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sábado, 23 de maio de 2026

SOMOS

 Não somos iguais, e nem precisamos ser.

Cada pessoa carrega uma história, um tempo, uma batalha e um processo que ninguém vê por completo. O erro começa quando a gente tenta medir a própria vida pela vida do outro.

Aprenda a honrar o seu caminho, cuidar do que Deus colocou nas suas mãos e descansar no tempo certo.

Nem tudo precisa ser comparação. Algumas coisas só precisam ser vividas com maturidade e paz.


E está tudo bem.

PRESENTE

Me encanta gente presente. Mas não presente só no corpo, não presente só quando convém, não presente só quando tem aplauso, reconhecimento ou vantagem. Me encanta quem entendeu que tudo que Deus confia precisa ser tratado com zelo, constância e responsabilidade

Porque tem gente que ama o começo, mas não suporta o processo. Tem gente que se anima com a visão, mas desaparece quando chega o peso da construção. Tem gente que gosta do ambiente, mas não carrega o compromisso. E com o tempo a vida vai mostrando que presença sem comprometimento é só ocupação de espaço.

O que Deus confia não pode ser tratado de qualquer jeito. Ministério, família, chamado, trabalho, propósito, pessoas, oportunidades, tudo isso exige maturidade. Quem é comprometido não precisa ser vigiado o tempo todo, porque carrega dentro de si uma consciência diante de Deus.

Eu admiro quem permanece. Quem honra no secreto. Quem faz mesmo quando ninguém vê. Quem não precisa ser empurrado para cumprir o que assumiu. Quem entende que fidelidade não é emoção de um dia, é decisão repetida todos os dias.

Porque no fim, Deus não procura apenas gente talentosa. Ele procura gente fiel.

“Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.”

1 Coríntios 4:2 

DEUS

 Me pregaram um Deus vingativo.

Um Deus que parecia estar sempre irritado, sempre pronto para castigar, sempre esperando uma falha para me punir. Me ensinaram a ter medo do céu, medo de errar, medo de orar errado, medo de não ser suficiente, medo de ser rejeitada, medo de Deus e medo do diabo ao mesmo tempo.


Só que esse Deus do medo não é o Pai que Jesus revelou.

Porque o Pai revelado por Jesus não negocia com o pecado, mas também não destrói quem está quebrado. Ele corrige sem esmagar. Ele ensina sem humilhar. Ele chama ao arrependimento sem transformar a alma em prisão. Ele é santo, mas também é rico em misericórdia.


A religião sem amor cria filhos traumatizados. Jesus veio revelar filhos amados.

E isso não é passar pano para pecado. Isso é entender que a graça não veio para esconder sujeira, veio para nos tirar dela. A misericórdia de Deus não é uma desculpa para continuar no erro, é a razão pela qual ainda existe caminho de volta.

Tem muita gente vivendo longe de Deus porque conheceu apenas uma caricatura dEle. Ouviu tanto sobre castigo, punição, ameaça e condenação que nunca conseguiu enxergar o Pai. Mas Deus não enviou Jesus para nos manter escravos do medo. Ele enviou Jesus para nos reconciliar com Ele.

Eu não sirvo a um Deus vingativo. Eu sirvo a um Pai justo, santo, amoroso e misericordioso. Um Deus que me corrige porque me ama, me chama porque me quer perto e me restaura porque as misericórdias dEle ainda se renovam sobre mim.


“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.” Lamentações 3:22–23

VERDADEIRA

 Não existe verdadeira intimidade com o Espírito Santo sem transformação. Quando você anda perto dEle, algo começa a mudar dentro de você. Seus pensamentos mudam. Suas palavras mudam. Suas reações mudam. Seus desejos começam a ser alinhados com a vontade de Deus.


O Espírito Santo não veio apenas para nos visitar em momentos especiais. Ele veio para habitar em nós, nos conduzir, nos fortalecer e nos transformar de dentro para fora.


A Palavra de Deus diz em Tiago 4:5:


“É com ciúme que por nós anseia o Espírito que ele fez habitar em nós.”


