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quinta-feira, 25 de junho de 2026

VERDADE

 “.. Existe uma diferença brutal entre amar de verdade e brincar de amor. Porque o amor não é um jogo de quem manda mensagem primeiro, nem uma disputa de quem demonstra menos. O amor é presença; mesmo quando o mundo pede distância. É verdade dita na cara, é sinceridade que não teme o desconforto, é olhar e dizer “eu quero você”, sem precisar medir o quanto isso vai parecer demais.


Os joguinhos, por outro lado, são o refúgio dos inseguros. Gente que sente, mas finge que não. Que ama, mas teme se despir do controle. Que troca a intensidade pela estratégia. Fazem do amor um campo de batalha, quando ele deveria ser um abrigo.

Querem o arrepio, mas não o vínculo.

Querem o toque, mas não o laço.

Querem ser lembrados, mas não marcados.


Amar de verdade exige coragem; e coragem assusta.

Porque amar é se deixar ser visto nu, não de corpo, mas de alma. É entregar o peito sem armadura, é dizer “eu me importo” sabendo que o outro pode não dizer o mesmo. É permitir que o sentimento te transforme, sem saber se haverá retorno. É sentir medo e ir mesmo assim.


Quem ama de verdade não joga, porque entende que o amor não é palco pra ego, é altar pra verdade. Não é sobre vencer, é sobre permanecer. Não é sobre provar nada, é sobre sentir tudo. E talvez seja por isso que, num tempo onde todo mundo quer ter o controle, amar de verdade se tornou o maior ato de rebeldia.


Porque, no fim, o amor não é para quem calcula; é para quem se entrega. E quem só joga, nunca descobre o que é ser amado de verdade..”


❤️‍🩹📝

ANGÚSTIA


“Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas, nas mãos dos homens, não caia eu” (2 Sm 24:14).

 Certamente, não há como aprender verdadeiramente de Deus e de seu Cristo a não ser por meio das Escrituras, a Palavra inspirada e inerrante do Senhor. No entanto, é igualmente certo dizer que não se aprende do Senhor se não for por experiência, na prática. É importante compreender isso. Quer dizer que enquanto não experimentamos e vivemos aquilo que sabemos ainda não conhecemos verdadeiramente a verdade. Dizendo isso de outra maneira, a verdade bíblica não é conceitual, mas experencial, prática, a própria vida do convertido. O itinerário da verdade é sempre da Escritura para a prática, nunca o contrário, jamais da prática para a Escritura. Não é a prática que determina a Escritura, sempre o contrário.

 Isso explica o porquê aprendemos tanto quando sofremos. Não há ocasião mais poderosa de aprendizado do que quando passamos por momentos de crise, qualquer que seja sua causa. O sofrimento é verdadeiramente pedagógico. Doenças, perdas, traições, carestia nos levam à mais profunda reflexão. Nossa fé é questionada, mas também nossos atos. Passamos a considerar de uma forma mais detida e intensa nossa vida, nossos atos passados, acertos e erros. Nessas reflexões somos levados a ponderar a respeito de situações mal resolvidas, males que causamos a pessoas próximas, problemas de consciência que se arrastam, às vezes, por anos. Conheço alguém que encontrou no sofrimento a ocasião perfeita para pedir perdão por algo que fez contra um irmão. Na verdade, fez o que era certo pelos meios errados: a aplicação de uma justiça sem misericórdia.

 Esse é um dos maiores problemas para o crente: a aplicação da justiça na vida de outros, seu olhar de justiça. Não devemos nos iludir acreditando que simplesmente fazer o que é certo é realmente certo. O problema é enorme, real e verdadeiro. A grande questão é que o homem caído é um ser completamente destituído de justiça, incapaz de reconhecê-la em si mesmo, dependendo sempre de algum padrão exterior. No caso do crente, exclusivamente as Escrituras. Mesmo o crente não tem justiça, necessitado inteiramente da justiça de Jesus. Entendamos que Justiça e perfeição se tornam sinônimas em algum sentido, pois não pode existir justiça parcial ou incompleta. Uma vez que percebemos isso, fica fácil entender por que não temos justiça.

