“Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).
Pedro Cesario Neto
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
SACERDOTE
AMANHA
Em Mateus 8:26, Jesus pergunta “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” Esta é a uma boa pergunta. Às vezes o medo pode ser saudável. Pode impedir uma criança de atravessar uma rua movimentada. É a atitude apropriada para um edifício em chamas ou um cachorro rosnando. Medo por si só não é pecado. Mas pode levar ao pecado.
Se nós medicamos o medo com explosões de raiva, afastamento carrancudo, ou controle exagerado, nós excluímos Deus da solução. O medo pode encher o nosso mundo, mas não precisa encher os nossos corações. Sempre vai bater à porta. Mas não precisa o convidar para jantar. A promessa de Cristo é simples. Podemos temer menos amanhã do que hoje.
AGRADAR
“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).
A Escritura nos chama a lidar com as pessoas de forma bondosa, gentil e amorosa. O bom testemunho abre portas, constrói pontes e, muitas vezes, prepara o coração para que o evangelho seja ouvido e acolhido. A fé cristã não é áspera nem indiferente, pois ela se expressa em palavras brandas, atitudes respeitosas e amor sincero. Deus usa relacionamentos saudáveis para atrair pessoas a Cristo.
Entretanto, há um perigo sutil e implacável: estruturar a vida em torno do desejo de agradar aos outros. Esse caminho parece piedoso, mas é espiritualmente adoecedor. Primeiro, porque é uma missão impossível. Por mais que você se esforce, faça, doe e se sacrifique, sempre haverá desagrado. Não somos perfeitos e não agimos perfeitamente. Até mesmo o amor que oferecemos é limitado, falho e marcado por nossas fraquezas. Além disso, a forma como o outro recebe o que fazemos é parcial, filtrada por expectativas e percepções próprias. Às vezes, até mesmo ingratidão. Assim, quem vive para agradar jamais descansa.
O segundo motivo é ainda mais profundo: o alvo do agrado está equivocado. Em Cristo Jesus, fomos chamados para agradar a Deus. Paulo afirma com clareza que viver para agradar aos homens é incompatível com ser servo de Cristo (Gl 1:10). Quando buscamos agradar a Deus, inevitavelmente desagradaremos algumas pessoas e, muitas vezes, ao nosso próprio coração. Creio que esta é uma verdade clara para todo cristão. Assim, procure agradar a Deus sobre todas as coisas.
Mas cabe um alerta! Isso jamais é desculpa para ser rude, mal-educado ou impaciente com o irmão. Ao contrário, quanto mais buscamos agradar a Deus, mais somos moldados à semelhança de Cristo, que foi manso, humilde, paciente e amoroso. Um segundo alerta! Seja sensível e grato àqueles que tentam agradar você. Reconheça esforços, valorize gestos e responda com graça. Seja sinceramente grato.
Portanto, a quem você quer agradar? A resposta moldará suas decisões, seus relacionamentos e sua paz diante de Deus.
TEMPO
Nós bem sabemos, que tempo, palavras e oportunidades são coisas que não voltam.
Por isso, peça a Deus que a sabedoria venha ser o alicerce das suas decisões.
TEMPO, aprenda a administrar o seu para não perder com coisas que nada acrescentará na sua vida. Lembre-se, o tempo não volta!
PALAVRAS, use-as com sabedoria pois depois de proferidas, elas podem edificar ou destruir, inclusive a nós mesmos(as).
OPORTUNIDADES, recorra a Deus para que tenhas coração puro e visão de águia pois assim, você não perderá as oportunidades que a vida vier lhe oferecer
VENENO
A língua pode dirigir, destruir ou deleitar. A língua é fogo devastador e veneno letal. A língua é destruidora, indomável, incoerente e assaz perigosa. Há aqueles que se rendem à mentira. Há outros que espalham boatarias perniciosas. Há aqueles que, jeitosamente, torcem as palavras e alteram fatos para denigrir a imagem do próximo. Muitos falam mal do próximo, tornando-se juízes impiedosos e transgressores da lei. Há aqueles que se calam quando deveriam falar e há outros que falam quando deveriam se calar. Oh, que Deus nos ajude a usar a nossa língua para glorificar a Deus e abençoar o próximo!
DENTRO
“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.”
Gênesis 17:1
Abraão tinha um relacionamento com Deus. O homem considerado “pai na fé” teve o privilégio de falar e ouvir Deus como se fosse um ser humano.
