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terça-feira, 30 de junho de 2026

ETERNIDADE

 

“Tu, porém, Senhor, permanece para sempre, e a memória do teu nome, de geração em geração” (Sl 102.12).

O homem tem o senso da eternidade em seu coração, mas não a pode viver à parte de Cristo. O desejo pela verdadeira vida está em sua alma, mas o caminho para ela foi não apenas perdido, mas vedado desde a queda. Esse desejo está ligado ao conhecimento inato que tem de Deus, algo genérico e insuficiente para levá-lo ao correto relacionamento com o Senhor, incapaz de gerar nele a fé.

A aspiração por uma vida eterna é proclamada por meio de poemas e músicas, como que evidenciando as “saudades” do paraíso perdido. Tal sentimento se evidencia ainda mais diante dos problemas dessa terra. Quando passamos por momentos de adversidade, muitas são as tentações. A religiosidade das sociedades se desenvolveu sempre em função da necessidade premente que enfrentavam. Assim, tentavam garantir uma boa colheita, vencer inimigos que os ameaçavam, erradicar pestes de lavoura ou aquelas que destroem o ser humano na forma de enfermidades.

Em outras palavras, a humanidade tem um forte censo pragmático quando pensa em religião. Adorarei o deus que resolve meu problema e realizarei a ceri mônia ou rito que conceder aquilo que está no meu coração. Assim, não importa o deus que se busque, bem como, não importa o que terei que fazer. Pensa-se a religião para resolver problemas imediatos, eminentemente terrenos. Perceben do tal tendência humana, devemos nos precaver de nos permitirmos tal desvio, real apostasia. Enquanto as coisas estão caminhando relativamente bem não te mos nenhum problema com isso. Todavia, é quando algo muito importante para nós está em jogo, é nesse momento que nossa fé é provada. Fé, digo, não o princí pio comum, aceito pela maioria, de que há um Deus, mas a confiança naquilo que o Senhor vai fazer.

Dessa forma, se outro seguimento religioso se propuser a fazer exatamente aquilo que significa a sua “necessidade” imediata, esse é o momento quando sua confiança em Deus se mostrará verdadeira, ou, apenas, aparente. No nosso texto, o salmista demonstra estar debaixo de grande aflição. Duas coisas ele faz. A pri meira delas é reconhecer a fragilidade e transitoriedade humanas. Os problemas que enfrentamos sempre devem nos levar, primeiro, a essa reflexão. O que somos nós? Queremos tanto que nosso clamor seja respondido, como se tivéssemos direito sobre a vida, mover acontecimentos, a opção de não nos conformar àquilo que acontece.

Nesse ponto, os animais parecem levar grande vantagem. Se uma mãe é roubada de seus filhotes, não adoecerá em profunda depressão para o resto da vida. Continuará a viver e certamente gerará outros filhotes. Se você, andando pelo campo, desfizer um formigueiro, em pouquíssimos dias ele estará refeito. Os animais, sem consciência da própria vida, reagem melhor a ela do que nós, capazes de racionalizar os acontecimentos. Ao invés de ocupar nossas mentes com as perdas, deveríamos orientá-la para novas coisas, entendendo que a vontade de Deus se realizou. O que está feito, está feito, concretizado no tempo.

Voltando ao salmo, o autor sagrado percebe, então, a enorme diferença entre Deus, o que “permanece para sempre”, e nós. Os feitos do Senhor são cantados desde que há mundo, enquanto a memória dos homens, mesmo dos grandes, é mais e mais apagada. Esta é a base de nossa confiança em Deus: ele não passa, sua vontade é imutável, ele sempre é. Portanto, ao invés de chorarmos a presente existência, celebremos a vida eterna que temos em Deus. Se houve um tropeço, levantemos e continuemos. Se perdermos algo muito significativo, vivamos com as de mais coisas que o Senhor nos tem dado. Não há como recuperar o “leite derramado”. Aprendamos a viver na perspectiva do cuidado e da vontade de Deus. Que ele nos guia mesmo nas maiores tormentas. Ele estabelece para nós um caminho de fé por sobre as dificuldades. Em Deus já começamos a viver a eternidade. Tenha uma abençoado dia na presença de Jesus 

SOFRIMENTO

 O SOFRIMENTO DOS JUSTOS


Introdução 


"Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza" (Jó 2:7-8 ACF)


▪︎ A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida cf. (At 28.16). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente cf. (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12). A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões e.g., (José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo).


POR QUE OS CRISTÃOS SOFREM?


▪︎ São diversas as razões por que os crentes sofrem.


1°) O CRENTE EXPERIMENTA SOFRIMENTO COMO UMA DECORRÊNCIA DA QUEDA DE ADÃO E EVA


Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano (Gn 3.16-19). A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe 3.10-13). É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos cf. (1Co 10.13).


2°) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e., consequência de seus próprios atos.


A lei bíblica “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a todos de modo geral. Se guiarmos com imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graves danos. Se não formos comedidos em nossos hábitos alimentares, certamente vamos ter graves problemas de saúde. É nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus.


3°) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido.


Por toda parte ao nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o domínio da iniquidade sobre tantas vidas cf. (Ez 9.4; At 17.16; 2Pe 2.8). É nosso dever orar a Deus para que Ele suplante vitoriosamente o poder do pecado.


4°) OS CRENTES ENFRENTAM ATAQUES DO DIABO


a) As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), controla o presente século mau cf. (1Jo 5.19 nota; Gl 1.4; Hb 2.14). Ele recebe permissão para afligir crentes de várias maneiras cf. (1Pe 5.8,9). Jó, um homem reto e temente a Deus, foi atormentado por Satanás por permissão de Deus cf. (Jó 1—2).


Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele curada estava presa por Satanás há dezoito anos cf. (Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um mensageiro de Satanás, para me esbofetear” (2Co 12.7). À medida em que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável a ocorrência de adversidades. Por isso, Deus nos proveu de armadura espiritual (Ef 6.10-18; ver Ef 6.11 nota) e armas espirituais (2Co 10.3-6). É nosso dever revestir-nos de toda armadura de Deus e orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá.


b) Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. Os que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus princípios de verdade e retidão serão perseguidos por causa da sua fé. Evidentemente, esse sofrimento por causa da justiça pode ser uma indicação da nossa fiel devoção a Cristo cf. (Mt 5.10). É nosso dever, uma vez que todos os crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11; 1Co 15.58; 1Pe 2.21-23).


