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sábado, 22 de agosto de 2026

DEUS

 Muitas vezes, queremos compreender o que Deus tem preparado para nós sem antes desenvolver uma relação profunda com Aquele que conhece o nosso propósito. 


O relacionamento com o Espírito permite-nos desenvolver discernimento para reconhecer aquilo que vem de Deus, compreender os Seus direccionamentos e perceber os caminhos que devemos seguir. Sem essa sensibilidade, podemos interpretar oportunidades como propósito, confundir movimento com progresso e procurar respostas em lugares onde Deus nunca nos chamou.


Quanto mais profunda for a nossa relação com Deus, maior será a nossa capacidade de compreender aquilo que Ele está a fazer em nós e através de nós. 


Por tanto, antes de procurar saber "o que Deus tem preparado para mim?", é necessário perguntar: "Como está a minha relação com Deus?" Muitas respostas que procuramos sobre o nosso futuro começam na profundidade da nossa comunhão com o Espírito.


MENTE

 A mente humana tem um viés natural pra registrar o que falta. O que não foi, o que não conseguiu, o que ainda não é. E quando você fica muito tempo olhando só pra isso, começa a acreditar que o que falta define o que você é capaz. O impossível vira identidade.


Paulo escreveu Filipenses 4:13 de dentro de uma prisão. Não de um momento de conquista. De dentro do limite, da restrição, do que ele não podia fazer. E foi ali que ele descobriu que a capacidade não vinha de condições favoráveis. Vinha de Cristo.


“Eu posso fazer todas as coisas” não é autoconfiança. É declaração de fonte. Não é “eu tenho capacidade própria pra tudo.” É “em Cristo, nada que Ele me chamar a fazer será impossível.” A diferença é tudo. Uma coloca o peso em você. A outra coloca em Quem é infinito.

RESOLVE

 Tem gente que aprendeu tão cedo a não dar trabalho que, quando cresceu, confundiu independência com nunca precisar de ninguém.


Você resolve.

Você aguenta.

Você cuida.

Você diz “tá tudo bem”.


E todo mundo chama isso de força.


Mas talvez ninguém tenha percebido o preço que você pagou para se tornar essa pessoa.


Na Bíblia, quando Josué recebeu uma responsabilidade enorme, Deus não fingiu que ele não sentiria medo. Pelo contrário: repetiu várias vezes que ele deveria ser forte e corajoso (Josué 1).


E quando Elias chegou ao limite, Deus não começou com uma cobrança. Houve descanso, alimento e cuidado antes de ele continuar sua caminhada (1 Reis 19).


Talvez você precise reaprender uma coisa:


precisar não é incomodar.

Pedir não é fracassar.

Receber cuidado também faz parte da vida em comunidade.


“Levai as cargas uns dos outros.”

— Gálatas 6:2


Só existe um detalhe: para alguém carregar uma parte da sua carga, você precisa parar de esconder que ela está pesada.


E, quando for pesado demais, buscar ajuda profissional também pode fazer parte desse cuidado.


Você tem facilidade para pedir ajuda ou ainda tenta resolver tudo sozinho?



CONHECIMENTO

 Conhecimento

“E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16,17)

Deus é a fonte de todo conhecimento. Estão em Cristo o DNA do universo e todos os decretos feitos na eternidade, antes da fundação do mundo, que regem a existência. O tempo estabelece sequência, mas o único que é eterno, em quem está a própria existência, não há antes e depois. Tudo está perante nele no mesmo "momento". Por isso, a queda, conquanto tenha feito parte dos seus decretos, foi ocasionada pela livre escolha de Adão. O conhecimento gerado no ser de Deus é essencialmente puro e luminoso. Era isso que Adão conhecia antes da queda. Devemos entender que conhecimento gera conhecimento, no sentido de que levará a atitudes condizentes, coerentes e compatíveis com o que esse conhecimento expressa. Significa dizer que há o conhecimento dos princípios e o das obras que produzirá. O conhecimento é a causa, as obras, seu efeito.

