suas dores ao Senhor. Que hoje seja o dia de liberar perdão. Que hoje seja o dia de buscar reconciliação, enquanto ainda há tempo. Porque a verdadeira força não está em guardar feridas, mas em permitir que Deus as cure.


“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” (Colossenses 3:13)

VESTES

 “Se eu apenas tocar em suas vestes, ficarei curada.” (Marcos 5:28)


Há momentos em que a dor se torna tão longa que aprendemos a conviver com ela. Feridas que ninguém vê, lágrimas derramadas em silêncio e batalhas travadas longe dos olhos das pessoas. 


A mulher do fluxo de sangue carregava não apenas uma enfermidade física, mas anos de rejeição, vergonha e sofrimento. Mesmo assim, ela não permitiu que sua condição definisse seu destino. Sua fé a levou até Jesus.


O que a curou não foi a força de suas mãos, mas a grandeza daquele em quem ela decidiu confiar. Enquanto a multidão apenas cercava Jesus, ela o tocou com fé. E esse toque mudou tudo.


Talvez hoje você também esteja carregando algo que parece impossível de resolver. Talvez exista uma dor que ninguém entende, uma oração que ainda não foi respondida ou um peso que parece grande demais para suportar. Mas o mesmo Cristo que parou para atender aquela mulher continua ouvindo o clamor dos que o buscam.


A fé verdadeira não ignora a realidade da dor; ela acredita que Deus é maior do que ela. Quando tudo parece perdido, um simples ato de confiança pode abrir caminho para um milagre. Jesus ainda transforma histórias, restaura corações feridos e cura aquilo que o mundo considera impossível.


Não desista de buscar ao Senhor. Continue caminhando, continue crendo, continue tocando pela fé as vestes de Cristo através da oração. O que hoje parece o fim pode ser exatamente o lugar onde Deus começará um novo capítulo da sua história.


Se você crê que Jesus ainda cura, restaura e transforma vidas, escreva “EU CREIO” nos comentários e compartilhe esta mensagem com alguém que precisa renovar sua fé hoje. 🙏✨

FASES

 

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40:28-31)

A vida humana pode ser dividida em fases. Quando pequenos, a infância é marcada pelas descobertas. O mundo é uma grande aventura. Degusta-se cada momento sem as preocupações que se tornarão tão comuns na fase adulta. Sem elas, o tempo parece ser mais preguiçoso, dando a impressão que nunca alcançaremos a fase adulta. Os dezoito anos sempre estão muito longe. Quando chega a adolescência, começamos a entender o que é ser gente, para o bem e para o mal. Embora a infância também seja capaz de virtudes e maldades, é na adolescência que elas se tornam mais elaboradas, impositivas por uma vontade que se arvora progressivamente soberana.

A juventude é a primavera da vida, a fase da exuberância do ser humano. É quando a masculinidade e a feminilidade afloram e buscam a complementaridade no sexo oposto. Assim, formam-se os casais e as famílias. Pensa-se no progresso na carreira profissional e a constituição de um sólido alicerce financeiro, às vezes, apenas a consolidação das aspirações vocacionais da adolescência, ou, meramente encontrar um trabalho digno que dê condições de viver e constituir família.

Embora viva-se, desde o nascimento, um processo de maturação, alcançamos uma fase na vida adulta que parece que já experimentamos as principais coisas. É como se as novidades acabassem. As realizações tão almejadas, ou foram alcançadas, ou se tornaram completamente inviáveis. A vida se estabiliza em bases sólidas, ou, simplesmente, nos alicerces que construímos para ela. Com o passar dos anos, os olhos vão se desviando lentamente do elevado, das grandes expectativas que tínhamos, para baixo, para a realidade, quando o futuro já se tornou presente, desfazendo os sonhos, mostrando que não passavam de belas ilusões.