Olha que verdade poderosa. O Espírito Santo deseja intensamente ter relacionamento com você. Ele quer intimidade. Ele quer comunhão. Ele quer andar com você todos os dias.


E quando essa intimidade é cultivada, você não continua o mesmo.


A intimidade com o Espírito Santo muda a forma como você enfrenta as tentações.

Muda a forma como você reage às lutas.

Muda a forma como você se relaciona com as pessoas.

Muda a forma como você ouve a voz de Deus.

Muda a forma como você vive.


Gálatas 5:16 nos ensina:


“Andem no Espírito, e jamais satisfarão os desejos da carne.”

BATALHAS

 O problema de hoje não é necessariamente o problema de amanhã. Não se prenda pensando assim. Resista a tendência de se auto-rotular. Sou medroso. Fofoca é a minha fraqueza. Meu pai foi beberrão, acho que vou seguir o mesmo caminho. Pare com isso! Estas palavras criam alianças com o Diabo. Elas concedem a ele acesso a seu espírito. Feche seus ouvidos para as velhas vozes e faça novas escolhas.


O Salmista disse “As divisas caíram para mim em lugares agradáveis: Tenho uma bela herança!” (Salmo 16:6 NVI). Viva da sua herança, não das suas circunstâncias. Deus já prometeu uma vitória. Paulo nos chamou a ficarmos firmes “contra as ciladas do Diabo” (Efésios 6:11). Ele não é passivo ou justo. Satanás é ativo e traiçoeiro; ele tem planos e estratégias. Consequentemente, nós precisamos de uma estratégia também. E é isso que Deus nos dá – deixe Deus lutar suas lutas!

CORAÇÃO

 Provérbios 28:14 declara: “Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o coração cairá no mal.” 


O coração endurecido rejeita a voz de Deus, ignora a correção e se afasta da verdade. Provérbios 29:1 afirma: “Quem teima em rejeitar a repreensão será destruído de repente, sem que haja remédio.”


O pecado tem o poder de tornar o homem insensível, resistente e indiferente à vontade do Senhor. Quando alguém endurece o coração, perde a sensibilidade espiritual, despreza a Palavra e fecha os ouvidos para a sabedoria divina. O Senhor, porém, deseja um coração humilde, quebrantado e disposto a obedecer.


Você precisa vigiar constantemente seu coração. Pequenas desobediências podem se transformar em dureza espiritual.


Quando você resiste à correção, alimenta o orgulho e vive em pecado; sem o arrependimento, seu interior se torna cada vez mais frio diante de Deus.


O Senhor usa Sua Palavra, circunstâncias e irmãos na fé para corrigir e restaurar sua vida. Não rejeite a disciplina do Pai. Peça que Ele conserve seu coração sensível, humilde e pronto para obedecer.


A verdadeira felicidade não está em seguir os desejos do coração enganoso, mas em temer ao Senhor e andar em Seus caminhos diariamente.


Hebreus 3:15 declara: “Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração.” Deus ainda chama pecadores ao arrependimento. Jesus Cristo morreu na cruz e ressuscitou para salvar os que creem nEle. Não endureça seu coração diante do Evangelho.


Arrependa-se dos seus pecados; quebrante-se; abandone sua rebeldia e confie somente em Cristo para receber perdão, vida eterna e reconciliação com Deus.

LODO

 CUSPE PARA UMA GERAÇÃO “NUTELLA”


 “Tendo dito isto, cuspiu na terra e, com a saliva, fez lodo e untou com o lodo os olhos do cego.” João 9:6


Existe uma tensão nesse texto que muitos evitam…

Jesus não apenas cura Ele confronta a expectativa de como Deus deveria agir.


Ele não libera um milagre limpo, estético e confortável.

Ele cospe. Mistura com terra. Faz lodo.


Porque o Reino não foi desenhado para agradar sensibilidades frágeis…foi estabelecido para transformar estruturas profundas.