5°) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de Cristo” cf. (1Co 2.16).


▪︎ Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso, compartilhamos dos seus sofrimentos cf. (1Pe 2.21 nota). Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade ímpia de Jerusalém, cujos habitantes se recusavam a arrepender-se e a aceitar a salvação cf. (Lc 19.41), também devemos chorar pela pecaminosidade e condição perdida da raça humana. Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por amor a Cristo (2Co 11.23-32; ver 2Co 11.23) a sua preocupação diária pelas igrejas que fundara: “quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase?” (2Co 11.29).


Semelhante angústia mental por causa daqueles que amamos em Cristo deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15).


Realmente, compartilhar dos sofrimentos de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo (Rm 8.17). É nosso dever dar graças a Deus, pois, assim como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo (2Co 1.5).


6°) Deus pode usar o sofrimento como catalisador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual.


a) Frequentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento dos seus pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). É nosso dever confessar nossos pecados conhecidos e examinar nossa vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo.


b) Deus, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que enfrentamos são “a prova da vossa fé” cf. (Tg 1.2-3); elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé em Cristo cf. (Dt 8.3; 1Pe 1.7). É nosso dever reconhecer que uma fé autêntica resultará em “louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7).


c) Deus emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do caráter cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que aprendamos a ser pacientes mediante o sofrimento (Rm 5.3-5; Tg 1.3). No sofrimento, aprendemos a depender menos de nós mesmos e mais de Deus e da sua graça (Rm 5.3; 2Co 12.9). É nosso dever estar afinados com aquilo que Deus quer que aprendamos através do sofrimento.


d) Deus também pode permitir que soframos dor e aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer cf. (2Co 1.4). É nosso dever usar nossa experiência advinda do sofrimento para encorajar e fortalecer outros crentes.


7°) Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para propagar o seu reino e seu plano redentor. Por exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos egípcios faziam parte do plano de Deus “para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7). O principal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para que o plano divino da salvação fosse plenamente cumprido. Isso não exime da iniquidade aqueles que o crucificaram (At 2.23), mas indica, sim, como Deus pode usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus próprios propósitos e sua própria glória.


O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE


1°. O primeiro fato a ser lembrado é este: Deus acompanha o nosso sofrer.


Satanás é o deus deste século, mas ele só pode afligir um filho de Deus pela vontade permissiva de Deus cf. (Jó 1—2). Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá sermos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13).


2°. Temos também de Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos cf. (Rm 8.28).


José verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento cf. (Gn 50.20), e o autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa vida para nosso próprio crescimento e benefício cf. (Hb 12.5).


3°. Além disso, Deus promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da sombra da morte” cf. (Sl 23.4; Is 43.2)


VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL.


▪︎ Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação?


1°) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme o contido em “É nosso dever”.


2°) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias cf. (Rm 8.36; 2Co 1.8-10; Tg 5.11; 1Pe 5.7). O sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador.


3°) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição cf. (Sl 27.8-14; 40.1-3; 130).


4°) Confie que Deus lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana cf. (2Co 4.7).


5°) Leia a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas cf. (Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138).


6°) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação específica — mediante a oração, as Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão.


7°) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4).


(Donald C. Stamps)


***

REFLEXÃO 


POR QUE DEUS PERMITE QUE PASSEMOS POR PROVAÇÕES E TRIBULAÇÕES?


Uma das partes mais difíceis da vida cristã é o fato de que se tornar um discípulo de Cristo não nos torna imunes a provações e tribulações da vida. Por que um Deus bom e amoroso permite que passemos por coisas como a morte de uma criança, doenças e ferimentos a nós mesmos e nossos entes queridos, dificuldades financeiras, preocupação e medo? Certamente, se Ele nos amasse, Ele tiraria todas essas coisas de nossas vidas. Afinal, amar não significa que Ele quer que nossas vidas sejam fáceis e confortáveis? Na verdade, não, não significa. A Bíblia ensina claramente que Deus ama aqueles que são Seus filhos, e que todas as coisas "cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8:28). Então, isso deve significar que as provações e tribulações que Ele permite em nossas vidas fazem parte de tudo que coopera para o nosso bem. Portanto, para o crente, todas as provações e tribulações devem ter um propósito divino.


Como em todas as coisas, o propósito final de Deus para nós é crescer mais e mais à imagem de Seu Filho (Romanos 8:29). Este é o objetivo do cristão, e tudo na vida, incluindo as provações e tribulações, foi concebido para nos permitir alcançar esse objetivo. Ser separado para os propósitos de Deus e equipado para viver para a Sua glória faz parte do processo de santificação. A maneira em que tribulações alcançam este objetivo é explicado em 1 Pedro 1:6-7: 


▪︎ "Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo" (I Pedro 1:6-7 ACF)


A verdadeira fé do crente será confirmada pelas provações que sofremos para que possamos descansar na certeza de que essa fé é real e vai durar para sempre.


As provações desenvolvem em nós um caráter piedoso, e isso nos permite a gloriar "nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Romanos 5:3-5). Jesus Cristo deu o exemplo perfeito. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores"(Romanos 5:8). Estes versículos revelam aspectos do Seu propósito divino tanto para as provações e tribulações de Jesus Cristo quanto as nossas. Perseverar prova a nossa fé. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).


No entanto, devemos ter cuidado para não tentar usar desculpas para as nossas "provações e tribulações" se forem o resultado de nossos erros. "Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem" (1 Pedro 4:15). Deus perdoa os nossos pecados porque a punição eterna para eles foi paga pelo sacrifício de Cristo na cruz. No entanto, ainda temos que sofrer as consequências naturais nesta vida por nossos pecados e más escolhas. No entanto, Deus usa até mesmo esses sofrimentos para nos moldar e conformar com os Seus propósitos e nosso bem supremo.


As provações e tribulações vêm tanto com um propósito quanto uma recompensa. "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam" (Tiago 1:2-4,12).


Através de todas as provações e tribulações da vida, temos a vitória. "Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo." Apesar de estarmos em uma batalha espiritual, Satanás não tem autoridade nenhuma sobre o crente em Cristo. Deus nos deu a Sua Palavra para nos guiar, o Seu Espírito Santo para nos capacitar e o privilégio de podermos nos aproximar dEle em qualquer lugar, a qualquer momento, para orar sobre qualquer coisa. Ele também nos assegurou que nenhuma tribulação nos testará além da nossa capacidade de suportá-la, e que "juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Coríntios 10:13).


