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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

PRIORIDADE

 Prioridades são estabelecidas por decisões, e elas dizem muito sobre nós.


Deus tem o primeiro lugar na sua vida? Faça uma breve análise.


As distrações podem ser muitas; as tarefas também! Certamente, temos uma lista de coisas para fazer que concorrem com o tempo que precisaríamos destinar ao nosso Deus, e é aí que precisamos de discernimento e determinação para não abrir mão do que é mais importante na nossa vida.


Quando você coloca Deus em primeiro lugar em seu tempo e escolhe honrá-lo antes de mais nada, você conseguirá ficar de pé em qualquer situação e crescerá em tudo que fizer!


Quer resultados maravilhosos? Priorize o seu Deus!

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PECADO


“Acautelai-vos dos cães; acautelai-vos dos maus obreiros; acautelai-vos da falsa circuncisão” (Fp 3.2).


Há no pecado uma força de não-conformação com o que é santo e justo. Certamente! Todo pecado é a usurpação do lugar de ser modelo e padrão do bem e do mal. Ser “lei” é atributo exclusivamente divino. A Lei que conhecemos nas Escrituras é um reflexo do próprio ser de Deus. Quando o homem assume o lugar de um “deus” para si mesmo, consequentemente torna-se sua própria “lei”. O pecador não tem critérios muito bem definidos de bem e mal. Estes conceitos são oscilantes e líquidos, adaptáveis segundo o interesse do próprio indivíduo. Contudo, algo que geralmente nos passa despercebido é que o pecado não é apenas centrípeto, é também centrífugo.

Colocando isso de outra forma, o pecador não é um sujeito que está interessado apenas em regrar com o seu pecado e com os seus interesses sua vida, mas também está inclinado a fazer isso com aqueles que estão ao seu redor. O pecado é rebelião! Dificilmente poderemos chamar assim a oposição de um só. Trata-se de uma revolução humana contra o Senhor. O pecador sempre procurará convencer os demais que aquilo que pensa ou faz é o melhor, isto é, o mais adequado, então o certo a se fazer.

Desde o início, o pecado inclui o conluio. Repare que logo que Eva comeu o fruto proibido, procurou seu marido para o convencer de também fazer o mesmo. O pecado sempre busca um tipo de solidariedade no mal. É necessário que outros assumam aquela mesma prática, pensamento ou critério como forma de legitimação na existência. Talvez não haja exemplo tão contundente disso em nossos dias como a homossexualidade. Há uma imposição não apenas para que todos aceitem, mas para que todos reconheçam nisso algo aprovado. Teorias das mais variadas, e até contraditórias entre si, surgem, tal qual metralhadora giratória, na tentativa desesperada de destruir qualquer oposição. Não é algo apenas relativo ao pecador. É necessário que seja aceito por outros.

Essa disposição de chamar o certo de errado e o errado de certo muitas vezes aproxima pecadores não-convertidos da igreja de Cristo. Geralmente, isso ocorre como resultado de uma falsa identificação inicial, geralmente causada por uma má compreensão do que é o verdadeiro amor. Para o mundo, não há lógica, critério ou limite para aquilo que é feito por amor. Ao ouvirem a pregação da verdade bíblica, algo nela lhes chama a atenção, algo que lhes interessa. Por isso, passam a frequentar uma igreja. No entanto, logo percebem que não era exatamente aquilo que pensavam. Muitos vão embora, mas há aqueles que ficam acreditando poder modelar o seu próprio cristianismo, estabelecer-se como padrão da verdade que procede de Deus.

A solidão causada por suas próprias ideias o levará naturalmente a tentar convencer e influenciar os irmãos da lisura e legitimidade de seu entendimento. Essa é mais uma razão para que o verdadeiro cristão saiba delimitar muito bem seus relacionamentos a fim de que não seja desviado pelas heresias e pelos pecados daqueles que estão ao seu redor. É verdade que não somos chamados para viver em mosteiros, porém, é igualmente verdade que não somos chamados à comunhão com as trevas.

