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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

GUERRAS

 Há guerras que não fazem barulho, lágrimas que não caem diante das pessoas e dores que se escondem atrás de um sorriso comum. 


Nem toda luta é visível, nem todo cansaço é confessado. Por isso, a oração é o amor que alcança lugares onde nossas palavras não chegam.


Interceder por um amigo é participar, em silêncio, do cuidado de Deus sobre a vida dele. É colocar diante do Pai aquilo que ele não consegue expressar, é sustentar em fé aquele que talvez esteja fraco, e é lembrar que o Espírito Santo traduz até aquilo que não sabemos pedir.


Talvez hoje alguém próximo de você esteja lutando contra medos, tentações, crises, ansiedade ou um profundo desânimo espiritual e você nem imagina. Mas Deus sabe. E Ele ouve quando um coração se levanta em favor de outro.


Ore pelos seus amigos não apenas quando eles pedirem, mas quando Deus os colocar no seu coração. Porque, muitas vezes, a sua oração pode ser a resposta silenciosa que eles estavam esperando.


Marque aqui o nome de um amigo e vamos orar por ele hoje. 🙏

MANHÃ

 Cada nova manhã não é apenas a continuação do tempo é a renovação da misericórdia. Se acordamos, é porque a graça já chegou antes de nós.

A graça que nos sustentou ontem não se esgotou nas nossas falhas, não foi anulada pelas nossas fraquezas e nem limitada pelos nossos medos. Ela permaneceu firme, silenciosa e fiel, provando que Deus não nos guarda por causa da nossa constância, mas por causa do Seu amor imutável.

E hoje, antes mesmo que abríssemos os olhos, essa mesma graça já estava presente. Ela nos encontrou no respirar, no levantar, no recomeçar. Não acordamos para conquistar o favor de Deus acordamos porque já somos alcançados por ele.

Cada amanhecer é um sermão sem palavras: Deus continua sustentando, chamando, perdoando e conduzindo. O sol nasce como testemunha de que a fidelidade divina não dorme, não se atrasa e nunca falha.

Por isso, viva este dia não com o peso do ontem, mas com a certeza de que a graça de hoje é suficiente. Onde houver fraqueza, haverá sustento. Onde houver culpa, haverá perdão. Onde houver incerteza, haverá direção.

Respire fundo: se a manhã chegou, a graça também chegou.

CICLO

 Tudo passa.

As fases passam…

As dores passam…

Os encontros passam…

Até aquilo que parecia definitivo, um dia se transforma.

Mas há algo que permanece: a forma como escolhemos atravessar!

Podemos viver no automático ou com presença.

Podemos reagir ou refletir.

Podemos endurecer ou amadurecer.

Pois a vida é feita de ciclos … alguns breves, outros longos … mas o modo como nos posicionamos diante deles vai moldando quem nos tornamos.

E é aí que mora o que não é temporário: o caráter que se constrói, a consciência que se amplia, a forma como aprendemos a sentir, agir e decidir!

Não controlamos todas as circunstâncias…

Mas podemos cuidar da maneira como respondemos a elas.

Porque, no fim, o que fica não é apenas o que aconteceu!

É quem nos tornamos enquanto acontecia…

Tudo é temporário.

Exceto a forma como fazemos, e nos refazemos no caminho!



MURMURAÇÃO

 Murmurar e mais do que reclamar, e um sussurro de incredulidade lançado contra o céu. 


E quando, mesmo sem perceber, o coração se levanta contra Deus e diz:


“Eu teria feito diferente.” E aí eu me pergunto, haha, quem somos nós para ensinar ao Criador como governar o universo?

Como um vaso de barro como eu pode questionar as mãos do oleiro?


Essa semana eu comentei no meu trabalho que toda murmuração revela uma alma inquieta, desconfiada da soberania divina. Quando murmuramos, não apenas demonstramos insatisfação com as circunstâncias, nós insinuamos que Deus falhou conosco. 


Como se o Senhor, que vê o fim desde o princípio, estivesse atrasado ou enganado.

Como se a cruz não fosse prova suficiente de que Ele sabe exatamente o que esta fazendo.


Mas há algo forte e lindo em confiar mesmo quando não entendemos. Há fé em calar o coração e dizer: “Se o Senhor permitiu, é porque há propósito, ainda que oculto aos meus olhos.” Jó perdeu tudo, mas ao invés de murmurar, ele adorou.


Isso é fé madura: se render sem todas as respostas.

Que Deus nos livre da arrogância disfarçada de desabafo.

Que, em vez de murmurar, aprendamos a confiar. Porque a verdade é simples e profunda: Deus não erra. E mesmo quando não entendemos o caminho, Ele continua sendo bom.

