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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

ORACAO

Ore uma gota de oração acalmar um oceano de tempestade.


O SENHOR, Cujo poder é infinito e cuja sabedoria é infalível, Que nenhum acontecimento possa me deter ou desencorajar, nem ser obstáculo ao progresso da tua causa;


Coloca-se entre mim e toda disputa, que nenhum mal aconteça, nenhum pecado corrompa meus dons, zelo, serviço;


Que eu possa tazer o que deve ser feito e não qualquer outra invenção tola de minha própria vontade;


Não me permita laborar numa obra que tu não hás de abençoar, que eu possa servir a ti sem desabono ou falta;


Deixa-me habitar no mais secreto lugar debaixo da tua sombra, onde há segura proteção impenetrável da seta que voa de dia, da peste que anda na escuridão, das altercações verbais, da maliciosa vontade perversa, da chaga da conversa grosseira, das companhias traiçoeiras, dos perigos da mocidade, das tentações da vida adulta, dos lamentos da velhice, do medo da morte.


Dependo completamente de ti para apoio, conselho, consolo.

Sustenta-me por teu Espírito, e que eu não venha a pensar que é o bastante ser preservado de cair, mas possa sempre seguir adiante, sempre abundando na obra que tu me deste a fazer.


Fortalece-me por teu Espírito que habita em mim para todo propósito da minha vida cristã.


Todas os meus tesouros eu confio à sombra da segurança que está em ti — meu nome renovado em Cristo, meu corpo, alma, talentos, caráter, meu sucesso, esposa, filhos, amigos, trabalho, meu presente, meu futuro, meu fim.


Toma-os, são teus, e eu sou teu, agora e sempre.

VOZ

 Jairo escutou duas vozes e teve que escolher a qual escutar. A primeira, dos servos em Lucas 8:49, “Sua filha morreu.” A segunda, de Jesus em vs. 50 “Não tenha medo.”

Precisamos saber o que Jesus fará quando confiarmos os nossos filhos a ele. Na história de Jairo, Jesus uniu a família. Em versículo 51 “…(ele) não deixou ninguém entrar com ele, exceto Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da criança.” Ele baniu a descrença, os que zombavam. “Ele, porém, ordenou que eles saíssem. Mas ele a tomou pela mão e disse: ‘Menina, levante-se!’” (Lucas 8:53-54).

Deus tem um coração para pais sofridos. Afinal, Deus também é pai. Continue entregando seu filho a Deus e, no tempo certo e da maneira certa, Deus lhe devolverá o seu filho.

REFÚGIO

 Deus é o nosso refúgio

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações” (Sl 46:1).

É curioso que uma das figuras que os salmos utilizam para retratar Deus em seu contato com os homens é a de "refúgio". Torna-se até mesmo irônico, pois o ser humano fugiu do Criador no princípio, aquele que se constituiu como fonte de todo bem e felicidade, com quem deveria viver em união indissolúvel. A grande contradição, assim, se estabelece: aquele sumo bem de quem o homem se evadiu, contra quem se revoltou originalmente, agora se constitui "refúgio".

A insurreição do homem contra o Criador foi, na verdade, usurpação. O que o diabo propôs para Eva não foi apenas desobedecer, mas ser um deus para si. Dessa forma, o lugar de Deus na existência humana iria ser ocupado pelo próprio homem. Dizendo isso de outra forma, ao invés de viver como criatura que era, o homem passou a viver como um deus. Na prática, implica dizer que o mundo criado e ordenado por Deus agora passou a ser um mundo de homens, orientado para os planos e prazeres humanos, não mais para a glória de Deus, mas para a glória dos homens.

Nisto está mais uma contradição da existência humana: a busca da glória foi sua própria ruína. Ao se estabelecer como centro de tudo, como alvo primeiro e último de tudo o que faz, o pecador se afasta mais e mais de Deus, deixando de experimentar a genuína glória. É necessariamente assim, pois não há glória à parte ou fora de Deus. Toda glória já é dele, pertence unicamente a ele. Fomos originalmente criados para compartilhar a glória divina. O Senhor reparte sua glória conosco.

A tentativa do homem de gloriar-se em si mesmo é impossível, pois a criatura é incapaz de produzir glória. Esta pertence unicamente ao Criador por seus próprios atos. A glória que se vê no homem, em todos seres criados e na Criação de forma geral, não pertence aos seres, mas àquele que os criou. É glória de Deus no homem, glória de Deus na Criação. Daí a bela expressão de Calvino, quando diz que "a Criação é palco da glória de Deus".