A coisa fica ainda pior quando percebemos que os ímpios não estão apenas no mundo, mas também dentro das igrejas. Nosso país já tem sido marcado pelos chamados “evangélicos”. Esse termo, que não se encontra nas Escrituras, denota na sociedade quase todo tipo de “cristianismo” que não seja católico. Conquanto seja verdade que a Igreja de Cristo seja uma, constituída das várias denominações cristãs, torna-se verdadeiro desafio, mais do que isso, genuína responsabilidade, reconhecer irmãos e igrejas que estão ligados à verdade de fato. E isso não é algo relativo apenas à nossa época. Desde os primórdios da igreja, isto é, já a partir de seu estabelecimento, o zelo pela doutrina correta era uma das maiores preocupações dos apóstolos.

A questão não era, apenas, plantar novas igrejas, mas fazer com que elas permanecessem cristãs. À medida que o evangelho ia se espalhando, “novos entendimentos”, interpretações livres e descomprometidas com a própria Escritura e com Cristo, surgiam e se disseminavam por, praticamente, todas as igrejas. Pessoas bem e mal-intencionadas propagavam ideias contrárias àquilo que os apóstolos ensinavam, fazendo com que o trabalho deles se tornasse muito mais árduo. Em época quando não havia meios de comunicação, qualquer correção teria que ser in loco, exigindo deslocamentos a grandes distâncias e o despendimento de tempo precioso que poderia ser usado para a implantação de novas igrejas.

Paulo conhecia de perto o dano que falsos mestres e falsos ensinos causavam a uma igreja. É por isso que adverte aos crentes quanto a este risco que paira constantemente sobre o povo de Deus. “Acautelai-vos” é uma severa exortação ao cuidado, termo que denota e pressupõe em si mesmo grande perigo. Note-se que tal exortação acontece de forma tríplice e no modo imperativo. É como se dissesse: tenham constantemente muito cuidado! A forma com que se refere àqueles que tentavam impregnar a igreja com seus ensinos falaciosos também deve ser considerada. “Cães”, no entendimento do apóstolo, não eram os melhores amigos dos homens. Ao contrário da prática gentílica que tinha nos canídeos animais domésticos, para o judeu era animal imundo.

O israelita não tinha cães de estimação e não os usavam no pastoreio, como se tornou comum em várias culturas. Portanto, ao chamar os falsos mestres de “cães”, denota a reprovação que paira sobre eles e o necessário afastamento que a igreja deve manter deles. “Maus obreiros” indica aqueles que trabalham para o mal, não aqueles que não fazem o seu serviço direito. A “falsa circuncisão” é a única designação que nos dá uma pista sobre quem Paulo está falando. Relaciona os falsos mestres aos chamados “judaizantes”, que se oportunizavam do avanço do evangelho para fazer dos recém-convertidos pessoas ligadas ao judaísmo. Diziam que para que um gentio se tornasse cristão precisava, primeiro, ser judeu, adotar as leis e a circuncisão.

Em nossos dias é inegável que também temos os nossos falsos mestres e falsos ensinos. Um meio que eles têm utilizado frequentemente é a exposição da mídia, ou seja, especialmente por meio de televisões e internet. Crentes acomodados, muitas vezes, preferem ficar em casa assistindo cultos onde muita coisa é dita, mas, em boa parte de tais ocasiões, não há a exposição verdadeira das Escrituras. Por isso, a advertência de Paulo também está sobre nós. De forma especial, nessa época em que vivemos, devido à pandemia circulam nas mídias todo tipo de ensinamentos, desde a fiel exposição das Escrituras até as heresias mais execráveis. Assim, temos a responsabilidade de voltar sempre à Palavra para perceber se aquilo que cremos continua a ser o que está registrado nas Santas Letras.