Escrevo isso pensando em como estou no meu limite, mas eu escolho confiar e adorar!

ANSEIO

 Há um anseio no coração humano que nenhuma conquista, viagem ou bem material consegue preencher: o desejo de finalmente descansar junto daqueles que amamos, em segurança, paz e comunhão. Não é apenas sobre estar perto da família nesta vida, mas sobre caminhar juntos rumo ao Refúgio eterno preparado por Deus.

A esperança cristã nos ensina que a salvação nunca foi um projeto individualista. Desde a arca de Noé até a promessa da casa do Pai, Deus revela Seu coração: Ele chama famílias, preserva lares e deseja que todos entrem no abrigo da Sua graça. 

O verdadeiro livramento não é escapar das tempestades da vida, mas estar dentro da vontade de Deus quando elas vierem.

Que o nosso maior sonho não seja apenas prosperar, mas entrar no “lugar de preservação” do Senhor com aqueles que amamos ver nossos filhos, pais e irmãos guardados pela misericórdia, sustentados pela fé e firmados na Palavra. Porque no fim, a maior vitória não será chegar sozinho… será chegar juntos.

Senhor, que a minha casa esteja dentro da Tua promessa. Que nenhum dos meus se perca pelo caminho. E que a nossa história termine onde a Tua graça sempre quis nos levar: seguros em Ti, para sempre.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

ORACAO

Ore uma gota de oração acalmar um oceano de tempestade.


O SENHOR, Cujo poder é infinito e cuja sabedoria é infalível, Que nenhum acontecimento possa me deter ou desencorajar, nem ser obstáculo ao progresso da tua causa;


Coloca-se entre mim e toda disputa, que nenhum mal aconteça, nenhum pecado corrompa meus dons, zelo, serviço;


Que eu possa tazer o que deve ser feito e não qualquer outra invenção tola de minha própria vontade;


Não me permita laborar numa obra que tu não hás de abençoar, que eu possa servir a ti sem desabono ou falta;


Deixa-me habitar no mais secreto lugar debaixo da tua sombra, onde há segura proteção impenetrável da seta que voa de dia, da peste que anda na escuridão, das altercações verbais, da maliciosa vontade perversa, da chaga da conversa grosseira, das companhias traiçoeiras, dos perigos da mocidade, das tentações da vida adulta, dos lamentos da velhice, do medo da morte.


Dependo completamente de ti para apoio, conselho, consolo.

Sustenta-me por teu Espírito, e que eu não venha a pensar que é o bastante ser preservado de cair, mas possa sempre seguir adiante, sempre abundando na obra que tu me deste a fazer.


Fortalece-me por teu Espírito que habita em mim para todo propósito da minha vida cristã.


Todas os meus tesouros eu confio à sombra da segurança que está em ti — meu nome renovado em Cristo, meu corpo, alma, talentos, caráter, meu sucesso, esposa, filhos, amigos, trabalho, meu presente, meu futuro, meu fim.


Toma-os, são teus, e eu sou teu, agora e sempre.

VOZ

 Jairo escutou duas vozes e teve que escolher a qual escutar. A primeira, dos servos em Lucas 8:49, “Sua filha morreu.” A segunda, de Jesus em vs. 50 “Não tenha medo.”

Precisamos saber o que Jesus fará quando confiarmos os nossos filhos a ele. Na história de Jairo, Jesus uniu a família. Em versículo 51 “…(ele) não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança.” Ele baniu a descrença, os que zombavam. “Ele, porém, ordenou que eles saíssem. Mas ele a tomou pela mão e disse: ‘Menina, levante-se!’” (Lucas 8:53-54).

Deus tem um coração para pais sofridos. Afinal, Deus também é pai. Continue entregando seu filho a Deus e, no tempo certo e da maneira certa, Deus lhe devolverá o seu filho.

REFÚGIO

 Deus é o nosso refúgio

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações” (Sl 46:1).

É curioso que uma das figuras que os salmos utilizam para retratar Deus em seu contato com os homens é a de "refúgio". Torna-se até mesmo irônico, pois o ser humano fugiu do Criador no princípio, aquele que se constituiu como fonte de todo bem e felicidade, com quem deveria viver em união indissolúvel. A grande contradição, assim, se estabelece: aquele sumo bem de quem o homem se evadiu, contra quem se revoltou originalmente, agora se constitui "refúgio".

