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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

NAMORE

 É sobre isso

❤️
Namore alguém que ame mais a Jesus do que a você! Alguém que valorize as coisas do alto, que sabe que é fraco mas luta pela santidade, alguém que te ajude a ser uma pessoa melhor por misericórdia de Deus.
Essa pessoa sem dúvida vai saber te amar melhor, porque ela bebe diretamente da fonte do amor: Deus!
Namore alguém que proteja a sua dignidade e te respeite com todas as forças, alguém que valorize mais uma boa conversa contigo do que rolar o feed do Instagram.
Namore alguém que almeje o casamento, e que deseje alcançar o céu junto de você. Alguém que busque mais a Deus e volte sedento por lutar com mais força, alguém que tenha como prioridade sempre agradar o coração de Deus.
Mas aí você vai me dizer: “ESSA PESSOA NÃO EXISTE, é raro você encontrar alguém assim hoje em dia!”
Então tenho uma conclusão para você: SEJA ESSA PESSOA! Procuramos a pessoa certa a todo tempo, mas será que nós somos a pessoa certa pra alguém? Se construa!

CORAÇÃO

 Há momentos em que nossas palavras não alcançam o que o coração sente.

Nessas horas, o mundo ao redor pode até estar agitado, mas dentro de quem confia no Senhor existe um descanso profundo.
É o descanso de quem sabe que Deus está no controle.
Quando Ele ocupa o centro da vida, a adoração deixa de depender apenas de cânticos ou gestos visíveis. Ela se manifesta na maneira como esperamos, como reagimos e até na forma como permanecemos em silêncio. Não é um silêncio vazio, é um silêncio carregado de fé, o tipo de silêncio que diz:
"Eu sei em quem tenho crido".
Esse é o segredo dos que caminham perto de Deus, entender que adorar não é apenas falar, é também saber ouvir. E reconhecer que, mesmo sem uma palavra, o coração pode estar profundamente prostrado diante daquele que sonda pensamentos e conhece intenções.
E na quietude, nossa alma encontra o altar. Na calma, a presença dele se torna mais clara e na ausência de som, a música do céu continua a tocar, porque o verdadeiro louvor nasce do coração, não apenas dos lábios. Cada respiro, cada pausa e cada olhar se tornam ofertas vivas diante dele.
Até o silêncio, que aos nossos olhos pode parecer nada, é adoração que sobe ao trono.

DOR

 Muitos sintomas que chegam ao consultório como insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, desesperança, não nascem apenas de um “desequilíbrio interno”. Eles muitas vezes são respostas a uma vida sob ameaça constante: boletos acumulando, medo de perder o emprego, geladeira vazia, ausência de previsibilidade.

Quando as contas estão pagas e a comida está na mesa, parte da angústia diminui não porque “era frescura”, mas porque o cérebro finalmente sai do modo sobrevivência.
A escassez adoece.
Ela mantém o corpo em alerta, ativa cortisol, reduz horizonte de futuro e consome energia mental. Viver em insegurança prolongada é um fator de risco real para ansiedade, depressão e até sintomas cognitivos.
Mas o excesso também adoece.
O excesso de cobrança, de metas, de comparação, de produtividade, de estímulo, de expectativas irreais. A abundância sem sentido gera vazio. A performance constante gera exaustão. A vida sem pausa gera colapso.
Entre a falta e o excesso, a saúde mental encontra seu ponto de equilíbrio.
Nem todo sofrimento é “transtorno”.
Nem todo transtorno é apenas circunstância.
Somos biologia, história, vínculos e também realidade material!
Cuidar da saúde mental é também olhar para as condições de vida, internas e externas.
Porque não se trata apenas de tratar sintomas, mas de compreender o que os produz!
E, muitas vezes, o que adoece não é a pessoa.
É a forma como ela está sendo obrigada a viver!

ESPERA

 Talvez a espera doa.