 O homem caído, ainda que sinceramente procure aplicar a justiça, estará sempre em condição inadequada. É um ser destituído de justiça tentando aplicar justiça a alguém que errou. Nessa posição, exatamente por ser falto de justiça, estará sempre tentado a duas coisas: a exigir uma justiça do outro que ele mesmo não vive, uma espécie de tentativa de validar sua vida por meramente defender padrões corretos, ou, simplesmente deixar de exercer justiça, mesmo que por uma falsa misericórdia, pois a sua aplicação, de alguma forma, também o condenará. Certamente, será o crente aquele que enfrentará esse dilema, pois o ímpio dificilmente se importaria com critério de aplicação de qualquer justiça.

 Entendamos, então, algo muito importante: é exatamente quando nos importamos com a justiça e santidade que tendemos a aplicar conceitos justos sem qualquer misericórdia, a exagerar, por assim dizer, sua aplicação. Aqui encontramos um dos maiores paradoxos da existência, a extrema incoerência do pecador: o Deus único e verdadeiro, dono, origem e padrão de toda justiça, é perfeitamente capaz de aplicar sua justiça permeada de misericórdia, enquanto o pecador redimido, que não possui justiça pessoal, tende a exigir o rigor da lei sem considerar que está tratando com um pecador incapaz daquele padrão. Deus sempre age com misericórdia para com os homens. A misericórdia só será suspensa quando Cristo voltar, para aqueles que não se beneficiaram da justiça do Salvador. Apenas o juízo final será sem misericórdia.

 O texto epigrafado é muito sugestivo quanto a isso. Davi havia praticado o segundo pecado de grandes proporções que o vemos performar, registrado nas Escrituras. O primeiro foi seu adultério com Bate-Seba. O Segundo foi sua soberba por querer sentir o tamanho de seu poder militar, ordenando a contagem de seus exércitos. Curiosamente, algo que vemos unicamente neste episódio da vida de Davi, o Senhor lhe concede oportunidade para escolher o agente de sua correção. Em resposta a isso, afirma o rei: “Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas, nas mãos dos homens, não caia eu” (2 Sm 24:14).

Lembremos que Davi já havia sido corrigido de seu primeiro grande pecado. O adultério com Bate-Seba lhe trouxe enorme sofrimento e perdas. Mesmo assim, é capaz de reconhecer a misericórdia do Senhor e esperar nele. Deus não pune seu povo, pois toda punição recaiu sobre Cristo no Calvário. Contudo, em sua sabedoria e perfeição sabe o que cada pecador precisa passar para chegar ao arrependimento e ao aprendizado. Percebamos algo muito importante. A correção do Senhor não foi suave. Morreram setenta mil em um único dia. Isso nos ajuda a prever que aquilo que fariam os homens seria muito pior ainda. A aplicação de justiça humana, na maioria das vezes, não passa de hipocrisia de enormes proporções.

 Na verdade, talvez o grande problema do pecador redimido seja a tendência de confundir justiça com punição. Erradamente acreditamos que aquele que errou tem que necessariamente sofrer, como se reconhecêssemos que sempre será necessário um inferno mesmo para aqueles que ainda não morreram. Porém, enquanto nesta terra, o que será que devemos considerar acima de tudo: a punição ou o arrependimento? Sem dúvida que a segunda opção deve ser sempre nosso alvo. À mulher flagrada em adultério descrita no capítulo 8 de João Jesus não impôs qualquer sanção ou flagelo. Enquanto os homens hipocritamente queriam o sangue, Jesus simplesmente a perdoou e a dispensou, exortando-a ao arrependimento. À mulher samaritana, referida no mesmo Evangelho, no capítulo 4, alguém que já tinha tido cinco maridos e que naquele momento vivia um relacionamento alternativo com um homem, vemos Jesus a direcionar à fé ao invés de dirigir-lhe qualquer palavra de punição.

 Comparando a atitude de Jesus com as mulheres adulteras com a soberba de Davi pode parecer que o Senhor foi muito duro com este e suave com aquelas. Ao invés disso, devemos compreender que todo pecado sempre trará as suas consequências e que apenas o Senhor sabe exatamente com quem precisa tratar com correções mais severas pela análise não apenas do ato praticado, mas da condição do coração do pecador. Em outras palavras, é o único que conclui o que é necessário para o arrependimento sincero. Quanto a nós, consideremos que, como crentes, lidamos com conceitos perfeitos para regrar imperfeitos, e lembremos que diante de tais princípios não há um justo sequer, nem ao menos um. Olhar para o cisco no olho de meu irmão impõe, primeiramente, reparar na trave que está diante dos meus próprios olhos.