Vivemos uma geração que quer o toque de Deus…

mas sem o processo de Deus.


Quer luz…

mas rejeita o caminho que antecede a visão.


Quer resultado…

mas sem ser confrontada no método.


 O CUSPE REVELA UM DEUS QUE NÃO SE SUBMETE AO NOSSO CONFORTO


A saliva carrega rejeição humana…

mas nas mãos de Cristo, se torna instrumento de restauração.


O que o homem despreza, Deus usa.

O que a estética rejeita, o Reino transforma.


Porque Deus não está comprometido com a sua aprovação…

está comprometido com a sua cura.


 UMA GERAÇÃO FRÁGIL REJEITA O QUE NÃO ENTENDE


Chama de estranho…

o que não controla.


Chama de exagero…

o que não consegue explicar.


Mas há processos de Deus que só são discernidos por quem está disposto a se submeter, não a opinar.


 O LODO NOS OLHOS É UM ATAQUE À ILUSÃO DE CONTROLE


Antes de ver, o cego ficou ainda mais vulnerável.

Antes da revelação, houve desconforto.


Porque Deus não apenas abre olhos…

Ele quebra a autossuficiência de quem quer enxergar sem depender.


NEM TODO MOVER DE DEUS SERÁ ACEITÁVEL PARA UMA GERAÇÃO MIMADA


O Reino não se curva à estética da cultura.

Não negocia com preferências emocionais.


Ele continua cuspindo na terra…

continua fazendo lodo…

continua tratando o homem além da sua zona de conforto.


O problema nunca foi o cuspe…

é a incapacidade de discernir Deus em processos que ferem o ego.


Uma geração “nutella” rejeita o método…

mas quem se submete ao processo, recebe a visão.


Porque no Reino…

não é sobre como Deus faz 

é sobre o que Ele está formando enquanto faz.

MORTE

 dificuldade dizendo: para os homens é impossível, mas para Deus não.


Tudo isso acontecia e encontrava respostas imediatas em uma palavra que não poderia ser contestada, porque estava na origem, era a gênese de uma nova proposta, era normativa e ao mesmo tempo concreta.


Jesus era a norma vivente. Mas naquele dia de manhã não estava mais lá. Quando Maria Madalena chegou, como mulher cujo amor havia suspeitado da morte, não encontrou ninguém. O túmulo estava vazio.


O amor foi a ultima coisa que tinha restado. A fé desaparecera, mas o amor continuava operante e chegou antes de qualquer um dos discípulos.


Importante que tenha sido uma mulher a chegar primeiro. Como toda mulher, Madalena tinha superado a descrença sem buscar nada para si. Somente o amor lhe era suficiente. Por isso chegou primeiro.


Amando como fez, não buscou nenhuma explicação. Não tentou justificar nada nem compreender com passagens desgastantes o que o amor a tinha revelado.


Voltou correndo e foi contar a Pedro e João o que tinha visto: retiraram o senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram!


É verdade o que Madalena fala. O sepulcro está vazio e a esperança renasce em seu coração. Por fim pensa ela, e nós testemunhamos no decorrer do tempo, o amor venceu porque é mais forte que a morte!

ECOS

 Os ecos de nossa fé

“Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma” (1Ts 1.8).

Sabemos que foi Paulo quem fundou a igreja de Tessalônica, esta, uma das principais cidades da antiga Macedônia. Foi em meio a grandes dificuldades que a fé cristã foi ali introduzida. Devido à aceitação do evangelho por parte de alguns, judeus que lá estavam, movidos por inveja, alvoroçaram a multidão e, invadindo a casa de Jason, um dos discípulos, arrastaram-no à praça para acusarem-no diante dos magistrados de pregar um outro rei: “Jesus”, no lugar de César. Sem perceber, formularam uma das expressões mais belas jamais aplicada aos cristãos: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (At 17.6). O crente verdadeiro é aquele que choca e transtorna positivamente a sociedade levando-a ao conhecimento do único caminho que conduz a Deus e à eternidade: Cristo. O vozerio da multidão encolerizada contra o cristianismo encontra paralelo na ensurdecedora fidelidade dos tessalonicenses, sua pregação e testemunho.

