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quarta-feira, 1 de abril de 2026

SALMO 62:8

 Este salmo convida o povo a confiar em Deus em todos os momentos da vida, não apenas quando tudo está bem, mas também nas horas de angústia, medo ou incerteza. Confiar em Deus significa reconhecer que Ele é o refúgio seguro, aquele em quem podemos descansar quando as forças faltam. O texto também nos ensina a derramar o coração diante de Deus, ou seja, falar com sinceridade sobre nossas dores, dúvidas e necessidades. O Senhor não exige uma oração perfeita, mas um coração aberto e verdadeiro. Assim, o versículo nos lembra que, em meio às pressões da vida, Deus permanece como abrigo para a alma e quem confia Nele encontra segurança, consolo e direção. Portanto, continue na jornada proposta, seja forte e tenha bom ânimo, pois tudo você pode Naquele que te fortalece.

FRAQUEZA

 “Da fraqueza tiraram forças.” (Hebreus 11.34)

Há alguns tipos de fraqueza que não são pecaminosos. Em referência a esses pontos fracos pode ser, depois de suplicar ao Senhor até três vezes para removê-los – que para o nosso bem, eles devem permanecer por algum tempo. Em seguida, será nosso Deus gracioso em nos dar, em vez de remover a fraqueza, esta resposta: “Minha graça é suficiente para você.”
Este é um caso de, em se tirar força da fraqueza, e há muitos dos santos de Deus que a experimentam diariamente por um abençoado privilégio. Eles são fracos, e continuam fracos. Eles têm enfermidades que uma vez quiseram ver removidas, mas que agora eles se contentam em ter, porque são da mesma mente do Apóstolo – eles se gloriam em suas fraquezas, porque quando são fracos então é que são fortes.
Mas, queridos amigos, há um outro tipo de fraqueza que é pecaminoso – uma fraqueza que não brota da natureza, mas da natureza decaída – não pelo desígnio de Deus, mas de nossa pecaminosidade. E disso deveríamos ter o desejo de nos livrar. Não podemos orar pedindo força na fraqueza pecaminosa, mas devemos sinceramente suplicar por forças para sair dela e de sermos feitos fortes pela graça para poder vencê-la. Isto parece-me ser a bênção especial relativa à fé é citada no texto, “da fraqueza tiraram forças.”
É o privilégio inestimável de muitos cristãos serem fortes na fraqueza, quando o ponto fraco é apenas uma enfermidade, mas é um dom precioso igualmente serem feitos fortes na fraqueza quando esta fraqueza é de um tipo pecaminoso, que nos torna suscetíveis à inclinação para determinados tipos de pecados, quer pelo desejo, quer pela sua prática.
Olhando em volta da Igreja em geral, com um olho tão imparcial quanto pudermos, tememos que a maior parte é hoje comparável a uma enorme enfermaria, em vez de um campo preenchido com bravos soldados. Tanto pastores e membros privados da Igreja são muito geralmente fracos em uma maneira ou outra. Eles estão vivendo, mas são doentes. Eles estão trabalhando para Deus, mas eles estão trabalhando de forma fraca, ineficiente, na energia da carne.
Eu desejo neste dia falar com aqueles que são fracos – fracos onde eles não deveriam ser – e que sentem uma tendência crescente para se contentar com essa fraqueza. Gostaria de incitar aqueles que estão começando a imaginar que fraqueza é o estado normal e adequada de um cristão – que, ser incrédulo, desalentado, nervoso, tímido, covarde, inativo, sem coração, na pior das hipóteses é uma coisa muito desculpável. Eu quero, se Deus quiser, mostrar aos pecaminosamente fracos que sua condição não é boa em todos os aspectos. Eu quero mostrar que é necessária uma operação da fé para nos tirar disso – de modo a nos livrarmos da nossa fraqueza e sermos tornados fortes pela graça, invertendo nossa condição atual, de modo a permitir-nos que sejamos poderosos na obra de Deus.
Uma vez que o texto ensina que a fé é a grande cura para a fraqueza espiritual, eu devo, em primeiro lugar, citar alguns casos de cura. Depois analisar o remédio. E em terceiro lugar me esforçarei para administrá-lo, e em quarto lugar, direi uma palavra de louvor ao Médico que o prescreveu.
Nos tempos apostólicos foi pela fé que muitas doenças foram curadas pelo toque de cura dos Apóstolos. Esse poder de cura, provavelmente, tornou-se extinto, ou jaz adormecido na Igreja – mas ainda existem indicações de que a fé tem poder nessa direção. Não posso deixar de pensar que, quando John Wickliffe, erguendo-se no seu leito de enfermidade, disse aos monges que o cercaram, esperando que ele morresse e tentando-o a se retratar, “eu não morrerei, mas viverei para declarar os atos perversos dos monges” – não podemos deixar de pensar que sua fé teve muito a ver com sua cura.
