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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

GENTE

 Tem dias em que a gente termina a noite sorrindo por fora, mas por dentro ficou alguma coisa fazendo barulho.


Um pensamento estranho. Uma preocupação que cresceu demais. Uma sensação que você nem conseguiu explicar para ninguém.


E talvez o que você mais precise hoje não seja de respostas rápidas, mas de não ficar sozinho dentro da própria cabeça.


Deus também cuida através de pessoas. Às vezes, aquela ligação inesperada, aquela mensagem na hora certa, alguém que senta do seu lado e simplesmente escuta pode se tornar um abraço de Deus no meio de um dia difícil.


O Salmo 34:18 diz que o Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado.


Talvez a oração de hoje seja esta: “Senhor, coloca perto de mim as pessoas certas. E me dá coragem para não me fechar quando eu precisar de ajuda.”


Você não precisa resolver tudo nesta noite.


Mas não faça silêncio sobre aquilo que está pesado demais para carregar sozinho.

PAI

 

“Nunca movas uma linha fronteiriça antiga nem tentes tomar terras que pertençam aos órfãos. Pois têm um poderoso protetor, um redentor amoroso, que os protege, e ele defenderá a sua causa.” (Provérbios 23:10-11 TPT)


O Pai não se alia àqueles que tentam enganar os outros e roubar-lhes a herança. Nunca tolera a autopromoção à custa dos outros. Ele lidera sempre com justiça e misericórdia. Confiamos que Ele cumprirá firmemente as suas promessas? Se o fizermos, não há razão para tentar enganar os outros e tirar o que é deles para reforçar o que temos.


Quando fazemos parceria com o Pai, estamos do lado de proteger os inocentes, restaurar limites alterados e oferecer misericórdia-bondade em tudo o que fazemos. Quando nos opomos aos pobres, opomo-nos ao Senhor. Quando estamos demasiado focados no nosso próprio benefício, perdemos o que o Senhor quer fazer através do nosso serviço. Há muito mais na vida do que riqueza e conforto, por isso vamos focar a nossa atenção no que o Pai está a fazer, no que o preocupa e em parceria com ele.


Pai fiel, sei que nunca há desculpa para enganar os outros e roubar aquilo que lhes pertence por direito. És um poderoso protetor, um Redentor amoroso, e estou contigo.


HISTORIA

 A história se mostra difícil para alguns e brutal para outros. A dor da fome cria falta de perspectiva; os becos sem saída e arame farpado viram quase sinônimos; cemitério seca a alma e inunda os olhos de lágrimas.

 

Os salmistas de Israel poetizaram o sofrimento avassalador da fome, exílio, escravidão e má gestão de reis malvados. A poesia virou lamento de pessoas golpeadas:

 

Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? [Salmos 22. 2]


Desperta, Senhor! Por que dormes? Levanta-te! Não nos rejeites para sempre. Por que escondes o teu rosto e esqueces o nosso sofrimento? [Salmos 44.23]


Por que nos rejeitaste definitivamente, ó Deus? [Salmos 74.1]


Por que reténs a tua mão direita? Não fique de braços cruzados! [Salmos 74.11]


Por que as nações precisam dizer: Onde está o Deus deles? [Salmos 79.10]


Ó Esperança de Israel, tu que o salvas na hora da adversidade, por que te comportas como um estrangeiro na terra, ou como viajante que fica somente uma noite? [Jeremias 14.8]


Por que motivo então te esquecerias de nós? Por que haverias de desamparar-nos por tanto tempo? [Lamentações de Jeremias 5.20]

 

 

Esse desespero não visava converter Deus. A ideia de ganhar Deus para o lado do ulcerado, da enxovalhada, do consternado, não combina com o Deus que se identificou com o crucificado. 


Deus não muda da indiferença para a compaixão só porque assim o povo implora. Não é possível que Deus se empenhe mais ou menos, dependendo da maneira como se pede. Eles expressavam a alma por sentirem os silêncios divinos. E só.

 

 Fé eficaz, funcional, vale quando a doença regride, os ventos sopram a favor e a montanha sai do meio do caminho. 


O que fazer quando o mal não regride? Logo surgem as vozes da culpa: “Acho que não orei o suficiente”. “Não me dediquei à oração o tanto que devia”. “Não fui tão santo quanto necessário”.

 

Na angústia sem solução deve restar a convicção de que somos amados, não porque as peças vão encaixar, mas devido ao amor unilateral que nunca exige contrapartida.


Uma benignidade incondicional nos acompanha pelo vale da sombra da morte e o nome dessa convicção é esperança.

