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sábado, 21 de fevereiro de 2026

SENHOR

 Deus não trabalha apenas com peças perfeitas Ele é especialista em redenção.

Enquanto o mundo descarta os fragmentos, o Senhor recolhe cada parte quebrada da nossa história e, pela Sua graça, transforma ruínas em propósito.
O evangelho não é a história de homens fortes que nunca caíram, mas de pecadores restaurados que foram refeitos pela misericórdia. As rachaduras que tentamos esconder são, muitas vezes, os lugares por onde a luz de Cristo entra para brilhar com mais intensidade.
Assim, nossas quedas não anulam o plano de Deus; tornam-se matéria-prima nas mãos do Oleiro. Onde havia culpa, Ele coloca perdão. Onde havia dor, Ele escreve testemunho. Onde havia cacos, Ele constrói beleza eterna.
Como disse Luiz Sayão:
“Deus gosta de fazer mosaico bonito, mas prefere usar vidros quebrados.”
Hoje, entregue a Ele até aquilo que você considera perdido — porque na economia da graça, nada é inútil quando está nas mãos do Criador.
📖 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” — 2 Coríntios 4:7

MACHADO

 Eclesiastes 10:10 “Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, será preciso redobrar a força; mas a sabedoria é proveitosa para dirigir.”

DEUS NÃO PEDE MAIS FORÇA. ELE PEDE MAIS AFIAÇÃO.
Vivemos uma geração cansada, exausta, emocionalmente drenada não porque trabalha demais, mas porque insiste em lutar com ferramentas cegas.
O texto não fala de falta de esforço.
Fala de falta de sabedoria.
O problema nunca foi a intensidade do golpe.
O problema é a ausência de preparo antes do golpe.
Há pessoas orando mais, correndo mais, tentando mais… mas avançando menos. Porque confundiram movimento com direção e esforço com maturidade espiritual.
Na cultura bíblica, o machado não era apenas ferramenta; era extensão do trabalhador. Um machado cego transformava trabalho simples em sofrimento desnecessário. Assim também é a vida espiritual: quando o interior não é tratado, tudo exige força excessiva.
Quem não se afia, se esgota.
Afiação é processo invisível.
É silêncio.
É correção.
É confronto.
É permitir que Deus trabalhe em áreas que o público nunca verá.
O Reino não cresce pela força bruta da atividade religiosa, mas pela precisão de uma vida alinhada.
Há ministérios cansados porque perderam o fio.
Casamentos pesados porque perderam o fio.
Chamados frustrados porque perderam o fio.
E quando o fio se perde, a tendência humana é bater mais forte enquanto Deus chama para parar e afiar.
Afiação dói porque remove excessos.
Remove orgulho.
Remove pressa.
Remove versões nossas que funcionavam na estação passada, mas não servem para a próxima.
⚒️ A sabedoria manda parar antes de quebrar.
⚒️ Quem afia hoje, governa o esforço de amanhã.
⚒️ Deus não unge desgaste Ele unge direção.
Talvez o céu não esteja pedindo que você faça mais.
Talvez esteja pedindo que você pare… e permita ser ajustado.
Porque há batalhas que não são vencidas com mais golpes,
mas com o corte certo.
Nem todo cansaço é perseguição. Às vezes é apenas um machado que precisa voltar para a pedra.

IRA

 Eu estava numa emergência tarde da noite. Vitimas de Satanás encheram os corredores. Uma criança – olhos inchados. Agredido pelo pai. Uma mulher – ronchas no rosto, nariz sangrando, “Meu namorado ficou bêbado e bateu em mim”, ela disse chorando.

Jesus viu as vítimas de Satanás também. Ele viu um leproso um dia… dedos torcidos… pele dilacerada… rosto desfigurado. E ele ficou indignado. Uma santa ira… um desgosto compassivo. E ele foi movido a agir. Estou persuadido que o mesmo Satanás nos persegue hoje, causando fome, confusão no oriente médio e apatia na igreja do Senhor. E Satanás dá risadas no meio dos que estão morrendo.

Ó querido Pai, que possamos nunca ficar tão santos, que nunca nos tornemos tão maduros, que possamos nunca ser tão religiosos, ao ponto de vermos as pegadas de Satanás e ficarmos indiferentes.


PROCESSO

 Entre a promessa e o cumprimento existe um procedimento: o processo. É nesse intervalo silencioso que Deus não está ausente está esculpindo. Enquanto esperamos mudanças ao nosso redor, Ele aprofunda raízes dentro de nós. 