Esses casos maravilhosos gravados na vida de Dorothea Trudel de Zurique indicam o poder singular da fé para ajudar na cura do corpo por sua influência calmante sobre a mente.
Que mulher admirável, que se tornou a fundadora de um hospital em que curas foram operadas principalmente pelos meios da oração e da fé.
Que a fé fortalece os homens cristãos foi provado muitas vezes na história da Igreja de Deus. A fraqueza da Igreja brota principalmente a partir de uma falta de fé no seu Deus e na revelação que Deus lhe confiou.
Quando os homens acreditam intensamente e agem vigorosamente. E quando os seus princípios penetram suas próprias almas e tornam-se preciosos para eles como a própria vida, então nenhum sofrimento é muito grave, nenhuma tarefa é muito trabalhosa, e nenhum conflito muito heroico. Eles vão enfrentar impossibilidades – rir-se-ão delas e as superarão – uma vez que sabem com certeza que os princípios nos quais eles se fundamentam são certamente de Deus.
Esta parece-me ser a grande obra que Lutero fez em seus dias sob o poder do Espírito Santo de Deus. Ele trouxe de volta a Igreja à sua força espiritual.
Veja um homem como ele entrando em Worms, desafiando uma série de demônios, embora eles fossem tantos quanto as telhas nos telhados das casas! Veja-o levantando-se na Dieta de Worms e alegando que ele não podia se retratar em relação à verdade evangélica que havia pregado e ensinado!
Veja como Deus usou Whitfield e Wesley para restauração da fé em seus dias. Eles estavam tão cheios do Espírito de Deus, e poderiam vê-Lo tão claramente em todos os lugares no trabalho, que eles não sentiam necessidade de provar o que outros homens estavam discutindo sobre se as Escrituras eram divinamente inspiradas ou não.
Os seguidores de Whitfield e Wesley, em vez de provarem com desconfiança e pedindo desculpas pelo Evangelho com tibieza, vinham adiante afirmando, “assim e assim disse o Senhor.”
Irmãos, nossas Igrejas devem voltar para a antiga fé e se vocês não acreditam nos artigos de sua fé, rejeitem-nos e não sejam crentes falsos. Se as doutrinas que vocês professam são, de fato, verdadeiras, peguem-nas gravem-nas em suas almas e consciências. Tenham fé em Deus e na Verdade – que a verdade de Deus não pode ser destruída, nem Deus derrotado.
O que foi provado ser verdadeiro em maior escala tem sido verdade em todas as demais instâncias. Por exemplo, a fraqueza da natureza humana depravada sempre ocupa lugar antes que a energia da fé do Espírito opere em nós.
O pecador, despertado em sua fraqueza, suspira dolentemente:
“Eu gostaria, mas não posso louvar,
Eu gostaria, mas não posso orar.
Eu gostaria, mas não posso romper os laços do pecado.
Eu gostaria, mas não posso quebrantar o meu coração
e suavizá-lo em penitência.”
Quando o pecador é dirigido para a Cruz e trata de confiar a si mesmo a Jesus – vendo o sangue aspergido e a justiça operando – então o homem pode orar, pode cantar, pode se quebrantar em penitência ou pode se elevar em chamas de amor!
A incapacidade da natureza humana é instrumentalmente removida pela energia da fé. Foi por crer que você se tornou forte. Se você tivesse continuado confiando em sua própria capacidade de vencer a tentação, ou confiando em suas obras, permaneceria se sentindo fraco para sempre – mas quando você olhou para fora de si mesmo para Cristo e confiou nele então a Sua força veio para você! O mesmo é verdade em relação à fraqueza espiritual posterior que ocorre após a conversão. Cristãos que estão vivos para Deus, e são dotados com um pouco de força Divina, são atacados às vezes com um declínio espiritual universal. Assim como às vezes vemos uma pessoa forte e saudável empalidecendo e desmaiando, perder o apetite e cair na doença.
Eles não perdem a vida, mas eles perdem toda a sua energia e tornam-se apáticos, sem vida e cheios de inquietações e temores. Em seguida, eles mal podem andar, e muito menos agir. Tais pessoas vão testemunhar que a única maneira de recuperar sua força é pela fé. Eles devem vir novamente para os primeiros princípios e confiar suas almas de novo a Jesus – acreditando mais uma vez com uma novidade de energia nas antigas doutrinas do Evangelho! Eles devem ir a Deus como a um verdadeiro Deus na oração de fé e, em seguida, eles não vão ficar por muito tempo fracos.