POSIÇÃO

 POSICIONAMENTO!!! 😅👏🏾👏🏾👏🏾

É a capacidade de permanecer firme, quando seria mais fácil recuar.

É saber quem você é, o que carrega e, principalmente, a Quem você pertence.


Posicionamento não é gritar mais alto.

É não negociar princípios para ser aceito.

Quem não se posiciona, acaba sendo posicionado pelas circunstâncias, pela opinião dos outros, pelo medo, pela pressão e até pelas feridas.


Há momentos em que Deus não está esperando uma explicação sua, Ele está esperando uma decisão que te leva ao posicionamento.

Existem portas que só se abrem depois que você se posiciona.

Existem ciclos que só terminam depois que você diz: “Basta.”

Existem territórios que só são conquistados quando você para de fugir daquilo que nasceu para enfrentar.


Posicionar-se tem preço.

Você pode perder aplausos.

Pode incomodar pessoas.

Pode deixar de ser compreendido.

Pode descobrir que algumas companhias só permaneciam enquanto você aceitava viver abaixo daquilo que foi chamado para ser.


Mas existe algo muito mais caro do que perder pessoas por se posicionar:

é perder a si mesmo tentando agradá-las.


Não tenha medo de estabelecer limites.

Não tenha medo de dizer não.

Não tenha medo de sair de lugares que ferem seus princípios.

Não tenha medo de permanecer de pé, ainda que todos ao redor tenham escolhido se curvar.


Daniel se posicionou.

José se posicionou.

Ester se posicionou.

E cada posicionamento mudou histórias, ambientes e gerações…


E você ? Já te posicionaste, ou ainda estás preocupado com os ruídos, hum ? 😅


MEDO

 Sim, todos nós enfrentamos temores que têm a capacidade de retirar a paz, gerar ansiedade e até enfraquecer a fé. Há temores externos, ligados às circunstâncias da vida: enfermidades, perdas, crises financeiras, conflitos, violência, incertezas e notícias inesperadas. Há também temores internos da alma, aqueles que nascem de pensamentos repetidos, inseguranças, lembranças dolorosas, imaginações sobre o futuro e perguntas que parecem não encontrar resposta.

A Palavra de Deus repete abundantemente o chamado para não temermos. Isto nos mostra duas verdades. Primeiro, que Deus conhece a nossa fragilidade. Ele sabe que o nosso coração se assusta facilmente e que a alma pode tremer diante das tempestades. Segundo, que o medo não deve governar os filhos de Deus. Sentir medo pode fazer parte da nossa humanidade, mas alimentar o medo é permitir que ele ocupe um lugar que pertence à fé.

O salmista declara: “Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?” (Sl 56:4). Observe o posicionamento do salmista: “nada temerei”. Ele não afirma isso porque os perigos desapareceram, mas porque sua confiança está em Deus. Ele olha para o medo, mas escolhe exaltar a Palavra. Ele reconhece a ameaça, mas decide firmar a alma no Senhor.

Assim também devemos fazer. Não alimente o medo com pensamentos desordenados, conversas negativas, imaginações trágicas ou lembranças que aumentam a angústia. Leve seus temores ao Senhor em oração. Submeta suas emoções à Palavra. Ensine o seu coração a repetir, pela fé: “neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei”.

Isto não significa agir sem prudência. Devemos planejar, cuidar, buscar ajuda, tomar decisões sábias e evitar perigos reais. Mas tudo isso deve ser feito com o coração firmado em Deus, não dominado pelo pavor.

Portanto, quando o medo bater à porta, não o convide para morar. Responda com a Palavra, com oração e com confiança no Altíssimo. O Deus que guarda a sua vida é maior do que aquilo que ameaça a sua paz. Assim, não alimente o medo. Alimente a fé.

LIVRE

 VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE DEUS JÁ TE LIVROU. 🔥


Houve batalhas que você nem viu. Situações que poderiam ter te derrubado, portas que poderiam ter se fechado e momentos em que você pensou que não conseguiria continuar.


Mas você continua de pé.


Isaías 54:17 declara: “Toda arma forjada contra ti não prosperará.”


Olhe para Moisés. Ele nasceu em meio a um decreto de morte, mas aquilo que parecia ser o fim se tornou o caminho para o seu livramento. O mesmo rio que poderia representar perigo foi usado por Deus para conduzi-lo a um lugar de proteção.


Talvez você também tenha passado por coisas que pareciam uma sentença. Tentaram te derrubar, mas você levantou. Tentaram te calar, mas você continua tendo voz. Aquilo que parecia uma cova pode se tornar o lugar onde Deus fará nascer algo novo.