A insurreição do homem contra o Criador foi, na verdade, usurpação. O que o diabo propôs para Eva não foi apenas desobedecer, mas ser um deus para si. Dessa forma, o lugar de Deus na existência humana iria ser ocupado pelo próprio homem. Dizendo isso de outra forma, ao invés de viver como criatura que era, o homem passou a viver como um deus. Na prática, implica dizer que o mundo criado e ordenado por Deus agora passou a ser um mundo de homens, orientado para os planos e prazeres humanos, não mais para a glória de Deus, mas para a glória dos homens.

Nisto está mais uma contradição da existência humana: a busca da glória foi sua própria ruína. Ao se estabelecer como centro de tudo, como alvo primeiro e último de tudo o que faz, o pecador se afasta mais e mais de Deus, deixando de experimentar a genuína glória. É necessariamente assim, pois não há glória à parte ou fora de Deus. Toda glória já é dele, pertence unicamente a ele. Fomos originalmente criados para compartilhar a glória divina. O Senhor reparte sua glória conosco.

A tentativa do homem de gloriar-se em si mesmo é impossível, pois a criatura é incapaz de produzir glória. Esta pertence unicamente ao Criador por seus próprios atos. A glória que se vê no homem, em todos seres criados e na Criação de forma geral, não pertence aos seres, mas àquele que os criou. É glória de Deus no homem, glória de Deus na Criação. Daí a bela expressão de Calvino, quando diz que "a Criação é palco da glória de Deus".

O desejo humano de se gloriar está no cerne do pecado, de sua autodivinização. Por isso, aprecio a definição de pecado de Jonathan Edwards, quando diz que "pecado é roubar a glória de Deus ". Essa afirmação aprofunda nossa compreensão, pois destaca aquilo que é o motor e a causa de toda desobediência, de toda transgressão e inconformidade com a Lei: o desejo de ser um deus, o centro e o objetivo de todas as coisas, de tudo o que se faz.

A ideia de "refúgio" pressupõe adversidades. Se preciso me refugiar é porque há alguma situação de perigo ou dano que se acerca. Deus, que era originalmente nosso Éden, o que dava sentido e conteúdo ao paraíso como lugar de vida e felicidade plenas, agora é para nós lugar para onde fugimos das agruras e tristezas desta terra, um esconderijo das tribulações deste mundo.

Deus se estabelece como um "lugar" onde nos sentimos seguros. Mais uma vez a figura do Éden é sugestiva. Mesmo em nossos pecados o Senhor nos atraiu para ele, para sua obra de redenção. Pagando nossa dívida, nos restaura plenamente na morte e ressurreição, recompondo assim o sentido original da existência na união perene com o Criador na eternidade divina. Jesus é o significado do Éden, em quem o sentido do Éden se cumpre. Em suas duas naturezas como Deus e homem, em seu ser a humanidade e a divindade se encontram e se fundem eternamente. Não há como separar mais Deus dos homens e os homens de Deus.

Nossa experiência com o Senhor sempre será traduzida na dinâmica da chamada tensão escatológica do “já” e do “ainda não”. Dizendo isso de outra maneira, a obra de Jesus em nossa vida já está consumada, pois já somos salvos, mas, ao mesmo tempo, ainda não está consumada, pois não vivemos a plenitude no novo céus e nova terra. Aplicando tal princípio ao que temos dito, podemos dizer que já estamos no lugar de refúgio, no esconderijo do Altíssimo, mas também é verdade que implica para nós um constante retorno ao Senhor. Nossos pecados nos afastam de Deus. Por isso, na medida em que nos distanciamos de Jesus por nossos próprios pecados, é nossa responsabilidade buscá-lo no mais profundo e revigorante arrependimento, fazendo morrer nossa natureza terrena. Estamos em Deus como nosso refúgio, mas também nos encontramos constantemente retornando a ele, ouvindo sua voz graciosa e desfrutando de seu perdão.

Entreguemo-nos a uma vida de adoração diária, com momentos específicos de comunhão, mas também dedicando cada momento para a glória de Jesus. Para longe de nós o pecado, tudo o que nos afasta de Deus, priorizando a obediência e o relacionamento com pessoas que nos aproximem do Senhor. Essa é nossa parte para habitarmos em Cristo como nosso eterno lugar de refúgio. Tenha um excelente dia na presença de Jesus 

FIM

 "Essa frase reflete a idéia de que o término de um relacionamento, geralmente não ocorre por falta de amor, mas sim pelo limite do sofrimento emocional, a exaustão de tentar, a falta de reciprocidade ou o desrespeito. 

Desistir do que dói é um ato de coragem e autocuidado, não de fraqueza. 

O Amor Permanece: O sentimento de amor continua existindo, mas a pessoa desiste da situação que machuca, da indiferença, da inconstância ou da pessoa que não sabe amar de forma sadia.