Outra fraqueza comum entre os cristãos é a timidez. A modéstia é bonita, mas pode se degenerar em covardia. É bom ser humilde – mas nunca é bom ser fraco e temeroso. Alguns estão sempre com medo. Não se atrevem a tentar isso e não se atrevem a tentar aquilo. E se acontecer de serem colocados num ofício no qual eles possam influenciar os outros por seus conselhos, eles são oficiais chocantemente ruins, porque eles estão sempre mantendo a Igreja debaixo de um espírito de medo da derrota. O que é uma cura certa para a timidez? Fé – a crença na Verdade de Deus, no Seu poder invisível.
A impaciência, também – a murmuração impaciente – é outra forma de fraqueza cristã pela qual não devemos esperar que sejamos feitos fortes na graça divina, mas devemos implorar por graça para sair dela.
Irmãos e irmãs, se tivéssemos mais fé em Deus que Ele faz tudo cooperar para o bem daqueles que O amam, não ficaríamos tão impacientes!
Consideremos agora o remédio da fé. Um dos primeiros ingredientes do remédio da fé é um sentimento de direito. Todo mundo admite que, quando um homem é certo que o direito está do seu lado, ele encontra força nessa crença. Há verdade no velho ditado que “uma boa consciência é a melhor armadura.”
Um homem que não pode argumentar, mas que sabe que ele está certo, de alguma forma ou de outra permanece firme. Ele diz: “meu adversário tem mais inteligência do que eu. Ele entende de lógica melhor do que eu, mas eu sei que eu estou certo.” E saber que você está certo necessariamente lhe dá força. A fé é uma crença na justeza daquilo que Deus revela, uma confiança em Sua verdade. E quem não sabe que um homem que crê, por isso, torna-se forte?
Um segundo ingrediente é a autoridade celestial. Todo mundo sabe que um homem que é naturalmente fraco frequentemente atuará muito bravamente quando ele tem autoridade para apoiá-lo.
Um homem, portanto, consciente de que ele tem uma missão do Céu, não pode ser medroso! Ele deve ser poderoso! E quando a pessoa sente, além disso que o decreto de Deus o nomeia para realizar um determinado fim. Que a promessa declara que ele deve ter êxito. E que a partir da eterna natureza da verdade não pode sustentar a derrota – então certamente ele permanece inabalável no meio das ondas e ele não pode vacilar! Ele lança todos os pensamentos de medo aos ventos.
Misturado com isso está a consciência da companhia celestial que faz o crente corajoso. O cristão sente que ele tem a companhia do seu Deus e Salvador. O nome de Jesus é “Emanuel, Deus conosco.” O melhor de tudo é Deus estar conosco. Se nós sofremos, Jesus sofre em um de seus membros. Se somos caluniados e reprovados por causa de Jesus, é a Cruz de Cristo, que nós estamos carregando, e Jesus a carrega conosco.
Além de tudo isso a fé tem uma expectativa de ajuda sobrenatural. A fé ouve as rodas da Providência que trabalham em seu nome. O cristão, não na imaginação, mas na verdade espiritual, pode ouvir as asas dos anjos voando para o resgate da Verdade Divina. Deus trabalha para o Seu povo. O mal Ele dificulta e restringe. O bem Ele vivifica e se multiplica.
Eu não devo omitir um ingrediente poderoso no remédio da vida de fé – a perspectiva de recompensa final. A fé sussurra para si mesma, “Eu posso cair, mas eu ressuscitarei.” Ela sabe que, no final, ela não pode, não deve, cair – que ela deve vencer! Quando um homem teme a derrota ele, provavelmente, a traz para si, porque o seu medo a pressagia. Mas quando um homem não sabe como ser derrotado, os pequenos desastres mesquinhos contribuem para a sua vitória final.
A fé vê o invisível e contempla a substância daquilo que ainda está longe. A fé crê em Deus – um Deus presente poderoso pleno de amor e de sabedoria efetuando Seus decretos – realizando seus propósitos, cumprindo Suas promessas, glorificando o Seu Filho. A fé crê no sangue de Jesus, na redenção eficaz na cruz sangrenta. Ela acredita no poder do Espírito Santo! A fé apreende a realidade da Bíblia – ela não olha para ela como um sepulcro com uma pedra colocado sobre a mesma – mas como templo no qual Cristo reina, como um palácio de marfim do qual ele vem cavalgando no seu carro, vencendo e para vencer.
A fé não acredita que o Evangelho seja um pergaminho desgastado, para ser enrolado e guardado. Ela acredita que o Evangelho, em vez de estar na sua senilidade, está em sua juventude! A fé não faz fugir da luta – ela anseia por isso, porque ela prevê a vitória.