 Possivelmente consigamos enxergar nisto a justiça misericordiosa exigida de nós: aquela que não busca necessariamente punições ao faltoso, mas seu arrependimento. Portanto, cuidemos de nosso coração para fugirmos dos extremos perigosos: a justiça legalista, destituída de misericórdia, bem como, da complacência e permissividade que faz prosperar o pecado. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

ENTENDER

1 Coríntios 14:33

"Deus não é Deus de desordem, mas sim de paz."

.Há momentos na vida em que tentamos encontrar explicações para tudo. Queremos entender o motivo da espera, da dor, das portas fechadas e dos caminhos que parecem confusos. No entanto, nem sempre Deus nos chama para entender; muitas vezes, Ele nos chama para confiar.

.A mente humana busca respostas, mas o coração que descansa em Deus encontra paz mesmo sem compreender todos os detalhes. Quando tentamos controlar o que está além da nossa capacidade, acabamos alimentando a ansiedade. Porém, quando entregamos nossas dúvidas ao Senhor, somos envolvidos pela paz que vem da certeza de que Ele continua no controle.

Se hoje algo parece sem sentido para você, lembre-se: Deus não trabalha na desordem. Ainda que seus olhos enxerguem confusão, o Senhor está organizando aquilo que você não consegue ver. O que hoje parece um quebra-cabeça incompleto, amanhã revelará um propósito maior.

Não tente entender tudo. Apenas permaneça firme, confiando que Deus está conduzindo cada passo. A paz que Ele oferece é a confirmação de que Sua mão está agindo, mesmo quando Sua voz parece silenciosa.

Quando a explicação não vier, escolha confiar. Deus não prometeu revelar todos os detalhes do caminho, mas prometeu estar presente em cada etapa dele. E onde Deus está, a paz sempre será maior do que qualquer dúvida. 

CONFIAR

 Pedro havia trabalhado a noite inteira.

Lançou as redes, tentou mais uma vez, insistiu, esperou… mas não pescou nada.


Ele voltou para a margem cansado, frustrado e com as redes vazias. Talvez, naquela manhã, Pedro tenha pensado que o esforço não valeu a pena. Talvez tenha sentido que estava fazendo tudo certo, mas ainda assim nada acontecia.


Quantas vezes também nos sentimos assim?


Oramos, trabalhamos, lutamos, servimos, esperamos… e parece que as redes continuam vazias. Há dias em que fazemos tudo o que podemos, mas os resultados não aparecem. Dias em que o coração se pergunta: “Será que Deus ainda está vendo? Será que Ele ainda vai agir?”


Mas foi justamente no cenário da frustração que Jesus entrou no barco de Pedro.


Deus não esperou Pedro ter sucesso para se aproximar dele. Jesus o encontrou no meio do cansaço, da decepção e da sensação de fracasso. E, quando Cristo entrou naquele barco, uma noite inteira sem resultados se tornou o palco de um milagre.


Jesus disse:

“Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.”

Lucas 5:4


Pedro poderia ter desistido. Poderia ter respondido que já tinha tentado demais. Poderia ter deixado o cansaço falar mais alto. Mas ele escolheu obedecer:


“Mas, sob a tua palavra, lançarei a rede.”

Lucas 5:5


E foi nessa obediência que as redes se encheram.


Talvez você esteja vivendo a sua “noite de pesca vazia”. Talvez tenha chegado ao limite, cansado de tentar, cansado de esperar e cansado de ver pouco resultado. Mas não confunda uma noite difícil com o fim da sua história.


O Deus que permitiu as redes vazias também sabe o momento de enchê-las.

O mesmo lugar que parecia ser derrota pode se tornar testemunho.

A mesma dor que te fez chorar pode ser o cenário onde Deus mostrará a Sua fidelidade.


Não desista no barco.

Não abandone a fé por causa de uma noite ruim.

Não entregue as redes porque ainda não viu o milagre.


Jesus ainda entra em barcos cansados.

Ele ainda fala com quem está frustrado.

Ele ainda transforma fracassos em encontros, redes vazias em abundância e pescadores comuns em instrumentos para a Sua glória.


A sua pior pescaria não é maior do que a voz de Jesus.

Sob a Palavra dEle, lance a rede mais uma vez. 🙏



TEMPO

 O tempo de Deus nunca é antecipado, nem atrasado — ele é sempre perfeito. Muitas vezes, olhamos para as nossas lutas e esperanças e perguntamos: “por que ainda não aconteceu?”. Mas o Senhor não trabalha com o relógio do mundo, que corre com pressa e ansiedade; Ele age segundo a Sua sabedoria infinita, preparando cada detalhe, fortalecendo o nosso coração e moldando o nosso caminho.