Realmente, aquilo que é dito por Paulo sobre os crentes daquela cidade não encontra paralelo no Novo Testamento. Chama-nos a atenção a forma como o apóstolo fundador da igreja a descreve. O termo traduzido por “repercutiu” tem seu sentido na língua grega ligado diretamente à ideia de “ecoar”. É como se dissesse que a vida dos tessalonicenses proclamava o evangelho com tamanha intensidade que a pregação, o testemunho, a fidelidade, ecoavam até grandes distâncias, alcançando regiões para além da Macedônia, chegando também à Grécia.

A Província Romana da Acaia, citada no verso epigrafado, correspondia, na época de Paulo, ao antigo território grego, onde estavam as cidades de Atenas, Corinto e Esparta. Além disso, a qualidade de ação empregada pelo apóstolo no verbo “repercutiu” mostra que o eco não apenas havia chegado até a Acaia, mas continuou ali, mostrando que o conteúdo da pregação e do testemunho dos tessalonicenses foi assimilado pelos crentes daquelas cidades. A mesma ideia é corroborada quando vemos que a fé vivida pelos tessalonicenses também se “divulgou” até a Acaia, não havendo necessidade de fazer qualquer acréscimo. Idêntica qualidade de ação é percebida ali: a divulgação da fé alcançou cidades para fora do perímetro da Macedônia e o conteúdo de tal pregação continuou ali. Houve assimilação. As duas ideias “ecoar” e “divulgar” são usadas pelo apóstolo como complementares, quase redundantes. Enfatiza o ilibado e exemplar testemunho dos tessalonicenses, que espalhou de forma tão notável a fé para regiões distantes. Paulo usa linguagem hiperbólica, afirmando que “por toda parte” houve a divulgação da fé que os tessalonicenses viviam.

É triste a constatação que o crente hodierno, na contramão do exemplo da igreja de Tessalônica, pratica uma fé egoísta. A evangelização já foi completamente riscada da agenda cristã, a ponto dos crentes nem mesmo se incomodarem mais com o fato de não anunciar a Cristo. Vivem uma experiência de fé voltada para si mesmos, entendendo a conversão como mais do que um relacionamento pessoal, realmente exclusivo ao invés de inclusivo. Desde o Antigo Testamento, Deus pretendeu usar seu povo para divulgação da fé. A evangelização se daria exatamente pelos “ecos” da fidelidade dos israelitas a Yahweh. Se o povo vivesse de forma dedicada e obediente, o resultado seria tão intenso e grandioso que os povos viriam até Jerusalém para descobrir qual era a causa de tamanha prosperidade: o Deus de Israel.

Embora hoje a igreja seja comissionada a ir até os povos ao invés de esperá-los vir, o ecoar da fé e da fidelidade continua a ser um dos mais poderosos meios de testemunho do Salvador, o irradiar da nova vida que só pode ser experimentada em Cristo. Somos chamados a viver a Palavra do Senhor de forma “ensurdecedora”, a fim de que o testemunho de nossa fé alcance pessoas que estão distantes, não apenas para que os ímpios ouçam como oportunidade de conversão, mas também os crentes, causando nestes edificação e fortalecimento. Tenha um excelente dia na presença de Deus.

ETERNA

 A eterna procedência do Espírito

“E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22)

Explorar as informações bíblicas sobre o Ser de Deus é, ao mesmo tempo, um deleite para a alma e um risco de incompreensão. A mente humana é muito limitada para lidar com verdades relacionadas ao Eterno. Tudo o que aprendemos é por comparação. Como crianças, nossas mentes assimilam verdades fundamentais que servirão como parâmetros para, por comparação, assimilar verdades mais sofisticadas com o crescimento e a consequente maturação. Assim, percebemos que não há experiência nesta terra que possa servir de referência para a compreensão do Ser de Deus. Conclui-se que o único parâmetro de comparação para assimilar Deus é ele mesmo.