O desejo humano de se gloriar está no cerne do pecado, de sua autodivinização. Por isso, aprecio a definição de pecado de Jonathan Edwards, quando diz que "pecado é roubar a glória de Deus ". Essa afirmação aprofunda nossa compreensão, pois destaca aquilo que é o motor e a causa de toda desobediência, de toda transgressão e inconformidade com a Lei: o desejo de ser um deus, o centro e o objetivo de todas as coisas, de tudo o que se faz.

A ideia de "refúgio" pressupõe adversidades. Se preciso me refugiar é porque há alguma situação de perigo ou dano que se acerca. Deus, que era originalmente nosso Éden, o que dava sentido e conteúdo ao paraíso como lugar de vida e felicidade plenas, agora é para nós lugar para onde fugimos das agruras e tristezas desta terra, um esconderijo das tribulações deste mundo.

Deus se estabelece como um "lugar" onde nos sentimos seguros. Mais uma vez a figura do Éden é sugestiva. Mesmo em nossos pecados o Senhor nos atraiu para ele, para sua obra de redenção. Pagando nossa dívida, nos restaura plenamente na morte e ressurreição, recompondo assim o sentido original da existência na união perene com o Criador na eternidade divina. Jesus é o significado do Éden, em quem o sentido do Éden se cumpre. Em suas duas naturezas como Deus e homem, em seu ser a humanidade e a divindade se encontram e se fundem eternamente. Não há como separar mais Deus dos homens e os homens de Deus.

Nossa experiência com o Senhor sempre será traduzida na dinâmica da chamada tensão escatológica do “já” e do “ainda não”. Dizendo isso de outra maneira, a obra de Jesus em nossa vida já está consumada, pois já somos salvos, mas, ao mesmo tempo, ainda não está consumada, pois não vivemos a plenitude no novo céus e nova terra. Aplicando tal princípio ao que temos dito, podemos dizer que já estamos no lugar de refúgio, no esconderijo do Altíssimo, mas também é verdade que implica para nós um constante retorno ao Senhor. Nossos pecados nos afastam de Deus. Por isso, na medida em que nos distanciamos de Jesus por nossos próprios pecados, é nossa responsabilidade buscá-lo no mais profundo e revigorante arrependimento, fazendo morrer nossa natureza terrena. Estamos em Deus como nosso refúgio, mas também nos encontramos constantemente retornando a ele, ouvindo sua voz graciosa e desfrutando de seu perdão.

Entreguemo-nos a uma vida de adoração diária, com momentos específicos de comunhão, mas também dedicando cada momento para a glória de Jesus. Para longe de nós o pecado, tudo o que nos afasta de Deus, priorizando a obediência e o relacionamento com pessoas que nos aproximem do Senhor. Essa é nossa parte para habitarmos em Cristo como nosso eterno lugar de refúgio. Tenha um excelente dia na presença de Jesus 

FIM

 "Essa frase reflete a idéia de que o término de um relacionamento, geralmente não ocorre por falta de amor, mas sim pelo limite do sofrimento emocional, a exaustão de tentar, a falta de reciprocidade ou o desrespeito. 

Desistir do que dói é um ato de coragem e autocuidado, não de fraqueza. 

O Amor Permanece: O sentimento de amor continua existindo, mas a pessoa desiste da situação que machuca, da indiferença, da inconstância ou da pessoa que não sabe amar de forma sadia.

Limites da Resistência: As pessoas desistem quando percebem que estão amando "por dois", esgotando suas forças e vivendo em um cenário de dor, ao invés de crescimento.

Força e Recomeço: Desistir do que dói, permite valorizar o amor-próprio e abrir espaço para relações mais saudáveis e recíprocas. 

Em suma.., é um processo de renúncia à dor para preservar a dignidade,a paz interior, anular o amor-próprio

AMOR

 "Não construa um AMOR cobrindo vazios que só você mesmo é capaz de preencher. Ame-se primeiro, conheça suas virtudes, compreenda seus defeitos alimente diariamente o seu amor próprio!

Ame-se o suficiente para que quando amar alguém, este venha para somar e não apenas completar o que faltava.



