Total de visualizações de página

terça-feira, 31 de março de 2026

MARIA

 Só Maria carregou o Rei dentro de si.

Nós, quando achamos que somos grandes demais, revelamos apenas soberba, vaidade e um coração que ainda precisa ser tratado.


Quem realmente entende quem é Cristo não anda com arrogância, anda com humildade, gratidão e consciência de que, sem Ele, não somos nada.


Enquanto muitos vivem como se fossem soberanos da própria história, o Evangelho nos lembra de uma verdade desconfortável: nós não somos reis… somos dependentes da graça.


O ser humano, desde o Éden, tenta construir um trono para si mesmo. A arrogância é a velha tentativa de ocupar o lugar de Deus. O orgulho é a ilusão de autonomia. Mas a realidade da nossa natureza nos confronta: somos pó, frágeis, limitados e completamente necessitados da misericórdia divina.


Maria não foi escolhida por grandeza humana, mas por humildade diante de Deus. O céu não procura pessoas cheias de si, mas corações rendidos. Deus não habita em tronos de orgulho, mas em almas quebrantadas.


Enquanto o mundo incentiva você a se exaltar, o Reino de Deus chama você a se humilhar. Enquanto a cultura diz “seja o centro”, o Evangelho diz “Cristo é o centro”.


Porque a verdade é simples e profunda:

Quem se acha grande demais para se curvar diante de Deus ainda não entendeu quem Deus é… e muito menos quem ele mesmo é.


No Reino, os orgulhosos caem, mas os humildes são levantados.

Quem tenta ser rei da própria vida se perde.

Mas quem se rende ao verdadeiro Rei encontra vida. ✝️🔥


“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

— Tiago 4:6



IGREJA

 Ir à igreja não é o mesmo que ser transformado por Deus.


Há pessoas que frequentam cultos, cantam louvores, levantam as mãos e conhecem os versículos… mas o coração continua endurecido, o caráter continua corrompido e a vida continua distante da vontade de Deus.


A igreja nunca foi um museu de santos.

Ela sempre foi um hospital para pecadores.


Mas existe algo que muitos esquecem: nem todo paciente quer ser curado.


Alguns entram na igreja, mas não permitem que a Palavra os confronte.

Ouvem sermões, mas não abandonam o pecado.

Participam da comunidade, mas não se rendem ao Espírito Santo.


Jesus nunca prometeu que todos dentro da igreja seriam transformados.

Pelo contrário, Ele mesmo disse que o joio cresceria no meio do trigo.


📖 “Deixai crescer ambos juntos até à colheita.”

(Mateus 13:30)


Isso significa que estar no ambiente certo não garante um coração certo.


Há pessoas dentro da igreja que ainda vivem dominadas pela inveja, pelo orgulho, pela mentira, pela manipulação e pela falta de temor a Deus. A presença no templo não substitui arrependimento verdadeiro.


Por isso, discernimento é necessário.


Não se impressione apenas com quem fala de Deus.

Observe quem vive para Deus.


Não se impressione apenas com quem conhece a Bíblia.

Observe quem obedece a Bíblia.


Porque no final, Deus não olha para a frequência no culto…

Ele olha para a transformação no coração.


📖 “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

(Mateus 15:8)


A igreja é hospital.

Mas cura só acontece em quem decide se submeter ao tratamento do céu.


Frequentar a igreja pode mudar sua rotina.

Mas somente o arrependimento verdadeiro pode mudar sua vida. 🔥

QUANDO

 Às vezes pensamos que o milagre começa quando Deus faz algo extraordinário. Mas, nas Escrituras, quase sempre o milagre começa quando alguém obedece a uma instrução simples de Deus.


Aquela viúva, em meio à dor da perda, às dívidas e ao medo de perder seus filhos, não tinha praticamente nada. Apenas uma pequena botija de azeite. Aos olhos humanos era insuficiente. Aos olhos de Deus era o ponto de partida para um milagre.