Talvez o coração esteja cansado de orar e não ver respostas imediatas.
Mas existe algo que você precisa lembrar: Deus nunca se atrasa.
Enquanto você olha o relógio, Deus olha o propósito.
Enquanto você conta os dias, Deus prepara os detalhes.
A espera não é ausência de Deus — é trabalho invisível do céu.
Não desespere quando parecer que todos estão avançando e você permanece no mesmo lugar. Às vezes, Deus não está dizendo “não”, Ele está dizendo “ainda não”. Porque Ele não entrega promessas pela metade, nem permite encontros fora do tempo certo.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Eclesiastes 3:1
A pessoa que Deus está preparando para você não será fruto da pressa, mas da obediência. Não será resultado da carência, mas da cura. Não virá para preencher um vazio, mas para somar propósito, fé e direção.
Espere em Deus mesmo quando o coração quiser correr.
Espere quando a solidão tentar gritar mais alto que a fé.
Espere quando as lágrimas caírem escondidas no travesseiro.
Porque Deus vê cada lágrima e nenhuma oração feita em secreto é ignorada.
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais Ele fará.”
Salmos 37:5
Deus não está apenas preparando alguém para você.
Ele está preparando você para alguém.
Está moldando o caráter, curando feridas, ajustando emoções e fortalecendo sua fé, para que quando o encontro acontecer, vocês não se destruam, mas se edifiquem.
“O Senhor é bom para os que nele esperam, para a alma que o busca.”
Lamentações 3:25
Não troque o plano perfeito de Deus por um alívio momentâneo.
Não negocie sua paz por migalhas emocionais.
O que vem de Deus traz descanso, segurança e direção.
Quando for a hora certa, não haverá confusão.
Não haverá medo constante.
Não haverá dúvidas profundas.
Haverá paz.
Haverá propósito.
Haverá Deus no centro.
“Os que esperam no Senhor renovam as suas forças.”
Isaías 40:31
Espere em Deus.
Ele nunca falha.
Ele nunca se engana.
E Ele jamais perde o controle da sua história.
Na hora certa, o céu se move.
E tudo faz sentido.

MOMENTO

 Há momentos em que o processo parece sentença. A pressão aumenta, o fôlego diminui, a alma grita por rendição. Pensamos: “Isso vai me matar”. Mas Deus, com a precisão de um estrategista eterno, não está nos destruindo, Ele está nos reposicionando.

O amassamento não é castigo, é transição. É o método divino para romper com estruturas que um dia nos protegeram, mas que hoje já não sustentam mais o peso do propósito. O velho serviu até aqui, mas não leva adiante. E Deus não desperdiç estações: quando algo deixa de sustentar, Ele inicia um processo para extrair algo mais profundo.
Dói porque mexe com identidade. Fere porque toca em zonas de conforto. Machuca porque confronta versões nossas que já venceram no passado, mas não servem mais para o futuro. O amassamento arranca ilusões de controle, orgulho disfarçado de experiência e segurança construída fora da dependência.
Biblicamente, Deus sempre trabalhou assim. José foi amassado antes de governar. Davi foi esmagado no anonimato antes do trono. Jeremias viu o oleiro amassar o barro para refazer o vaso, não porque o barro era inútil, mas porque o oleiro tinha um desenho melhor (Jeremias 18). O processo não anula valor; revela destino.
No fim do amassamento, não sobra casca, não sobra aparência, não sobra o que é apenas externo. Só fica o essencial. Só fica o óleo. E o óleo na Escritura é símbolo de unção, cura, luz e consagração. O que Deus quer fazer transbordar em você não nasce no conforto, nasce na pressão certa, no tempo certo, sob a mão certa.
O inferno tenta narrar esse processo como fim. “Você está velho demais, ultrapassado demais, ferido demais.” Mentira estratégica. Deus não amassa o que não pretende usar. Ele não extrai óleo de algo descartável.
Seja honesto: há algo em você que Deus quer liberar, mas que só flui quando o velho é quebrado. Aceitar o amassamento não é fraqueza; é maturidade espiritual. É alinhar-se com o céu e dizer: “Se esse processo gera o óleo, eu confio no Oleiro.”
Algo novo vai fluir. Não porque o processo é fácil, mas porque Deus é fiel.

GERAÇÕES

 


“Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra após eles se levantou, que não conhecia ao SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz 2.10).


