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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

OLHOS

 Quando olho para mim, vejo limites, contradições e pecados que não consigo resolver.

Vejo mãos fracas demais para se erguerem sozinhas e um coração que, muitas vezes, se inclina mais ao medo do que à fé.
Mas quando olho para Cristo, tudo muda.
Nele não encontro instabilidade, encontro fidelidade.
Não encontro acusação, encontro justificação.
Não encontro incerteza, encontro promessas que não falham.
A minha salvação nunca esteve ancorada na minha força, na minha constância ou na minha capacidade de permanecer fiel. Ela está firmada na obra perfeita de Jesus, consumada na cruz e confirmada na ressurreição.
Se a salvação dependesse de mim, eu já estaria perdido.
Mas porque depende de Cristo, estou seguro.
“Porque estou certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus.” (Fp 1:6)
Olhar para si é ver o abismo.
Olhar para Cristo é ver a ponte.
E enquanto meus olhos estiverem fixos n’Ele, não vejo como me perder — porque Ele não perde aqueles que o Pai Lhe confiou.

UNIDOS

 Somos um corpo espalhado por muitas cidades, mas unidos por um só Senhor.

Cada nome de cidade aqui representa uma história, uma casa, uma luta silenciosa e uma fé que resiste.
Digite nos comentários de qual cidade você é.
Queremos apresentar o seu lugar diante de Deus.
Vamos orar pelas famílias, pelas igrejas, pelos que choram em secreto, pelos que estão cansados, pelos que precisam de direção, provisão e esperança.
Nada é pequeno demais para a oração, e nenhum lugar é esquecido aos olhos do Senhor.
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar…” (2 Crônicas 7:14)
Escreva o nome da sua cidade.
Nós oraremos por você.
Porque quando a igreja ora, Deus age.

TEMPO

 “Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.30-31).