POR QUE DEUS PERMITE QUE COISAS RUINS ACONTEÇAM COM BOAS PESSOAS?


Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Esta é uma das perguntas difíceis de toda a teologia. Deus é eterno, infinito, onisciente, onipresente, onipotente, etc. Por que nós, seres humanos (que não somos eternos, infinitos, oniscientes, onipresentes, onipotentes) vamos esperar que sejamos capazes de compreender inteiramente os caminhos de Deus? O livro de Jó lida com esta questão. Deus permitiu que Satanás fizesse tudo o que desejou com Jó, exceto matá-lo. Qual foi a reação de Jó? “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15). “... o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Jó não compreendeu por que Deus tinha permitido as coisas que permitiu, mas sabia que Deus era bom e por isso perseverou confiando Nele. Esta também deveria ser a nossa reação. Deus é bom, justo, amoroso e misericordioso. Muitas vezes nos acontecem coisas que simplesmente não podemos entender. Entretanto, ao invés de duvidar da bondade de Deus, nossa reação deveria ser confiar Nele. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:5-6).


Talvez uma pergunta mais apropriada seja: “Por que coisas boas acontecem com pessoas más?” Deus é santo (Isaías 6:3; Apocalipse 4:8). Os seres humanos são pecadores (Romanos 3:23; 6:23). Você quer saber como Deus vê a humanidade? “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos” (Romanos 3:10-18). Todo e qualquer ser humano neste planeta merece, neste exato momento, ser lançado no inferno. Cada segundo que temos de vida, cada segundo, nos é concedido pela graça de Deus. Até a mais terrível infelicidade que pudéssemos experimentar neste planeta é dádiva misericordiosa comparada com o que realmente merecemos, inferno eterno no lago de fogo.


Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Apesar da natureza má e pecadora das pessoas, Deus assim mesmo nos amou. Ele nos amou o suficiente para morrer, a fim de carregar a pena por nossos pecados (Romanos 6:23). Tudo o que precisamos fazer é crer em Jesus Cristo (João 3:16; Romanos 10:9) para que sejamos perdoados, e então a nós é prometido um lar no céu (Romanos 8:1). O que merecemos = inferno. O que Deus nos dá= vida eterna no céu se apenas crermos. Foi dito que este mundo é o único inferno que os crentes algum dia vão experimentar, e este mundo é o único céu que os infiéis vão experimentar. Da próxima vez que fizermos a pergunta: “Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam com pessoas boas?”, talvez devamos perguntar: “Por que Deus permite que coisas boas aconteçam com pessoas más?”


(Gotquestions)


***

Conclusão 


POR QUE O JUSTO SOFRE?


No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”.


Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.


No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador.


Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.


Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz

ALMA

 “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmo 103:2)


Vivemos tão ocupados correndo atrás da próxima conquista que, muitas vezes, deixamos de perceber os milagres que Deus já está realizando diante dos nossos olhos. Acordar mais um dia, respirar, ter forças para caminhar, desfrutar da companhia das pessoas que amamos e experimentar a graça do Senhor são bênçãos que frequentemente passam despercebidas.


A gratidão é uma marca do coração regenerado. Quem conhece a Deus aprende a enxergar Sua mão não apenas nos grandes milagres, mas também nas pequenas demonstrações diárias de cuidado. Cada livramento invisível, cada porta fechada que evitou um mal maior, cada oração respondida — e até mesmo aquelas que Deus respondeu com um “não” — revelam o amor de um Pai que sabe exatamente do que seus filhos precisam.


O Senhor nos sustenta quando nossas forças acabam. Ele nos consola quando as lágrimas caem. Ele nos corrige porque nos ama. Ele nos protege de perigos que jamais chegaremos a conhecer. Quantas vezes reclamamos do caminho, sem perceber que Deus já nos livrou de armadilhas que poderiam destruir nossa vida? No céu, talvez descubramos quantas vezes os anjos do Senhor foram enviados para guardar os nossos passos, conforme prometido em Sua Palavra.


A maior prova do amor de Deus, porém, não está apenas nas bênçãos desta vida. Está na cruz. Enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. O maior presente já nos foi dado: perdão, reconciliação e a esperança da vida eterna. Todas as demais bênçãos fluem dessa graça incomparável.


Por isso, antes de pedir mais uma vez, faça uma pausa e agradeça. Agradeça pelo fôlego, pela salvação, pela família, pela igreja, pela Palavra, pelas lutas que fortaleceram sua fé e até pelos dias difíceis, porque Deus também trabalha neles. Um coração grato enxerga a fidelidade do Senhor mesmo quando as circunstâncias não são perfeitas.


Que os nossos olhos estejam sempre voltados para Cristo, reconhecendo que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto” (Tiago 1:17). E que jamais nos esqueçamos de que Deus continua sendo bom, fiel e digno de toda adoração.


“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” (Salmo 23:1)


🙏 Qual foi uma bênção de Deus que você recebeu recentemente? Compartilhe nos comentários e glorifique o Senhor por Sua fidelidade.

SOLIDÃO

 "E eis que estou convosco todos os dias (perpetuamente, de forma constante e em todas as ocasiões), até o [próprio] fim e a consumação dos tempos. Amém (que assim seja)." — Mateus 28:20


Deus quer que você saiba que nunca está sozinho. Satanás tentará fazer você acreditar que está totalmente só, mas isso é uma mentira. Ele tentará enganá-lo dizendo que ninguém entende como você se sente, mas isso não é verdade. Além de Deus estar com você, muitos cristãos sabem como você se sente e o que está enfrentando; eles compreendem o que você pode estar vivenciando.


Se você está lutando contra a solidão e a dor, busque forças em Deus. Saiba que Ele está com você e o conduzirá adiante. Ele tem o poder de transformar o seu luto em alegria e de consolá-lo em sua tristeza. Confie em Deus de todo o coração e não permita que Satanás roube o seu destino.   


#escrituras #compreendido #amado #consolo #confiança

ALTAR

 Ana descobriu que a dor pode nos levar ao altar, mas somente a fé transforma lágrimas em promessa. Enquanto Penina tinha palavras para ferir, Ana tinha joelhos para dobrar. Enquanto a humilhação ecoava diante dos homens, sua oração subia diante de Deus.

Há dores que nos empurram para o desespero, mas existem dores santificadas que nos conduzem à presença do Senhor. Ana não venceu porque respondeu às provocações; venceu porque respondeu ao céu. O ventre permaneceu fechado por um tempo, mas o coração permaneceu aberto diante de Deus.