Em uma de suas aparições, Deus diz que Abraão deve andar na Sua presença e ser perfeito. Mas como, se ele era imperfeito?
Embora sejamos sujeitos a errar por causa do mundo em que vivemos, não devemos mais ser influenciados por ele. Andar com Deus (viver com Ele, em Sua presença) deve ser o nosso estilo de vida.
À medida em que este laço fica mais estreito, nossa semelhança com Jesus vai aumentando e vamos nos aproximando da perfeição dEle.
Você sabia que Deus quer que você melhore continuamente? Sim, Ele te ama como você é e está sempre pronto para te perdoar, mas isso não significa que Ele se conforma com o seu estado hoje – Ele sabe que você pode ser melhor e planeja o seu aperfeiçoamento.
No entanto, você apenas seguirá rumo à perfeição se você deixar que Ele “mexa” no seu interior, e isso não será agradável para a sua carne. Você está disposto?
Se você estiver, este é um processo que o resultado será apenas para o seu bem e o das pessoas à sua volta, mas o tempo que demorará e como ele se dará dependerá da sua disposição em obedecer.
Deixe Deus te transformar. Ande com Deus e deixe que Ele trabalhe no seu interior a ponto das pessoas enxergarem Jesus em você!
Oração: Pai, tenho aprendido que andar na tua presença é o que modificará toda a minha vida. Tenho visto também que, para que eu seja cada dia mais parecido com Jesus, eu preciso permitir que o Senhor “mexa” no meu interior e mude aquilo que precisa ser mudado. Por mais que doa e me incomode muitas vezes, sei que esse é o processo, então, fique à vontade para modificar o que preciso for. Eu quero alegrar o teu coração e ser uma pessoa cada dia melhor. Em nome de Jesus, amém.
FLORES
As flores do jardim conventual são contempladas diariamente, pois elas elevam a alma. Na minha opinião quem não planta flores não sabe viver com plenitude. Me identifico mais com aquelas flores que florescem para além da primavera. A coragem de floresce é o grande diferencial, caminho para a superação. Sim, existe uma coragem que não se confunde com euforia nem com ausência de dor. É aquela que permanece mesmo quando tudo parece estéril, quando o solo ainda guarda marcas de invernos prolongados. Algumas vidas aprendem cedo que esperar condições ideais é um luxo raro e, por isso, escolhem florescer com o que têm, onde estão, do jeito possível. Essa coragem não ignora a aspereza do caminho, mas também não se deixa definir por ela. Há almas que compreenderam, no silêncio das próprias lutas, que a estação mais importante não acontece fora, mas dentro. Quando o coração decide não se fechar, mesmo ferido, algo começa a se renovar sem alarde. A primavera interior não elimina as noites frias, mas garante que elas não sejam o fim da história. Deus age assim, discretamente, sustentando a seiva invisível que continua circulando quando tudo parece parado. O mundo vê apenas resistência, mas por dentro acontece um trabalho delicado de reconstrução, de reconciliação com a própria fragilidade. Flores corajosas não são as que nunca enfrentaram o gelo, são as que não permitiram que ele endurecesse a raiz. Elas aprendem a transformar espera em profundidade, queda em aprendizado, silêncio em escuta. Não se apressam em provar nada, apenas seguem fiéis ao impulso de viver que as habita. Há uma beleza madura nesse florescer que não depende de aplausos nem de condições favoráveis. Ele nasce da confiança de que a vida, mesmo atravessada por contrastes, continua merecendo entrega. Assim, pouco a pouco, o coração encontra sua própria estação de luz, não porque tudo ao redor mudou, mas porque algo dentro decidiu permanecer aberto. E onde há abertura, a vida sempre encontra um jeito de florescer.
DOR
A dor causada por pessoas é real.
Mas ela não redefine quem Deus é.
Confiar em Deus não é o mesmo que confiar cegamente em gente.
Pessoas falham. Líderes falham. Igrejas falham.
Deus, não.
📖 “Maldito o homem que confia no homem.”
A Bíblia nunca romantizou líderes.
Ela sempre apontou pra Deus.
Não abandone a fé por causa de decepções humanas.
Não entregue seu propósito nas mãos de quem te feriu.
Deus não ignora sua dor.
Ele cura feridas sem destruir o chamado.
Perdoar não apaga o que aconteceu.
Mas impede que a ferida vire prisão.
👉 Agora me diz com honestidade:
Você já precisou perdoar alguém dentro da igreja?
Comenta.
Cura começa quando a dor encontra verdade.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
DECISÕES
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).