Você não precisa viver com medo daquilo que se levanta contra você. Permaneça firme, caminhe com Deus e confie na Sua proteção.


Eu declaro sobre a sua vida: que o Senhor te cubra, te fortaleça e te dê discernimento para atravessar cada batalha. Que nenhuma oposição tenha poder para impedir aquilo que Deus tem permitido e preparado para os seus caminhos.



MUDANÇA

 Santidade não é a causa da salvação.

É o sinal de que ela está produzindo vida em você.


A graça não entra em alguém e deixa tudo exatamente igual.


Ela muda desejos.

Muda escolhas.

Muda conversas.

Muda ambientes.

Muda caminhos.


Não porque você está tentando parecer santo para ser aceito por Deus.

Mas porque, depois de ser alcançado por Cristo, começa a nascer em você uma vontade que antes não existia: agradar a Deus.


📖 “Sede santos, porque eu sou santo.”

(1 Pedro 1:16)


Santidade não é perfeição instantânea.

É direção.


É cair e odiar a queda.

É errar e voltar.

É perceber que lugares, hábitos e desejos que antes pareciam normais começam a incomodar.


Porque quem foi alcançado pela salvação não consegue mais fazer as pazes com aquilo que crucificou Cristo.


A raiz é a graça.

O fruto é uma vida transformada.


Que o mundo consiga ver em nós aquilo que Deus já começou por dentro.



TIPO

 Eu não me canso de olhar para essa história, porque ela revela um tipo de amor e permanência que quase ninguém está disposto a viver. Rizpa ficou ali quando já não havia aplausos, quando já não havia esperança de mudança, quando a morte já estava determinada. E é isso que torna tudo tão profundo, porque muitos, por muito menos, desistem, se afastam, vão embora e soltam aquilo que diziam amar. Mas ela não. Ela permaneceu. Ficou exposta à dor, ao tempo, ao abandono e ao silêncio, espantando as aves de dia e os animais à noite, como quem dizia com a própria vida que o amor verdadeiro não desaparece só porque tudo ficou difícil. Rizpa nos ensina que há dores que não podem mais ser revertidas, mas ainda podem ser honradas com permanência. E num tempo em que tanta gente vai embora quando o cenário muda, essa mulher ficou mesmo quando tudo já parecia encerrado. Por isso essa história corta tão fundo, porque ela não fala apenas de luto, fala de fidelidade, de amor que permanece e de uma dor que não fez uma mãe abandonar o seu lugar. 2 Samuel 21:10



DESISTIR

 Quem tem esperança tenta quantas vezes forem necessárias, sem lamentação e sem desânimo. É natural enfrentar situações adversas e contrariedades, mas nem por isso devemos optar por seguir outro rumo, desistir de trilhar aquele mesmo caminho que sempre permitiu alcançar novos patamares. Em determinados momentos é importante levantar voo e deixar que a calmaria retorne. Enquanto isso, por causa da esperança, vamos continuar cantando a melodia, mesmo não sabendo a letra da canção. Desistir? Nunca.

TERNURA

 O tempo ajudou e a vida me ensinou a valorizar o que está dentro de mim. Sinto a vida com uma intensidade sem igual. Como é incrível experimentar o pulsar da vida a instigar a realização de muitos sonhos. Sim, existe uma casa que carregamos por dentro, mesmo quando mudamos de endereço, de fase, de companhia ou de sonhos. É o mundo interior, esse lugar silencioso onde guardamos lembranças, medos, desejos, culpas, esperanças e tantas conversas que ninguém escuta. Se esse espaço se torna hostil, a pessoa passa a viver cansada de si mesma. Pode estar cercada de gente e ainda assim sentir solidão, porque a própria presença interna se transforma em cobrança, julgamento e inquietação. Por isso, cuidar do mundo interior é uma das formas mais profundas de amor. Não podemos deixar de nos habitar. Podemos fugir por algum tempo no excesso de trabalho, nas distrações, nos ruídos, mas sempre voltamos para dentro. E, quando voltamos, precisamos encontrar um lugar onde seja possível respirar. Deus deseja fazer morada nesse íntimo, não como vigilância que assusta, mas como presença que pacifica. Ele entra onde a alma permite e vai reorganizando, com paciência, os cômodos antigos. Algumas memórias precisam de luz, alguns pensamentos precisam de silêncio, algumas dores precisam ser acolhidas sem violência. Tornar-se um lugar seguro para si mesmo não é negar fragilidades, é parar de se tratar como inimigo. É aprender a conversar com as próprias quedas sem desprezo, a reconhecer limites sem crueldade, a celebrar pequenos avanços sem vergonha. Há uma ternura espiritual em habitar-se assim. A pessoa deixa de precisar escapar de si para sentir alívio. Começa a perceber que o coração pode ser restaurado por dentro, aos poucos, pela graça, pela verdade e pelo cuidado diário. Quando o mundo interior encontra serenidade, tudo ao redor não fica perfeito, mas ganha outra medida. A vida continua com seus ruídos, porém existe uma casa silenciosa onde a alma pode repousar. E nessa casa, Deus acende uma luz que não humilha, apenas guia. 