Limites da Resistência: As pessoas desistem quando percebem que estão amando "por dois", esgotando suas forças e vivendo em um cenário de dor, ao invés de crescimento.

Força e Recomeço: Desistir do que dói, permite valorizar o amor-próprio e abrir espaço para relações mais saudáveis e recíprocas. 

Em suma.., é um processo de renúncia à dor para preservar a dignidade,a paz interior, anular o amor-próprio

AMOR

 "Não construa um AMOR cobrindo vazios que só você mesmo é capaz de preencher. Ame-se primeiro, conheça suas virtudes, compreenda seus defeitos alimente diariamente o seu amor próprio!

Ame-se o suficiente para que quando amar alguém, este venha para somar e não apenas completar o que faltava.



CONSERVADA



Chamam de ultrapassado, riem, fazem desfile, viram fantasia... mas não entendem: Num mundo onde tudo estraga rápido, valores, promessas e casamentos, Deus ainda preserva aquilo que é colocado nas mãos dEle. 


Não somos perfeitos. Somos guardados. Somos conservados pelo Amor de Deus, protegidos pela Graça e sustentados todos os dias por Aquele que segura nossa casa de pé, Jesus!


Porque aquilo que Deus conserva, o tempo não estraga e a opinião não derruba.


A verdade é que os únicos valores capazes de sustentar e restaurar a família não nascem da cultura, da política ou das emoções humanas estão enraizados na revelação eterna de Deus nas Escrituras. 


A Bíblia não apresenta apenas conselhos morais, mas um fundamento espiritual: nela aprendemos que a família é aliança, não conveniência; compromisso, não sentimento passageiro; serviço mútuo, não disputa por direitos.


Quando a Palavra é abandonada, a família perde o eixo, porque perde a referência do amor sacrificial, do perdão constante, da autoridade responsável e da graça que reconcilia. 


Mas quando Cristo é o centro do lar, a cruz ensina o marido a amar com entrega, a graça ensina a esposa a perseverar em fidelidade, e o evangelho ensina os filhos a honrarem e a obedecerem. A família deixa de ser apenas uma estrutura social e passa a ser um testemunho vivo da obra de Deus.


Não é a modernidade que salva a família, nem a tradição por si só é a verdade de Deus vivida no cotidiano, no altar secreto, nas orações simples, no perdão oferecido antes do orgulho e no amor praticado antes das palavras.


Se queremos lares restaurados, precisamos voltar às raízes.

E as raízes sempre estiveram na Palavra.

FAMILIA Ii

 


Recentemente, uma representação carnavalesca utilizou a imagem de uma “família conservadora” inserida em uma lata de conserva. A proposta, claramente sarcástica, recorreu à caricatura para sugerir que o conservadorismo aprisiona, engessa ou isola. A sátira, como linguagem artística, é legítima dentro da dinâmica cultural. Contudo, quando um símbolo tão estruturante da experiência humana é reduzido à zombaria, surge uma oportunidade necessária de reflexão. Ainda mais para nós que somos uma família e uma igreja !! 


*A família não é uma invenção ideológica*, nem um conceito descartável moldado apenas por tendências históricas. 

Ela é uma das mais antigas, universais e resilientes instituições humanas. Antes de sistemas políticos, correntes filosóficas ou modelos econômicos, já existia a família, espaço primário onde a vida é acolhida, a identidade é formada e o caráter é nutrido.

Sob a perspectiva bíblica, a família não é descrita como uma estrutura opressiva, mas como um organismo vivo de relações, alianças e responsabilidades. 

É o ambiente onde se aprende o significado do cuidado, da honra, do limite, da disciplina, do perdão e do amor. 

Não é apenas um agrupamento doméstico; é um ecossistema afetivo, moral e espiritual.

O conservadorismo bíblico, frequentemente mal compreendido, não se define pela rejeição do novo. 

Ao contrário, se olharmos para a história e para a sociedade vermos que o *verdadeiro conservador não combate o avanço, mas protege fundamentos para que o novo não se torne destrutivo.* Conserva-se aquilo que é essencial para que o futuro tenha base, direção e equilíbrio.

Conservar não é fossilizar, preservar não é paralisar.

Valorizar raízes não é negar crescimento.

Toda sociedade que rompe completamente com seus fundamentos corre o risco de perder não apenas tradições, mas referências que sustentam coesão, pertencimento e estabilidade emocional. 

O conservadorismo, em seu sentido mais virtuoso, atua como guardião de princípios que impedem que a liberdade se transforme em fragmentação e que a inovação se converta em vazio.