Porque o maior milagre não é apenas receber o que foi prometido, mas tornar-se alguém preparado para carregar a promessa sem perder a presença.

A espera de Deus nunca é vazia; ela é formativa. No tempo do cumprimento, percebemos que Ele não estava atrasado — estava nos amadurecendo. Promessas se cumprem em datas, mas propósitos se formam no coração.

Se hoje você está no meio do caminho, não confunda silêncio com abandono. Deus trabalha no invisível, molda no secreto e prepara no oculto. O mesmo Deus que prometeu é o Deus que sustenta o processo e nenhuma promessa d’Ele morre no tempo, apenas floresce na hora certa.

“Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado… se tardar, espera-o.” (Habacuque 2:3)

SERVA

 Quase ninguém fala sobre a serva de Naamã com a profundidade que ela merece.

Seu nome não é citado.

Sua história não é detalhada.

Não sabemos se voltou para casa.

Não sabemos se foi restaurada.

Mas sabemos uma coisa:

ela ainda conseguia falar de Deus com esperança.

E isso diz muito.

Porque gente esmagada pela dor normalmente endurece.

Fecha o coração.

Perde a sensibilidade.

Ela não.

Ela foi arrancada da sua terra.

Servia na casa de quem representava o seu trauma.

E mesmo assim, quando viu a necessidade, disse:

“Há um profeta.”

Percebe?

Ela não pregou.

Não fez um discurso.

Não exigiu justiça.

Não usou a dor como desculpa para o silêncio.

Ela escolheu não estacionar na ferida.

A Bíblia não diz que ela foi curada.

Mas o comportamento dela revela alguém que não estava governada pela dor.

E isso me ensina algo muito sério:

Cura nem sempre é um evento.

Às vezes, é um processo silencioso que aparece nas escolhas que fazemos.

Talvez você ainda tenha marcas.

Talvez existam perguntas sem resposta.

Talvez a sua história ainda não tenha fechado ciclos.

Mas se você ainda consegue apontar alguém para Deus…

se ainda consegue agir com sensibilidade…

se ainda consegue não devolver na mesma moeda…

Você não está parada na dor.

E isso já é sinal de algo sendo tratado dentro de você.

Deus começou o milagre de Naamã através de uma menina que ninguém via.

Nunca subestime o que Deus pode iniciar através da sua maturidade silenciosa.

Tem dias em que a gente precisa lembrar que não é a ausência de dor que nos define…

é a postura que escolhemos ter apesar dela.

FARDO

 “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Mateus 26:40-41

Esta conversa aconteceu no Getsêmani entre Jesus e os seus discípulos momentos antes dEle ir à cruz. 

Jesus estava angustiado, triste, pois sabia que a morte se aproximava e que precisaria enfrentar um momento muito difícil. Ele se separou para orar um pouco e pediu que seus discípulos ficassem por perto vigiando. Em outras palavras, Jesus pediu apoio, mas, em vez deles serem sensíveis ao que Jesus passava e serem empáticos, por causa do seu sofrimento, se distraíram e foram dormir.

Somos um corpo e pessoas nesse corpo passam por dificuldades. Até onde estamos sensíveis aos problemas alheios e somos parceiros em oração? Até onde estamos dispostos a carregar as cargas uns dos outros? Temos generosidade para abrir mão do nosso tempo e, no lugar de pedir coisas para nós, lutarmos por uma causa alheia? Sei que já temos muitas situações na nossa vida para serem resolvidas, mas a Bíblia nos ensina e nos convida a olhar à nossa volta.

A oração é a forma como nos comunicamos com Deus, mas, em muitas situações, precisaremos ser a voz de um amigo, de um irmão em Cristo, pois ele estará fraco demais para se levantar.

Seja uma bênção na vida de alguém! Seja um intercessor, cheio de compaixão e amor pelas vidas. Enquanto você se dispõe a lutar em oração por alguém, Deus está contemplando o seu coração e cuidando das suas causas

