Delírio, fantasia e acreditar no poder das palavras não aplaina a vida.
Alguém pode repetir um milhão de vezes, “eu posso” “vou conseguir”, “sou capaz”, “tenho fé” e tudo continuará igual.
Frases positivas não nos dão asas de voar, não fazem dinheiro crescer como folhas e não fortalecem anjos para que fiquem mais atentos.
Delírio somado a sonhos mirabolantes não forçam ou torcem a realidade, só porque desejamos muito.
Ninguém enterrou botija de ouro no pé de arco-íris.
Príncipes não passeiam em florestas e nem acordam princesas adormecidas com um beijo.
Fadas não mudam a sorte dura e cruel de crianças torturadas em lares disfuncionais (a não ser que humanos se arrependam e se comportem com amor).
Não existem países perfeitos (nem Israel), não há pessoas irretocáveis, ou culturas copiáveis. O passado mítico, época de ouro, não passa de mentira.
A realidade que nos rodeia é sempre complexa, paradoxal e cheia de solavancos.
Todo relacionamento pode se complicar com a convivência.
Cabem argumentos contraditórios em toda teoria.
Alegria e tristeza se escondem em qualquer riqueza.
Precisamos de fantasias, sim, mas não podemos nos alienar com elas.
Jesus nunca dourou a pílula. Ao convidar pessoas para formar seu discipulado, advertiu:
“Fiquem atentos, pois vocês serão entregues aos tribunais e serão açoitados nas sinagogas. Eu os envio como ovelhas no meio dos lobos.
“Lembrem-se das palavras que eu disse: ‘Nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês’”.
Como seus seguidores não ambicionemos viver em mundo irreal que serve aos interesses religiosos ou políticos.
Transformemos nossa fé em coragem e encaramos a vida como se apresenta: feliz e cruel, serena e turbulenta.
Nossa postura deve ser: Venha o que vier, almejo viver como um carvalho de justiça.