Tem uma tristeza silenciosa nessa frase, não pela ausência em si, mas pelo desencontro no tempo.
A gente cresce achando que sempre vai dar tempo…Tempo de ouvir mais uma história, de perguntar sobre o passado, de sentar sem pressa.
Mas muitas vezes, quando nos tornamos pessoas capazes de sustentar essas conversas com presença, curiosidade e afeto, elas já não estão mais aqui.
Em Pequena Coreografia do Adeus, toca justamente nesses vazios que não fazem barulho, mas moldam quem a gente se torna. É um livro sobre ausências que permanecem, sobre vínculos que se transformam e sobre aquilo que a gente só entende tarde demais.
Talvez essa frase não fale só das avós.
Fale de tudo aquilo que a gente aprende a valorizar quando já virou memória!
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