PALAVRAS

Em alguns momentos, realmente não queremos dizer mais nada. Tenho silenciado em determinadas situações e o resultado se faz presente quase que imediatamente. Acontece que vamos acumulando e suportando até que, num momento qualquer, decidimos silenciar. Chegar ao limite não acontece de repente. É um acúmulo de tentativas, explicações repetidas, esforços que não encontraram escuta. Aos poucos, a palavra perde o brilho, o argumento se torna inútil, e o coração prefere o recolhimento ao desgaste. Esse silêncio não nasce da indiferença, mas da saturação. Há momentos em que falar já não constrói, apenas prolonga um cansaço que pede pausa. Reconhecer esse ponto é sinal de consciência, não de fraqueza. O ser humano não foi feito para suportar indefinidamente aquilo que fere sua dignidade ou ignora seus sentimentos. Quando a vontade de explicar se esgota, algo dentro pede cuidado. Deus compreende esses limites mais do que qualquer discurso. Ele conhece o que foi tentado, o que foi suportado, o que foi silenciado por amor ou por esperança. Há uma sabedoria silenciosa em saber recuar, em escolher a paz interior em vez de debates intermináveis. Nem toda batalha precisa ser vencida, algumas precisam apenas ser encerradas. O limite não é derrota, é proteção da própria integridade. O coração amadurece quando aprende a distinguir persistência de desgaste inútil. Permanecer onde não há diálogo verdadeiro pode adoecer o espírito. Por isso, há momentos em que o silêncio se torna forma de respeito consigo mesmo. Não é abandono do outro, é preservação da própria saúde interior. Deus não exige que alguém se perca para provar fidelidade. Ele deseja inteireza, não exaustão. Ao aceitar o próprio limite, a alma encontra espaço para reorganizar forças, para refletir com mais clareza, para decidir com serenidade. O silêncio, então, deixa de ser peso e se transforma em abrigo. Nele, o coração recupera a dignidade de não precisar convencer a qualquer custo. E ao reconhecer que já fez o possível, encontra paz na escolha de guardar suas palavras, confiando que o que precisava ser dito já foi entregue. 

TEMPESTADE



Anos atrás visitei um irmão em um hospital. Ele havia sido acometido por um câncer agressivo e enfrentava um tratamento prolongado e dolorido. Fui preparado para encorajar e consolar, mas tamanha foi a minha surpresa ao encontrá-lo com palavras de gratidão e contentamento em Cristo. Falou com simplicidade sobre a salvação em Jesus, sobre sua família, sobre o cuidado dos profissionais, sobre o próprio hospital e até mesmo sobre um livrinho que havia ganhado e que conseguia ler naqueles dias difíceis. Saí daquele quarto com uma certeza renovada: nossa alegria em Cristo não é definida pelas circunstâncias, mas por nosso relacionamento com Deus.


Paulo escreve aos filipenses em meio a pressões reais e, ainda assim, nos exorta: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4:6). Note o caminho que o apóstolo apresenta. Há dois passos contínuos para quem deseja experimentar a paz de Deus no meio da tempestade: oração e gratidão.

Oração é fácil de entender. Quando a dor chega, o coração corre para Deus. Clamamos por socorro, pedimos direção, suplicamos força. A tempestade nos lembra que não somos autossuficientes e que o Senhor é o nosso refúgio.


Mas gratidão parece mais difícil. Gratidão no meio da enfermidade, da crítica, das perdas e dos processos dolorosos da vida? Gratidão pelo quê? A Palavra nos ensina que existem motivos perenes, inabaláveis, que não dependem do cenário. Mesmo que caminhemos pelo vale da sombra da morte, três motivos permanecem como rocha sob nossos pés. Deus é Deus, e nada foge ao seu governo santo, pleno e sábio. Deus é fiel, e não abandona os seus filhos na hora escura. Deus luta por nós, e sua mão não perdeu força, sua providência não adormeceu e seu amor não se esgotou.


Assim, guarde o coração. Em dias de tempestade, discipline a alma a orar e a agradecer. Que seus passos diários sejam estes: oração e gratidão. Faça memória diária do que não muda: quem Deus é, como Ele tem sido fiel, e como Ele sustenta a sua vida. E você perceberá que a paz não nasce da ausência de dor, mas da presença do Senhor.



CENTRO

 Quando Cristo ocupa o centro do coração, tudo encontra ordem, propósito e sentido. Mas quando Ele é retirado, não fica apenas um espaço vazio — forma-se um abismo que nenhuma conquista, relacionamento, prazer ou sucesso pode preencher.


O ser humano não foi criado para ser satisfeito por coisas criadas, mas pelo próprio Criador. Por isso, tentar substituir Cristo é como tentar iluminar a noite com faíscas: brilham por um instante, mas não vencem a escuridão da alma.


Como afirmou John Piper, se Cristo for removido do coração, nem o universo inteiro bastará. Porque o vazio que existe em nós tem o formato da eternidade, e somente Aquele que é eterno pode habitá-lo.