Certamente, é por isso que o mundo não pode recebê-lo se ele não se revelar, pois não há nada como Deus na experiência do homem sem Cristo. Mas para aqueles que o conhecem, ele assimila em suas almas verdades que não são apenas teóricas, mas também experienciais. Deus se revela ao escolhido cada vez mais nos momentos de devoção diária, uma realidade que não pode ser simplesmente traduzida em papel. A Confissão de Westminster (CFW), ao falar da Trindade, declara: “Na unidade da Divindade, há três pessoas de uma só substância, poder e santidade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. O Pai não é de ninguém — não é gerado nem procede de ninguém; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho” (CFW II. III).

Embora em três pessoas, isto é, com suas próprias vontades e sentimentos, eles formam um só Deus, harmonioso em todas as suas relações uns com os outros. O Filho é igual ao Pai (Hb 1:3) e o Espírito igual ao Filho (Jo 14:16). Eles são inseparáveis e mutuamente manifestos, ou seja, onde uma pessoa está, todas estão. Quando nos aprofundamos nas Escrituras em busca de informações sobre a Trindade, o Evangelho de João, e especialmente o relato do discurso de Jesus na noite em que foi traído, é uma fonte muito importante.

Desde o início do quarto evangelho, João afirma a divindade de Cristo (João 1:1-3). No mesmo capítulo, ele chama abertamente Cristo de Deus: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1:18). Aqui, a referência ao “Deus unigênito” diz respeito claramente a Jesus. Mais tarde, no Cenáculo, Cristo faz diversas declarações sobre a Terceira Pessoa da Trindade. Nesse discurso, torna-se evidente a afirmação da fé cristã a respeito da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho. João registra de forma ordenada tanto a origem quanto a conexão indissolúvel do Pai e do Filho com o Espírito Santo. Jesus afirma: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim (João 15:26; veja também 16:7).

Jesus envia o seu Espírito, que procede do Pai. Nisto, percebe-se uma dupla origem. Essa verdade também pode ser vista no fato de que não apenas Jesus, mas também o Pai, são colocados como aqueles que enviam o Espírito: “Tenho-vos dito estas coisas enquanto ainda estou convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que eu vos tenho dito” (João 14:25-26). Visto que Jesus e o Pai são um (João 10:30), ambos enviam o Espírito que procede eternamente deles.

Outro argumento se baseia na identidade (igualdade) de Jesus com o Espírito. No discurso do Cenáculo, Jesus diz: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16). A expressão “outro Consolador” refere-se a outro exatamente igual. O que o texto afirma é que o segundo Consolador (o Espírito) é exatamente idêntico ao primeiro (Cristo). Portanto, assim como o Filho é gerado eternamente do Pai, o Espírito é gerado eternamente do Pai e do Filho.

No texto epigrafado, Jesus sopra o Espírito sobre os apóstolos, antecipando aquilo que faria no Pentecoste, quando batizaria sua Igreja enviando o Consolador. O Espírito Santo é o Emanuel definitivo, aquele que habitou o coração do Adão Perfeito, soprado pelo Pai na Criação. Como Casa de Deus, todos os crentes temos o privilégio da presença constante do Consolador, capacitando, fortalecendo, consolando e exortando. Busquemos a comunhão do Espírito, vivendo para a glória de Deus diuturnamente. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

VERDADE

 Verdade do começo ao fim

“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.30).

Religiões sempre existiram no mundo. No entanto, por que o cristianismo foi a que alcançou os quatro cantos da terra? Certamente, há fatores que explicam isso. Primeiramente, o cristianismo foi a primeira proposta religiosa categorizada como “religião de missão”. Todas as religiões conhecidas, mesmo o judaísmo, eram religiões de povos específicos. Embora fosse, de certa forma, comum dentro da estrutura politeísta, admitir a crença em deuses de outros povos, nunca houve na história uma religião que se propusesse como mundial, convocando seus seguidores a espalhá-la por todo planeta.