Sejamos responsáveis, tanto individual quanto coletivamente. Em outras palavras, nosso zelo deve ser não apenas quanto ao ensinamento que aceitamos e interiorizamos no coração, mas, também, quanto àquele que a igreja à qual pertencemos tem assimilado. Façamos a nossa parte como filhos de Deus em um mundo que se mostra cada vez mais pagão e afastado de Cristo. Que o Senhor nos ajude a ser fiéis não apenas naquilo que fazemos, mas no objeto de nossa fé. Assimilemos apenas as Escrituras e bebamos da única fonte de águas cristalinas, não turvada por raciocínios humanos. Recuperemos o prazer pela Palavra de Deus, radicando-nos nela diuturnamente. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

MEDO

 Quando o medo manipula as nossas vidas, a segurança torna o nosso deus. Adoramos a vida sem riscos. Os que estão cheios de medo não podem amar profundamente porque o amor é arriscado. Eles não podem dar aos pobres porque a benevolência não tem garantia de retorno. Aqueles cheios de medo não podem sonhar alto. E se os sonhos deles fracassarem?


Não é de se admirar que Jesus guerreia contra o medo. Em Mateus 8:26 “Jesus se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança.” O mar fica tão calmo quanto uma lagoa congelada, e os discípulos estão deixados a se perguntar “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Que tipo de homem mesmo. Transformando a hora do tufão na hora da soneca. Silenciando as ondas com uma palavra.

SALVAR

 “Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos; em teu nome, calcamos aos pés os que se levantam contra nós. Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.”

Salmos 44:5-6


Quando você estiver em apuros, não perca o seu sono ou dê lugar ao estresse. Não se desgaste com pessoas, não alimente ansiedade ou prejudique a sua saúde em busca de uma solução.


Muitas vezes, levamos tempo para aprender quão simples pode ser sair de uma situação que parece impossível de ser resolvida. Você quer aprender?


Quem são os seus inimigos? Eu garanto a você que não são as pessoas à sua volta, embora possa até parecer. A Bíblia diz que a nossa luta não é contra carne ou sangue (Efésios 6:12).


Temos um inimigo espiritual, que nos odeia e quer, claro, nos desestabilizar. Por isso, ele manipula situações.


Mas, muitas vezes, o que precisamos mesmo é vencer o vício de querer salvar a nós mesmos das dificuldades, querer colocar a mão aonde não alcançamos e sofrer tentando achar uma saída, em vez de reconhecermos logo que chegamos no nosso limite e que “o nosso arco não tem poder sozinho, e que não é a força e a habilidade da nossa espada que nos salvará”.


Para aprendermos a confiar a Deus, precisamos praticar! Afinal, uma fé que é apenas teórica não tem valor algum.


Neste dia, entregue verdadeiramente o seu problema a Deus. Não guarde nada com você! Confie que Ele está atento e pronto para guerrear as suas guerras. Permita-se ter experiências com Deus neste sentido. Ele jamais vai te decepcionar.


No lugar de ficar sofrendo, se esgotando emocionalmente, se indispondo com pessoas; em vez de acordar já com a cabeça a mil tentando uma forma de mudar o quadro, permita que Ele mude tudo para você.


É assim que você vencerá os seus inimigos, mas, principalmente, a sua autossuficiência.


Oração: Pai, eu creio que tudo na minha vida está no teu controle e que essa situação (cite a sua causa) não tem passado despercebida por ti. Eu quero declarar que confio inteiramente no Senhor. Não é na força do meu braço que eu vencerei, mas apenas entregando-a aos teus cuidados. Obrigado por não falhar. Em nome de Jesus, amém.

ERROS

 Assumir erros não diminui o caráter.

Sustentar a própria imperfeição é sinal de maturidade emocional!

Quem aprende a errar sem se destruir, cresce sem se endurecer.


📣 Para refletir:

• O que eu temo perder quando admito que errei?

• Como fui ensinado(a) a lidar com falhas ao longo da vida?