CONSERVADA



Chamam de ultrapassado, riem, fazem desfile, viram fantasia... mas não entendem: Num mundo onde tudo estraga rápido, valores, promessas e casamentos, Deus ainda preserva aquilo que é colocado nas mãos dEle. 


Não somos perfeitos. Somos guardados. Somos conservados pelo Amor de Deus, protegidos pela Graça e sustentados todos os dias por Aquele que segura nossa casa de pé, Jesus!


Porque aquilo que Deus conserva, o tempo não estraga e a opinião não derruba.


A verdade é que os únicos valores capazes de sustentar e restaurar a família não nascem da cultura, da política ou das emoções humanas estão enraizados na revelação eterna de Deus nas Escrituras. 


A Bíblia não apresenta apenas conselhos morais, mas um fundamento espiritual: nela aprendemos que a família é aliança, não conveniência; compromisso, não sentimento passageiro; serviço mútuo, não disputa por direitos.


Quando a Palavra é abandonada, a família perde o eixo, porque perde a referência do amor sacrificial, do perdão constante, da autoridade responsável e da graça que reconcilia. 


Mas quando Cristo é o centro do lar, a cruz ensina o marido a amar com entrega, a graça ensina a esposa a perseverar em fidelidade, e o evangelho ensina os filhos a honrarem e a obedecerem. A família deixa de ser apenas uma estrutura social e passa a ser um testemunho vivo da obra de Deus.


Não é a modernidade que salva a família, nem a tradição por si só é a verdade de Deus vivida no cotidiano, no altar secreto, nas orações simples, no perdão oferecido antes do orgulho e no amor praticado antes das palavras.


Se queremos lares restaurados, precisamos voltar às raízes.

E as raízes sempre estiveram na Palavra.

FAMILIA Ii

 


Recentemente, uma representação carnavalesca utilizou a imagem de uma “família conservadora” inserida em uma lata de conserva. A proposta, claramente sarcástica, recorreu à caricatura para sugerir que o conservadorismo aprisiona, engessa ou isola. A sátira, como linguagem artística, é legítima dentro da dinâmica cultural. Contudo, quando um símbolo tão estruturante da experiência humana é reduzido à zombaria, surge uma oportunidade necessária de reflexão. Ainda mais para nós que somos uma família e uma igreja !! 


*A família não é uma invenção ideológica*, nem um conceito descartável moldado apenas por tendências históricas. 

Ela é uma das mais antigas, universais e resilientes instituições humanas. Antes de sistemas políticos, correntes filosóficas ou modelos econômicos, já existia a família, espaço primário onde a vida é acolhida, a identidade é formada e o caráter é nutrido.

Sob a perspectiva bíblica, a família não é descrita como uma estrutura opressiva, mas como um organismo vivo de relações, alianças e responsabilidades. 

É o ambiente onde se aprende o significado do cuidado, da honra, do limite, da disciplina, do perdão e do amor. 

Não é apenas um agrupamento doméstico; é um ecossistema afetivo, moral e espiritual.

O conservadorismo bíblico, frequentemente mal compreendido, não se define pela rejeição do novo. 

Ao contrário, se olharmos para a história e para a sociedade vermos que o *verdadeiro conservador não combate o avanço, mas protege fundamentos para que o novo não se torne destrutivo.* Conserva-se aquilo que é essencial para que o futuro tenha base, direção e equilíbrio.

Conservar não é fossilizar, preservar não é paralisar.

Valorizar raízes não é negar crescimento.

Toda sociedade que rompe completamente com seus fundamentos corre o risco de perder não apenas tradições, mas referências que sustentam coesão, pertencimento e estabilidade emocional. 

O conservadorismo, em seu sentido mais virtuoso, atua como guardião de princípios que impedem que a liberdade se transforme em fragmentação e que a inovação se converta em vazio.

A crítica sarcástica costuma construir a ideia de que uma família conservadora é uma *“lata fechada”.* 

Mas essa metáfora ignora uma realidade mais profunda, famílias estruturadas em valores sólidos não aprisionam, elas sustentam. 

Não restringem a vida, a orientam. 

Não sufocam o indivíduo, o fortalecem para o mundo.


Uma família saudável é o primeiro espaço de segurança emocional.

É onde o ser humano encontra abrigo antes de enfrentar o caos externo.

*É onde se aprende que liberdade sem responsabilidade é instável*,

e que amor sem compromisso é frágil.


O conservadorismo bíblico afirma que vínculos importam. 