O altar é o lugar onde Deus muda histórias. Ali, as lágrimas não são desperdiçadas; são recolhidas. As orações não são esquecidas; são ouvidas. O silêncio de Deus nunca significa ausência de Deus. Muitas vezes, Ele está preparando um milagre que será maior do que a nossa expectativa.

Não permita que a voz de Penina seja mais alta que a voz do Senhor. Quem vive para provocar produz apenas feridas. Quem vive para orar gera frutos eternos.

Talvez hoje você esteja carregando uma dor que ninguém entende. Continue indo ao altar. Continue orando quando ninguém vê. Continue confiando quando tudo parece impossível. O Deus que ouviu Ana continua ouvindo aqueles que derramam a alma diante dEle.

“Este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu; e o livrou de todas as suas angústias.” (Salmo 34:6)

Às vezes, Deus permite a espera para que, quando a resposta chegar, toda a glória pertença somente a Ele. O altar sempre será mais poderoso do que a afronta, porque aquilo que nasce em oração jamais poderá ser destruído pelas circunstâncias.


“A oração pode parecer silenciosa aos homens, mas nunca é silenciosa diante de Deus.”

PERMITE

 Às vezes, Deus permite que o barco atravesse tempestades não para destruí-lo, mas para revelar quem realmente permanece a bordo.


A Bíblia nos ensina que nem todos que caminham conosco têm o mesmo propósito. Alguns celebram nossas vitórias, outros apenas toleram nossa presença enquanto tudo está calmo. Mas quando os ventos se levantam e as ondas parecem querer afundar a embarcação, os corações são revelados.


Assim como Jesus dormia no barco enquanto a tempestade rugia, Ele continua no controle mesmo quando tudo parece fora do lugar. O que ameaça afundar você não é a força das ondas, mas a falta de fé diante delas.


Não tenha medo de perder pessoas que não suportam ver Deus te conduzindo. Quem foi enviado pelo Senhor ajudará a remar. Quem veio apenas por interesse abandonará o barco na primeira dificuldade. E quem inveja o propósito que Deus colocou sobre sua vida tentará gerar tempestades onde deveria haver apoio.


Confie no Capitão da sua jornada. Se Deus está no comando, nenhuma tempestade será maior que o destino que Ele preparou para você. O mesmo Deus que acalma o mar também fortalece suas mãos para continuar remando quando ninguém mais acredita.


Permaneça firme. Ore mais. Reclame menos. Confie mais. O barco pode balançar, mas a promessa de Deus não afunda.


📖 “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.” (Salmos 125:1)


Se você crê que Deus está guiando o seu barco mesmo em meio à tempestade, escreva AMÉM nos comentários. 🙏🔥

VELHO

 Há um inimigo dentro de nós que não precisa de brechas para agir. Ele nasceu conosco, conhece nossas fraquezas e se disfarça de boas intenções. Chamado nas Escrituras de "velho homem", essa natureza caída não se manifesta com gritos ou possessões, mas com vaidade disfarçada de zelo, orgulho travestido de espiritualidade e autopiedade que se mascara de justiça própria.

É mais fácil culpar o diabo por nossas quedas do que admitir que há algo em nós que ainda não foi crucificado. Paulo declarou que nossa velha natureza foi pregada na cruz com Cristo, mas muitos de nós insistimos em ressuscitá-la diariamente, alimentando-a com elogios, conveniências e desculpas piedosas.
Demônios podem ser expulsos, mas o velho homem precisa ser negado, todos os dias.
A verdadeira guerra espiritual não começa com uma oração forte, mas com uma rendição sincera. Não é no culto que ela se define, mas no silêncio do quarto, quando escolhemos obedecer mesmo sem sentir.
O velho homem teme a cruz, não os cultos. Ele pode cantar, pregar e servir, desde que continue no controle. Por isso, resisti-lo exige mais do que autoridade espiritual: exige morte.
É possível viver uma vida religiosa e ainda assim ser guiado pelo velho eu. Ele sabe usar até a Bíblia para justificar vaidades e esconder rebeliões. Enquanto não houver cruz, Cristo será apenas um adorno, não o Senhor. E sem essa entrega, continuaremos culpando o inferno por batalhas que, na verdade, já perdemos dentro do coração.
O maior perigo não é o diabo que ruge lá fora, mas o eu que reina aqui dentro. E só há um caminho de vitória: negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus. Não uma vez, mas todos os dias. Porque no fim, a verdadeira libertação não vem da expulsão do mal, mas da crucificação do ego.

ESPIRITO SANTO

 O ESPÍRITO SANTO É O AGENTE ATIVO NO MILAGRE DA REGENERAÇÃO!


"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5 ACF)


Introdução 


Novo nascimento é um ato exclusivo de Deus na vida do homem, transformando sua inclinação ao mal em uma disposição para fazer o bem, capacitando-o através do Espírito Santo a fazer aquilo que é correto diante dele. A verdade de que o homem precisa nascer de novo, isto é, a necessidade da regeneração, é um dos pontos centrais da teologia cristã.


Infelizmente muitos cristãos não entendem corretamente o que é a regeneração ou o novo nascimento, e assim não percebem seu significado fundamental conforme exposto nas Escrituras. A pergunta de Nicodemos sobre como é possível o homem nascer de novo ainda permanece sendo a pergunta de muita gente (João 3:4).


EXISTE DIFERENÇA ENTRE REGENERAÇÃO E NOVO NASCIMENTO?


A Bíblia utiliza tanto o temo “regeneração” como a expressão “novo nascimento” como sinônimos para se referir a transformação radical operada pelo Espírito Santo na vida dos redimidos.


A palavra “regeneração” traduz o termo grego palingenesia no Novo Testamento. Esse termo é aplicado duas vezes. A primeira está no Evangelho de Mateus e refere à restauração escatológica (Mateus 19:28), enquanto que a segunda está na Epístola de Paulo a Tito, onde o apóstolo a utilizou no contexto da salvação do homem (Tito 3:5).


A expressão “novo nascimento” e outras correlatas a ela, como, “ser vivificado”, “nascido de Deus” etc., são também utilizadas no Novo Testamento para transmitir a mesma verdade, e servem perfeitamente ao objetivo de indicar uma mudança drástica na vida do individuo.