O que para nós parece demora, para Ele é preparação. Quando chega o momento determinado, o que estava guardado floresce com força e beleza, muito além do que imaginávamos. Confiar no tempo de Deus é descansar na certeza de que Ele nunca se atrasa para cumprir Suas promessas em nossa vida

SEMEAR

 “Quem fica observando o vento não plantará, e quem fica olhando para as nuvens não colherá. (…) Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas.

Eclesiastes 11:4; 6

Em muitos momentos na Bíblia, Deus nos ensina a semear, e o ato da semeadura é um investimento feito com amor e fé.


Para aqueles que buscam resultados instantâneos e não têm paciência de esperar, a semeadura é um desafio enorme, pois as sementes lançadas têm um tempo determinado para brotar, crescer e dar frutos. Não temos como fugir deste processo, e precisamos ter consciência disso.


Nestes versículos que você acabou de ler, repare em algo interessante: eles nos dizem para semearmos de manhã, mas à tarde também, ou seja, é para semearmos sempre, pois não sabemos que semente brotará primeiro e crescerá melhor.


O que você pode semear na vida das pessoas hoje e sempre? Palavras de ânimo, atenção, gentileza, generosidade, perdão, ajuda financeira e muito mais.


É claro que toda semente tem um objetivo (se tornar algo de valor), mas não devemos depender de ver qualquer indício de resultado para crer que ela será bem-sucedida; temos apenas que fazer a nossa parte lançando-a na terra. Também devemos cuidar do processo de cultivo da semente, que é adubá-la, regá-la, e protegê-la.


Deus nos dá sementes para plantarmos e colhermos bons frutos. Se não plantarmos algo, o que colheremos? Nada! Por isso, não coma as suas sementes! Plante-as continuamente, em tempo e fora de tempo!


Suas sementes têm um grande potencial! Plante com muito amor e você terá uma colheita abundante!

ALMA

 Há dias em que a alma se sente escondida.

Dias em que ninguém percebe o peso que você carrega, as lágrimas que você segura, as batalhas que você enfrenta em silêncio e as vezes em que precisou ser forte sem ter forças.


Mas existe um Deus que vê.


Ele vê quando você ora baixinho para ninguém ouvir.

Ele vê quando você sorri por fora, mas está lutando por dentro.

Ele vê quando você escolhe não desistir, mesmo cansado.

Ele vê cada passo que você deu com medo, cada noite em que você chorou e cada vez que você continuou confiando, mesmo sem entender o caminho.


A Bíblia diz:

“Tu és Deus que vê.”

Gênesis 16:13


Deus não se esqueceu de você.

Ele não ignora a sua dor e não despreza a sua luta. O céu conhece o nome de quem está tentando sobreviver a dias difíceis sem abandonar a fé.


Talvez hoje você não receba aplausos. Talvez ninguém reconheça o quanto você tem lutado. Mas o Senhor conhece a sua história inteira. Ele conhece o seu coração, as suas intenções e os lugares onde você foi ferido.


Continue.

Não porque tudo está fácil, mas porque Deus ainda está escrevendo capítulos que você não consegue enxergar agora.


O mesmo Deus que viu Agar no deserto vê você neste momento. E Ele ainda transforma desertos em lugares de encontro, lágrimas em oração e dor em testemunho.


Você não está sozinho. Deus está vendo. Deus está sustentando. Deus está trabalhando. 🙏



DOR

 1 Samuel 1.7-8

Nem toda dor nasce daquilo que nos falta.


Algumas dores nascem de pessoas que fazem questão de nos lembrar daquilo que nos falta.


Penina é a prova disso.

Seu nome significa pérola, joia preciosa, coral valioso. Tudo nela parecia transmitir valor. Mas existe uma ironia cruel nesse texto. Como alguém que carrega um nome tão bonito pode produzir tanta amargura?

Porque aparência não é caráter.

Nem tudo que parece precioso aos olhos dos homens é precioso diante de Deus.


Penina possuía filhos. Ana não. E Penina transformou sua bênção em uma arma. Ela usava aquilo que tinha para ferir quem ainda estava esperando receber.


Há pessoas que não celebram suas conquistas. Elas as utilizam para humilhar os outros.