O profeta não pediu ouro, nem riquezas escondidas. Ele disse algo aparentemente estranho:

“Vá e peça emprestadas muitas vasilhas, não poucas.” (2 Reis 4:3)


Perceba isso:

O azeite não parou porque Deus decidiu parar.

O azeite parou quando acabaram as vasilhas.


Isso revela um princípio profundo do Reino:

Deus derrama, mas muitas vezes o limite do derramar está na capacidade que preparamos para receber.


A viúva saiu batendo de porta em porta, recolhendo vasilhas vazias. Talvez tenha ouvido perguntas, talvez tenha enfrentado olhares curiosos, mas ela continuou obedecendo. E dentro de casa, no lugar secreto, Deus transformou a obediência em provisão.


O azeite começou a correr.

E continuou correndo.

E continuou correndo…


Até que todas as vasilhas foram cheias.


Assim também é na nossa vida espiritual. Muitos querem viver o milagre, mas poucos querem buscar as vasilhas. Poucos querem dar passos de fé quando ainda não há sinais de abundância.


Mas quando decidimos obedecer a Deus, mesmo em meio à escassez, Ele transforma o pouco em muito, o vazio em abundância e a crise em testemunho.


Talvez hoje você esteja olhando para sua vida e pensando que tem pouco: pouca força, poucos recursos, poucas oportunidades. Mas Deus não precisa de muito. Ele só precisa de um coração disposto a obedecer.


Vá buscar as vasilhas.

Prepare espaço.

Aumente sua fé.


Porque quando Deus decide derramar, o azeite não acaba — apenas enche tudo aquilo que estiver disponível.


📖 “Então entrou, fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; eles lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.”

(2 Reis 4:5)


Às vezes o milagre não está no que você tem…

está nas vasilhas que você decide buscar em obediência a Deus. ✨

FATO

 Você já percebeu que nem toda “espera em Deus” é, de fato, dependência? Às vezes, o que chamamos de espera é só resistência em obedecer. Porque intimidade com Deus não é apenas falar com Ele, é responder quando Ele fala.

Moisés clamou, mas Deus respondeu com direção. E naquele momento, o relacionamento não se aprofundaria com mais palavras, mas com obediência. Existe um lugar na vida espiritual em que Deus já não está mais revelando algo novo, Ele está esperando você viver o que já foi dito.

E é exatamente aí que muitos travam. Não por falta de fé, mas por falta de posicionamento. Intimidade não é só presença, é alinhamento. É quando você para de pedir sinais e começa a caminhar com o que já recebeu.

Talvez Deus não esteja em silêncio. Talvez Ele já tenha falado. A questão é: você está disposto a obedecer?

POÇO

 A mulher do poço carregava um passado que muitos usariam para julgá-la, cinco relacionamentos fracassados, rejeição e solidão. Ainda assim, Jesus não olhou para os erros dela, mas para o propósito que existia dentro dela.

Isso mostra que Deus não define você pelo que aconteceu ontem, mas pelo que Ele pode fazer a partir de hoje. O passado pode ter sido difícil, mas não determina o seu destino. Quando Jesus encontra alguém, Ele não aponta condenação, Ele oferece transformação.
Talvez as pessoas já tenham te rotulado, desacreditado ou lembrado dos seus erros. Mas Jesus vê além disso. Ele vê o potencial, a fé que ainda pode nascer e o futuro que Ele mesmo preparou.
Deus não descarta histórias quebradas, Ele as transforma em testemunhos. E o que parecia um passado complicado, nas mãos de Jesus, se torna o começo de um futuro restaurado.

ORE

 Tem gente que acha que está buscando Deus…

mas, na verdade, só está girando em torno da própria dor.
Ora, mas não solta.
Pede, mas não entrega.
Volta no mesmo ponto, na mesma memória, no mesmo peso.
E chama isso de espiritualidade.
Mas existe uma diferença silenciosa que quase ninguém percebe:
oração que liberta…
e oração que mantém você preso.
Nem toda oração está te curando.
Algumas só estão mantendo vivo aquilo que você nunca teve coragem de deixar morrer.
Chega uma hora em que não é sobre pedir mais.
É sobre direcionar certo.
Deus não é um lugar pra você revisitar a dor.
É o lugar pra você ser transformado a partir dela.
Ore melhor.