O que descrevemos até aqui são apenas decepções de uma vida de alguém que buscou suas próprias vontades, que tinha como centro a realização de meros propósitos pessoais. Para a grande maioria dos que assim vivem, a soma dos anos que passam acumula as coisas pretéritas, fantasmas de si mesmo, projeções daquilo que já se foi e do que já se viveu, ou miragens geradas no calor da juventude que se dissiparam com a frieza do presente. São realidades que só existem como imagens na memória. Nesse abismo da vida que ficou para trás desaparecem as maiores realizações. É como se o tempo desbarrancasse o nosso caminho. Na medida em que andamos, o chão que pisei já não existe, ruiu no tempo. Não há caminho atrás de mim. Olhar para trás é perceber o que já não existe. Olhar para frente é pretender viver o que ainda não há.

Quanto mais o tempo avança, perdemos o ritmo das realizações. Há progressiva desaceleração da consolidação do que se busca, aplanando cada vez mais a vereda, que vai se tornando monótona e sem desafios. O grande esforço vai se transformando em apenas viver. No entanto, quando estamos firmemente baseados na Rocha que é Cristo, encontramos o renovo diário.

As coisas que fazemos para nós podem se desmoronar com o desânimo da falta de perspectiva, porém jamais o que realizamos realmente para o Senhor, pois ele é a nossa força. O crente genuíno percebe uma enorme discrepância entre suas duas essências. Enquanto o corpo vai se curvando, cedendo paulatinamente ao peso dos anos que se acumulam, a alma amadurece mais e mais, tornando os problemas menos difíceis de serem enfrentados. Enquanto o corpo se enfraquece, a alma se fortalece.

Há quem diga que, no texto epigrafado, Isaías faz menção a uma espécie de ave que passava por verdadeiro “renascimento” em determinada época da vida. Quando já estava um tanto desgastada pela idade, procurava um lugar seguro em um penhasco, longe de qualquer perigo, arrancava as próprias penas e garras, e quebrava o bico contra a rocha. Nasciam novas penas, garras e bico. Esta seria a ilustração para os que esperam no Senhor, pelo renovar das forças que procedem de Deus.

Se isso é um tanto figurado, temos o exemplo concreto de Calebe. Assim Josué se refere a sua atitude: “Eis, agora, o Senhor me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia, pois, naquele dia, ouviste que lá estavam os anaquins e grandes e fortes cidades; o Senhor, porventura, será comigo, para os desapossar, como prometeu” (Js 14.10-12). Mesmo avançado em dias, Calebe confiava no Senhor e em suas promessas, e conquistou aquilo que o Senhor lhe havia preparado.

Vivemos dias contraditórios, quando se quer viver a passividade justificada na vitimização de si mesmo. As pessoas renunciam a vida sem nenhuma causa real, que pudesse ao menos explicar sua atitude. A falta de perspectiva de Deus e da vida em Deus tem levado muitos ao vazio existencial, à total desesperança, o vazio abissal. Os antigos, nossos bisavôs, trabalhavam muito mais do que nós, experimentando tantas vezes distanciamento da família, sem meios de transporte adequados, em época quando não existia comunicação à distância. As enfermidades eram tratadas com remédios caseiros, não havia hospitais, as mulheres pariam seus filhos em casa, lavavam suas roupas na beira de rios ou em tanques com água tirada de poços. Os homens se gastavam em trabalhos pesados e manuais na roça, em pedreiras, em barcos, derrubando árvores, sem qualquer equipamento de proteção. Eram fortes fisicamente e fortes emocionalmente. Era comum ouvir o relato de alguns casais, já com algumas décadas de vida, dizendo que tiveram quinze filhos e morreram cinco, dez e morreram três. No dia seguinte ao enterro, já estavam de volta às atividades. Tal comportamento não era motivado por insensibilidade, mas por uma visão diferente da vida. A fonte do consolo deles era percebida na resposta que sempre davam: “Deus levou”, “Deus quis assim”.

O homem atual não está mais disposto a aceitar a vontade de Deus. Nem mesmo os chamados crentes a querem, antes esperam que o Senhor se modele a eles. De fato, os que esperam no Senhor encontrarão sempre forças para viver em todas as fazes da vida. A criança aprenderá o caminho em que deve andar para que, quando for velho, não se desvie dele. O adolescente e o jovem aprenderão a se alegrar intensamente na mocidade e a dar vazão aos desejos mais intensos do coração. Tratando-se de crentes, significava que viverão intensamente Cristo na primavera de suas vidas.