Que promessas possuem peso. Que gerações se conectam. Que pais não são apenas provedores biológicos, mas referências existenciais. 

Que filhos não são produtos da vontade, mas heranças de propósito. 

Que o amor se expressa não apenas em sentimento, mas em permanência, renúncia e fidelidade.

Ridicularizar a família pode parecer, à primeira vista, apenas humor ou crítica social. 

Mas, em camadas mais profundas, revela uma tensão contemporânea, da dificuldade de reconhecer que estruturas estáveis continuam sendo necessárias em um mundo que celebra a fluidez.


Sem família fortalecida, a sociedade adoece.

Sem vínculos consistentes, identidades se tornam frágeis.

Sem referências duradouras, relações tornam-se descartáveis.


O conservador não teme o novo, *teme o novo sem alicerce.*

Não rejeita mudanças , rejeita mudanças que dissolvem o essencial.

Não combate a evolução, combate o esvaziamento dos fundamentos.

Talvez o ponto mais honesto dessa reflexão seja este que uma família conservadora, em sua melhor expressão, *não é uma estrutura fechada, mas um lugar de raízes profundas e horizonte amplo.* 

Não é confinamento, é sustentação. 

Não é atraso, é continuidade. 

Não é resistência cega, é discernimento.


Porque aquilo que possui raiz suporta o vento.

Aquilo que possui fundamento sustenta o peso do tempo.

Aquilo que possui identidade atravessa gerações.


No fim, a questão não é estética, nem carnavalesca, nem ideológica.

*É civilizacional.*


*Que fundamentos desejamos preservar para que o futuro não perca o sentido de humanidade?*


FAMILIA

 EU PREFIRO MINHA FAMÍLIA EM CONSERVA.

FAMÍLIA TRADICIONAL ( SOMOS ) 

Josué 24:15 “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”


Vivemos uma geração que quer ganhar o mundo… enquanto perde a própria casa.


Gente que protege a agenda, protege o ministério, protege a imagem, protege seguidores mas não protege a família.


E Deus nunca chamou ninguém para conquistar multidões enquanto seus filhos se tornam órfãos emocionais dentro da própria casa.


“Eu prefiro minha família em conserva.”


Sim. Conservada.

Guardada.Protegida da contaminação de um sistema que celebra sucesso público e tolera fracasso privado.


Porque existe algo que poucos entenderam:


O primeiro altar que Deus observa não é o púlpito é a mesa da sua casa.


Antes de existir igreja organizada, Deus estabeleceu família.

Antes de existir templo, existia lar.

Antes de existir ministério, existia aliança doméstica.


Mas hoje muitos vivem o inverso:

salvam cidades e perdem filhos,

aconselham casais e destroem o próprio casamento,

pregam sobre amor enquanto o ambiente em casa está frio.


E o céu não chama isso de sacrifício.

Chama de desordem.



📌Família em conserva não é família isolada.

É família preservada.


Preservada de conversas que corrompem.

De prioridades que roubam presença.

De um evangelho que funciona no palco, mas não funciona no jantar.


Porque a verdade é dura:


O maior fracasso espiritual não é cair em público é negligenciar em silêncio quem Deus confiou primeiro.


Josué não disse:

“Eu e a nação serviremos ao Senhor.”

Ele disse:

“EU E A MINHA CASA.”


A guerra espiritual começa dentro das paredes do lar.

A autoridade espiritual nasce na convivência diária.

O caráter que sustenta o chamado é forjado onde ninguém aplaude.


Talvez você esteja tentando crescer rápido demais fora…

enquanto Deus está esperando você restaurar dentro.


Porque no fim, não será perguntado quantas pessoas você alcançou,mas quem permaneceu inteiro ao seu lado enquanto você caminhava.


Deus não procura homens e mulheres famosos.

Procura casas firmes.


E às vezes, o ato mais profético que alguém pode fazer hoje é simples:


Desligar o mundo…

e voltar para casa.



VOCÊ

 Sei que você já experimentou dores que pareciam injustas demais. Eu já. Aqueles momentos em que o chão se abre, que os planos se despedaçam e o coração não entende o porquê. Você deve lembrar disso, não é?


A gente clama, questiona, tenta encontrar sentido... e o céu prefere permanecer em silêncio. E só mais tarde, quando a poeira baixa e o coração amadurece, é que percebemos: Deus nunca perdeu o controle. Ele apenas estava nos conduzindo, com mãos firmes e invisíveis, ao lugar que o conforto jamais nos levaria.