CASA

 Mesmo sem sair de casa, eu me recuso a deixar a peteca cair.

Tem dias em que a dor fala mais alto, em que o corpo pesa e a vontade tenta se esconder. Mas ainda assim… eu escolho levantar. Nem que seja devagar. Nem que seja só por mim.

Passo aquele batom da saúde, não para o mundo mas para o meu próprio espelho. Arrumo o cabelo, coloco um perfume que me abraça, espalho na pele um creme que me lembra: eu ainda estou aqui… viva, sensível, resistente.

Porque se tem algo que a dor não pode tirar de mim, é o brilho no olhar de quem decidiu continuar.

Sim, às vezes desanima. Às vezes parece que não melhora na velocidade que a gente queria. Mas melhora… aos poucos, em silêncio, em pequenas vitórias que só quem sente entende.

Hoje eu me escolho.

Hoje eu me cuido.

Hoje eu me enfeito… não para esconder a dor, mas para lembrar a minha força.

E mesmo dentro de casa,

eu floresço…com a minha e com a ajuda de vocês que me acompanham sempre por aqui com tantas mensagens de apoio , incentivo e amizade. Muito obrigada! 



VIDA

 Às vezes olhamos para a vida de algumas pessoas e pensamos que tudo aconteceu “por sorte”. Vemos a bênção, mas não vemos o processo. Vemos o milagre, mas não vemos as noites de oração. Vemos a colheita, mas esquecemos das lágrimas que regaram aquela terra.


Na Bíblia, quase ninguém chegou à promessa sem antes passar pelo silêncio, pela dor e pela renúncia.


José foi chamado de governador, mas antes foi esquecido numa prisão.

Davi foi coroado rei, mas primeiro fugiu pelo deserto.

Jó foi restaurado, mas antes perdeu tudo.


Deus nunca desperdiça o sofrimento de quem permanece fiel. Aquilo que hoje parece uma ferida, amanhã pode se tornar a marca da graça de Deus na sua história.


Muitas vezes o céu está trabalhando justamente no momento em que você pensa que nada está acontecendo.


Por isso, não desista.

A dor que hoje você enfrenta pode estar preparando a bênção que amanhã você irá testemunhar.


“Os que semeiam com lágrimas colherão com alegria.”

— Salmos 126:5


Continue caminhando.