• Que tipo de crescimento estou adiando ao evitar reconhecer meus erros?

APARECER

 


“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt 6:1).


Vivemos em um tempo sedutor, marcado pela busca por holofotes, destaque e reconhecimento. Há uma pressão constante para aparecer, ser notado, competir e provar valor diante dos outros. Esse espírito infiltra-se facilmente na vida cristã, transformando boas obras em palco, e serviço em vitrine. O desejo de aparecer é perigoso porque desloca o coração do lugar certo. Jesus alerta para aqueles que praticam o que é correto “com o fim de serdes vistos por eles”. A Palavra denuncia esse mal ao falar de pessoas que realizam coisas boas com motivações erradas. Trata-se de um caminho infeliz por, ao menos, três motivos.


Primeiro, porque é a Deus que devemos agradar. Quando o alvo do coração deixa de ser o Senhor e passa a ser o olhar humano, o serviço perde seu valor espiritual. O que poderia ser adoração torna-se autopromoção. Deus não se agrada apenas do que fazemos, mas do porquê fazemos.


Segundo, que benefício real há em ser “visto por eles”? O aplauso humano é instável, seletivo e passageiro. Hoje exalta, amanhã esquece; hoje elogia, amanhã critica. Viver para esse tipo de aprovação é construir sobre areia. Jesus é claro: quando o reconhecimento vem apenas dos homens, não há galardão junto ao Pai (Mt 6:1).


Terceiro, esse caminho alimenta o orgulho e a vaidade. Pouco a pouco, o coração passa a depender de elogios, curtidas, visualizações, tapinhas nas costas ou palavras de aprovação. Isso não é maturidade espiritual, mas carência infantilizada da alma. É o ego sendo nutrido.


A Escritura nos lembra que nossa identidade não está em nós mesmos, no que fazemos ou desejamos; nem nos outros, nos elogios ou críticas que recebemos. Nossa identidade está em Cristo: quem Ele é e quem nós somos nele. Em Cristo somos novas criaturas, libertos da necessidade de “aparecer” perante nossos pares, pois já fomos vistos, amados, redimidos e acolhidos pelo Pai. 


Não viva em função de likes, views, elogios ou reconhecimento público. Em Cristo, amadureça! Seja tudo o que Ele deseja que você seja e faça tudo o que Ele deseja que você faça, para a glória de Deus, não para os olhos humanos.



CALMA

  Acalmar o coração passou a ser uma atividade necessária, em tempos de tanta agitação. Além de cuidar para que a agitação não tome conta do meu coração, tenho ajudado os mais agitados ofertando a paz que me habita. É bem verdade que o coração humano se inquieta com facilidade, não por fragilidade, mas por excesso de tentativas de controle. Quer entender antes do tempo, resolver antes de escutar, proteger-se antes mesmo de sentir. Nessa pressa interior, vai se afastando do lugar onde a vida acontece com verdade. A calma não é desistência, é reencontro. Ela nasce quando se aceita que nem tudo precisa ser decidido agora, que existem processos que se organizam melhor quando são respeitados em seu ritmo próprio. Confiar não significa ignorar as dificuldades, mas reconhecer que elas não têm a última palavra. Há um aprendizado profundo em permitir que o coração desacelere, em soltar a vigilância constante que cansa e endurece. Deus trabalha com delicadeza, não força caminhos, não atropela etapas, apenas sustenta enquanto o tempo faz sua parte. Quando se acolhe essa presença discreta, algo dentro começa a se alinhar, como se as peças encontrassem novamente seu lugar. A ansiedade costuma nascer do medo de faltar, mas a confiança se alimenta da experiência silenciosa de que sempre houve sustento, mesmo quando não era visível. A vida não exige tensão contínua para acontecer, pede disponibilidade interior. O coração que se acalma aprende a perceber sinais que antes passavam despercebidos, encontra sentido onde só havia ruído, descobre repouso mesmo em meio às incertezas. Não se trata de negar a realidade, mas de atravessá-la com mais mansidão. Há uma força serena nesse movimento, uma coragem que não se impõe, mas permanece. Aos poucos, a alma entende que confiar é um gesto diário, simples e profundo, que não elimina o caminho, mas torna o percurso habitável. E assim, sem alarde, o coração encontra um ritmo mais verdadeiro, onde a vida deixa de ser combate constante e se transforma em travessia acompanhada, sustentada por uma paz que não depende de garantias, apenas de entrega. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SACERDOTE

 “Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).