Tenho aprendido que a velhice não envolve apenas a contagem crescente de velinhas no bolo, mas tem a ver também com um estado interior, uma visão sobre a estética “enrugada” da própria alma. É obvio que o desgaste físico é inegável, sendo impossível comparar o desempenho e a força do organismo de um jovem com o de um idoso. Contudo, há idosos que vivem excelentemente bem, mesmo carregando o pesado fardo imposto por muitos anos, ao passo que há jovens que vivem amargurados e depressivos, mostrando a força de velhos ainda no esplendor da idade, cheirando ainda talco de nenê. Qual é o motivo disso.
Certamente, temperamento e a incidência maior de problemas interferem diretamente na disposição interior de cada um. Porém, seriam tais coisas realmente determinantes para impor a velhice como estado de espírito? A idade avançada não significa depressão. Todavia, esta sempre estará de braço dado com a velhice da alma.
É curioso como refletimos no espírito algo que lhe é totalmente alheio. O espírito não se desgasta com o tempo, apenas o corpo. Como, pois, transferimos à alma algo que é peculiar apenas ao corpo? Essa velhice da alma é danosa e pecaminosa. Ela ocorre quando nos deixamos levar por um senso de obsolescência, como se já estivéssemos completamente ultrapassados e inúteis. Por incrível que pareça, como já disse, tal sentimento não afeta apenas aqueles que têm muita história para contar.
Alguém que hoje vive o que é chamado de “meia-idade” já é capaz de olhar para traz e reconhecer mudanças tão grotescas no mundo, ao comparar com aquele que conheceu, a ponto de lhe causar saudosismo e nostalgia. Essa é a velhice da alma. O sentimento de ter sido ultrapassado há muito domina seu coração. Essa tem sido a experiência de muitos de nós. Pensa-se no mundo em que cresceu e se tem a impressão que ele já faz parte de um passado distante, algo que só pode ser visto agora em livros de História ou documentários. Era o tempo no qual a macumba era claramente reconhecida como algo maligno; os pais se orgulhavam da virilidade de seus filhos e as mães educavam moças para serem mães dedicadas; a virgindade era apregoada como a pureza necessária e devida à união conjugal; valorizava-se a família como um bem supremo; na sociedade, havia honra e se prezava enormemente o cumprimento de uma palavra dada, sem a qual não se tinha hombridade; os filhos obedeciam seus pais, aprendendo a interpretar até olhares e gestos; nas igrejas havia culto solene, pregações profundas e poderosas de pastores bem preparados, e ênfase no ensino das Escrituras; crentes, não raro, andavam quilômetros para ir à igreja no domingo, não poupando esforços para alimentar sua fé.
Certamente, os problemas que vemos hoje também eram vistos naqueles dias, mas em escala muito menor. Não havia entusiasmo no erro. As pessoas, em geral, reconheciam quando estavam erradas, pois havia critério para todas as coisas. Devido à sociedade prezar pelas virtudes cristãs, os erros não eram aceitos nem estimulados, nem recebiam chancela social ou governamental como acontece atualmente.
A consequência de ser infectado por uma nostalgia profunda é se sentir como um alienígena, habitante de um mundo distante, se não no espaço, no tempo. Vive-se o estado fantasmagórico, como olhando para uma existência que é apenas miragem, projeções do passado.
Contudo, embora seja realidade inconteste que o mundo mudou radicalmente em seus valores e conceitos nas últimas décadas, não podemos viver de costas para o futuro, apenas olhando o passado. A nostalgia pode nos escravizar aos tempos antigos, roubando-nos as perspectivas e expectativas do presente e do futuro. Precisamos ser realistas, mas sem jamais desanimar! Que o mundo está em completa derrocada ética e moral, não é novidade. Precisamos lutar pelos valores cristãos para restabelecê-los em nossa época. É provável que não tenhamos sucesso, o que não deve nos roubar o empenho e a dedicação. É a nossa parte a fazer.
A completa corrupção da sociedade já foi profeticamente anunciada. As Escrituras já anteciparam que haveria tempos difíceis, que os homens não aceitariam a verdade, nos quais a própria igreja apostataria. O paganismo está renascendo e o que temos visto na sociedade é exatamente o seu reflexo. O que vale é o renovar de nossas forças, esperando sempre no Senhor. A força humana nada pode!
Porém, aquele que confia em Cristo trilhará perseverante todos os seus dias, não importando a idade que tenha. Calebe, aos oitenta e cinco anos estava disposto e animado para ir à guerra e tomar a terra que recebeu em herança do Senhor (Js 14.6ss). Mesmo os idosos devem buscar forças em Deus para frutificar (Sl 92.14). Nas Escrituras não existe aposentadoria. Se estamos vivos, há responsabilidades a serem cumpridas como cristãos, segundo as forças que o Senhor tem nos dado. Mesmo aqueles que, em nossos dias, já encerraram suas carreiras profissionais, têm a responsabilidade de continuar uma vida produtiva, realizando coisas para a glória de Deus. Nem a velhice física, nem aquela que é antecipada na alma pelo saudosismo exacerbado, devem impor ao crente o marasmo e a depressão.
Vivamos a plenitude da vida que o Senhor nos dá, respeitando as condições e limites de nosso próprio organismo. O jovem não deve agir como idoso, e o idoso não deve repetir os feitos do jovem. No entanto, todos devemos aproveitar ao máximo as capacidades e o tempo que recebemos para viver com o objetivo de glorificar a Deus com a nossa vida. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

INFANTILIDADE

 A Escritura nos chama ao crescimento. A fé que salva é a mesma que nos conduz ao amadurecimento. Permanecer na infância espiritual não é sinal de simplicidade, mas de estagnação. Paulo afirma que houve um tempo de menino, mas houve também um momento decisivo de desistir do que era próprio de menino.