Quem permanece em Deus transforma cicatrizes em testemunhos. ✨🙏🏻

ABANDONO

 Abandonado para que não sejamos abandonados

"À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mc 15.34).
Como entender o abandono do Filho de Deus pelo seu próprio Pai? Aos olhos do homem moderno, isso é não apenas inexplicável, mas intolerável. A morte de Cristo é o impensável do inacreditável. Quem poderia supor que o Deus eterno, presente em todo universo, porém maior e transcendente a ele, poderia nascer como um homem? Esse primeiro impensável, ainda que admitido, certamente levaria à conclusão lógica de que viveria eternamente. No entanto, nasceu exatamente com o objetivo de morrer. É história naturalmente inacreditável para o ser-humano, crida apenas mediante obra do Santo Espírito que infunde e desperta nos eleitos a fé verdadeira. A fé cristã passou também a receber esse tipo de ataque por parte de não crentes, bem como, de falsos crentes e falsos mestres atuais.
Rubem Alves, ainda bastante lido em nossos dias, que foi um pastor que abandonou seu suposto chamado devido às suas muitas heresias, chegou mesmo a afirmar, confirmando sua apostasia, que não podia crer em um Deus que matava seu próprio Filho na cruz. Aliás, concluiu que se Deus existe, então é fraco, pois não tem poder para evitar o nosso sofrimento. Arremata, dizendo que então ficamos com saudades de um Deus que não existe, o Todo-Poderoso. Por incrível que possa parecer, há chamados crentes que leem, e até supostos pastores que ainda citam, Rubem Alves em suas preleções. As acusações contra o amor de Deus são, logicamente, infundadas. Por meios corretos e santos, o Senhor conduz soberanamente todas as coisas para o seu devido fim, afirmação importante para não confundirmos a ética divina com a maquiavélica. Maquiavel, em sua mais famosa obra: “O Príncipe”, afirma aquilo que passou a ser a norma do homem atual: “os fins justificam os meios”.
No entanto, Deus não age por qualquer meio. Sempre opera por caminho de justiça. Foi exatamente para a execução da justiça que envia seu Filho. Entendamos que para o Pai não foi algo fácil. Ver seu Filho encarnado viver em meio a pecadores, enfrentar toda a afronta e escárnio, oposição, ser torturado e morto na cruz, só prova o quanto o ser-humano é mal e digno do inferno. No entanto, o Filho, vindo sim em obediência ao Pai, mas também espontaneamente, pois não há qualquer divisão, contradição ou disputa na Trindade (jamais esqueçamos que é um único Deus e não três deuses), realiza sua obra sabendo previamente qual é o inescapável resultado. No Getsêmani, quando seu corpo já tremia e sangrava antecipando o sofrimento da cruz, disse: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (Jo 12.27).
O Salvador sabia exatamente qual era o propósito de sua vinda. Não era passear no mundo caído por alguns anos, ensinando algo aos pecadores. Qual seria seu interesse nisso? Tirar férias nas trevas? Ainda que fosse a vida mais magnífica que este mundo caído possa prover não se compara a um segundo da existência como Deus, eterna e em plena glória, que desfrutava em sua natureza divina. Em outras palavras, o assumir a humanidade era prejuízo, humilhação, não algo prazeroso ou glorioso em si. A glória está em se submeter a tudo isso por amor ao Pai e aos eleitos, concedendo vida eterna, desfazendo as obras do primeiro Adão. Nosso olhar para cruz deve nos conduzir à compreensão de nossos pecados, de nossa culpa, não de qualquer injustiça do Pai eterno praticada contra o Filho. Afinal de contas, quem efetivamente matou a Cristo foram os homens, dentro de sua livre-agência dominada por suas próprias cobiças.
O próprio Jesus repreendeu a mulheres que choravam angustiadas quando o viram todo surrado, assumir a cruz em direção ao Calvário: “Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!” (Lc 23.28). Jesus sabia que a apostasia do povo traria sobre eles pesado sofrimento e a inevitável condenação. Temos que olhar para a cruz como o ato conjunto de amor da Trindade, quando historicamente o Deus Trino se sacrifica na humanidade de Cristo. Há um só Deus! Embora haja três Pessoas na Trindade, formam um único ser divino. A divindade não morre, não sofre como homens. No entanto, de um jeito completamente acima de nossa compreensão, viu o seu propósito concretizado. O que podemos dizer é que não foi agradável ao Senhor. Aquele que não tem prazer na morte do ímpio jamais poderia ter visto impassível a morte de seu Filho: “Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” (Ez 33.11).