A verdade é que algumas feridas são pontes. Algumas perdas, livramentos. Algumas humilhações, empurrões para o propósito. Aquilo que parecia nos destruir, na verdade, estava nos lapidando, tirando o que era excesso, orgulho, autossuficiência, até que restasse apenas o essencial: a dependência dEle. Ouvi esses ensinos nos últimos dias e pensei no quão era importante compartilhar.


Então, se tudo o que aconteceu te aproximou de Deus, não foi castigo... foi graça disfarçada. Foi amor em forma de dor.

Vi uma mensagem que dizia: “O tempo de Deus é para mim, não para Deus”. Pensei nisso alguns minutos e, é verdade.

Quem precisa de tempo pra enxergar o propósito e se posicionar somos nós, não Deus. Ele tá pronto pra executar, nós que demoramos a entender.


Porque, no fim, não existe injustiça quando o resultado é o encontro com o propósito. Tudo o que te fez se ajoelhar foi, na verdade, o que te ensinou a permanecer de pé.

TEMPESTADE

 Nem toda tempestade vem para destruir.

Algumas vêm para revelar em quem realmente confiamos.


Mas, durante a bonança nossa fé pode adormecer. E fácil se sentir no controle quando o céu esti limpo, quando as contas estão pagas, os relacionamentos estão bem e o coração está em paz. Mas basta o vento mudar, o diagnóstico vir, a porta se fechar ou a alma sangrar... para percebermos quão frágeis somos e quão real é a nossa necessidade de Deus.


Jesus nunca prometeu ausência de tempestades, Ele prometeu presença. E há algo de sagrado nesse tipo de dor que nos arranca o chão, porque é nela que redescobrimos o altar. Quando as lágrimas são tantas que faltam palavras, é aí que o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

Quando tudo parece em silêncio, Ele está lá, ensinando que

Sua graça ainda é suficiente.


A tempestade não apenas revela a força do barco, mas o valor do capitão. E quanto mais as ondas se levantam, mais você se agarra a Jesus, não como uma ideia, mas como a única âncora possível.


Diante dos ventos contrários, não devemos amaldiçoar o céu.

Talvez seja exatamente essa tribulação que vai tirar o que é superficial e trazer de volta o que é essencial. Talvez seja essa dor que vai nos curvar, mas também vai nos fazer olhar para cima.


Não, não é fácil agradecer pela tempestade. Mas um dia entendemos que ela não veio para nos afogar. Mas para nos fazer andar sobre as águas de mãos dadas com Jesus.

E quando isso acontece, não teremos apenas sobrevivido. Mas também amadurecido. Teremos conhecido a profundidade do amor de Deus, de aprendido a ser grato... até pela dor. Porque ela nos levará para mais perto dEle.

ÂNIMO



Nessa série devocional temos refletido sobre relacionamentos. Falamos sobre amigos e inimigos, ambientes hostis e promotores da paz, pecado e perdão, e situações complexas que precisam ser restauradas. Hoje é o último dia da série e desejo concluir com uma palavra de ânimo no Senhor. 


Certamente alguns de vocês estão passando por problemas que parecem sem solução, situações que promovem grande angústia e abatimento. Gostaria, assim, de lembrar das palavras de Jesus no capítulo 16 do evangelho segundo João.


Esse capítulo é cheio de duras e maravilhosas revelações. Jesus fala aos discípulos que haverá sofrimento e perseguição contra o seu povo, mas que será enviado o Consolador, que guiará a igreja de Cristo. Alerta sobre embates e crises, fala da sua ida aos céus e conclui com essas palavras: "Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (v.33). 


Jesus alerta sobre a realidade da vida neste mundo caído: passaremos por aflições! E essas aflições se manifestam de formas diferentes em momentos diferentes. Podem ser enfermidades físicas, abatimentos emocionais ou situações relacionais complexas. Podem ser dores do corpo ou da alma. O certo é que ninguém passará pela vida sem experimentar algum tipo de aflição, visto estarmos em um mundo caído, que jaz no maligno. A luta é certa e não é fácil. Muitas vezes prolongada demais. 


Mas ao alertar sobre as aflições, Jesus antes já expressa o seu propósito: "Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim [...]". Mesmo em meio às aflições, Ele é o Senhor da paz e deseja encher nossos corações com essa paz. Não a encontraremos em nenhum outro lugar ou nenhum outro nome, exceto no nome e nas palavras de Jesus. Nele, é possível encontrar descanso no meio da tempestade e paz em meio à aflição.  