Os deuses eram vistos como ligados diretamente a nações específicas cujos integrantes assumiam o compromisso de as adorar. Além disso, a proclamação cristã está baseada na ressurreição de seu maior ícone. Jesus Cristo não é aquele que apenas propõe a vitória sobre a morte para os seus seguidores, mas é o que primeiramente passou pela morte e a venceu. A comprovação máxima de sua mensagem e da veracidade daquilo que ele dizia ser é constatada na sua ressurreição testemunhada por inúmeras pessoas. A ressurreição, em si mesma, é também um distintivo do cristianismo.

Geralmente, a teologia pagã das demais religiões propõe vida eterna apenas espiritual, uma existência junto com as divindades ou em um paraíso que reflete os maiores anseios do coração humano. É verdade que esses “paraísos” mesmo assim são pensados fisicamente, como se o além-túmulo implicasse ainda algum tipo de corpo, como é visto no caso do paraíso dos mulçumanos com suas setenta e duas virgens para os fiéis ou mesmo a Terra sem Males dos tupis no Brasil, lugar de caça e pesca abundantes. Essas concepções de vida após a morte claramente pressupõem fisicalidade. Porém, Jesus Cristo ressuscitou neste mundo em que vivemos, uma clara indicação que será aqui que passaremos nossa eternidade.

No "cronograma” estabelecido pelo Deus das Escrituras, todos os eleitos que morrem vão para o chamado “estado intermediário da alma”, uma existência desencarnada no céu, onde vivem de forma muito parecida à dos anjos. No último dia, então, serão ressuscitados, quando a alma se reunirá indissolúvel e eternamente com o corpo, agora refeito de matéria incorruptível. A proposta de uma ressurreição para este mesmo mundo, junto com a restauração de todas as coisas, também não se encontra em outras propostas religiosas, tudo garantido pelo Deus-homem que efetuou a obra de redenção. A ideia redentora é tipicamente judaico-cristã. As elevadas ética e moral estabelecidas nas Escrituras, reflexos do próprio Deus Criador, evidencia o pecado da criatura humana.

O Deus apresentado nas Escrituras é santo e perfeito, muito distinto da proposta politeísta dos muitos paganismos que anunciam uma multidão de deuses tão falhos e pecadores quanto os homens que os buscam. Dessa forma, aqueles que se aproximam da divindade conforme descrita na Palavra têm que refletir sua mesma santidade. Esse foi o padrão da Criação. Deus refletiu em tudo o que criou a santidade de seu caráter. Uma vez que o homem caiu em pecado, não mais pôde acessar o Criador santo. Era necessário que morresse, justa condenação para satisfazer a justiça do único Deus que não pode aceitar o pecado. Uma vez que isso implicaria aniquilação da espécie humana, a divindade assume a condição humana para realizar aquilo que os homens não podem fazer. Deus se faz homem para salvar homens que quiseram ser deuses, morre no lugar deles, quitando assim a dívida de todos aqueles que escolheu. Essa ideia de Deus redentor é própria apenas do cristianismo.

As duas naturezas do Redentor também ocorrem de forma bastante peculiar. Nas religiões conhecidas na época do Novo Testamento havia semideuses, híbridos fruto do adultério de algum deus com uma mortal. Também se admitia o fato de deuses assumirem formas humanas, mas nunca jamais se projetou a ideia de algum deus tendo uma natureza humana definitiva, em paralelo com sua divindade. Jesus Cristo é um homem perfeito e Deus, ao mesmo tempo. Teria que ser cem por cento homem para poder assumir o nosso lugar na vida e na morte. Esse Deus que se manifestou no meio dos homens também como homem foi assunto aos céus, prometendo retorno no devido tempo. Isso leva a algo também típico da mensagem cristã, que tem sido deixado cada vez mais de lado pela igreja atual: o retorno de nosso Salvador. Tal ocorre especialmente devido à secularização da igreja, que crava seus olhos muito mais nas coisas relativas à presente existência do que na vida eterna, bem como, à aparente demora da volta de Cristo.