Todo aquele que olha para a cruz só o pode fazer com amor e ódio. Pode olhar com amor, tendo a graça de Cristo atingido o seu peito, percebendo que tudo o que fez Deus foi com o objetivo de nos salvar de nossa própria tragédia. Experimentará também ódio, de seus pecados, de seu antigo modo de vida, verdadeira ojeriza do velho homem e do engano diabólico. Todavia, há aqueles que olharão apenas com ódio, de Deus, por descortinar e explicitar tão claramente a vileza do ser-humano em seu amor e apego ao pecado e à transgressão. Toda a vergonha e impotência do homem, a sua patética morte por ter existido como deus para si e nada poder fazer naquele momento. Certamente elegerão como a melhor estratégia de defesa, o ataque. Cristo sempre foi e sempre será não apenas a Pedra Angular da igreja, seu alicerce e Salvador, mas também a Pedra de Tropeço para todo incrédulo.
Entendamos que Jesus era sacerdote e vítima simultaneamente. Ele, sumo-sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque e o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, na cruz oficiou-se a si mesmo, entregando-se à morte como único sacrifício aceitável a Deus. Os pecados dos crentes do Antigo Testamento não foram vingados. Foram mantidos em suspenso por Deus, a fim de que também recaíssem sobre Cristo. A cruz é, nesse sentido, um vórtice temporal, atraindo para aquele momento o passado e o futuro. Todos os pecados já cometidos pelos eleitos, mantidos em suspenso, foram atraídos para ali, bem como todos os pecados dos eleitos que haveriam de nascer. O incomparavelmente maior se tornou o menor de todos. Jesus experimentou o inferno na cruz. Embora o inferno seja, de fato, um lugar, ele significa estar sob a presença punitiva de Deus, na completa ausência da graça.
Aqueles que acreditam que "o que aqui se faz, aqui se paga," deveriam entender que, embora essa terra seja uma existência amaldiçoada por Deus por causa do pecado, mesmo os ímpios ainda estão sob a graça comum de Deus. Por isso, vivendo continuamente na carne e no pecado, por graça o Senhor lhes concede momentos prazerosos, que alegram o coração deles. Imagine uma vida apenas de sofrimentos, sem interrupção, em intensidade tamanha garantida por uma existência imortal. Isso é o inferno. Como cita o apóstolo Paulo: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Co 2.9) – o mesmo pode ser dito sobre aqueles que não o amam. O grito insólito de Jesus manifesta o seu inferno. Todas as vezes que nosso Senhor se dirige a Deus nos evangelhos, o chama de “Pai”. O único momento que o chama pelo nome genérico de "Deus" é nessa ocasião: Eloí, Eloí, em aramaico, preferível à leitura em hebraico de Mateus: Eli, Eli. O que levou Jesus a soar sangue no Getsêmani e se angustiar como antecipação da morte, não foram as dores físicas que saberia que experimentaria, mas o momento em que “visitaria” a masmorra de Deus, o inferno, pregado à cruz.
Devemos entender que era isso o que nós, com justiça, deveríamos sofrer eternamente. No entanto, Jesus foi abandonado na cruz por seu Pai por alguns momentos, para que nós não fôssemos abandonados para sempre por ele. Precisamos compreender as reais dimensões do sacrifício de Cristo para que jamais achemos que, nas ocasiões de nossos sofrimentos, Deus tenha nos abandonado. Jamais! Isso é menosprezar o sacrifício de Jesus, desconfiar da eficácia de sua morte. Algo muito presente nos crentes hodiernos, pessoas acostumadas a pensar que Deus existe para simplesmente os servir e amparar, é a desconfiança quanto à vontade divina. Na iminência de grande sofrimento, desconfia-se que o Senhor nos permitirá sofrer e interpretamos isso como uma espécie de sadismo ou desprezo. Não entendemos que o fato de sermos pecadores faz com que sejamos dignos das maiores dores e que mesmo o sofrimento tem importante papel pedagógico em nossa vida. Lembre-se sempre: Deus jamais nos desampara. Diante da dor, das perdas, dobre sua vontade, humilhe-se e aceite.
Olhe para a cruz com amor e ódio! Ame a Deus e tudo o que ele já efetuou em sua vida, e odeie tudo o que de mal ainda há em você. Se assim for, você experimentará a paz de Deus, que excede todo entendimento, sarando e fortalecendo seu coração. Os sofrimentos dessa vida não se comparam ao peso da glória eterna. O paraíso não é aqui. Todavia, se nos levantarmos contra a vontade de Deus, apenas aguçaremos ainda mais a agonia da alma. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