O NOVO NASCIMENTO NA BÍBLIA 


A doutrina acerca do novo nascimento é apresentada ao longo de toda a Bíblia. Mesmo no Antigo Testamento, as Escrituras apontam para a necessidade de o homem nascer de novo. Por exemplo, no salmo 51 encontramos o salmista Davi falando da condição natural do homem como pecador, ao dizer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).


Nesse salmo Davi está apontando para o pecado original que significa o pecado derivado de nossa origem, no sentido de que a pecaminosidade marca a todos os homens sem exceção desde o nascimento, fazendo com que seus corações sejam inclinados ao mal antes mesmo de cometerem algum tipo de pecado.


Logo em seguida, ao reconhecer a total depravação do homem, o salmista entende que apenas uma intervenção divina é capaz de capacitar o homem a fazer o que é correto diante de Deus, através de um novo coração puro e a renovação de um espírito reto (Salmos 51:10).


Na profecia do profeta Isaías lemos que Deus é aquele que vivifica o espírito dos abatidos e o coração dos contritos (Isaías 57:15). O mesmo também foi profetizado através do profeta Ezequiel, quando Deus diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo” (Ezequiel 36:26).


● Já no Novo Testamento, a doutrina da regeneração se torna ainda mais clara. O próprio Jesus falou sobre ela em sua conversa com o fariseu Nicodemos, advertindo-o sobre a necessidade de o homem nascer de novo (João 3). Os apóstolos também escreveram detalhadamente sobre esse tema cf. (2 Coríntios 5:17; Efésios 2:5; 4:24; Colossenses 2:13; Tito 3:5; 1 Pedro 1:3,23).


O QUE SIGNIFICA NASCER DE NOVO?


Nascer de novo significa “nascer do alto” (João 3:3), isto é, ser nascido de Deus (João 1:13), ser gerado de Deus (1 Pedro 1:3), ser vivificado por Ele (Efésios 2:1-5), ser de novo gerado da semente incorruptível por Sua Palavra (1 Pedro 1:23). O significado do novo nascimento é tão profundo e seu efeito tão radical, que o homem que nasce de novo é feito uma nova criatura (2 Coríntios 5:17).


A expressão “nascer de novo” é utilizada para traduzir uma colocação grega no diálogo entre Jesus e Nicodemos registrado no Evangelho de João. O termo grego original traduzido em muitas versões como “nascer de novo”, pode ter tanto o sentido de “nascer de cima” ou “nascer do alto”, sendo que esse sentido é o mais usual, como também pode ter o sentido de “nascer de novo” ou “nascer mais uma vez”.


No presente contexto, obviamente “nascer de novo” é “nascer do alto”, mas de qualquer forma, embora o texto original tenha sido registrado em grego, muito provavelmente o diálogo entre Jesus e Nicodemos se desenvolveu em aramaico e ele literalmente entendeu algo como “nascer de novo”, o que pode explicar sua reação ao questionar: 


“Como pode um homem nascer sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” (João 3:4).


COMO O HOMEM PODE NASCER DE NOVO? QUEM OPERA A REGENERAÇÃO?


Jesus não utilizou a figura do novo nascimento sem motivo, ao contrário, ao utilizá-la Ele também estava apelando para a verdade de que ninguém é capaz de fazer qualquer coisa em relação ao próprio nascimento. Por isso, o homem jamais poderá por sua própria ação e obra nascer de novo, isto é, se autorregenerar.


Devemos lembrar aqui que Nicodemos era um fariseu zeloso, e com toda sua religiosidade ele estava familiarizado com a ideia de que a salvação era obtida pelo esforço humano, pelas boas obras na observância da Lei de Moisés. No entanto, o ensino de Jesus confronta esse conceito equivocado, mostrando que a salvação é um dom de Deus.


Para deixar isso ainda mais claro, Jesus ilustra a incapacidade humana no novo nascimento fazendo referência ao vento que sopra onde quer, e mesmo que possamos ouvi-lo, não podemos controlá-lo. Dessa mesma forma, conclui Jesus, “é todo aquele que é nascido do Espírito” (João 3:8).


Ao dizer isso, Jesus estava simplesmente ensinando que da mesma forma que ninguém pode controlar onde o vento sopra na Terra, assim também o Espírito é completamente soberano na regeneração, e sua ação incompreensível e misteriosa é completamente livre e independente.


POR QUE DEUS OPERA NO HOMEM O NOVO NASCIMENTO?


Aqui é importante entender que Deus não tem qualquer obrigação de regenerar o homem que está morto em seus delitos e pecados. Por sua própria natureza pecaminosa, o homem é merecedor da ira de Deus, recebendo sobre si o justo castigo por seus pecados.


No entanto, a Bíblia diz que Deus, pelo beneplácito de sua vontade, separou e vivificou para si um povo, o qual foi feito filho de adoção por Jesus Cristo (Efésios 5:1). É nesse ponto que podemos entender por que Deus regenera o homem pecador.


● O apóstolo Paulo explica que Deus, “que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo” (Efésios 2:4,5).


● O apóstolo Pedro também falou sobre isso, ao bendizer “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1:3).


● Isso significa que o novo nascimento é fruto da riquíssima misericórdia de Deus, e de seu incalculável amor, e toda essa obra da salvação é para o louvor da sua glória (Efésios 1:6,12,14).


POR QUE É PRECISO NASCER DE NOVO? QUAL A IMPORTÂNCIA DA REGENERAÇÃO?


Após a Queda do homem e a consequente origem do pecado na humanidade, o homem foi separado de Deus, tornando-se morto espiritualmente. Daí vem a importância fundamental da regeneração, pois no novo nascimento o homem é ressuscitado espiritualmente, torna-se morto para o pecado e passa a viver para Deus.


Jesus é bastante claro ao dizer que se o homem não nascer de novo ele não poderá entrar no reino de Deus, isso porque sem o novo nascimento o homem nem mesmo pode crer no Filho de Deus e ser justificado mediante sua obra redentora.


● Algumas linhas teológicas afirmam que a fé precede a regeneração, mas essa afirmação contradiz o ensino bíblico. É verdade que a fé e a regeneração estão intimamente ligadas, de modo que uma não ocorre sem a outra (Efésios 2:8), todavia a fé não é causa da regeneração, mas sim seu fruto, pois a regeneração, como vimos, é uma obra soberana, imediata, exclusiva e sobrenatural do Espírito Santo, ressuscitando o homem de seu estado de morte espiritual para a plena vida em Cristo, mudando assim a disposição de sua alma em fazer o mal e inclinando o seu coração para Deus, o tornado nova criatura.