Como lemos: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co 13:11). E ainda: “Para que não mais sejamos como meninos… mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:14-15). Nosso alvo deve ser amadurecermos na fé e nos relacionamentos. Alguns passos são importantes.
Pare de reclamar e passe a contemplar a beleza da bondade do Senhor. A reclamação nasce de um coração infantil, que se fixa no que falta, enquanto a gratidão brota de um coração em amadurecimento, que reconhece a graça presente mesmo em dias difíceis.
Pare de se comparar, nutrindo competição interior e amargura por aquilo que o outro tem ou é, e você não. A comparação revela imaturidade, pois desloca o olhar da soberania de Deus para a medida dos homens. O coração em amadurecimento aprende a celebrar a graça no outro, sem se diminuir.
Pare de procrastinar. Assuma responsabilidade com aquilo que é seu para ser e para fazer. A infantilidade adia, transfere culpas e evita esforço, enquanto a maturidade abraça o dever com diligência e fidelidade, mesmo quando não há aplausos.
Pare de falar sem ouvir. O menino reage; o adulto pondera. O imaturo se defende; o maduro discerne. Crescer “na verdade em amor” significa aprender a ouvir com humildade, falar com graça e corrigir com mansidão.
Pare de viver levado por emoções instáveis, opiniões passageiras e ventos de doutrina. A maturidade firma raízes em Cristo, desenvolve discernimento e constrói relacionamentos saudáveis.
Amadurecer é tornar-se mais parecido com Cristo. É desistir do ego, do orgulho e das reações infantis para viver a fé com responsabilidade, compromisso e amor.

VERDADE

 O mais impressionante nessa verdade, é que o abraço vem forjado de tá tas formas. Isso porque nem toda cura é feita em hospital. 


Algumas acontecem no silêncio de um quarto, quando o coração cansado já não sabe mais como orar e, ainda assim, é visitado por uma paz que ninguém explicou. É ali que Deus abraça. E quando Ele abraça, não há dor que resista, nem solidão que perdure.


Tem dias em que não precisamos de respostas, só de um colo.


E há um tipo de consolo que nenhum ser humano consegue dar: aquele que alcança as partes que ninguém percebeu que estavam feridas. As palavras não alcançam, os conselhos não resolvem, os sorrisos não bastam. 


Mas Deus vê. Deus sabe.

As vezes, o abraço dele chega através de uma música no momento certo. Outras vezes, num versiculo lido sem querer, ou até num estranho que sorri como quem conhece a nossa dor, eu sei que você já vivenciou isso. Mas há também aqueles momentos em que é só você e Ele. Nenhuma palavra, nenhum barulho. Só a certeza de que você está envolvido por algo eterno.


Esse é o tipo de abraço que sara o que ninguém vê. E quando vem, você sabe: não era emoção, era presença. Não era coincidência, era cuidado. Não era força sua, era graça dele.

Esses dias chegam, mas o abraço também vem!

ORE

 Ore antes de decidir.

Porque toda decisão carrega um destino dentro dela.


Há escolhas que parecem pequenas,

mas se tornam grandes demais quando os efeitos chegam.

Há caminhos que parecem certos aos nossos olhos,

mas só o Senhor conhece o fim desde o começo.


Orar pelas decisões é humildade.

Orar pelas consequências, muitas vezes, é arrependimento.


Quando buscamos a vontade de Deus antes,

evitamos dores depois.

Quando discernimos em oração,

não escolhemos apenas o que queremos,

mas o que glorifica a Deus.


A pressa consulta o coração.

A fé consulta o céu.


“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará.”

(Salmos 37:5)


Ore pelas suas decisões,

para não precisar chorar pelas consequências.


🙏✨

ORAR

 Há momentos em que orar parece ser apenas um sussurro de fé em meio ao barulho das incertezas. Você dobra os joelhos, mas o coração está cansado. As palavras, às vezes, nem chegam a ser ditas, são apenas lágrimas silenciosas que escorrem pelo rosto e tocam o chão, como sementes lançadas na terra da esperança.

Você pediu. Esperou. E, por vezes, duvidou se Deus estava ouvindo. Afinal, o céu parecia fechado, e os dias continuavam os mesmos. Mas o Senhor não se esqueceu. Ele ouve até o silêncio. Ele registra até os suspiros. Ele vê o que ninguém vê.