LIMITE

 O limite de Isaac era a escassez.

Mas Deus o prosperou e ele colheu cem vezes mais na mesma terra.
O limite de Pedro era a dívida.
Mas Jesus encheu o barco de peixes.
O limite do povo era a fome no deserto.
Mas Jesus multiplicou pães e peixes para alimentar milhares.
O limite de Isaque era a escassez. A terra estava seca, o tempo era difícil e tudo parecia improdutivo. Mesmo assim ele semeou… e Deus fez brotar onde ninguém acreditava mais. Naquele mesmo solo de crise, ele colheu cem vezes mais.
O limite de Pedro era a dívida e o fracasso de uma noite inteira sem pescar nada. Redes vazias, cansaço e frustração. Mas quando Jesus entra no barco, o impossível se torna rotina. As redes se encheram de tal forma que quase se romperam.
O limite do povo no deserto era a fome. Milhares de pessoas sem comida, sem recursos e sem solução humana. Mas nas mãos de Jesus, cinco pães e dois peixes se tornaram suficientes para alimentar multidões e ainda sobraram cestos cheios.
A Bíblia nos mostra algo poderoso:
os limites humanos nunca foram limites para Deus.
Onde nós vemos falta, Deus vê provisão.
Onde nós vemos impossibilidade, Deus vê oportunidade de manifestar Sua glória.
Onde nós enxergamos o fim, Deus está apenas começando a escrever um novo capítulo.
Talvez hoje o seu cenário também pareça limitado: recursos curtos, portas fechadas, sonhos distantes…
Mas o mesmo Deus que fez a terra seca produzir, que encheu redes vazias e que multiplicou pão no deserto, continua sendo o Deus que age além da lógica humana.
“O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.”
— Filipenses 4:19
Frase final:
O que para você é limite, para Deus é apenas o lugar onde o milagre começa.

VOCÊ

 “Miqueias 6:8 afirma: ‘Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus’.”

Deus não fala em enigmas quando revela Sua vontade. Ele simplifica o profundo e aproxima o eterno do cotidiano. Não são rituais complexos nem gestos grandiosos que Ele requer. São passos diários: fazer o que é certo, tratar o próximo com compaixão e caminhar com um coração dependente d’Ele. Justiça, misericórdia e humildade não são metas distantes; são convites para viver como Deus vive.

Mas, se formos sinceros, sabemos como isso falha em nós. Tropeçamos na justiça quando buscamos nossos próprios interesses. Negamos misericórdia quando guardamos mágoas. Perdemos a humildade quando queremos controlar tudo. O problema não está na clareza do mandamento, mas na inclinação do coração. Há algo em nós que resiste ao caminho de Deus, e isso nos deixa cansados, culpados e distantes.

Ainda assim, Deus não nos abandona à nossa própria incapacidade. Ele nos mostra, em Cristo, como essa vida é vivida. Jesus encarnou cada palavra desse versículo. Ele fez o que era justo, mesmo quando custou tudo. Amou com misericórdia, mesmo sendo rejeitado. Andou humildemente, mesmo sendo o Senhor de tudo. N’Ele, vemos não apenas o padrão, mas o caminho.

E aqui está a boa notícia: você não precisa começar pelo desempenho, mas pela rendição. Em Jesus, há perdão para o que você não foi e poder para se tornar o que Deus deseja. Hoje, o Senhor chama você a confiar em Cristo, descansar na graça e permitir que Ele transforme seu coração; passo a passo, dia após dia.


AUTORIDADE

 

Se o inimigo tem tentando te colocar para baixo, te desesperar, te amedrontar, te encurralar e te dizer coisas terríveis para te prejudicar, use a autoridade que foi concedida a você mediante o nome de Jesus!

Não tenha medo das suas ameaças, do que ele quer te convencer; não tema o que ele pode fazer com você! Saiba que muito maior é aquele que está em você – Jesus – do que aquele que está neste mundo (1 João 4:4)!

Você precisa se lembrar todos os dias de quem você é em Cristo e do que pode nEle para não dar espaço para o inferno te convencer sobre qualquer tipo de derrota.

Em determinados momentos da sua vida, você precisará levantar a sua voz, colocando-o de volta no seu lugar. Seja firme, porque Deus te concedeu poder através do nome para quem todo joelho se dobra. Você pode mandar o inimigo parar de interferir em determinadas situações e dizer que os dardos inflamados lançados por ele não ficarão alojados na sua mente.

Creia que, ao falar isso, ele tem que obedecer, pois ele é derrotado e você é mais que vencedor em Cristo Jesus! Você é protegido pelo Rei dos reis, pelo Senhor dos senhores; você está em posição privilegiada quando foi colocado assentado com Cristo em lugares celestiais.