SEMENTE

 

Sempre enfatizo em minhas mensagens a importância do “dar”. Mas, para muitas pessoas, este não é um assunto agradável. Porém, a Bíblia está repleta de passagens em que Deus nos ensina a ser doadores, e eu tenho visto, em minha própria vida e na minha igreja, como esta prática traz retorno.

Temos que entender que a matemática de Deus é diferente da nossa. Deus não trabalha com a lógica humana. Em Deus, quanto mais você dá de coração, mais você tem, pois Ele trabalha com o princípio do semear e colher. Então, o que semeamos pode sair do nosso bolso, mas não sai da nossa vida, pois colheremos muito mais depois!

O propósito da doação não é fazer negócio com Deus, como se déssemos apenas para receber multiplicado. É claro que ser abençoado é nosso direito, mas Deus quer cultivar em nós o espírito abençoador, desprendido, pois este dar e receber é um ciclo que traz benefícios para nós e para os outros.

Dar é uma atitude de fé também. As riquezas não podem ser o nosso deus e, por isso, somos convidados a dar crendo na fidelidade de Deus em nos suprir com aquilo que precisamos, mesmo sem aquela parte que abrimos mão.

Você sabia que os recursos que vêm às suas mãos são sementes? O que você tem feito com elas?

Não podemos comê-las, mas devemos plantá-las em solo fértil, e isso quer dizer ser generoso em todo tempo. Sim, você pode praticar a generosidade em meio à crise! Então, peça ao Espírito Santo que lhe mostre quem e como você pode abençoar alguém hoje!

Deus é fiel à Sua Palavra e mostrará a você como a sua porção pode ser ainda maior se você se dispuser a ser bênção para outros!

VIDA

 Em certos momentos da vida se faz necessário avaliar o caminho e, talvez, tomar outro rumo. Gosto de recomeçar, é algo que me motiva. Alguns formatos precisam ser substituídos, sem cair no comodismo. Se tem vida, deve ser dinâmica. Mas recomeçar carrega, muitas vezes, a impressão de perda, como se tudo precisasse ser reconstruído do nada. No entanto, nenhum novo início acontece no vazio. Cada experiência vivida, cada acerto e cada erro deixam marcas que se transformam em sabedoria. O que foi atravessado não se perde, torna-se parte do olhar mais atento que agora conduz os passos. Há uma maturidade silenciosa que nasce depois das quedas, das decepções e dos caminhos que não deram certo. Essa maturidade não endurece, mas esclarece. Ela ajuda a reconhecer limites que antes não eram percebidos, a identificar situações que já não combinam com a verdade do coração e a estabelecer um novo modo de caminhar. Recomeçar, assim, deixa de ser um retorno e passa a ser um avanço mais consciente. Deus não nos conduz de volta ao ponto inicial, mas nos chama a seguir adiante com mais lucidez. Ele transforma as experiências em aprendizado e abre possibilidades que antes não estavam claras. Há uma força especial em quem recomeça sabendo o que não aceita mais carregar. Essa clareza protege, orienta e sustenta novas escolhas. O coração aprende a dizer não ao que fere e sim ao que constrói. Aos poucos, o caminho vai se desenhando com mais verdade, menos ilusões e mais autenticidade. O passado deixa de ser peso e se torna base. O novo não surge como ruptura total, mas como continuidade transformada. E nesse movimento de reconstrução, a alma descobre que recomeçar é um ato de coragem que honra tudo o que foi vivido, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma vida mais consciente, mais digna e mais alinhada com aquilo que realmente importa.