Ele encerra dizendo "tende bom ânimo"! Em outras palavras, "anime o seu coração", "renove as suas forças"! E deixa claro que este bom ânimo em meio às aflições é possível porque Ele venceu o mundo. Minha oração é que você confie em Jesus o suficiente para encontrar paz e descanso, mesmo enfrentando aflições e desafios. Portanto, em Cristo Jesus, tenha bom ânimo!


Encerramos, assim, a nossa série sobre relacionamentos fortalecidos. Permitindo o Senhor, iniciaremos amanhã uma nova série devocional sobre um dos assuntos mais importantes em nossos dias: Contentamento! Caminhe comigo, e convide outros também para essa jornada, a fim de buscarmos em Deus o sincero e profundo contentamento de coração.

DESEJO

 L

O desejo de aperfeiçoamento está bem presente em meu cotidiano. Quando fecho os olhos imagino um horizonte infinito que me desafia a ir em frente, superando as limitações próprias do ser humano. Não abro mão de sonhar, de empreender e de inovar. Afinal, crescer não é acumular experiências, mas discernir o que faz bem à alma e o que a corrói por dentro. Muitas vezes, o que adoece o espírito não é um acontecimento isolado, mas sentimentos alimentados em segredo, ressentimentos guardados como defesa, culpas que já cumpriram seu papel e continuam ocupando espaço. O coração humano tem a tendência de conservar dores antigas, como se soltá-las fosse perder parte da própria história. No entanto, há memórias que precisam ser visitadas apenas para serem libertadas. Evoluir exige coragem para reconhecer o que intoxica os pensamentos, o que endurece as palavras, o que enfraquece a fé. Deus não habita onde há perfeição, mas onde há disposição para purificar o interior. Esse banimento não é negação da realidade, é escolha consciente de não permitir que o negativo dite o rumo da vida. Há relações que precisam ser revistas, hábitos que pedem transformação, atitudes que já não combinam com o que se deseja ser. O espírito adoece quando se alimenta de comparação constante, de inveja silenciosa, de orgulho que impede o perdão. Libertar-se desses pesos não acontece de uma vez, é processo paciente de vigilância interior. Cada pequena decisão de não reagir com dureza, de não insistir no que fere, de não cultivar pensamentos destrutivos é um passo de amadurecimento. A verdadeira evolução não faz barulho, mas traz leveza. O coração começa a respirar melhor quando deixa de carregar o que não lhe pertence mais. Deus acompanha esse trabalho silencioso, fortalecendo a vontade de recomeçar por dentro. E pouco a pouco, o que antes pesava se dissolve, abrindo espaço para uma vida mais límpida, mais lúcida, mais alinhada com o bem. Evoluir, então, deixa de ser meta distante e se torna uma escolha diária de cuidar do próprio espírito com honestidade e amor. Que o processo de evolução seja algo natural e sempre presente. Vale a pena. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CASAL

 Quando dois corações se unem para falar com o Pai, eles não estão apenas trocando palavras, estão entrelaçando suas almas diante do Criador.

A oração de um casal  é um fio invisível que os liga ao coração de Deus, O momento mais íntimo de um casal é quando ambos estão orando junto.

E nesse lugar secreto que o amor se torna sagrado, onde promessas se firmam não apenas com beijos, mas com lagrimas, mãos dadas e joelhos no chão. Um casal que ora junto não está apenas pedindo por bênçãos, está dizendo a Deus: “Queremos Teu coração no centro do nosso lar.

Nos dias bons, a oração é gratidão compartilhada. 

Nos dias difíceis, é abrigo. Quando um dos dois já não tem forças para orar, o outro segura firme, e juntos sustentam a fé que um dia prometeram cultivar. A oração os lembra que não precisam vencer sozinhos, que existe um lugar onde o orgulho da lugar ao perdão, onde o silêncio é preenchido pela paz que só o céu pode trazer. É nesse lugar que o amor se ajoelha... e aprende permanecer.

Porque casais que oram juntos não são apenas parceiros, são guerreiros espirituais. O mundo pode até tentar separar, mas o céu os mantém unidos. Pois onde há oração, há presença de Deus. E onde Deus habita, o amor nunca perde seu fôlego.