O texto diz que Penina provocava Ana continuamente. Ano após ano. Festa após festa. Peregrinação após peregrinação.


Ela não queria apenas tocar na ferida. Ela queria impedir a cicatrização.


E foi tão intenso que Ana perdeu algo maior do que a alegria.

Ela perdeu o prazer de cultuar.

Quando a Bíblia diz que Ana chorava e não comia, não está falando apenas de falta de apetite. No contexto do culto israelita, comer fazia parte da adoração. O altar terminava na mesa. A refeição era uma expressão de comunhão diante de Deus.

Ana estava presente no ambiente da adoração, mas sua dor já não permitia que ela desfrutasse da adoração.


E esse é um dos maiores objetivos do espírito de Penina.

Não é apenas machucar você.

É afastar você da mesa.

É fazer você perder o prazer da comunhão.

É fazer você frequentar o culto sem conseguir cultuar.


Talvez o seu maior problema não seja a ausência de um milagre.


Talvez seja a presença de uma voz que não para de lembrar aquilo que ainda não aconteceu.


Mas a história muda quando Ana decide sair da influência de Penina e entrar na presença de Deus.


Ela chora diante do Senhor.

Ela derrama sua alma.

Ela ouve uma palavra.

E depois disso, algo extraordinário acontece.

O texto diz que seu semblante já não era triste.


O milagre ainda não tinha chegado.

Samuel ainda não tinha nascido.

Mas a esperança já havia ressuscitado.


A melhor resposta para uma Penina nunca será uma discussão. Será continuar cultuando!


SENHOR

 Salmo 34:8 diz “Provem, e vejam como o Senhor é bom.” Experimentar a bondade de Deus nos muda. Se Ele for só um pouqinho mais forte que nós, por que orar? Se ele tiver limitações, dúvidas, ou for reticente, então tanto faz orar para ele quanto ao Mágico de Oz.


Salmo 68:5-6 diz que Deus é “Pai para os órfãos… dá um lar aos solitários e liberta os presos para a prosperidade”.


Ore comigo: Querido Deus. Hoje lembre-me que o Senhor me protege. Seja meu pai e defensor. Defenda aqueles que são fracos e temerosos e se sentem esquecidos. Apareça nas vidas deles hoje. Obrigado por me dar uma família espiritual que nunca pode ser retirada. Eu oro isso em nome de Jesus, amém.


Em qualquer momento, você está apenas uma oração distante de ajuda!

INIMIGO

 Há um inimigo dentro de nós que não precisa de brechas para agir. 


Ele nasceu conosco, conhece nossas fraquezas e se disfarça de boas intenções. Chamado nas Escrituras de "velho homem", essa natureza caída não se manifesta com gritos ou possessões, mas com vaidade distarçada de zelo, orgulho travestido de espiritualidade e autopiedade que se mascara de justiça propria.


É mais fácil culpar o diabo por nossas quedas do que admitir que há algo em nós que ainda não foi crucificado. Paulo declarou que nossa velha natureza foi pregada na cruz com Cristo, mas muitos de nós insistimos em ressuscitá-la diariamente, alimentando-a com elogios, conveniências e desculpas piedosas. 


Demônios podem ser expulsos, mas o velho homem precisa ser negado, todos os dias.


A verdadeira guerra espiritual não começa com uma oração forte, mas com uma rendição sincera. Não é no culto que ela se define, mas no silêncio do quarto, quando escolhemos obedecer mesmo sem sentir. O velho homem teme a cruz, não os cultos. Ele pode cantar, pregar e servir, desde que continue no controle. Por isso, resisti-lo exige mais do que autoridade espiritual: exige morte.


É possível viver uma vida religiosa e ainda assim ser guiado pelo velho eu. Ele sabe usar até a Bíblia para justificar vaidades e esconder rebeliões. Enquanto não houver cruz, Cristo será apenas um adorno, não o Senhor. E sem essa entrega, continuaremos culpando o inferno por batalhas que, na verdade, já perdemos dentro do coração.


O maior perigo não é o diabo que ruge lá fora, mas o eu que reina aqui dentro. E só há um caminho de vitória: negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus. Não uma vez, mas todos os dias. Porque no fim, a verdadeira libertação não vem da expulsão do mal, mas da crucificação do ego.

IGREJA

 Você ora, lê a Bíblia, frequenta a igreja... mas ainda sente que Deus parece distante?