Dessa forma, quando pensamos na árvore do conhecimento do bem e do mal, devemos pensar nestes dois aspectos: o conhecimento e suas obras, isto é, seus resultados. Se desobedecesse, o homem não apenas teria acesso ao conhecimento maligno, escanteando aquele estritamente santo, puro e perfeito, mas também teria a experiência do mal. Assim, viveria a consolidação do mal, da desobediência, da revolta contra o Criador. Pois bem, conhecer o mal não é apenas exercício teórico, mas a experiência do mal. Todavia, há outra esfera de conhecimento que também é consequente do mal: os acontecimentos ligados à morte como maldição do pecado, as tristes situações que não estão necessariamente ligadas a atitudes humanas, mas entraram no mundo junto com a morte e o pecado, como doenças, acidentes etc.

Todo sofrimento, causado pelo homem ou não, também é a experiência do mal indicado na árvore do conhecimento. O mundo sequencial no qual existimos, regrado pelo tempo que passa, faz com que não possamos conhecer os resultados das obras dos homens antes de as fazerem. O fato de não saber o que está à frente traz, muitas vezes, a angústia e a insegurança. O ser humano quer ter controle da situação, assenhorar-se da existência. Não quer ser surpreendido com algo que não queira, que não possa "controlar", que possa lhe trazer alguma parcela de sofrimento. Não entende que a ignorância do mal sempre será benção. Certamente, há conceitos malignos não apenas ocorrências do mal. Há ideias totalmente incompatíveis com o ser de Deus. Esta é a definição de mal: tudo o que não se harmoniza ao ser divino.

No entanto, como já vimos, há também a consolidação do mal, sua prática, bem como, as consequências da entrada do pecado no mundo. Tudo isso é o conhecimento do mal. Ignorar o mal é o que devemos fazer, não no sentido de esquecer que ele existe, mas não trazer à mente e ao coração qualquer princípio ou ocorrência do mal. A memória do mal jamais edificará. Não preciso conhecer princípios maus para saber o que é mal! Basta conhecer o bem e rejeitar tudo o que seja diferente disso. Quanto ao mal consolidado em atitudes humanas, bem como, às consequências da entrada do pecado no mundo, servem de advertência que evidenciam o resultado inevitável a todo o que praticar o pecado.

Deus não nos criou para o mal, para o diferente. Ele fez todas as coisas para se harmonizar em seu ser. Não é por acaso que a criação manifesta a glória de Deus. Sua glória é também sua presença. Deus está estampado na Criação, e o homem, sua imagem e semelhança. Reparemos como todas as coisas foram criadas como que “encaixadas” no Criador, ligadas à sua própria imagem. O Senhor permitiu ao homem a mesma escolha do diabo. Adão escolheu o que não estava em Deus, para ser diferente, para ser um deus. Fomos criados para a glória de Deus, para desfrutarmos de sua presença maravilhosa, magnífica e incomparável.

Portanto, não devemos querer conhecer o mal, como princípios e ideias, mas também como prática e efeito. Nossos pensamentos devem estar orientados às coisas boas, que edificam. Pensar nas coisas do alto, não nas que são aqui da terra. Temos a plena certeza de que o mal sempre nos cirandará. O mundo, com seus conceitos pecaminosos, nos tentará constantemente. Há ainda o mal que está em nós mesmos. A partir de nós embora não andemos mais na carne, ela ainda nos assombra com tentações. Além de tudo, há o diabo, ser oportunista, que aguarda, como leão, o melhor momento para dar seu “bote”. Ainda, existem as práticas más que constantemente observamos por parte dos ímpios e as ocorrências que prescindem os atos humanos. Quase todos os dias somos informados de doenças e acidentes naturais que causaram grande sofrimento ou morte.

Achando que pode domar seus próprios atos, a preocupação do crente, frequentemente, está no que está à frente. Muitas vezes, a desconfiança o assalta, e tem vontade de saber o que lhe irá acontecer. Esse desejo certamente encobre a verdadeira motivação: interferir nos acontecimentos. Já imaginaram se o Senhor desse ao homem caído o conhecimento de todos os flagelos de que haverá de sofrer? O caos que seria? Quem se casaria com alguém que sabe que morrerá logo? Ou que terá doença séria, transmissível aos filhos? Quem entraria em um ônibus ou em um avião se soubesse que sua morte se daria por meio de um desses meios? A nós nos cabe apenas existir, ignorando o mal e seus efeitos, isto é, não os ter em nossa mente e coração. Buscar a santificação, para nos afastar do mal moral, de sua prática e do receio das consequências de sua entrada no mundo, confiando em Deus quanto àquilo que está à frente. Conheçamos apenas o bem, não o mal. Tenha em abençoado dia na presença de Jesus 

RESTO

 Que o restante deste ano termine de um jeito que você só consiga dizer: foi Deus.