ESTAÇÃO

 A cada estação da vida enfrentamos mudanças, muitas vezes inesperadas. Lembro-me de que, há vinte anos, eu poderia caminhar cinco dias pela mata amazônica no trabalho missionário e, após uma boa noite de sono, já me sentia recuperado. Hoje, algumas horas de caminhada já podem me render dores no corpo por muitos dias. A vida muda. Nós mudamos. As estações passam.

Em cada fase da existência há perdas e ganhos, desafios e dádivas. Se, por um lado, em certos momentos perdemos vigor físico, por outro, podemos crescer em experiência, discernimento, paciência e serviço. Se em uma etapa há mais força para correr, em outra há mais sabedoria para caminhar. Deus trabalha em nós em todas as estações.
Por isso, quero encorajar você a olhar com gratidão, contentamento e expectativa para o presente momento da sua vida. Alguns estão na flor da juventude, cercados de sonhos, energia e planos. Outros vivem uma fase mais madura, marcada por responsabilidades, aprendizados e frutos. Outros estão na chamada terceira idade, com condições novas de vida, e potencial para florescer de forma singular. As estações são distintas, mas Deus é o mesmo. E Ele tem planos de amor para nós em cada uma delas.
A Palavra nos diz: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo” (Ec 3:11). Gosto muito da expressão “devido tempo”, porque ela nos lembra que Deus não se atrasa, não se adianta e não perde o controle da história. Ele faz cada coisa formosa, bela e apropriada no tempo certo. O texto fala sobre os tempos da vida, e podemos também aplicá-lo às estações que vivemos. Há uma formosura própria em cada fase, ainda que ela venha acompanhada de lutas, limitações e despedidas.
Agradeça a Deus pelas estações que já passaram. Foi Ele quem o sustentou, livrou, ensinou, tratou e fez crescer. Nenhuma fase da sua caminhada esteve fora das mãos do Senhor. E tenha contentamento em Deus pela estação em que você se encontra agora. O seu alvo não é viver preso ao passado, nem ansioso pelo futuro, mas ser hoje tudo o que Deus o chamou para ser e fazer hoje tudo o que Ele o chamou para fazer.
Não compare as estações da vida de forma desnecessariamente nostálgica ou amarga. Cada momento possui sua beleza singular e também seus desafios próprios. O mesmo Deus que o conduziu até aqui continuará sendo fiel. Descanse nele. Viva com contentamento. Abra os olhos para enxergar as oportunidades que Ele lhe dá nesta presente estação. Cumpra a missão que Ele confiou a você, com as forças que Ele provê. E floresça, para a glória de Deus, exatamente na estação em que Ele o plantou, cheio de contentamento por Sua fidelidade.

VAZIO

 Tem uma tristeza silenciosa nessa frase, não pela ausência em si, mas pelo desencontro no tempo.

A gente cresce achando que sempre vai dar tempo…Tempo de ouvir mais uma história, de perguntar sobre o passado, de sentar sem pressa.
Mas muitas vezes, quando nos tornamos pessoas capazes de sustentar essas conversas com presença, curiosidade e afeto, elas já não estão mais aqui.
Em Pequena Coreografia do Adeus, toca justamente nesses vazios que não fazem barulho, mas moldam quem a gente se torna. É um livro sobre ausências que permanecem, sobre vínculos que se transformam e sobre aquilo que a gente só entende tarde demais.
Talvez essa frase não fale só das avós.
Fale de tudo aquilo que a gente aprende a valorizar quando já virou memória!

MAL

 Provérbios 8:13 declara: “O temor do Senhor consiste em odiar o mal…” 

O texto define, de forma objetiva, a natureza do verdadeiro temor do Senhor: ele se manifesta em uma rejeição deliberada, contínua e prática do mal. Não se trata de uma aversão ocasional, mas de uma postura estabelecida do coração regenerado. O verbo “odiar” aponta para uma disposição firme e permanente contra tudo o que viola o caráter santo de Deus.

Temer ao Senhor é viver sob a consciência constante de Sua santidade absoluta. Isso implica submeter cada pensamento, palavra e ação ao padrão das Escrituras. Provérbios 3:7 reforça: “Teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Não há verdadeira sabedoria sem separação do pecado. Qualquer profissão de fé que não produza afastamento do mal é, no mínimo, questionável.