É verdade que o pecado não precisa de incentivo, mas é igualmente real que, em contextos mais favoráveis, ele se manifesta com muito maior intensidade. Alguém que tenha tendência a pecados em determinada área da vida terá menos facilidade de pecar em ambientes que não favoreçam tal prática e será como que incentivado em ocasiões que beneficiem externar tal maldade. Pensando na missão da igreja, de cada crente, de ser sal da terra e luz do mundo, notamos a importância de lutarmos para a manutenção de conceitos cristãos a fim de refrear a tendência para o mal, que é natural ao pecador. Uma evidência da derrocada dos valores cristãos na sociedade está exatamente na família. Conquanto todos os relacionamentos do lar sejam hoje questionados, especifiquemos a falta de honra e respeito pelos pais.


Até recentemente, coisa de três ou quatro décadas, ainda se via grande reverência para com os pais. Filhos falavam com orgulho deles, do exemplo e dedicação que sempre viram em sua vida. Hoje, estimulados também pelo fato de muitos pais não representarem mais modelos a ser seguidos, os filhos veem a revolta e rebelião do pecado em seu próprio coração se manifestar na forma de competição, uma disputa por poder com aqueles que os gerou e cuidou. Mesmo nas famílias cristãs, os filhos se veem estimulados a assumir precocemente autonomia como forma de se verem livres de interferências dos pais.


É assim que percebem conselhos e orientações. A presente geração tende a gerar filhos que querem suplantar seus genitores, subjugá-los, como forma de afirmação. No decorrer de nossa vida, todos somos testemunhas que há bons tempos e maus tempos: há tempos de paz e tempos de guerras, tempos de fartura e tempos de carestia, tempos de saúde e tempos de enfermidade, tempos de exuberância e tempos de decadência. Todavia, algumas vezes, as situações difíceis se abatem sobre uma geração devido à sua própria culpa.


O texto transcrito acima narra um dos episódios mais tristes registrados nas Escrituras. Depois de todos os milagres realizados por Deus na libertação do povo do Egito, na sua manutenção durante os quarenta anos no deserto e em todas as vitórias concedidas pelo Senhor dos Exércitos na conquista da Terra, uma nova geração se levantou, mas constituída de pessoas que não conheciam o Senhor.


Na verdade, a rigor, até aqui, temos três gerações envolvidas: aquela primeira, que saiu do Egito, que presenciou as pragas, a divisão do Mar Vermelho, e a doação das tábuas da Lei; a segunda, a que recebeu a repetição das leis (Deuteronômio), passou a pés enxutos o rio Jordão na época das cheias, e lutou na conquista da Terra. Depois da morte dessa geração, chegamos àquela indicada pelo texto, uma nova geração que não presenciou os grandes feitos do Senhor, tornando-se um povo que não conhecia a Deus.


A impressão que fica é que as novas gerações parecem ser inclinadas às novidades, enxergando na herança recebida do passado algo sempre obsoleto e ultrapassado. Quando isso acontece, trata-se de enorme arrogância e desconsideração para com aqueles que tanto realizaram, pessoas que deixaram inquestionável legado para as gerações futuras. Muitas vezes, esse preconceito para com o passado constitui-se em base e fundamento para o estabelecimento de uma “nova” realidade, como se fosse possível romper completamente com o passado e iniciar uma história completamente nova. É, na verdade, uma tentativa de escrever a própria história com total ineditismo, renunciando aos conceitos, critérios e valores que tradicionalmente foram aceitos como bons costumes.


Aquilo que tem acontecido em nossa sociedade, infelizmente, como parece ser a norma no relacionamento entre o mundo e a igreja, tem também atingido o povo de Deus. Grande parte da geração atual evangélica tenta recriar o evangelicalismo nacional. Apresenta-se como portadora, finalmente, da verdadeira religião e do genuíno evangelho, proclamadora de mistérios “revelados” apenas agora por Deus. Adoram a um deus divertido, cujos líderes parecem mais com arlequins, ou, em outros casos, com um apresentador de auditório. Entretanto, o contraste entre a geração atual e aquela que ainda mantém alguns representantes no mundo dos vivos, é, realmente, gritante.