● Numa ordem lógica e não temporal, o homem só poderá crer após ter sido ressuscitado, e é isso o que a Bíblia ensina. O apóstolo João escreve: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus” (João 5:1). Perceba que ele não diz que o individuo se torna filho de Deus porque crê que Jesus é o Cristo, mas diz que porque o individuo é nascido de Deus é que ele crê em seu Filho Unigênito.


Isso também implica na verdade de que qualquer suposta regeneração que não resulta na imediata e inseparável fé em Cristo como seu Salvador, de fato não é um novo nascimento genuíno (João 3:16,36; 5:24).


QUAIS OS EFEITOS DO NOVO NASCIMENTO?


● Podemos mencionar, de forma bastante resumida, os principais efeitos da regeneração:


1°) Ao nascer de novo, o homem deixa de estar morto espiritualmente, preso em seus delitos e pecados e por natureza filho da ira. Tendo sido vivificado, ele passa a crer que Jesus Cristo é o seu Salvador, se arrepende de seus pecados, é declarado justo por Deus pelos méritos de Cristo e é adotado na família de Deus. Isso significa basicamente que ele sai da sepultura para se assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus (Efésios 2:6).


2°) Ao nascer de novo, o homem é capacitado a se submeter à vontade de Deus e viver uma vida que o agrade. Ele passa a aceitar e compreender a mensagem do Evangelho, pois tem agora a mente de Cristo e consegue discernir o que antes era loucura para ele (1 Coríntios 2:14-16). Assim, ele não está mais entre aqueles que amam mais as trevas do que a luz (João 3:19,20).


3°) Ao nascer de novo, o homem fica livre da culpa e do domínio do pecado. Isso significa que ele não é mais escravo do pecado, mas escravo de Deus. O resultado disso, é que ao invés de ele receber o merecido salário do pecado que é a morte, ele recebe o imerecido presente da vida eterna (Romanos 6:17-23).


4°) Ao nascer de novo, o homem desfruta de uma viva esperança, tornando-se herdeiro em Cristo Jesus de uma herança incorruptível guardada nos céus (1 Pedro 1:3,4). O regenerado possui o Espírito Santo como o selo, o penhor, a garantia da glorificação que ocorrerá no dia vindouro, onde estará por toda a eternidade junto de Deus.


5°) Ao nascer de novo, o homem nunca mais será o mesmo. Aquele que foi verdadeiramente regenerado pelo Espírito Santo, feito ovelha do Bom Pastor, repousa no conforto das palavras do Mestre: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28). Isso não implica jamais em comodismo, ao contrário, reflete a mais elevada devoção através da santificação, um processo que dura toda sua vida.


Dessa forma, ao invés das obras da carne ele demonstra em sua vida as evidências do fruto do Espírito. Ele agora é cidadão do céu, e tem uma vida condizente com a sua nova natureza. Aquele que é regenerado é descritos na Bíblia como sendo misericordioso, manso, pacificador, pobre de espírito, limpo de coração e que têm fome de justiça.


Logo, somente com o novo nascimento, somente sendo regenerado, o homem, que por natureza é filho da ira, pode ser transformado em cidadão dos céus, feito filho de Deus por meio de Jesus Cristo. | (Daniel Conegero)


***

Conclusão 


O CONCEITO BÍBLICO DE REGENERAÇÃO 


Temos examinado de relance algumas das ideias relativas à regeneração, defendidas pelos cristãos através dos séculos. Agora, porém, voltemo-nos para as Escrituras. Como a Bíblia apresenta a regeneração?


O substantivo assim traduzido significa renascimento (no grego, palingenesia). Ele se refere à renovação criativa operada pelo poder de Deus e ocorre por duas vezes. Em Mateus 19.28, refere-se à vindoura renovação do cosmos, no fim das épocas aquilo que Pedro chama de “restauração de todas as cousas” (At 3.21). Porém, em Tito 3.5, onde Paulo refere-se a Deus como nos tendo salvo “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, está claramente em foco a vivificação espiritual do crente. Essa é a referência à palavra “regeneração” que nos interessa no momento.


O contexto ao qual pertence a ideia da regeneração é o conceito bíblico do aspecto subjetivo da redenção como uma renovação. No Antigo Testamento, encontramos Deus prometendo que daria ao seu povo um coração novo e que poria neles um espírito novo (Ez 36.26) a fim de circuncidar seus corações, por gravar neles as suas leis, e, desta forma, levá-los a conhecer, a amar e a obedecê-Lo. cf. (Dt 30.6; Jr 31.31-34; Ez 36.25-27.) 


No Novo Testamento, essa renovação prometida torna-se uma realidade por meio da união com Cristo. Pois, “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17; ver também Gl 6.15).


Vale a pena fazermos aqui uma pausa, a fim de considerarmos a análise exposta por B. B. Warfield, sobre essa mudança, como “uma radical e completa transformação operada na alma (Rm 12.2; Ef 4.23) pelo Espírito Santo (Tt 3.5; Ef 4.24), em virtude da qual nos tornamos ‘novos homens’ (Ef 4.24; Cl 3.10), não mais conformados com este mundo (Rm 12.2; Ef 4.22; Cl 3.9), mas antes, em santidade e conhecimento da verdade, criados segundo a imagem de Deus (Ef 4.24; Cl 3.10; Rm 12.2)” - (Biblical and Theological Studies Estudos Bíblicos e Teológicos p. 351). 


Essa obra de renovação acompanha o crente por toda a sua vida terrena, pois o homem interior “se renova de dia em dia” (2 Co 4.16), num processo contínuo, comumente chamado “santificação”. A regeneração é o ato inicial pelo qual esse processo é começado.


No Novo Testamento, o principal expositor da regeneração é o apóstolo João. O termo grego por ele usado para exprimir a ideia é gennaõ, que pode significar tanto “gerar” quanto “dar à luz”. Nicodemos compreendeu que nosso Senhor estava falando de um novo nascimento (Jo 3.4). Em sua primeira carta, João claramente tinha em mira uma nova geração cf (1 Jo 3.9). O homem é gerado ou nascido “de novo” – ou, mais provavelmente, nascido “do alto” (Jo 3.3, 7) – ou “do Espírito” (Jo 3.8; cf. v. 5), ou simplesmente “de Deus” (Jo 1.13; nove vezes em 1 João). O verbo “nascer”, no grego, em cada instância, é usado no aoristo ou no perfeito, a fim de denotar o caráter decisivo e completo da regeneração. Com o devido respeito a Calvino, a regeneração não pode ser considerada um processo inacabado. Tal como o nascimento natural, se a regeneração ocorreu, ela ocorreu completamente. A pessoa nasce de novo em um certo momento e a partir de então está espiritualmente viva.