E trabalha no invisível enquanto você acha que nada esta acontecendo.

Então chega o tempo determinado por Ele. O tempo onde a resposta vem, mas não do jeito que você imaginava, vem maior. Vem com mais graça. 


Vem com detalhes que você não ousou pedir, mas que Ele sabia que te fariam sorrir. Porque o Pai não responde apenas orações, Ele surpreende os corações que confiaram, mesmo quando tudo parecia contrário.


E é nesse dia que você se lembrará dessa espera com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Olhará para o céu e dirá: "Senhor, isso é muito mais do que eu esperava em oração."

CÉU

 Tem coisas que correram soltas na sua linhagem por anos. Fantasmas que assombraram gerações antes de você. Ciclos silenciosos de dor que se repetiam como heranças invisíveis. 


Mas agora, o céu inteiro para e aponta para você. Porque Deus decidiu que em você, esse ciclo teria fim. Você não é o resultado da dor da sua família Você é o início de uma nova história. 


Traumas que começaram muito antes do seu nascimento, crenças limitantes, pactos silenciosos, comportamentos herdados… 


Tudo isso tentou correr até que encontrou algo diferente: alguém que carrega o Espírito Santo. Alguém ungida. Alguém consciente. Deus confiou em você para romper com aquilo que ninguém antes teve força para encarar. E não é porque você é a mais forte É porque você é a mais rendida. Rendida à verdade. À luz. 


À presença. Você não foi chamada apenas para sobreviver. Você foi chamada para redefinir legados. Para curar com a boca o que antes feriam com palavras. Para amar com presença o que antes era ausência. Para reconstruir o que foi quebrado e entregar ao futuro um novo padrão: de verdade, de identidade, de liberdade. 


Você é o ponto final do ciclo. E o primeiro parágrafo da promessa. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu…” (Lucas 4:18). 

REPOUSAR


“Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.”

Salmos 4:8

A insônia é um mal que atinge muitas pessoas. Em determinadas épocas, ela parece surgir com toda força.


Este verso do salmo 4 nos garante que, quando deitamos, logo pegamos no sono. Mas, por que, então, tantos cristãos também sofrem deste distúrbio?


Porque estão deixando algo lhes roubar a paz.


O inimigo vai fazer de tudo para perturbar a nossa vida lançando pensamentos que levam à ansiedade e à preocupação. Ele tentará fazer com que não nos sintamos seguros e relaxados a ponto de descansarmos. Se ele conseguir interferir naquilo que renova as nossas forças, será mais difícil usufruirmos de tranquilidade e nos animarmos para louvar a Deus e orar, por exemplo.


Precisamos, diariamente, colocar em prática a nossa confiança em Deus. É possível se desligar da aceleração deste mundo? É possível não dar foco ao que não está resolvido em nossa vida e gera preocupação? É possível ignorar as dificuldades que surgiram ao longo do nosso dia? É um treinamento, mas é possível! E é possível também, ao deitarmos, pegarmos no sono rapidamente e sermos renovados, pois a Bíblia nos diz que podemos descansar nos braços de amor do Pai.


Não se renda à pressão que o inimigo faz durante o dia e nem permita que ele te perturbe na hora do seu descanso à noite. Não aceite ser refém de qualquer situação que lhe roube a paz. Jesus é a sua paz! Deus é a sua tranquilidade!


Aprenda a confiar nEle e a rejeitar todo e qualquer pensamento angustiante que interfira no seu bem-estar. Em todo tempo, Deus quer cuidar de você! Ele tem o controle de tudo! Deixe que Ele faça isso por você e descanse, em nome de Jesus

ESPINHO

 Em sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo relata que sofre com um “espinho na carne”. Muito se discute sobre o que seria este “espinho na carne”. As especulações são as mais diversas possíveis. Seja uma doença física ou um desejo pecaminoso, o espinho na carne causava dor e sofrimento em Paulo.