Do ponto de vista da sociedade, os conceitos libertinos e imorais, o desrespeito para com Deus e as igrejas, a quase extinção da honestidade e da consideração em favor do próximo, tornariam o mundo inaceitável, louco e infernal para aqueles que viveram há trinta anos. Com o mesmo suposto direito que tem o paciente de desdenhar do médico que o operou, gloriando-se na sua saúde, assim a geração atual rejeita todo o modelo de vida que herdou, reputando-o, muitas vezes, como reprovável e desprezível.


De igual forma, tragicamente, nos arraiais evangélicos, não cessa o surgimento de inúmeras denominações, propondo novas igrejas e comunidades, cada uma garantindo que é portadora da melhor interpretação e entendimento bíblicos e da forma de culto mais abençoada. Por fim, para tornar o ambiente ainda mais propício para o surgimento e reedição de heresias, o crente atual não tem o hábito de se aprofundar no conhecimento de Deus, pelo estudo da Sua Palavra e pela leitura de bons livros evangélicos.


Diante de um quadro como esse, é necessário que sejamos filhos sábios e prudentes. Não desprezemos o cristianismo que recebemos de nossos pais e avós! Ao invés de dar continuidade à igreja que recebemos dos santos do passado, a presente geração age de forma a envergonhá-los. Um bom método para preservarmos a continuidade doutrinária, litúrgica e comportamental da igreja, é lermos livros doutrinários de autores do passado e biografias de notáveis irmãos que viveram intensamente a fidelidade. Deus não muda, muito menos sua igreja.


Honremos nossos pais, especialmente aqueles que são piedosos. Sigamos seu exemplo! Vejamos a preciosidade do evangelho puro e simples, destituído das modernidades e pós-modernidades. Se perdermos de vista a experiência que nossos pais tiveram com Deus, certamente, como fizeram a terceira geração de israelitas, procuraremos criar nossa própria religião e culto. Fujamos do culto centralizado no homem. Tenha um abençoado dia na presença do Senhor (Rev. Jair de Almeida Junior).

MEDOS

 Ser pai é carregado de medo. Ameaças sussurram nos fundos. Nenhum pai consegue sentar em paz enquanto seu filho sofre.


Capítulo 8 de Lucas nos conta que Jairo não conseguiu. “Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte.” (Lucas 8:40-42 NVI).


Jesus deu valor ao medo de Jairo. Ele ainda faz isso hoje. Jesus valoriza a preocupação no coração de um pai. Afinal, os nossos filhos foram filhos dele primeiro. Mesmo que sejam os nossos, ainda são dele. Nós esquecemos disso. Sábios são os pais que regularmente devolvem seus filhos a Deus. Pais, nós podemos ser leais defensores, intercessores persistentes; e podemos levar os nossos medos para Cristo.

VIDA

 A vida é feita de infinitos momentos bons, mas também de alguns contratempos. A decepção nos visita e, às vezes, nos machuca. Ainda bem que somos feitos de superação. Acontece que nem toda dor vem para acrescentar algo, mas algumas chegam para retirar pesos que já não deveriam estar ali. A decepção tem esse duplo movimento: pode ferir, mas também pode desatar nós antigos que mantinham o coração preso a expectativas irreais, vínculos desequilibrados ou imagens idealizadas demais. Há experiências que, ao se quebrarem, revelam o quanto estavam sustentadas mais pela esperança insistente do que pela verdade. Quando algo decepciona, não é apenas o outro que cai do lugar imaginado, é também a nossa forma de olhar que se reorganiza. Esse processo dói porque desmonta ilusões, mas liberta porque devolve o coração à realidade possível. Muitas vezes, aquilo que parecia essencial era apenas hábito, medo de ficar só ou dificuldade de soltar. A decepção escancara limites, mostra onde não havia reciprocidade, revela onde o esforço era unilateral. E embora isso machuque, também interrompe ciclos de desgaste silencioso. Libertar-se não é sair ileso, é sair mais consciente. Nem tudo o que se perde precisava ser mantido, nem tudo o que decepciona merecia tanta permanência. A maturidade nasce quando se aceita que algumas rupturas não pedem reconstrução, pedem despedida. O coração aprende, com o tempo, que nem toda frustração é fracasso, às vezes é livramento. Quando se permite atravessar a dor sem negar o aprendizado, algo se alinha por dentro. A alma deixa de insistir onde não há espaço e começa a reconhecer o valor do próprio limite. Esse reconhecimento não endurece, ao contrário, traz uma serenidade nova, mais honesta. A vida se torna mais leve quando se solta o que não sustenta mais, quando se aceita que certas decepções não vieram para ensinar algo novo, mas para encerrar algo antigo. E nesse encerramento silencioso, o coração encontra uma liberdade que não faz barulho, mas abre caminho para relações mais verdadeiras, escolhas mais alinhadas. A dor passa, o aprendizado fica, e a vida segue com mais espaço para respirar. 