O retorno glorioso de Cristo para julgar vivos e mortos foi algo que também alavancou a fé cristã, pois estabelece juízo e justiça como o final de todas as coisas, mostrando a sublimidade da glória que está preparada para todo o que crê. Todos esses fatores, o conteúdo da pregação cristã, fez com que o cristianismo se destacasse acima de toda proposta religiosa, mas, acima de tudo, o fato de ser a expressão da única verdade relativa ao único Deus verdadeiro. É estranha a transformação que vive a igreja de hoje, detendo-se no “meio do caminho” da fé, desprezando a glória da ressurreição final no retorno de Cristo, preferindo as benesses da presente existência em um mundo de pecado. Toda meia-verdade é uma mentira inteira; um evangelho pela metade é um falso evangelho.

Cuidemos para viver a integralidade do ensinamento de Cristo, não apenas por uma questão de coerência, mas por ser realmente a plenitude da salvação, a bênção maior e incomparável, o retorno à vida perfeita com Deus. Rechace toda proposta alternativa, ainda que tenha alguns elementos cristãos. Creia na integralidade das Escrituras, sem eleger pontos da verdade. Compreendamos isto: se alguém que se diz crente não anseia o retorno de Jesus e a completude da salvação na ressurreição dificilmente é alguém que verdadeiramente crê. Tenha um excelente dia na presença do Senhor 

VIDA

 Vão existir momentos na sua vida em que nada vai parecer ter sentido. Mas o céu está te assistindo. 


A vontade é correr de todas as injustiças e acabar concordando com a culpa que na verdade nunca foi sua. 


O cansaço embaça a nossa visão quando o inimigo é mais forte ou parece mais preparado. 


Por isso Deus diz para mantermos o olhar fixo nEle quando passamos pela prova. Josué ouviu que precisava repetir sem cessar a verdade em sua mente para o medo não vencer e ele fez isso. Daniel jejuava e orava 3x ao dia para suportar a pressão sem duvidar. Agora é sua vez.


A verdade é sempre amiga do tempo, se você resistir a fome de justiça própria e continuar buscando o reino de Deus em primeiro lugar.


Acredite em mim: O melhor está por vir! 

Tá?



PEDE

 Tem gente que pede a Deus riquezas, status, portas abertas e reconhecimento…

Mas poucos entendem que a maior bênção não é aquilo que Deus pode dar, é a presença dEle permanecendo mesmo em meio à tempestade.


Davi entendeu isso depois de cair, errar e ver o peso do próprio pecado.

Ele não pediu primeiro um reino de volta, nem honra, nem vitória diante dos homens.

Ele clamou:


“Não retires de mim o Teu Espírito Santo.”


Porque quem já experimentou a presença de Deus sabe que nada neste mundo consegue preencher o vazio quando ela falta.


Dinheiro sem Deus vira ansiedade.

Conquistas sem Deus viram orgulho.

Relacionamentos sem Deus viram vazio.

E até os dias felizes perdem o sentido quando a alma está distante do Senhor.


A presença de Deus é o farol no meio da noite.

É a paz quando tudo desaba.

É força quando ninguém entende sua dor.

É esperança quando a vida parece sem direção.


Talvez você esteja enfrentando ventos fortes, perdas, silêncio ou batalhas que ninguém vê…

Mas enquanto a presença de Deus permanecer com você, ainda existe propósito, ainda existe esperança, ainda existe vida.


Perder coisas dói.

Perder pessoas machuca.

Perder oportunidades entristece.

Mas perder a comunhão com Deus é perder aquilo que sustenta a alma.


Que o nosso coração aprenda a desejar mais a presença do que as promessas.

Mais o Espírito Santo do que os aplausos.

Mais intimidade com Deus do que reconhecimento humano.


Porque quem tem Deus, mesmo sem ter nada, ainda possui tudo. 🤍