PERDÃO

 Porque algumas vezes sentimos saudades e até culpa quando depois de perdoarmos inumeras vezes, nos afastarmos, estabelecermos limites sobre pessoas tóxicas e de comportamentos abusivos e encerramos aqueles vínculos tóxicos?


O perdão e o distanciamento são processos complexos. Compreender esses sentimentos ajuda a processar o luto pelo fim daqueles vínculos sem anular os limites estabelecidos para se proteger. 


Porque sentimos saudades e até culpa?


Sentimos saudades do que foi bom, nenhum relacionamento de amizade é 100% ruim o tempo todo, nós sentimos saudades dos momentos felizes, da cumplicidade ou de quem a pessoa costumava ser, e não dos abusos.


A ilusão do perdão:


As vezes confundimos o ato de perdoar com a obrigação de conviver. Perdoar serve para libertar do peso da mágoa e do ressentimento, mas não significa dar uma nova chance para as pessoas magoarem você de novo.


A armadilha da culpa:


Pessoas com comportamentos abusivos frequentemente manipulam as situações para que a vítima se sinta responsável pelo fim do vínculo.

Isso gera culpa residual que faz você se questionar pela sua decisão de se afastar. 


O perigo de tentar se reaproximar: 

o ciclo do abuso


Geralmente a reaproximação traz um alívio inicial

Mas os padrões tóxicos antigos retornam assim que a intimidade é restabelecida.


Rompimento de limites:


Voltar atrás sinaliza aos outros que seus limites são maleaveis, o que pode abrir espaços para desrespeitos ainda maiores. 


Portanto perdoar não significa que você deve conviver ou que deve necessariamente se reaproximar, muitas vezes se afastar e estabelecer limites saudáveis não significa falta de perdão ou vingança mas sim um ato de autocuidado e autopreservacao.

FELIZ

 Ser feliz!

É poder acordar todas as manhãs convicto de que somos capazes de fazer qualquer coisa que desejarmos.

É saber que no céu tem um Deus perfeito e maravilhoso que nunca desiste da gente e esta sempre nos dando uma nova chance. Não desperdice a sua.

Que o Espírito Santo de Deus...

Te abençoe e seja o teu guia e teu orientador em tudo que fizer. 

Que sua quarta-feira seja um dia de paz e de muitas bênçãos.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

CHORAR

 Eliseu começou a chorar olhando para um homem que, naquele momento, ainda não tinha feito nada. Hazael tinha ido até o profeta apenas para perguntar se o rei Ben-Hadade sobreviveria à doença. Era uma conversa aparentemente comum, até Eliseu fixar os olhos nele por tanto tempo que Hazael ficou constrangido. Então o profeta chorou. Hazael perguntou o motivo, e Eliseu respondeu: “Porque sei o mal que farás aos filhos de Israel.” O mais assustador é que Hazael parece não se reconhecer naquela profecia. Ele praticamente pergunta: “Eu? Fazer tudo isso?” Mas Eliseu já havia enxergado o que ainda estava escondido. Pouco depois, Hazael volta para o rei e, no dia seguinte, o sufoca e toma seu lugar. O trono não transformou Hazael. O trono revelou Hazael. E talvez seja aí que essa passagem fique tão séria. Há pessoas que parecem uma coisa enquanto não têm poder, acesso ou oportunidade. Há sentimentos que parecem mortos enquanto não encontram ocasião para aparecer. Há também partes de nós que ainda não conhecemos porque nunca fomos colocados diante da oportunidade certa. Por isso, antes de pedir ao Senhor Jesus uma porta grande, peça um coração preparado para atravessá-la. Antes de pedir posição, peça caráter para permanecer o mesmo quando ninguém mais puder te controlar. Porque algumas bênçãos não mudam uma pessoa, apenas revelam quem ela já era em silêncio. Eliseu não chorou pelo homem que estava diante dele. Chorou pelo homem que ainda apareceria. “Então o homem de Deus chorou.” 2 Reis 8:11.