LÍDER
O Senhor jamais confiará os Seus planos àqueles que não estão prontos para, como as Escrituras afirmam, colocar a mão no arado e não olhar para trás (Lucas 9.62).
INABALAVEL
Seguidores de Jesus ficam contagiados com malária, enterram seus filhos, e lutam com vícios. E como resultado nós encaramos medos. Não é a ausência de tempestades que nos faz quem somos. É aquele que nós encontramos na tempestade – um Cristo tranquilo.
Mateus 8:24 diz “Jesus estava dormindo.” Agora aí é que está uma cena. Os discípulos gritam, Jesus sonha. “Não te importas que morramos?” O medo coroe nossa confiança na bondade de Deus. Ele gera um monte de dúvidas que atiça ressentimentos em nós. O medo cria uma forma de amnesia espiritual. Nos faz esquecer o que Jesus já fez e da bondade divina. Jesus leva a sério o nosso medo. Não tenha medo.
SAUDADE
A palavra saudade não tem tradução em algumas línguas. Na verdade ficamos meio confusos para definir com exatidão o que é saudade. Mas todos nós sabemos o que ela significa. É um misto de alegria e dor; não é uma dor que dói no corpo, mas é uma dor que acicata a alma. Você tem vontade de bater asas e voar na direção da pessoa que você quer bem pertinho de você. O Salmista sentiu saudade da Casa de Deus, quando disse: "Uma coisa eu peço ao Senhor e a buscarei, que possa morar todos os dias da minha vida na Casa do Senhor, para contemplar a beleza da sua santidade".
MULHERES
A internet de hoje está saturada de debates sobre os papéis de homens e mulheres na sociedade, especialmente quando se trata das leis criadas para proteger as mulheres, como a Lei Maria da Penha, a legislação sobre agressão psicológica e a tipificação do feminicídio. Essas leis surgiram para proteger mulheres em situações de vulnerabilidade e violência. No entanto, também existe um outro lado pouco discutido: elas podem acabar incentivando algumas mulheres a utilizá-las de forma manipulativa, como um instrumento de chantagem, ameaça ou controle.
Ou seja, enquanto uma parte das mulheres é de fato amparada pela lei, outra parte acaba utilizando o sistema jurídico de maneira distorcida. Isso gera ressentimentos e desconfiança. De um lado, mulheres que sabem que contam com o apoio do Estado, e, do outro, homens que se sentem vulneráveis, temendo que uma acusação infundada acabe sendo tomada como verdadeira.
Uma parte desse desequilíbrio também está na forma como a sociedade, tanto homens quanto mulheres, lida com agressões cometidas por mulheres. E há diversos exemplos disso.
Um dos casos mais conhecidos foi o de Johnny Depp e Amber Heard. Amber acusou Depp de agressão física e emocional, mas, após um julgamento amplamente divulgado, ficou comprovado que ela mentiu, forjou provas e difamou o ex-marido. Mesmo com essa conclusão, muitos comentários nas redes sociais continuaram a defender a ideia de que, se Amber fez o que fez, então Johnny mereceu. A questão que fica é: por que a mentira comprovada de uma mulher ainda recebe tanto apoio nas redes sociais?
Outro caso de grande repercussão envolveu o jogador Neymar, que foi acusado de estupro em 2019. O processo foi arquivado por falta de provas e a gravação divulgada por Neymar mostrou que a acusação não era verdadeira. Mas, se não houvesse essa gravação, até onde essa acusação teria avançado? Como se pode destruir a reputação de um homem com uma acusação falsa e ele seguir sua vida como se nada tivesse acontecido?
Mais recentemente, um episódio na Bahia chamou atenção: um homem teve o corpo queimado com água fervente enquanto dormia, aparentemente devido a um ataque de ciúmes de sua namorada. O homem se pronunciou publicamente, mostrando as graves queimaduras, mas muitos comentários nas redes sociais diziam: “Se ela fez isso, alguma coisa ele deve ter feito”. E para completar, a mulher que supostamente o agrediu fez uma denúncia de agressão psicológica contra ele, e o homem está agora respondendo a essa acusação. Como é possível que quem quase matou outra pessoa seja tratada como vítima pelo sistema?