DE ACORDO COM JOÃO, O QUE É O NOVO NASCIMENTO? 


Não é uma alteração ou adição à substância ou às faculdades da alma, e, sim, uma drástica mudança operada sobre a natureza humana caída, que leva o homem a ficar sob o domínio eficaz do Espírito Santo e o torna sensível a Deus, o que ele previamente não era. Não é uma mudança produzida pelo próprio homem, da mesma forma que os infantes nada fazem a fim de induzir ou contribuir para sua própria procriação e nascimento. Trata–se de um livre ato de Deus, não provocado por qualquer mérito ou esforço humano (cf. Jo 1.12,13; Tt 3.3-7), por ser totalmente um dom da graça divina.


A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO 


Por que o homem precisa da regeneração? Porque, conforme nosso Senhor explicou a Nicodemos, enquanto o homem permanece na “carne” (Jo 3.6) isto é, permanece pecador como nasceu não é capaz de entrar no reino de Deus. Sem a regeneração, não existem atividades espirituais. Quem não nasceu do alto não pode ver (compreender) o reino de Deus (o reino da salvação), nem pode entrar nele (pela fé no Salvador) (Jo 3.3,5). O que fica implícito no fato que alguns recebem a Cristo é que nasceram de Deus (Jo 1.12,13); pois não poderiam tê-lo feito de outra maneira. Paulo coloca a questão nestes termos: “Ora, o homem natural [isto é, o não-regenerado] não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14). O diálogo de Jesus com Nicodemos constitui um eloquente comentário sobre esse texto. Os pecadores incluindo os mais cultos e religiosos não podem receber as cousas do Espírito, que são as verdades atinentes a Cristo, enquanto o próprio Espírito de Deus não os tiver tornado em novas criaturas. Eis a razão pela qual Nicodemos e seus amigos judeus precisavam do novo nascimento. Jesus lhe disse: “Não te admires de eu te dizer: Importa-vos [plural] nascer de novo” (Jo 3.7). | (J. I. Packer)


***

REGENERAÇÃO E CONVERSÃO 


a) Regeneração significa que alguém nasceu de novo ou nasceu do alto (João 3.3, 5, 7, 8). O novo nascimento é a obra de Deus, de tal modo que todo aquele que é nascido de novo é “nascido do Espírito” (João 3.8). Ou, como diz 1 Pedro 1.3, é Deus quem “segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança”. O meio que Deus usa para conceder essa nova vida é o evangelho, pois os crentes foram “regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pedro 1.23; cf. Tiago 1.18). A regeneração ou o nascer de novo é um nascimento sobrenatural. Assim como não podemos fazer nada para nascermos fisicamente – isso simplesmente acontece conosco! – assim também não podemos fazer nada para causar o nosso renascimento espiritual.


b) A conversão ocorre quando pecadores voltam-se para Deus em arrependimento e fé para salvação. Paulo descreve a conversão dos tessalonicenses em 1 Tessalonicenses 1.9: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro”. Os pecadores são convertidos quando se arrependem de seus pecados e voltam-se, em fé, para Jesus Cristo, confiando nele para o perdão de seus pecados no Dia do Juízo.


Paulo argumenta que os descrentes estão mortos em “delitos e pecados” (Efésios 2.1; cf. 2.5). Eles estão sob o domínio do mundo, da carne e do diabo (Efésios 2.2-3). Todos nascem nesse mundo como filhos ou filhas de Adão (Romanos 5.12-19). Portanto, todas as pessoas entram nesse mundo como escravas do pecado (Romanos 6.6, 17, 20). A vontade delas está em escravidão ao pecado e, portanto, elas não têm inclinação alguma ou desejo algum de fazer o que é certo ou de se converter a Jesus Cristo. Deus, contudo, por conta de sua maravilhosa graça, “nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5). Essa é a forma de Paulo dizer que Deus regenerou seu povo cf. (Tito 3.5). 


*Ele soprou vida em nós onde não havia nenhuma antes, e o resultado dessa nova vida é a fé, pois a fé também é “dom de Deus” (Efésios 2.8).


Muitos textos de 1 João demonstram que a regeneração precede a fé. Os textos são os que seguem: “Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele” (1 João 2.29). 


“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3.9). 


“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 João 4.7). 


“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido” (1 João 5.1).


● Nós podemos fazer duas observações a partir desses textos:


● Primeiro, cada ocorrência do verbo “nascer” (gennaô) está no tempo verbal perfeito, que denota uma ação que precede as ações humanas de praticar a justiça, evitar o pecado, amar a Deus ou crer nele.


● Segundo, nenhum evangélico diria que antes de termos nascido de novo teríamos que ter praticado a justiça, pois tal visão ensinaria a justificação por obras. Nem diríamos que primeiro nós evitam

OREM

 Assim que você se deparar com algum problema, grande ou pequeno, traga logo para Jesus. “Max, se eu levar meus problemas para Jesus toda vez que eu tiver um, estarei falando com Jesus o dia inteiro.” Agora você entendeu!


Um problema sem oração é um espinho bem cravado em nós. Ele contamina e infecciona o dedo, daí a mão, e depois o braço inteiro. É melhor ir direto à pessoa que tem a pinça. Quantos desastres não seriam evitados se fôssemos primeiro para Jesus?


Filipenses 4:6 diz “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.”Fale a Deus sobre as suas necessidades e não se esqueça de agradecê-lo pelas respostas. Aqui está o meu desafio para você: ore quatro minutos todos os dias, durante quatro semanas. Depois, prepare-se para se conectar com Deus como nunca antes.

JUSTIÇA

 A Justiça De Deus não é um veredito que tarda, mas a sabedoria eterna que enxerga o que os nossos olhos impacientes não conseguem ver.


Daniel foi lançado na cova dos leões por permanecer fiel a Deus (Daniel 6). Um homem inocente, condenado por um sistema corrompido.


E a pergunta surge imediatamente:


Onde estava a justiça de Deus?


Essa também é a pergunta do nosso coração quando o mal parece vencer, quando somos feridos e quando a resposta de Deus parece demorar.


Nossa lógica exige uma justiça imediata. Queremos que Deus intervenha no mesmo instante em que somos atingidos.