Existem respostas que não podem ser explicadas pela força humana. Existem portas que ninguém consegue abrir, caminhos que ninguém consegue criar e situações que somente a mão de Deus pode transformar.


“Porque para Deus nada será impossível.” (Lucas 1:37)


Maria recebeu uma promessa que, aos olhos humanos, parecia impossível. Mas aquilo que parecia impossível para os homens estava completamente dentro dos planos de Deus.


Eu profetizo sobre a sua vida: que os próximos meses sejam marcados por direção, favor, restauração, oportunidades e respostas que glorifiquem o nome do Senhor. Que Deus faça aquilo que você não conseguiria fazer sozinho e conduza você a lugares que você não conseguiria alcançar pela própria força.


Quando olhar para trás, você vai reconhecer cada detalhe e entender que a mão de Deus esteve conduzindo a sua história.


O extraordinário não será para a sua glória. Será para que você possa dizer: só Deus poderia ter feito isso.


CASAMENTO

 😂 Casamento é uma das maiores ferramentas de Deus para trabalhar o nosso caráter.


Porque você casa achando que o grande desafio será enfrentar as tempestades da vida juntos…


Até descobrir que a verdadeira batalha pode começar às 2h31 da manhã por causa de um ronco, continuar na escolha do filme, passar pelo clássico “o que vamos comer?” e terminar numa guerra civil por causa do ar-condicionado. 😂


E no meio disso tudo, Jesus olhando para os dois e lembrando:


“Tenham paciência uns com os outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros.” — Colossenses 3:13


No fim, casamento não é encontrar alguém que nunca vai te irritar.


É aprender a amar alguém até nos dias em que você precisa pedir:


“Senhor… segura esse travesseiro aí.” 😂🙏


Marca aqui a pessoa que vive em outra estação do ano dentro da mesma casa que você. 😂👇

COISAS

 Há coisas na Bíblia que são obscuras, difíceis de entender. Mas há coisas na Bíblia ditas com clareza e nós nos fazemos difíceis para aceitar, devido pressupostos e preconceitos que já carregamos conosco. Por exemplo, a Bíblia diz claramente que Deus amou o mundo (Jo 3.16), que Deus quer que todos sejam salvos (1Tm 2.4) e que Ele não quer que alguns se percam (2Pe 3.9). Mas de repente, a partir da Idade Média, alguém começou a dizer que Deus não ama com amor salvífico todo mundo, que Deus só quer que alguns predestinados incondicionalmente se salvem e que Ele quer sim que alguns se percam para que sua misericórdia nos que se salvam seja exaltada. E, no apertar da discussão, é fácil sair pela tangente chamando isso de "mistério". Ahh...

ELISEU

 O servo de Eliseu acordou, olhou para fora e viu a cidade cercada por cavalos, carros e um grande exército, então entrou em desespero e perguntou o que fariam, mas Eliseu estava olhando para a mesma situação e não teve medo, porque o servo via apenas o que estava contra eles, enquanto Eliseu sabia que havia algo muito maior ao redor deles, por isso ele não pediu que Deus tirasse o exército, apenas orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”, e quando Deus abriu os olhos do moço, ele viu o monte cheio de cavalos e carros de fogo. O problema era real, mas a proteção de Deus também era. Quantas vezes nós perdemos a paz porque olhamos apenas para aquilo que está diante dos nossos olhos? Vemos a conta, o diagnóstico, a ameaça, a porta fechada e pensamos que estamos sozinhos, mas essa história nos lembra que nem tudo o que é real pode ser visto. A proteção já estava lá antes mesmo de o servo perceber. Talvez Deus não precise mudar tudo ao seu redor hoje, talvez Ele precise abrir os seus olhos para você entender que aquilo que está com você é muito maior do que aquilo que está contra você. 2 Reis 6:15-17.

ERRADO

 Tem gente que faz o errado e ainda chega esperando aplauso.


Baaná e Recabe assassinaram Isbosete enquanto ele descansava e levaram sua cabeça a Davi, imaginando que estavam entregando uma “boa notícia”. Talvez esperassem recompensa. Encontraram julgamento.