Nesse ponto entra um fenômeno social preocupante: a indulgência patológica. É a tendência de normalizar e até justificar agressões cometidas por mulheres contra homens, como se esses atos não fossem graves. Existem incontáveis vídeos nas redes sociais mostrando mulheres batendo em homens, gritando com eles, xingando, humilhando em público, quebrando objetos, jogando coisas neles, dando tapas, empurrões, puxões de cabelo e até agressões mais sérias. E qual é a reação mais comum? Risos. Comentários dizendo que é “engraçado”. Gente tratando como se fosse “apenas uma brincadeira”, como “pegadinha”, como “coisa de casal”, como se a agressão, por partir de uma mulher, fosse automaticamente inofensiva.
Mas basta inverter os papéis para perceber o tamanho do problema. Se um vídeo mostrasse um homem batendo, xingando, humilhando ou empurrando uma mulher, a reação nas redes seria imediata, severa e agressiva. Haveria repúdio generalizado, revolta, pedidos de prisão, cancelamento social e exposição pública. O que, aliás, estaria completamente correto. Então por que essa mesma severidade desaparece quando a agressora é mulher? Por que a agressão masculina é tratada como violência, mas a agressão feminina é tratada como humor?
Estamos diante de um claro duplo padrão moral, que não protege a justiça, não protege mulheres reais e não protege homens. Apenas cria distorções.
Sim, é inegável que ao longo da história, muitas mulheres sofreram violência real de homens, em vários contextos. E é justo que elas tenham leis para sua proteção. No entanto, reconhecer essa violência histórica não pode justificar que se crie uma nova categoria: a do homem como cidadão de segunda classe, vulnerável a abusos legais, a julgamentos precipitados e a estigmatizações automáticas.
As leis existem para proteger, não para gerar mais injustiça. Quando a sociedade começa a naturalizar a agressão feminina e demonizar qualquer erro masculino, estamos caminhando para a verdadeira justiça? Ou estamos apenas invertendo o foco da injustiça?
Outro ponto importante é que as mulheres vítimas de agressões também acabam sendo prejudicadas por essas leis desequilibradas. Muitas vezes, elas são vistas como mentirosas simplesmente porque algumas mulheres utilizam as leis de maneira manipulativa. Isso prejudica a credibilidade das vítimas reais e cria uma falsa sensação de que todas as mulheres podem ser desonestas.
Além disso, há um grande problema na definição e interpretação de algumas dessas leis. Por exemplo: o que caracteriza “agressão psicológica”? Em muitos casos, isso pode ser qualquer coisa, desde um “bom dia” não dado até um simples mau humor. A interpretação fica a critério da mulher, e, por mais que a intenção da lei seja proteger, ela acaba sendo susceptível a interpretações subjetivas, o que pode resultar em acusações sem fundamento.
O mesmo vale para o feminicídio. A tipificação do feminicídio trouxe penas mais graves em comparação com o homicídio doloso comum. O homicídio doloso possui pena de 6 a 20 anos. Já o feminicídio tem pena de 20 a 40 anos. Isso cria uma distinção, tratando a vida de mulheres como tendo maior valor no código penal. Essa diferenciação levanta um ponto crucial: deveria a vida de uma mulher ter um valor superior à de um homem no contexto da pena? O que deveria ser feito é que todas as vidas fossem tratadas com o mesmo respeito e que as leis fossem aplicadas de maneira igualitária.
Além disso, em 2025, o Senado aprovou a equiparação da misoginia ao crime de racismo. Isso significa que qualquer comportamento interpretado como misógino pode ser punido com as mesmas penas de quem comete racismo, variando de dois a cinco anos de prisão. O problema é que misoginia é um conceito abstrato, extremamente subjetivo, que depende da interpretação de quem diz ter sofrido o ataque. Isso abre espaço para abusos legais e para acusações que não precisam nem de clareza, nem de objetividade.
Às vezes, na tentativa de equilibrar a sociedade, criamos um novo desequilíbrio. Ao tentar resolver um problema, acabamos criando outro. Ao combater uma injustiça, criamos uma nova injustiça. E muitas vezes, o inimigo que queremos combater nem existe, mas criamos esse inimigo para justificar nossas ações. Movimentos sociais que começam com o propósito de buscar justiça acabam sendo tomados por ideologias de poder, o que destrói as bases da convivência social, das famílias e dos relacionamentos.
Hoje, um homem pode ser acusado de agressão psicológica por gritar com uma mulher em uma discussão onde ambos gritaram. Pode ser acusado de estupro por tocar um dedo em uma mulher, sem que haja clareza sobre o que é consentimento e o que é agressão. Isso é perigoso. Isso é muito perigoso. As mulheres adquiriram um poder através da lei que jamais foi dado a homem algum.