Acontece que ler este relato do apóstolo me traz, na realidade, conforto. Não que eu me alegre com o sofrimento de Paulo, muito pelo contrário, mas é interessante ver como este personagem tão importante na história era “gente como a gente”. Após o encontro com Jesus, a vida de Saulo de Tarso mudou radicalmente – até o nome -, mas isso não quer dizer que a vida dele na Terra seria livre de aflições. O próprio Jesus disse que “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 NVI).

Quando relata o espinho na carne, Paulo diz que “para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” (2 Coríntios 12:7 NVI). Acredito que, de uma forma ou de outra, todos temos um espinho na carne, por mais sigiloso e íntimo (ou não) que seja. O espinho na carne pode, para alguns, ser o vício em bebida; para outros, em pornografia; e por aí vai.

É interessante destacar o que Paulo diz no versículo seguinte: “três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2 Coríntios 12:8 NVI). Muitas vezes, com nossa natureza pecaminosa, tendemos a pensar que Paulo, por ser um plantador de igrejas, teria uns pontinhos a mais com Deus e, por isso, seu pedido seria prontamente aceito. A verdade é que, com Deus, as coisas não funcionam na base da permuta, da justiça própria, como estamos tão acostumados neste mundo. A resposta de Deus para Paulo é simples: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9 NVI).

Muito provavelmente boa parte das pessoas ficaria revoltada com esta resposta de Deus e, até mesmo, “exigiria” uma absolvição, mas as próximas palavras de Paulo são lindas: “Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2 Coríntios 12:9-10 NVI).

Refletindo sobre esse texto, penso que meu espinho na carne me faz entender que sou extremamente dependente de Deus. Sem o seu amor e a sua misericórdia, não passo de alguém que não consegue sequer lutar contra sua natureza corrompida pelo pecado. Ao mesmo tempo, o meu espinho na carne me faz ser solidário com meus irmãos, buscando ajudá-los em suas lutas e tribulações. O meu espinho na carne me faz desejar, cada dia mais, que nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, volte o quanto antes, pois como disse Paulo, “considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Romanos 8:18 NVI).

É importante lembramos que as histórias bíblicas são repletas de personagens que, embora fossem servos de Deus, erraram em algum momento da caminhada. Moisés e Davi são exemplos disso. Graças à grande misericórdia de Deus, os erros cometidos não significaram o fim da linha. Deus não os abandonou. O mesmo Jesus que disse que teremos aflições neste mundo nos conforta dizendo: “tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Embora tenhamos nossos espinhos na carne, o amor de Deus é superior às nossas fraquezas. Por maiores que pareçam, nossas fraquezas não podem nos afastar do amor de Deus. Como o próprio Paulo escreveu em sua carta aos Romanos, “quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:35,38-39 NVI).

Que possamos aprender com nossos espinhos na carne e sermos solidários com nossos irmãos em suas lutas, afinal, “quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:33-34 NVI).