O fato de não mais vivermos uma realidade do Antigo Testamento faz com que, necessariamente, pensemos figuradamente na ideia de um sacerdote, mais especificamente, um sumo sacerdote. No entanto, nós realmente temos um! Não é figurado! Nosso Senhor Jesus Cristo adentrou os céus para se tornar nosso representante em todas as coisas. Deus não nos vê mais diretamente, mas através de Cristo. Isso quer dizer que, ao invés dos nossos pecados, ele enxerga a justiça de Jesus. De igual forma, Deus não trata mais diretamente conosco, em dívida de sangue com ele, mas com Cristo, nosso representante, que já morreu por nós, quitando completamente nosso débito.
O autor aos Hebreus, que pode ser o apóstolo Paulo pelo que vemos ao final de escrito (referência à Itália e a Timóteo sugerem isso), tem como objetivo exaltar a Pessoa e obra de Cristo tomando como base de comparação o Antigo Testamento. Dessa forma, começando da própria revelação, passando pelos anjos, Moisés e o sacerdócio levítico, destaca o Messias como sendo muito superior a todos eles, pois é “a expressão exata da ser de Deus”, ou seja, o próprio Deus em figura humana.
Contudo, dentre essas verdades e comparações, nada se compara ao fato de que Jesus é nosso sumo sacerdote. Dessa forma, escrevendo a judeus cristãos, o autor aos Hebreus toma assuntos hebraicos explicando como as profecias do Antigo Testamento se aplicam e se cumpriram na realidade do Novo Testamento, isto é, na igreja. Neste impressionante extrato, o texto transcrito acima, ele faz uma espécie de resumo temático do que estava tratando recentemente. Seu objetivo é afirmar o mínimo doutrinário irredutível que seu público-alvo deveria reter e assimilar.
O primeiro ponto disto é: “temos um sumo sacerdote”. É curioso observar isso. Embora não tenhamos mais a exigência de um Templo com um altar de sacrifício, continuamos a ter um sumo sacerdote. No entanto, tal sumo sacerdote, constituído para sempre segunda a ordem de Melquisedeque, realizou um único sacrifício santo e eterno para nunca jamais oficiar novamente. Ofereceu-se a si mesmo na cruz para saldar definitivamente a dívida de cada um de nós, os eleitos. Ele não é meramente humano, mas também divino.
Foi exatamente isso que lhe deu o direito de se assentar nos céus, à direita do trono de Deus. Na verdade, temos aqui uma asseveração baseada em figuras. Deus, sendo Espírito, não necessita de um trono para sentar-se. O que o autor aos Hebreu quer enfatizar é o governo de Cristo, em harmonia perfeita com Deus. O autor aos Hebreus chama este lugar de verdadeiro santuário, pois é uma referência ao “lugar” da habitação da Trindade – é onde Deus realmente “mora”. Não era um lugar como o Tabernáculo do deserto, construído por mãos de homens, lugar físico, que não podia reter a divindade.
A morada de Deus nos céus não foi construída por mãos humanas, mas “lugar” fundado e estabelecido pelo próprio Deus. A especialidade deste lugar não está “apenas” na sua localização, mas no acesso que ele permite. Uma vez que o nosso sumo sacerdote governa uma nova humanidade, a igreja, em harmonia com Deus, tem acesso direto ao Pai, intercedendo por nós diretamente na presença da Trindade, na sua morada celestial.
Dessa forma, o autor aos Hebreus distingue Jesus Cristo dos sacerdotes do Antigo Testamento: enquanto na antiga ordem eram pecadores que intermediavam o contado do povo com Deus, o atual sumo sacerdote já é o próprio Deus; enquanto os sacerdotes de Israel oficiavam na terra, nosso Senhor oficia nos céus, na presença de Deus; enquanto os do Antigo Testamento sacrificavam animais, vítimas simbólicas e sem valor algum em si mesmas, o Mediador do Novo Testamento sacrificou a única vítima que realmente seria aceitável a Deus, ele próprio.
Com isso, fica provada e estabelecida a superioridade da vida com Deus que temos no Novo Testamento, uma vez que a obra de Cristo está consumada. Estamos no Santo dos Santos, unidos com Cristo, na presença de Deus. Essa é a verdade insuperável! No entanto, não pode ser apenas algo conceitual, uma informação verdadeira. Deve ser a nossa experiência constante! Enxergarmo-nos favorecidos por Deus, à sombra do Onipotente, acolhidos sob suas asas, com nossos corpos neste mundo, mas nossa alma habitando o esconderijo do Altíssimo.
Confiemos naquilo que nosso Senhor realizou e vivamos para sua glória. Que o Senhor nos ajude a viver confiadamente. Que creiamos piamente naquilo que foi realizado na cruz. Sejamos sempre agradecidos pela plenitude que podemos viver na profunda comunhão com Cristo, por meio deste sacerdócio eterno que Jesus realiza hoje em favor de seu povo. Confiemos naquele que tem a experiência de nossa dor e necessidade, todo sábio e poderoso para dirigir a nossa vida. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