O já amadurecido não reclamará de falta de perspectiva, mas servirá a Jesus com a intensidade que as forças lhe permitirem, feliz e renovado a cada dia. “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (Sl 92.12-15). As forças do homem são limitadas, mesmo as da juventude, mas o poder de Deus é ilimitado em nós. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

DIFICIL

 “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”

Salmos 30:5b

Este verso fala sobre os momentos que vivemos.


Todos nós sofremos algum tipo de decepção, fomos injustiçados alguma vez na vida, sofremos perdas de coisas e de pessoas, podemos até ter sido traídos… Por isso, temos momentos de tristeza, frustração e luto, que nos levam ao choro.


Mas, hoje, eu quero dar ênfase à alegria que vem pela manhã, como a Palavra de Deus promete, porque Deus não nos chamou para vivermos no estágio do “choro” apenas.


O choro faz parte da vida, mas a alegria que vem pela manhã, como este salmo diz, é garantida. No entanto, nem sempre ela será automática. Em algumas situações, teremos que decidir firmemente viver a alegria, pois a tristeza não irá embora por livre e espontânea vontade.


Portanto, se você está vivendo momentos difíceis e, quem sabe, até apegado a eles, traga à sua memória aquilo que te dá esperança, louve e glorifique o nome do Senhor visualizando a sua bênção. Gaste mais tempo contemplando o seu milagre e se alegrando por ele do que revivendo os problemas e as perdas.


A sua vida não será apenas de dias difíceis. A alegria que você viverá será muito maior do que a dor que você viveu ou ainda vive. Os anos tremendamente especiais que Deus preparou para você farão com que você mal se lembre dos dias ruins. Todo esforço de permanecer firme na fé terá valido a pena, acredite.


Por isso, a partir de hoje, decida colocar o seu foco na vida abundante que Jesus veio trazer para você: uma vida cheia de vitórias

FILHO

 “Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.”

Marcos 9:23

Um pai, que estava desesperado porque seu filho manifestava espíritos malignos desde a infância, procurou Jesus na esperança de ver a libertação do rapaz. Ele disse: “Se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”. Jesus o respondeu: “tudo é possível ao que crê”.


Após ler a resposta de Jesus, já é possível concluir o que é determinante para viver experiências milagrosas com Deus: a fé.


Se você acha que, depois de ter aceitado Jesus, a sua jornada com Deus é apenas ser membro de uma igreja, ouvir uma mensagem aos domingos e viver uma semana como todas as demais pessoas vivem, acabará se tornando uma pessoa religiosa, mas não vivendo a fé.


A fé não é uma fórmula a ser seguida, mas uma comunhão a ser vivida. Não é somente assistir a um culto semanalmente, tomar a Santa Ceia periodicamente ou ter algum hábito religioso que alimentará a sua fé, mas é o nível constante da sua comunhão pessoal com Deus, através da meditação na Palavra e da oração, que fará a sua fé ser fortalecida.


A religiosidade não nos aproxima de Deus. Sem comunhão com Deus, você não terá as experiências que a fé te proporcionará.


Se você quer ser uma pessoa de certeza e ter uma crença firme, decida manter uma comunhão diária com Deus. Se você fizer isso, a sua vida vai decolar e você verá quão longe a sua fé será capaz de te levar!


Lembre-se: Deus não procura religiosos; Deus procura pessoas dispostas a ter uma vida de relacionamento com Ele. Deus procura pessoas que estejam dispostas a ver o impossível se tornar possível em suas vidas por causa da sua fé, assim como o pai deste menino de Marcos 9:23 viu. Seja você uma destas pessoas!

GLORIA

 


Ana continua a cantar sobre uma característica do Altíssimo que vemos revelada em toda a Escritura: Ele ama mudar o destino dos que estão caídos, quebrados e sem esperança. Podemos afirmar que Deus é especialista em mudar a sorte dos seus filhos. Repetidas vezes, a Palavra nos apresenta um Deus que encontra o abatido, restaura o ferido, fortalece o cansado e conduz o desesperançado por novos caminhos.