HOSTIL

 VIVENDO EM AMBIENTE HOSTIL


Há situações e épocas da vida em que somos chamados a viver em ambientes desgastantes, difíceis e até mesmo hostis. Em alguns momentos, é possível nos retirar desses contextos, mudar de rota, estabelecer distância e recomeçar. Em outros, porém, isso não é possível. Permanecemos por responsabilidade, necessidade, vocação ou falta de alternativa. Esses ambientes podem envolver relacionamentos quebrados, tensos ou adoecidos, manifestando-se na família, na equipe de trabalho, no ambiente de estudo, na roda de amigos, nas redes sociais e, por vezes, até mesmo na igreja. Diante disso, o coração pergunta: o que fazer?


A Palavra nos convida a olhar para a vida de Daniel. Ele foi levado cativo para uma terra estranha, a Babilônia. Estava longe de casa, submetido a outra língua, outra cultura e à pressão diária de um povo idólatra. Daniel não escolheu aquele ambiente, mas escolheu como viver nele.


O texto afirma que Daniel resolveu, no seu coração, não se contaminar (Dn 1:8). O primeiro passo foi guardar o coração. Antes de qualquer mudança externa, houve uma decisão interna. Daniel entendeu que, mesmo sem controlar as circunstâncias, poderia preservar sua fidelidade ao Senhor. Ambientes hostis tentam moldar nosso caráter, mas um coração firmado em Deus permanece focado nos valores de Deus.


Em segundo lugar, Daniel manteve uma vida consistente de oração. Mesmo quando a oração se tornou motivo de perseguição, ele continuou a buscar o Senhor, três vezes ao dia, com gratidão e reverência (Dn 6:10). A oração foi sua fonte de força, lucidez e perseverança. Onde a pressão aumentava, a dependência de Deus se aprofundava.


Por fim, Daniel usou a oportunidade para testemunhar do Deus vivo. Sua fidelidade não passou despercebida. Reis e autoridades reconheceram que há um Deus que vive e reina para sempre (Dn 6:26). Daniel não respondeu à hostilidade com amargura, mas com um testemunho fiel e constante.


Ambientes hostis não são licença para o pecado, nem justificativa para o silêncio espiritual. Muitas vezes, são lugares onde Deus revela sua glória por meio de servos que guardam o coração, perseveram em oração e vivem para honrar o seu nome.


Se hoje você enfrenta um contexto difícil, não desista da fé. Permaneça firme, busque ao Senhor e viva de modo que outros vejam quem Deus é. O mesmo Deus que sustentou Daniel continua reinando, inclusive nos ambientes mais hostis

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

OLHOS

 Quando olho para mim, vejo limites, contradições e pecados que não consigo resolver.

Vejo mãos fracas demais para se erguerem sozinhas e um coração que, muitas vezes, se inclina mais ao medo do que à fé.
Mas quando olho para Cristo, tudo muda.
Nele não encontro instabilidade, encontro fidelidade.
Não encontro acusação, encontro justificação.
Não encontro incerteza, encontro promessas que não falham.
A minha salvação nunca esteve ancorada na minha força, na minha constância ou na minha capacidade de permanecer fiel. Ela está firmada na obra perfeita de Jesus, consumada na cruz e confirmada na ressurreição.
Se a salvação dependesse de mim, eu já estaria perdido.
Mas porque depende de Cristo, estou seguro.
“Porque estou certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus.” (Fp 1:6)
Olhar para si é ver o abismo.
Olhar para Cristo é ver a ponte.
E enquanto meus olhos estiverem fixos n’Ele, não vejo como me perder — porque Ele não perde aqueles que o Pai Lhe confiou.