Mas o Reino de Deus não é governado pela pressa humana.


É sustentado pela perfeição do caráter de Deus.


O que essa passagem revela sobre quem Deus é?


Deus é justo porque Seu julgamento é perfeito. Ele vê o que ninguém vê, conhece o coração, pesa cada intenção e governa a história da perspectiva da eternidade. Sua justiça não falha, não se corrompe e nunca age por impulso.


Quando Deus parece esperar, Ele não está sendo indiferente. Está conduzindo todas as coisas para que Sua justiça revele plenamente Sua glória. Ela não apenas condena o mal; ela estabelece para sempre aquilo que é santo, verdadeiro e eterno.


Na cruz de Cristo, essa justiça brilhou em sua plenitude. Deus não ignorou o pecado — isso seria injustiça. Ele o julgou em Seu próprio Filho para justificar todo aquele que crê (Romanos 3:25-26).


Se hoje você espera por justiça, não entregue sua alma à amargura nem à vingança.


Confie sua causa ao Juiz de toda a terra.


O Deus justo continua governando, mesmo quando Seus caminhos parecem silenciosos.


A justiça de Deus nunca falha, porque ela não é medida pelo nosso relógio, mas pela perfeição do Seu caráter.

CONTIGO

 Deuteronômio 31:8


"O Senhor é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes."

Esse versículo é uma das mais consoladoras promessas da Palavra de Deus. Ela nos lembra que, diante de qualquer desafio, Deus não apenas caminha ao nosso lado, mas vai à nossa frente, preparando o caminho e sustentando cada passo. Sua presença constante nos dá segurança, Sua fidelidade nos garante que jamais seremos abandonados e Seu poder nos fortalece para vencer o medo e a insegurança. Se hoje você enfrenta uma nova etapa, uma decisão difícil ou uma luta inesperada, confie no Senhor. Aquele que conhece o futuro já está conduzindo o caminho. Por isso, siga com coragem, fé e esperança, pois o Senhor é escudo e fortaleza em qualquer situação e agindo Ele quem impedirá?

SENHOR

 O SENHOR LUTA POR NÓS


No último sermão de Moisés ao seu povo, após expor que inimigos e batalhas os aguardavam além do Jordão para onde iam, ele os encoraja a não temer, pois o Senhor lutaria por eles. Suas palavras foram: “Não os temais, porque o Senhor, vosso Deus, é o que peleja por vós.” (Dt 3:22). Era a despedida de um líder cansado, mas que conhecia bem aquele que sustentou o povo no deserto. Que fantástica afirmação: o Senhor luta por nós!


Sim, Ele conhece a sua vida, seus temores, suas fraquezas e sua dor. Conhece seus inimigos, seu amanhã e suas incertezas.


E Ele, que luta por nós, não é um mero valente do seu povo, um guerreiro de grandes vitórias ou um rei amado pela nação. É o Senhor todo-poderoso, Criador dos céus e da terra, Governante absoluto de tudo o que existe, Feitor da luz e da vida, Rei dos reis, Controlador do universo, Salvador dos que creem, Resgatador dos perdidos e Pai de seus filhos. Ele luta por nós!


Em meio a dias de crise, encontre descanso em Deus, em quem Ele é e no que Ele faz. À medida que cremos, amadurecemos. Passamos a entender que além do Jordão, Deus está. Jamais andaremos em sua ausência.


E esta foi a promessa de Jesus que mudou o curso da história humana. Em Mateus 24, Ele afirmou que a sua igreja seria pressionada, perseguida e odiada em todo o mundo. E em Mateus 28, após entregar a grande comissão aos discípulos, Ele proferiu aquelas santas palavras: "eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28:20).


Talvez você esteja vivendo um momento difícil neste exato instante. Pode sentir-se cercado, sem saída e acuado. Ou talvez esteja cansado, exaurido e sem forças. Lembre-se: a batalha não é apenas sua. O Senhor já entrou nela antes de você perceber. Sua tarefa não é vencer pela força, mas confiar naquele que vence por você. Há muitos exércitos no mundo, mas só um Deus dos exércitos, e Ele caminha à sua frente.


Esta é a verdade ensinada pela Palavra, na qual devemos crer: aquele que sustenta os astros nos céus sustenta também a sua vida. O convite, portanto, é para que nele possamos confiar. Que Jesus aumente a nossa fé, para deixarmos de olhar para além do Jordão com temor e inquietação. Ao contrário, que possamos olhar para o futuro com confiança, sabendo que Deus já está lá, governa todas as coisas e jamais abandona os seus filhos.



ORAR

 Não se esqueça de orar.


Vivemos dias em que a exposição é incentivada, mas a intimidade com Deus é negligenciada. Há pessoas que celebram a sua presença, mas outras se incomodam com a luz que Cristo faz brilhar através da sua vida. Nem toda crítica vem do inferno, mas nem todo aplauso vem de Deus. Por isso, antes de buscar aprovação dos homens, busque a direção do Senhor.


A oração não é apenas um hábito cristão; ela é o lugar onde Deus fortalece os cansados, consola os aflitos, corrige os orgulhosos e prepara os Seus filhos para vencer batalhas que ninguém mais consegue enxergar. Enquanto muitos falam sobre você, o céu espera que você fale com Deus.


A Bíblia nos ensina que a nossa luta não é contra pessoas, mas contra as forças espirituais da maldade (Efésios 6:12). Por isso, não responda tudo. Nem toda acusação merece uma resposta; algumas precisam apenas de uma oração. Quem vive de joelhos permanece de pé quando as tempestades chegam.


Jesus frequentemente se retirava para orar antes de tomar decisões importantes, antes dos milagres e antes da cruz. Se o próprio Filho de Deus priorizou a comunhão com o Pai, quanto mais nós precisamos fazer o mesmo.


Antes de abrir as redes sociais, abra a Palavra. Antes de responder uma mensagem que pode ferir alguém, converse com Deus. Antes de tomar uma decisão, dobre os joelhos. Há respostas que não vêm da pressa, mas da presença de Deus.


Não permita que o barulho do mundo seja mais alto do que a voz do Espírito Santo. A oração muda circunstâncias, fortalece o coração e nos lembra que Deus continua no controle, mesmo quando tudo parece fugir do nosso alcance.


“Orai sem cessar.” — 1 Tessalonicenses 5:17


Que a sua primeira conversa do dia seja com Deus, porque quem aprende a ouvir a voz do Senhor dificilmente será confundido pelas vozes deste mundo.