“Tu nos fizeste para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não descansar em Ti.” (Salmo 42:1 ecoa essa sede: “Assim como o cervo anseia pelas águas…”)


Que Cristo não seja apenas parte da sua vida — que seja o centro, o fundamento e a plenitude dela.



CULPA

 Qual será seu próximo arrependimento?


A gente costuma se culpar pelo que fez quando ainda não sabia o que hoje sabe. Mas crescer é justamente isso: olhar para trás com misericórdia e para frente com responsabilidade.


Há perdão para quem você foi.

Mas há responsabilidade para quem você é.


O problema não é ter errado no passado.

O problema é repetir no presente aquilo que você já entendeu que precisa mudar.


Consciência é um divisor de águas. Depois que você enxerga, não dá mais para fingir cegueira. Depois que amadurece, não dá mais para viver como antes.


Que seu próximo passo não seja guiado pela culpa, mas pela coragem.

Que seu próximo arrependimento não seja o de ter sabido e mesmo assim não ter mudado.


O passado pode ser perdoado.

O presente é inegociável.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

COMUM

 Um homem comum e uma mulher comum, quando se prostram aos pés de Jesus, entram em um lugar onde a lógica humana perde a força e a graça de Deus passa a governar a história. 


Ali, o ordinário é atravessado pelo eterno. Não porque suas circunstâncias mudam imediatamente, mas porque seus corações são transformados profundamente.


Aos pés de Cristo, o orgulho aprende a se curvar, a ansiedade aprende a descansar, e a vontade própria aprende a morrer para que a vontade de Deus floresça. 


É nesse lugar de rendição que nasce uma vida extraordinária não marcada por aplausos, mas por presença; não sustentada por conquistas visíveis, mas por uma fé invisível e inabalável.


O extraordinário do Reino não está em viver sem desertos, mas em descobrir que até no deserto há maná. Não está em nunca chorar, mas em saber que cada lágrima é recolhida por Deus. Não está em ter controle do amanhã, mas em confiar plenamente naquele que já está lá.


Quando um homem e uma mulher se colocam diante de Jesus, seus sonhos deixam de ser apenas pessoais e passam a participar dos propósitos eternos de Deus. 


Seus passos, antes comuns, passam a carregar direção divina. Sua casa, antes apenas um lar, se torna altar. Sua história, antes limitada pelo tempo, passa a ecoar na eternidade.


Porque Deus não procura pessoas extraordinárias Ele transforma pessoas comuns em testemunhos vivos do Seu poder. E toda vida rendida a Cristo se torna prova de que a graça é suficiente, o amor é real e o céu começa dentro do coração.


📖 “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”

— Gálatas 2:20

TUDO

 Descobri que tudo o que eu já tinha, eu não precisava. O que precisava de fato era o amor de Jesus Cristo. Naquele momento, o Espírito Santo passou a habitar em mim.

Há um instante na caminhada em que Deus desmonta nossas falsas seguranças para revelar nossa verdadeira necessidade. Aquilo que chamávamos de conquista se mostra vazio, e aquilo que ignorávamos a graça se revela essencial. Não foi a abundância que salvou minha alma, mas o encontro com Aquele que é suficiente quando tudo mais falha.
Quando o amor de Cristo nos alcança, não recebemos apenas consolo, recebemos nova vida. O Espírito não visita apenas, Ele faz morada. Ele transforma o coração de pedra em altar vivo, a ansiedade em confiança, o orgulho em rendição, e a religião em relacionamento.
Como está escrito na Bíblia, já não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós. E quando Ele habita, aquilo que antes parecia indispensável perde o valor, porque encontramos o tesouro escondido que vale mais que tudo.
Que nunca nos falte bens, posição ou reconhecimento mas, se faltar, que jamais nos falte a presença de Cristo. Porque quem tem Jesus, mesmo não tendo nada, possui tudo.
Se essa verdade também ecoa no seu coração, escreva: “Cristo é suficiente”.

MEDO

 Qual seu maior medo? Jesus fez mais do que falar sobre medo. Ele o encarou. Em Marcos 14:35-36, Jesus orou no Jardim de Getsêmani, “Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

O cálice era o pior cenário imaginável de Jesus: para ser o receptor da ira de Deus e de experimentar isolamento do Pai. E o que Jesus fez com o medo dele nos mostra o que fazer como nosso: Ele orou! Ele até pediu orações aos amigos. A oração de Jesus foi breve. Era objetiva e com fé em Deus.

Faça o mesmo. Seja específico sobre seus medos. Enfrente-os em oração. Obrigue-os a encarar Deus e a receber a consequência dEle!