UNIDOS

 Somos um corpo espalhado por muitas cidades, mas unidos por um só Senhor.

Cada nome de cidade aqui representa uma história, uma casa, uma luta silenciosa e uma fé que resiste.
Digite nos comentários de qual cidade você é.
Queremos apresentar o seu lugar diante de Deus.
Vamos orar pelas famílias, pelas igrejas, pelos que choram em secreto, pelos que estão cansados, pelos que precisam de direção, provisão e esperança.
Nada é pequeno demais para a oração, e nenhum lugar é esquecido aos olhos do Senhor.
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar…” (2 Crônicas 7:14)
Escreva o nome da sua cidade.
Nós oraremos por você.
Porque quando a igreja ora, Deus age.

TEMPO

 “Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.30-31).

Tenho aprendido que a velhice não envolve apenas a contagem crescente de velinhas no bolo, mas tem a ver também com um estado interior, uma visão sobre a estética “enrugada” da própria alma. É obvio que o desgaste físico é inegável, sendo impossível comparar o desempenho e a força do organismo de um jovem com o de um idoso. Contudo, há idosos que vivem excelentemente bem, mesmo carregando o pesado fardo imposto por muitos anos, ao passo que há jovens que vivem amargurados e depressivos, mostrando a força de velhos ainda no esplendor da idade, cheirando ainda talco de nenê. Qual é o motivo disso.
Certamente, temperamento e a incidência maior de problemas interferem diretamente na disposição interior de cada um. Porém, seriam tais coisas realmente determinantes para impor a velhice como estado de espírito? A idade avançada não significa depressão. Todavia, esta sempre estará de braço dado com a velhice da alma.
É curioso como refletimos no espírito algo que lhe é totalmente alheio. O espírito não se desgasta com o tempo, apenas o corpo. Como, pois, transferimos à alma algo que é peculiar apenas ao corpo? Essa velhice da alma é danosa e pecaminosa. Ela ocorre quando nos deixamos levar por um senso de obsolescência, como se já estivéssemos completamente ultrapassados e inúteis. Por incrível que pareça, como já disse, tal sentimento não afeta apenas aqueles que têm muita história para contar.
Alguém que hoje vive o que é chamado de “meia-idade” já é capaz de olhar para traz e reconhecer mudanças tão grotescas no mundo, ao comparar com aquele que conheceu, a ponto de lhe causar saudosismo e nostalgia. Essa é a velhice da alma. O sentimento de ter sido ultrapassado há muito domina seu coração. Essa tem sido a experiência de muitos de nós. Pensa-se no mundo em que cresceu e se tem a impressão que ele já faz parte de um passado distante, algo que só pode ser visto agora em livros de História ou documentários. Era o tempo no qual a macumba era claramente reconhecida como algo maligno; os pais se orgulhavam da virilidade de seus filhos e as mães educavam moças para serem mães dedicadas; a virgindade era apregoada como a pureza necessária e devida à união conjugal; valorizava-se a família como um bem supremo; na sociedade, havia honra e se prezava enormemente o cumprimento de uma palavra dada, sem a qual não se tinha hombridade; os filhos obedeciam seus pais, aprendendo a interpretar até olhares e gestos; nas igrejas havia culto solene, pregações profundas e poderosas de pastores bem preparados, e ênfase no ensino das Escrituras; crentes, não raro, andavam quilômetros para ir à igreja no domingo, não poupando esforços para alimentar sua fé.
Certamente, os problemas que vemos hoje também eram vistos naqueles dias, mas em escala muito menor. Não havia entusiasmo no erro. As pessoas, em geral, reconheciam quando estavam erradas, pois havia critério para todas as coisas. Devido à sociedade prezar pelas virtudes cristãs, os erros não eram aceitos nem estimulados, nem recebiam chancela social ou governamental como acontece atualmente.
A consequência de ser infectado por uma nostalgia profunda é se sentir como um alienígena, habitante de um mundo distante, se não no espaço, no tempo. Vive-se o estado fantasmagórico, como olhando para uma existência que é apenas miragem, projeções do passado.
Contudo, embora seja realidade inconteste que o mundo mudou radicalmente em seus valores e conceitos nas últimas décadas, não podemos viver de costas para o futuro, apenas olhando o passado. A nostalgia pode nos escravizar aos tempos antigos, roubando-nos as perspectivas e expectativas do presente e do futuro. Precisamos ser realistas, mas sem jamais desanimar! Que o mundo está em completa derrocada ética e moral, não é novidade. Precisamos lutar pelos valores cristãos para restabelecê-los em nossa época. É provável que não tenhamos sucesso, o que não deve nos roubar o empenho e a dedicação. É a nossa parte a fazer.
A completa corrupção da sociedade já foi profeticamente anunciada. As Escrituras já anteciparam que haveria tempos difíceis, que os homens não aceitariam a verdade, nos quais a própria igreja apostataria. O paganismo está renascendo e o que temos visto na sociedade é exatamente o seu reflexo. O que vale é o renovar de nossas forças, esperando sempre no Senhor. A força humana nada pode!
Porém, aquele que confia em Cristo trilhará perseverante todos os seus dias, não importando a idade que tenha. Calebe, aos oitenta e cinco anos estava disposto e animado para ir à guerra e tomar a terra que recebeu em herança do Senhor (Js 14.6ss). Mesmo os idosos devem buscar forças em Deus para frutificar (Sl 92.14). Nas Escrituras não existe aposentadoria. Se estamos vivos, há responsabilidades a serem cumpridas como cristãos, segundo as forças que o Senhor tem nos dado. Mesmo aqueles que, em nossos dias, já encerraram suas carreiras profissionais, têm a responsabilidade de continuar uma vida produtiva, realizando coisas para a glória de Deus. Nem a velhice física, nem aquela que é antecipada na alma pelo saudosismo exacerbado, devem impor ao crente o marasmo e a depressão.
Vivamos a plenitude da vida que o Senhor nos dá, respeitando as condições e limites de nosso próprio organismo. O jovem não deve agir como idoso, e o idoso não deve repetir os feitos do jovem. No entanto, todos devemos aproveitar ao máximo as capacidades e o tempo que recebemos para viver com o objetivo de glorificar a Deus com a nossa vida. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