AMANHA

 Em Mateus 8:26, Jesus pergunta “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” Esta é a uma boa pergunta. Às vezes o medo pode ser saudável. Pode impedir uma criança de atravessar uma rua movimentada. É a atitude apropriada para um edifício em chamas ou um cachorro rosnando. Medo por si só não é pecado. Mas pode levar ao pecado.

Se nós medicamos o medo com explosões de raiva, afastamento carrancudo, ou controle exagerado, nós excluímos Deus da solução. O medo pode encher o nosso mundo, mas não precisa encher os nossos corações. Sempre vai bater à porta. Mas não precisa o convidar para jantar. A promessa de Cristo é simples. Podemos temer menos amanhã do que hoje.


AGRADAR



“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).


A Escritura nos chama a lidar com as pessoas de forma bondosa, gentil e amorosa. O bom testemunho abre portas, constrói pontes e, muitas vezes, prepara o coração para que o evangelho seja ouvido e acolhido. A fé cristã não é áspera nem indiferente, pois ela se expressa em palavras brandas, atitudes respeitosas e amor sincero. Deus usa relacionamentos saudáveis para atrair pessoas a Cristo.


Entretanto, há um perigo sutil e implacável: estruturar a vida em torno do desejo de agradar aos outros. Esse caminho parece piedoso, mas é espiritualmente adoecedor. Primeiro, porque é uma missão impossível. Por mais que você se esforce, faça, doe e se sacrifique, sempre haverá desagrado. Não somos perfeitos e não agimos perfeitamente. Até mesmo o amor que oferecemos é limitado, falho e marcado por nossas fraquezas. Além disso, a forma como o outro recebe o que fazemos é parcial, filtrada por expectativas e percepções próprias. Às vezes, até mesmo ingratidão. Assim, quem vive para agradar jamais descansa.


O segundo motivo é ainda mais profundo: o alvo do agrado está equivocado. Em Cristo Jesus, fomos chamados para agradar a Deus. Paulo afirma com clareza que viver para agradar aos homens é incompatível com ser servo de Cristo (Gl 1:10). Quando buscamos agradar a Deus, inevitavelmente desagradaremos algumas pessoas e, muitas vezes, ao nosso próprio coração. Creio que esta é uma verdade clara para todo cristão. Assim, procure agradar a Deus sobre todas as coisas. 