Assim, ela canta: “Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo.” (1 Sm 2:8)


Neste verso ela apresenta figuras que misturam realidades terrenas e espirituais. O pobre que está no pó representa aquele que foi abatido pelas circunstâncias da vida, sem força, sem recursos e sem perspectivas. O necessitado lançado ao monturo, local de rejeição e humilhação, retrata alguém que chegou ao limite das suas possibilidades. É justamente ali que Deus age.


O Senhor não apenas levanta o abatido; Ele o exalta. Não apenas socorre o necessitado; Ele o honra. Ana afirma que Deus faz o seu povo “assentar entre os príncipes” e “herdar o trono de glória”. Esta mesma linguagem aparece no Salmo 113, que espelha em boa parte o cântico de Ana “Levanta do pó o necessitado, para o fazer assentar junto aos príncipes” (Sl 113:7-8). A expressão aponta para honra, restauração, dignidade e participação nas bênçãos reservadas pelo Senhor aos seus filhos.


Há, porém, uma dimensão ainda maior nesta promessa. Ana não está falando apenas das intervenções de Deus nesta vida, mas também daquilo que Ele preparou para o seu povo na eternidade. O Senhor não apenas perdoa, restaura e cuida dos seus filhos ao longo da caminhada; Ele os conduz à glória.


O apóstolo Paulo desenvolve esta mesma verdade ao afirmar que Deus “nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2:6). Aqueles que estavam espiritualmente mortos foram vivificados. Aqueles que nada possuíam receberam uma herança eterna. Aqueles que estavam longe foram aproximados pelo sangue de Cristo.


Por isso Ana conclui lembrando que “do Senhor são as colunas da terra”. Em outras palavras, o Deus que sustenta o universo é plenamente capaz de sustentar a nossa vida. O Deus que governa o mundo governa também a nossa história.


Portanto, meu irmão e minha irmã, a sua segurança está no Senhor. A dor continua dolorida, a enfermidade continua desconfortável e a luta continua desafiadora. Porém, o Senhor tem a sua vida e a sua história em suas mãos de poder, amor e misericórdia. Ele possui propósitos perfeitos para você. É momento de gratidão, confiança e testemunho. Gratidão pelo que Ele já fez. Confiança pelo que Ele ainda fará. E testemunho, proclamando, como fez Ana, que no Senhor há esperança, segurança e alegria. 


ORAÇÃO

 Oração não é o privilégio do piedoso, nem a arte de uma elite escolhida. Oração é simplesmente uma conversa de coração aberto entre Deus e um dos Seus filhos. Quando nós convidamos Deus a entrar em nosso mundo, Ele traz muitas bênçãos: alegria, paciência, resistência. Ansiedades vêm, mas não permanecem. Temores aparecem, daí vão-se embora. Estou completando minha sexta década, mas estou cheio de energia. Mais feliz, mais saudável, e mais esperançoso! Lutas vêm, sem dúvida. Mas, Deus também vem.


Meu amigo, Ele quer falar com você. Ainda agora enquanto você vê estas palavras, Ele está batendo na porta. Abra-a. Dê-Lhe as boas vindas. Deixe a conversa começar. Aqui está o meu desafio de oração para você! Cada dia, durante 4 semanas, ore por 4 minutos. Daí, prepare-se para se conectar com Deus como nunca antes!

FOFOCA


Uma fofoca é um câncer social; é difícil de ser contida, causa mal indescritível, e nasce sempre no inferno. Porém, seu pior perigo é que a maioria que a escuta e espalha acha a fofoca inofensiva e agradável. Por isso causa tanto mal; a fofoca é uma verdade parcial, contém apenas um ponto de vista, é uma verdade distorcida. É difícil aclarar onde a informação se deteriorou, onde a verdade teve fim, e a mentira começou. A maioria espalha o fato, dizendo estar bem intencionada, afirmando que está a favor da verdade, e da defesa da moral. Em resumo, a insensibilidade e falta de sabedoria dão mais valor a mentira que parece ser verdade do que a verdade do Cristianismo, que condena a fofoca, que ordena amar, perdoar, e nunca julgar. "Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano" (Salmos 34.13).