A crítica sarcástica costuma construir a ideia de que uma família conservadora é uma *“lata fechada”.* 

Mas essa metáfora ignora uma realidade mais profunda, famílias estruturadas em valores sólidos não aprisionam, elas sustentam. 

Não restringem a vida, a orientam. 

Não sufocam o indivíduo, o fortalecem para o mundo.


Uma família saudável é o primeiro espaço de segurança emocional.

É onde o ser humano encontra abrigo antes de enfrentar o caos externo.

*É onde se aprende que liberdade sem responsabilidade é instável*,

e que amor sem compromisso é frágil.


O conservadorismo bíblico afirma que vínculos importam. 

Que promessas possuem peso. Que gerações se conectam. Que pais não são apenas provedores biológicos, mas referências existenciais. 

Que filhos não são produtos da vontade, mas heranças de propósito. 

Que o amor se expressa não apenas em sentimento, mas em permanência, renúncia e fidelidade.

Ridicularizar a família pode parecer, à primeira vista, apenas humor ou crítica social. 

Mas, em camadas mais profundas, revela uma tensão contemporânea, da dificuldade de reconhecer que estruturas estáveis continuam sendo necessárias em um mundo que celebra a fluidez.


Sem família fortalecida, a sociedade adoece.

Sem vínculos consistentes, identidades se tornam frágeis.

Sem referências duradouras, relações tornam-se descartáveis.


O conservador não teme o novo, *teme o novo sem alicerce.*

Não rejeita mudanças , rejeita mudanças que dissolvem o essencial.

Não combate a evolução, combate o esvaziamento dos fundamentos.

Talvez o ponto mais honesto dessa reflexão seja este que uma família conservadora, em sua melhor expressão, *não é uma estrutura fechada, mas um lugar de raízes profundas e horizonte amplo.* 

Não é confinamento, é sustentação. 

Não é atraso, é continuidade. 

Não é resistência cega, é discernimento.


Porque aquilo que possui raiz suporta o vento.

Aquilo que possui fundamento sustenta o peso do tempo.

Aquilo que possui identidade atravessa gerações.


No fim, a questão não é estética, nem carnavalesca, nem ideológica.

*É civilizacional.*


*Que fundamentos desejamos preservar para que o futuro não perca o sentido de humanidade?*


FAMILIA

 EU PREFIRO MINHA FAMÍLIA EM CONSERVA.

FAMÍLIA TRADICIONAL ( SOMOS ) 

Josué 24:15 “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”


Vivemos uma geração que quer ganhar o mundo… enquanto perde a própria casa.


Gente que protege a agenda, protege o ministério, protege a imagem, protege seguidores mas não protege a família.


E Deus nunca chamou ninguém para conquistar multidões enquanto seus filhos se tornam órfãos emocionais dentro da própria casa.


“Eu prefiro minha família em conserva.”


Sim. Conservada.

Guardada.Protegida da contaminação de um sistema que celebra sucesso público e tolera fracasso privado.


Porque existe algo que poucos entenderam:


O primeiro altar que Deus observa não é o púlpito é a mesa da sua casa.


Antes de existir igreja organizada, Deus estabeleceu família.

Antes de existir templo, existia lar.

Antes de existir ministério, existia aliança doméstica.


Mas hoje muitos vivem o inverso:

salvam cidades e perdem filhos,

aconselham casais e destroem o próprio casamento,

pregam sobre amor enquanto o ambiente em casa está frio.


E o céu não chama isso de sacrifício.

Chama de desordem.



📌Família em conserva não é família isolada.

É família preservada.


Preservada de conversas que corrompem.

De prioridades que roubam presença.

De um evangelho que funciona no palco, mas não funciona no jantar.


Porque a verdade é dura:


O maior fracasso espiritual não é cair em público é negligenciar em silêncio quem Deus confiou primeiro.


Josué não disse:

“Eu e a nação serviremos ao Senhor.”

Ele disse:

“EU E A MINHA CASA.”


A guerra espiritual começa dentro das paredes do lar.

A autoridade espiritual nasce na convivência diária.

O caráter que sustenta o chamado é forjado onde ninguém aplaude.


Talvez você esteja tentando crescer rápido demais fora…

enquanto Deus está esperando você restaurar dentro.


Porque no fim, não será perguntado quantas pessoas você alcançou,mas quem permaneceu inteiro ao seu lado enquanto você caminhava.


Deus não procura homens e mulheres famosos.

Procura casas firmes.


E às vezes, o ato mais profético que alguém pode fazer hoje é simples:


Desligar o mundo…

e voltar para casa.