O Salmo 97:10 afirma: “Vocês que amam o Senhor, odeiem o mal.” O amor a Deus não é meramente afetivo; é evidenciado por uma ruptura clara com o pecado. A santidade prática é a marca inevitável daqueles que pertencem a Deus.

José ilustra essa verdade em Gênesis 39:9: “Como, pois, faria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” Sua resposta não foi baseada em conveniência, mas numa compreensão correta de quem Deus é. O pecado, em sua essência, é uma afronta direta ao Senhor.

Entretanto, tal disposição não procede da natureza humana caída. Hebreus 1:9 declara que Cristo “amou a justiça e odiou a iniquidade”. Somente por meio da união com Ele, na obra regeneradora, o pecador recebe um novo coração capacitado a odiar o mal e amar a justiça.

Portanto, examine sua vida à luz dessa verdade. O temor do Senhor sempre se evidenciará por uma rejeição consistente do pecado e uma vida que busca refletir a santidade de Deus.


INTIMIDADE

 Intimidade com Deus não é sentir algo o tempo todo, é permanecer mesmo quando não sente nada.

Há dias em que você sente, há dias em que parece silêncio. E é exatamente aí que muitos desistem.
Mas quem entende a profundidade do relacionamento com Deus não se move apenas pelo que sente, se move pelo que sabe. Sabe quem Deus é. Sabe o que Ele já fez. Sabe que Ele permanece, mesmo quando o coração oscila.
A maturidade espiritual começa quando você continua orando sem vontade, continua buscando sem resposta imediata, continua permanecendo mesmo sem sentir. Porque intimidade não é construída no auge, é consolidada na constância.
Deus não se afasta no silêncio, Ele aprofunda.

LUTA

 Quando Elias lutou contra a depressão, Deus não enviou um anjo para pregar para ele, dizer que ele precisava orar mais ou condená-lo por se sentir assim.


Ele enviou um anjo para confortá-lo enquanto ele descansava. Algumas pessoas só precisam ser confortadas.


Deus ouve suas orações.

Deus pode sentir sua dor.

Ele sabe que você está sobrecarregada, exausta e preocupada sobre como as coisas podem dar certo.


Deus está lhe dizendo hoje:

"Confie em mim. Eu vou te ajudar a passar por esta tempestade. Eu vou consertar o que está quebrado.

Descanse na minha presença."


Deus diz:

Pensar demais vai acabar com sua paz.

Ore, confie e deixe em minhas mãos.


Então Jesus disse:

"Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso."

Mateus 11:28

NOSSA

 Às vezes tudo o que conseguimos ver são pedaços quebrados da nossa própria história.


Sonhos que não deram certo.

Planos que fracassaram.

Orações que parecem não ter sido respondidas.

Relacionamentos que se partiram.

Partes de nós que ficaram espalhadas pelo chão da vida.


E olhando para esses cacos, pensamos:

“Acabou.”

“Não tem mais jeito.”

“Deus desistiu de mim.”


Mas existe algo que nossos olhos não conseguem ver.


Enquanto você olha para os cacos,

Deus olha para o barro.


Enquanto você vê fim,

Deus vê recomeço.


Enquanto você vê ruína,

Deus vê matéria-prima para um milagre.


Deus nunca se assusta com aquilo que se quebrou na sua vida.

Ele é especialista em reconstruir histórias que parecem impossíveis.


O Oleiro não joga o barro fora quando ele perde a forma.

Ele apenas o coloca novamente nas mãos e começa outra vez.


Talvez hoje você se sinta exatamente assim:

quebrado… cansado… sem forma… sem direção.


Mas a Bíblia diz:


“Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão.”

— Jeremias 18:6


Você pode até achar que está no chão,

mas se ainda está nas mãos de Deus,

então sua história não terminou.


Porque o mesmo Deus que permite o processo

é o Deus que também refaz o vaso.


E quando Ele termina…

o vaso não fica apenas restaurado.


Ele fica mais forte, mais profundo e mais bonito do que antes.


Talvez hoje você só veja os pedaços.


Mas Deus já está vendo

a obra-prima que você ainda vai se tornar.


E nenhuma mão quebra aquilo

que o Oleiro decidiu reconstrucao