E 2 Samuel 4 deixa uma reflexão desconfortável para os nossos dias: nem tudo que beneficia você veio de uma maneira que você deveria aceitar.


Cuidado com quem destrói alguém e depois aparece dizendo: “Fiz isso por você.”


Cuidado também para não chamar de lealdade aquilo que precisou passar pela injustiça para provar fidelidade.


Na psicanálise, podemos pensar em como o desejo de reconhecimento pode levar alguém a racionalizar atitudes erradas: a pessoa encontra uma justificativa bonita para aquilo que, no fundo, sabe que não deveria fazer.


Davi não precisava transformar o pecado dos outros em degrau para chegar onde Deus já havia prometido colocá-lo.


E fica a pergunta: se para provar que está do seu lado alguém precisa destruir outra pessoa, o que essa pessoa poderá fazer com você amanhã?


Nem todo aliado é leal. Às vezes ele só encontrou em você uma oportunidade.


Salva e compartilha com alguém que precisa refletir sobre isso.

CRENTE

 O crente verdadeiro jamais apostata (parte 2)

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou da graça de Cristo para outro evangelho” (Gl 1.6).

No caso do crente, podemos dizer que há também uma modalidade de apostasia que pode alcançá-lo. Contudo, embora passe pelo mesmo processo, ele jamais se completará em sua vida, simplesmente porque se trata de um eleito de Deus, alguém que o Senhor jamais permitirá que se perca. Dessa forma, também o crente será exposto ao erro, ao engano do pecado. Tanto o mundanismo quanto a heresia poderão ser apresentados a ele como se fosse a expressão da verdade bíblica, mas o ciclo do engano jamais se completará definitivamente em sua vida. Por ser um verdadeiro convertido, a verdade de Deus está nele, o Espírito Santo de Deus, a expressão da pura verdade, habita o seu coração.

Assim, ainda que se deixe enganar pelo pecado, tanto o da heresia quanto o do mundanismo, jamais se perpetuará o engano, ou seja, nunca abraçará definitivamente o erro como se fosse verdade. Esse ciclo nunca se consumará em sua existência. Embora seja capaz de entrar pelo caminho do engano, começar a aceitar a heresia ou o mundanismo, devido ao fato de a verdade estar escrita nas tábuas de seu coração, por causa do Espírito fazer nele morada, logo perceberá seu erro. Não deverá ficar tempo prolongado no mundo. De novo, a verdade brilhará em seus olhos espirituais e perceberá que Cristo não está naquilo que acreditou ser o melhor, ser o certo.

É uma apostasia incompleta, cujo ciclo do engano não se consuma definitivamente. É apostasia temporária, nunca irreversível. Portanto, podemos equacionar a apostasia da seguinte forma:

fé temporária -> apostasia completa e definitiva;

fé verdadeira -> apostasia temporária parcial.

No entanto, reparemos em um ponto também muito importante quanto à apostasia. Identificamos que, de forma geral, a apostasia pode se manifestar tanto no abraçar o mundanismo, a vida em pecados escancarados, quanto na assimilação de heresias, doutrinas falsas e diabólicas que não correspondem aos ensinamentos de Cristo. É importante entender que apostasia não implica necessariamente o abandono da igreja, mas sim da verdade. Colocando isso de outra forma, aquele que apostata não abandona obrigatoriamente a comunhão dos irmãos. No caso de abraçar o mundanismo, isto é, quando aquele que se diz crente assume pecados escancarados, é comum que ele abandone a igreja, por perceber que seu modo de vida fere o comportamento geral adotado pela comunidade.

Há também aqueles que “modernizam” sua interpretação, acreditando que são outros tempos e que hoje, muito o que se dizia ser pecado de fato não é. Dessa forma, mesmo praticando coisas bárbaras e reprováveis, são capazes de permanecer na igreja vivendo a apostasia. Contudo, no caso dos que abraçam heresias, esses irremediavelmente continuam na igreja, lutando por impor seu entendimento falso, errado e enganoso. Por isso, percebam que o melhor para a igreja é que o apóstata não permaneça. Que ele vá para o mundo, onde parece ser o seu lugar. “Parece”, porque se for, de fato, um crente, logo perceberá seu erro e retornará para os braços da Pai eterno. O pior tipo de apostasia e o pior tipo de apóstata são, respectivamente, aquela que é produzida dentro da igreja e aquele que permanece na igreja. A permanência de ideias contrárias às Escrituras no seio da igreja e daqueles que as defendem sempre trará enorme prejuízo.