ALGO

  A vida é feita de infinitos momentos bons, mas também de alguns contratempos. A decepção nos visita e, às vezes, nos machuca. Ainda bem que somos feitos de superação. Acontece que nem toda dor vem para acrescentar algo, mas algumas chegam para retirar pesos que já não deveriam estar ali. A decepção tem esse duplo movimento: pode ferir, mas também pode desatar nós antigos que mantinham o coração preso a expectativas irreais, vínculos desequilibrados ou imagens idealizadas demais. Há experiências que, ao se quebrarem, revelam o quanto estavam sustentadas mais pela esperança insistente do que pela verdade. Quando algo decepciona, não é apenas o outro que cai do lugar imaginado, é também a nossa forma de olhar que se reorganiza. Esse processo dói porque desmonta ilusões, mas liberta porque devolve o coração à realidade possível. Muitas vezes, aquilo que parecia essencial era apenas hábito, medo de ficar só ou dificuldade de soltar. A decepção escancara limites, mostra onde não havia reciprocidade, revela onde o esforço era unilateral. E embora isso machuque, também interrompe ciclos de desgaste silencioso. Libertar-se não é sair ileso, é sair mais consciente. Nem tudo o que se perde precisava ser mantido, nem tudo o que decepciona merecia tanta permanência. A maturidade nasce quando se aceita que algumas rupturas não pedem reconstrução, pedem despedida. O coração aprende, com o tempo, que nem toda frustração é fracasso, às vezes é livramento. Quando se permite atravessar a dor sem negar o aprendizado, algo se alinha por dentro. A alma deixa de insistir onde não há espaço e começa a reconhecer o valor do próprio limite. Esse reconhecimento não endurece, ao contrário, traz uma serenidade nova, mais honesta. A vida se torna mais leve quando se solta o que não sustenta mais, quando se aceita que certas decepções não vieram para ensinar algo novo, mas para encerrar algo antigo. E nesse encerramento silencioso, o coração encontra uma liberdade que não faz barulho, mas abre caminho para relações mais verdadeiras, escolhas mais alinhadas. A dor passa, o aprendizado fica, e a vida segue com mais espaço para respirar. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

MERECIMENTO



LEITURA BÍBLICA: Salmo 149.1-5


O SENHOR agrada-se do seu povo; ele coroa de vitória os oprimidos (Sl 149.4).


Em minha adolescência, para minha vergonha, cometi um erro grave. Eu me comprometi com uma pessoa que precisava de mim. Quando chegou o dia em que deveria estar presente, não fui. Meu colega ficou me esperando e teve de dar um jeito de fazer as coisas funcionarem sem mim. Naquele mesmo dia, me senti muito mal por ter falhado. Mas a vergonha maior estava por vir, pois no dia seguinte eu me encontraria com ele. Bom, vi meu amigo de longe e abaixei a cabeça. Só não fiz como um avestruz porque não tinha onde me esconder. E para minha surpresa, aquele colega chegou, me abraçou e disse em meu ouvido: “Eu te perdoo em nome de Jesus”. Naquela hora, fiquei totalmente sem reação. Hoje me recordo desse fato com leveza e com uma grande lição: eu não merecia, mas mesmo assim ele me perdoou. Essa passagem da minha vida me faz lembrar do salmo de nossa leitura. Meu foco está no v.4.Não sei quanto a você, mas muitas vezes me sinto mal pensando em como sou pecador e indigno, mesmo tendo conhecido a Cristo! São tantos pecados voluntários e involuntários! Dias atrás, orei ao Pai e lhe pedi para me abandonar porque me sentia indigno dele. E quando acabei de orar, deparei-me com esse texto. Foi uma resposta direta de Deus para mim e para todos que se sentem assim. O salmista diz que o Senhor tem prazer em nos ter como filhos e coroaria nossa vida com vitória! Quem sou eu ou quem somos nós para sermos coroados por aquele que é digno de todas as coroas? É um Rei misericordioso, cuja essência é o amor e a soma de todos os seus atributos. Diante da graça e da misericórdia, o salmista mostra como devemos responder a Deus: “Regozijem‑se os seus fiéis nessa glória e em seu leito cantem alegremente!” (v.5).Assim como meu amigo me perdoou sem eu merecer, exatamente como Jesus tem feito por nós, o que nos resta é copiar esse exemplo, além de nos alegrarmos no Senhor. 


Gabriel de Araújo Almeida


O ser humano não merece a graça de Deus, mas, em sua infinita misericórdia, o Senhor a oferece livremente.



VAIDADE

 Salomão procurou a felicidade na bebida alcoólica, na riqueza, no prazer e na fama. Ao final, descobriu que tudo isso não passava de vaidade. A palavra "vaidade" significa "bolha de sabão". Tem cor, mas não conteúdo. Tem aparência, mas não consistência. Tem movimento, mas não permanência. O sentido da vida está no temor de Deus. Somente em Deus encontramos razão nossa vida. Somente na sua presença há plenitude de alegria!