Mas cabe um alerta! Isso jamais é desculpa para ser rude, mal-educado ou impaciente com o irmão. Ao contrário, quanto mais buscamos agradar a Deus, mais somos moldados à semelhança de Cristo, que foi manso, humilde, paciente e amoroso. Um segundo alerta! Seja sensível e grato àqueles que tentam agradar você. Reconheça esforços, valorize gestos e responda com graça. Seja sinceramente grato. 

Portanto, a quem você quer agradar? A resposta moldará suas decisões, seus relacionamentos e sua paz diante de Deus.


TEMPO

 Nós bem sabemos, que tempo, palavras e oportunidades são coisas que não voltam. 

Por isso, peça a Deus que a sabedoria venha ser o alicerce das suas decisões. 

TEMPO, aprenda a administrar o seu para não perder com coisas que nada acrescentará na sua vida. Lembre-se, o tempo não volta!

PALAVRAS, use-as com sabedoria pois depois de proferidas, elas podem edificar ou destruir, inclusive a nós mesmos(as).

OPORTUNIDADES, recorra a Deus para que tenhas coração puro e visão de águia pois assim, você não perderá as oportunidades que a vida vier lhe oferecer 


VENENO


A língua pode dirigir, destruir ou deleitar. A língua é fogo devastador e veneno letal. A língua é destruidora, indomável, incoerente e assaz perigosa. Há aqueles que se rendem à mentira. Há outros que espalham boatarias perniciosas. Há aqueles que, jeitosamente, torcem as palavras e alteram fatos para denigrir a imagem do próximo. Muitos falam mal do próximo, tornando-se juízes impiedosos e transgressores da lei. Há aqueles que se calam quando deveriam falar e há outros que falam quando deveriam se calar. Oh, que Deus nos ajude a usar a nossa língua para glorificar a Deus e abençoar o próximo! 


DENTRO


“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.”

Gênesis 17:1


Abraão tinha um relacionamento com Deus. O homem considerado “pai na fé” teve o privilégio de falar e ouvir Deus como se fosse um ser humano.


Em uma de suas aparições, Deus diz que Abraão deve andar na Sua presença e ser perfeito. Mas como, se ele era imperfeito?


Embora sejamos sujeitos a errar por causa do mundo em que vivemos, não devemos mais ser influenciados por ele. Andar com Deus (viver com Ele, em Sua presença) deve ser o nosso estilo de vida.


À medida em que este laço fica mais estreito, nossa semelhança com Jesus vai aumentando e vamos nos aproximando da perfeição dEle.


Você sabia que Deus quer que você melhore continuamente? Sim, Ele te ama como você é e está sempre pronto para te perdoar, mas isso não significa que Ele se conforma com o seu estado hoje – Ele sabe que você pode ser melhor e planeja o seu aperfeiçoamento.


No entanto, você apenas seguirá rumo à perfeição se você deixar que Ele “mexa” no seu interior, e isso não será agradável para a sua carne. Você está disposto?


Se você estiver, este é um processo que o resultado será apenas para o seu bem e o das pessoas à sua volta, mas o tempo que demorará e como ele se dará dependerá da sua disposição em obedecer.


Deixe Deus te transformar. Ande com Deus e deixe que Ele trabalhe no seu interior a ponto das pessoas enxergarem Jesus em você!


Oração: Pai, tenho aprendido que andar na tua presença é o que modificará toda a minha vida. Tenho visto também que, para que eu seja cada dia mais parecido com Jesus, eu preciso permitir que o Senhor “mexa” no meu interior e mude aquilo que precisa ser mudado. Por mais que doa e me incomode muitas vezes, sei que esse é o processo, então, fique à vontade para modificar o que preciso for. Eu quero alegrar o teu coração e ser uma pessoa cada dia melhor. Em nome de Jesus, amém.