Reparemos como o engano está bem caracterizado em nosso verso. Os judaizantes não estavam apresentando “outras verdades”. Eles não estavam falando abertamente “contra o evangelho”. O diabo trabalha geralmente com meias-verdades. Ele sempre quer dar algum “ar” de autenticidade àquilo que diz. Chega, até mesmo, a usar a Bíblia, como aconteceu quando tentou nosso Senhor no deserto. O que os judaizantes apresentavam era “outro evangelho”, algo que soava como mais verdadeiro, um evangelho melhor do que aquele que Paulo anunciou. É o engano! Paulo mostra-se presentemente alarmado, consternado, assustado, com a facilidade e a rapidez com que as igrejas da Galácia foram enganadas, assumindo a apostasia. Tratando-se de igrejas recém-fundadas, eram crentes novos na fé, presas fáceis e mais susceptíveis aos desvios e enganos. No entanto, um eleito jamais se perderá!

Alguém poderia argumentar: “então, por que Paulo se apressa para corrigir o problema? Ninguém que não é eleito se perderá”. Sim, é verdade! Nenhum eleito se perderá! Entretanto, muitos atritos, pecados, alguns com sequelas irreversíveis, muito sofrimento, poderão ser evitados, impedindo que o verdadeiro crente entre pelo caminho da apostasia. De igual forma, a apostasia interfere e atrasa o avanço do reino. Deve ser tratada e erradicada. Uma igreja inteira pode apostatar. Hoje, temos o triste exemplo da PCUSA (Presbyterian Church of United States), que já foi a maior denominação presbiteriana dos Estados Unidos. Há várias denominações presbiterianas estadunidenses. A PCUSA nem mesmo pode ser chamada de igreja cristã. Admite a salvação por outros meios que não seja Jesus, aceitou a homossexualidade, ordena pastores gays e pastoras lésbicas. Como se dá a apostasia de uma denominação inteira? Quando as gerações que nascem vão abandonando e transformando a fé que receberam de seus pais. Temos, então, uma reação em cadeia. Uma geração que vai se distanciando da fé bíblica gera filhos ainda mais distantes, que gerarão filhos ainda mais afastadas, e assim até que pontos centrais do evangelho sejam completamente abandonados.

Há verdades centrais e verdades periféricas quanto ao ensinamento bíblico. Se você tem que apenas molhar ou afundar alguém da água para ser batizado, é periférico. Assim também quanto ao sistema de governo, se por presbíteros ou por assembleia. Porém, se a salvação é unicamente pela graça ou se pelas obras humanas, se Cristo é Deus-homem, se Deus é Trino, se a salvação ocorre exclusivamente através de Cristo, por exemplo, são pontos centrais, que se forem adulterados, faz com que aquilo que será pregado não seja mais evangelho.

É nítido o processo de secularização, que é também processo de apostasia, que assola a igreja atual. Basta lembrar de seus pais e avós crentes! Compare a devoção dos antigos crentes com a dos atuais. Veja se sua vida mostra a mesma dedicação, a mesma intensidade de fé. Olha para seus filhos! Note se eles seguem com o mesmo ímpeto essa fé verdadeira. Sabemos que a igreja que haverá no retorno de Jesus, aquela que existirá tranquilamente na sociedade dos homens, será completamente apóstata. A verdadeira igreja funcionará escondida e clandestina. Contudo, a inevitável paganização do mundo não diminui nossa responsabilidade com nossa própria vida, com nossa família, com nossa igreja. Sejamos fiéis! Há um único evangelho. Qualquer coisa diferente é apostasia. Tenha um abençoado dia na companhia de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

ASSIM

 “Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.”

(Jó 42:12)


Vivemos em um mundo onde perdas e injustiças são quase inevitáveis.

Talvez você já tenha sido traído, enganado, humilhado ou lesado de forma tão profunda que parecia impossível se levantar novamente.

Essas feridas são reais. Mas há uma verdade ainda maior: nenhuma perda é definitiva quando Deus é o Autor da sua história.