INFANTILIDADE

 A Escritura nos chama ao crescimento. A fé que salva é a mesma que nos conduz ao amadurecimento. Permanecer na infância espiritual não é sinal de simplicidade, mas de estagnação. Paulo afirma que houve um tempo de menino, mas houve também um momento decisivo de desistir do que era próprio de menino.

Como lemos: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co 13:11). E ainda: “Para que não mais sejamos como meninos… mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:14-15). Nosso alvo deve ser amadurecermos na fé e nos relacionamentos. Alguns passos são importantes.
Pare de reclamar e passe a contemplar a beleza da bondade do Senhor. A reclamação nasce de um coração infantil, que se fixa no que falta, enquanto a gratidão brota de um coração em amadurecimento, que reconhece a graça presente mesmo em dias difíceis.
Pare de se comparar, nutrindo competição interior e amargura por aquilo que o outro tem ou é, e você não. A comparação revela imaturidade, pois desloca o olhar da soberania de Deus para a medida dos homens. O coração em amadurecimento aprende a celebrar a graça no outro, sem se diminuir.
Pare de procrastinar. Assuma responsabilidade com aquilo que é seu para ser e para fazer. A infantilidade adia, transfere culpas e evita esforço, enquanto a maturidade abraça o dever com diligência e fidelidade, mesmo quando não há aplausos.
Pare de falar sem ouvir. O menino reage; o adulto pondera. O imaturo se defende; o maduro discerne. Crescer “na verdade em amor” significa aprender a ouvir com humildade, falar com graça e corrigir com mansidão.
Pare de viver levado por emoções instáveis, opiniões passageiras e ventos de doutrina. A maturidade firma raízes em Cristo, desenvolve discernimento e constrói relacionamentos saudáveis.
Amadurecer é tornar-se mais parecido com Cristo. É desistir do ego, do orgulho e das reações infantis para viver a fé com responsabilidade, compromisso e amor.