Talvez o que esteja faltando não seja fazer mais coisas para Deus, mas caminhar mais perto dEle.


A intimidade com Deus transforma tudo. A oração deixa de ser apenas um momento de pedidos e se torna um diálogo. A Palavra deixa de ser apenas informação e passa a alimentar a alma. A fé deixa de ser teoria e se torna uma experiência vivida no cotidiano.


Quanto mais conhecemos o coração de Deus, mais aprendemos a reconhecer Sua voz, descansar em Sua vontade e permanecer firmes, mesmo quando as respostas ainda não chegaram.


A proximidade com Deus não muda apenas as circunstâncias. Ela muda você.


Qual dessas áreas você deseja que Deus transforme hoje: sua oração, sua leitura da Bíblia ou sua fé?


DESERTOS

 Há desertos que não foram escolhidos por nós.


Desertos de espera.

Desertos de silêncio.

Desertos de portas fechadas.

Desertos de orações que parecem não receber resposta.

Desertos onde tudo aquilo que antes parecia claro agora se torna confuso.


E, muitas vezes, é nesse lugar que começamos a perguntar:

“Deus, por que eu estou aqui?”

“Por que o caminho ficou tão difícil?”

“Por que aquilo que eu pedi parece estar cada vez mais distante?”


Mas o deserto não significa que Deus te abandonou.


Em Êxodo 13:17, vemos que o próprio Deus conduziu o povo por um caminho diferente. Não era o caminho mais curto, não era o mais fácil, não era o que parecia mais lógico aos olhos humanos. Mas era o caminho necessário.


Porque Deus sabia que, antes de entregar uma terra ao povo, precisava formar um povo capaz de permanecer nela.


Há coisas que você pediu a Deus, mas que exigem uma versão mais madura, mais forte e mais dependente dEle. Há promessas que precisam encontrar um coração preparado para carregá-las sem se perder no orgulho, no medo ou na autossuficiência.


O deserto não é apenas um lugar de falta.

É também um lugar de formação.


No deserto, Deus ensina a depender do pão que vem do céu.

No deserto, Ele mostra que a nuvem ainda guia durante o dia e que a coluna de fogo ainda ilumina durante a noite.

No deserto, Ele remove aquilo que nos prende ao Egito e constrói em nós uma fé que não depende das circunstâncias.


Talvez você esteja olhando para a sua vida e pensando que está atrasado. Talvez pareça que todos estão avançando enquanto você continua caminhando por uma estrada longa, cansativa e silenciosa.


Mas Deus não está atrasado.


Ele está trabalhando em áreas que ninguém vê. Está fortalecendo suas raízes, curando feridas, corrigindo rotas, amadurecendo sua fé e preparando você para não perder aquilo que tanto pediu em oração.


Não despreze o processo.


O mesmo Deus que te conduz no deserto é o Deus que também te conduz à promessa. E quando você chegar ao lugar que Ele preparou, entenderá que cada noite difícil, cada espera e cada lágrima tinham um propósito maior.


O deserto não te atrasa.

Ele te prepara para o que você pediu.


“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia.” — Salmos 46:Da1


Comente: “Deus está me preparando.” 🙏

PESSOAS

 Há pessoas que chegam com palavras bonitas, mas carregam intenções escondidas. Por isso, Jesus nos alertou:


“Acautelai-vos dos falsos profetas, que se apresentam a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.”

(Mateus 7:15)


Nem tudo o que parece bom vem de Deus. Nem toda aproximação é amizade verdadeira. Nem toda voz que fala de fé produz frutos de fé.


Discernimento não é viver desconfiando de todos; é pedir ao Espírito Santo sabedoria para enxergar além das aparências.


Jesus disse: “Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:16)


Observe: essa pessoa te aproxima de Deus ou te afasta? Ela traz paz ou confusão? Ela fortalece sua fé ou alimenta suas fraquezas?


O inimigo tenta esconder lobos em pele de cordeiro. Mas Deus forma leões dentro de cordeiros: pessoas simples, humildes e aparentemente frágeis, mas cheias de coragem, fé e firmeza.


Não tenha medo de parecer pequeno. Quando Deus é a sua força, você não precisa ser agressivo para permanecer de pé.


“Sede sóbrios e vigilantes… resisti-lhe firmes na fé.”

(1 Pedro 5:8-9)


Peça discernimento a Deus. Proteja seu coração. E permaneça perto de Jesus, o verdadeiro Cordeiro. 🙏🦁