Jó sabia o que era perder tudo. Ele viu sua saúde desmoronar, seus bens se perderem, sua família partir e sua reputação ser destruída. Aos olhos humanos, era o fim.

Mas não era o fim para Deus.


No tempo certo, o Senhor interveio.

Não apenas restaurou o que Jó havia perdido, mas lhe deu o dobro.

Mais do que isso, Jó conheceu a Deus de forma tão profunda que disse:


“Antes eu Te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos Te veem.” (Jó 42:5)


A restituição de Deus não se limita a bens materiais.

Ela alcança áreas que o dinheiro não compra:

 • Cura interior.

 • Renovação da fé.

 • Intimidade verdadeira com o Pai.


Talvez hoje você se sinta injustiçado, traído ou em ruínas.

Talvez olhe para sua vida e não veja possibilidade de reconstrução.

Mas o mesmo Deus que reescreveu a história de Jó é o Deus que reescreve histórias até hoje.


Quando Deus decide restaurar, Ele não devolve igual — Ele devolve melhor.

E quando Ele muda o rumo da vida de alguém, não sobra dúvida de que foi a mão dEle.


Por isso, não coloque sua esperança nas pessoas nem se prenda ao que perdeu.

O Deus que você serve é especialista em transformar perdas em multiplicação, dor em propósito, lágrimas em risos e vergonha em honra.


O último capítulo da sua história ainda não foi escrito. E, quando for, será maior e melhor do que o primeiro.


ATITUDES

 Eu tenho pensado muito sobre isso: muita gente quer crescer, prosperar, liderar, ter o próprio negócio, viver coisas maiores, mas ainda não entendeu que o futuro começa nas pequenas atitudes de hoje. É muito fácil olhar para o outro e perceber o que ele deixou de fazer, quanto tempo parou, onde falhou, o que esqueceu. Difícil é usar a mesma régua para olhar para nós mesmos. Quanto tempo eu perdi no celular? Quanto tempo resolvi coisas pessoais no horário de trabalho? Quantas vezes vi algo que precisava ser feito e pensei: “não é minha função”? Quantas vezes ajudei alguém, mas depois usei aquilo como argumento para cobrar? A Bíblia diz: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens.” Colossenses 3:23. E isso mexe comigo, porque trabalhar como para o Senhor não é fazer de conta que está tudo certo quando não está. Quem erra precisa ser corrigido, quem não faz sua parte precisa aprender responsabilidade, ninguém tem que viver carregando o trabalho dos outros. Mas também não podemos usar a falha de alguém para diminuir a nossa entrega. Tem gente que trabalha olhando para o relógio. Tem gente que trabalha olhando para o que o outro fez. E tem gente que olha para o que precisa ser feito. É essa mentalidade que prepara alguém para crescer. Quem quer ter algo grande um dia precisa aprender a cuidar bem do pequeno hoje. Precisa ter iniciativa, responsabilidade, humildade para aprender, maturidade para receber correção e disposição para ajudar sem transformar tudo em uma conta. Cargo maior não cria caráter. Dinheiro não cria responsabilidade. Ter o próprio negócio não muda uma pessoa da noite para o dia. O que você vai ser lá na frente começa a aparecer na forma como você trabalha hoje. Talvez ninguém veja tudo. Talvez ninguém elogie. Talvez ninguém reconheça. Mas Deus vê. E se a nossa fé realmente faz parte da nossa vida, ela também precisa aparecer no nosso trabalho, na nossa postura, no nosso compromisso e na maneira como tratamos aquilo que foi colocado nas nossas mãos.


FERIDA

 Há feridas que não cicatrizam porque continuamos revisitando a cena, repetindo a ofensa e esperando que o passado nos dê uma explicação que talvez nunca venha.

Liberar perdão não muda o que aconteceu. Muda o lugar que aquilo ocupa dentro de você.

Perdoar é entregar a Deus aquilo que você não consegue resolver sozinho. É abrir mão da necessidade de justiça pelas próprias mãos e confiar que Deus conhece cada lágrima, cada injustiça e cada detalhe que ninguém viu.

E talvez hoje você não consiga dizer: “Eu esqueci”.

Tudo bem. Perdão não é amnésia.

É escolher, mesmo com lágrimas, não alimentar mais o ressentimento..

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