João viu uma colheita que terminou em sangue. Em Apocalipse 14, um anjo aparece com uma foice afiada e recebe a ordem de recolher os cachos da videira da terra, porque as uvas estavam maduras. Aqueles cachos são lançados no grande lagar da ira de Deus, o lugar onde as uvas eram esmagadas. Mas o que João vê sair dali é sangue, chegando à altura dos freios dos cavalos por uma extensão de mil e seiscentos estádios. Imagine ler uma cena dessa e continuar achando que podemos viver de qualquer maneira diante de Deus. Nós falamos tanto do amor do Senhor, e precisamos falar, porque foi esse amor que nos alcançou. Mas não podemos usar a misericórdia que nos deu oportunidade de mudar como desculpa para continuar no pecado. Tem gente que recebeu livramento, foi poupada, teve outra chance e voltou exatamente para aquilo de onde pediu para Deus tirá-la. Chorou dizendo que ia mudar, mas, quando o medo passou, a entrega também passou. E eu não estou escrevendo isso para você lembrar de alguém. Essa palavra precisa passar por mim e por você. Porque é muito fácil ler sobre o juízo pensando em quem nos feriu, enquanto escondemos aquilo que não queremos abandonar. A visão do lagar mostra que Deus não vai tolerar o mal para sempre. A injustiça não ficará sem resposta. O pecado não se torna inocente porque muita gente pratica. E o tempo que passa sem uma consequência visível não significa que o Senhor deixou de ver. Não espere uma tragédia para voltar a orar com sinceridade. Não espere perder tudo para reconhecer o valor da presença de Deus. Se existe alguma coisa que você precisa abandonar, pare de negociar mais um dia com ela. Procure o Senhor Jesus. Confesse, se arrependa, aceite ser corrigido. Eu não quero apenas conhecer as passagens do Apocalipse e saber explicá-las. Eu quero pertencer ao Senhor quando tudo aquilo que lemos se cumprir. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê um coração que ainda se renda ao ouvir a Sua voz.
Apocalipse 14:17–20