Não se acanhe, não deixe o diabo te intimidar. Não tenha medo dele! Ele veio para matar, roubar e destruir, é verdade, mas ele é derrotado. Você tem autoridade espiritual sobre o inimigo! E o melhor: você serve àquele que veio para te dar a vida, e não uma vida qualquer,

FAMILIA

 O inimigo raramente começa destruindo aquilo que é visível. Ele começa tentando enfraquecer aquilo que é mais precioso diante de Deus: a família.

A Bíblia revela que, desde o princípio, a família está no centro do plano de Deus. Quando Deus criou o homem e a mulher, Ele não estabeleceu primeiro um império, uma empresa ou uma nação. Ele estabeleceu um lar. Porque a família é o lugar onde valores são formados, fé é transmitida e gerações são levantadas para glorificar a Deus.
Por isso, muitos lutam tanto por conquistas materiais, mas se esquecem de proteger aquilo que realmente sustenta a vida: os relacionamentos dentro de casa.
O inimigo não se importa tanto com o tamanho da sua casa, com o valor do seu carro ou com aquilo que você possui. O que ele deseja é gerar divisão, frieza, orgulho, falta de perdão e distância entre aqueles que deveriam caminhar juntos.
Quando a família se enfraquece, o coração também se enfraquece. Mas quando uma família decide colocar Deus no centro, algo poderoso acontece: o lar se torna um lugar de cura, proteção e crescimento espiritual.
A Bíblia diz:
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
— Josué 24:15
Servir a Deus em família não significa perfeição, mas significa escolher diariamente amar, perdoar, cuidar e permanecer unidos mesmo em meio às dificuldades.
Cuide da sua família.
Invista tempo.
Ore por eles.
Proteja seu lar.
Porque no final da vida, não serão os bens que estarão ao seu lado… serão as pessoas que caminharam com você.
Frase final:
Às vezes, a maior batalha espiritual da nossa vida não é pelo que temos… é por quem amamos.

SERVIR

 Algumas pessoas se sentem tão salvas que nunca servem. Algumas servem na expectativa de serem salvas. Uma dessas frases lhe descreve? Você se sente tão salvo que nunca serve? Tão contente no que Deus fez que você não faz nada? O fato é que estamos aqui para glorificar Deus com o nosso serviço.

Ou sua tendência é o contrário? Talvez você sempre serve por medo de não ser salvo? Você teme que exista um cartão secreto com sua pontuação anotada nele – e sua pontuação não seja alta o suficiente. Será que isto lhe descreve? Se for, saiba disso: O sangue de Jesus é o suficiente para lhe salvar. João 1:29 anuncia que Jesus é “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”

O sangue de Jesus não cobre seus pecados, nem esconde seus pecados, nem adia ou diminui seus pecados. Ele tira seus pecados, de uma vez por todas. Então… já que você é salvo, você pode servir!


BATISMO

 Creio que o batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da conversão (Lc 24.49), no sentido de uma manifestação mais intensa e capacitadora do Espírito na vida do cristão (At 1.

😎.
Não creio nessa experiência como o momento em que o Espírito passa a habitar no cristão, pois Ele quem opera (Jo 16.7-8) e habita no crente na conversão (Jo 20.22). Antes, entendo o batismo no Espírito como uma intensificação da atuação daquele que já habita no cristão desde a regeneração (At 1.4-5).
Em relação aos dons espirituais, creio na atualidade de todos (At 2.39). Entendo que eles continuam sendo concedidos plenamente à Igreja para a edificação do corpo de Cristo e capacitação para a missão (At 1.😎, sendo a promessa do Espírito contínua desde o seu derramamento em Pentecostes (At 2.39; Jl 2.28).
Dentre eles, creio que o falar em línguas permanece disponível à Igreja (1Co 12.1-11), compreendendo seu caráter devocional, visando edificação pessoal e coletiva, por meio da interpretação (1Co 14.4-5).
Não vejo o dom de línguas como evidência normativa do batismo no Espírito Santo, ainda que essa tenha sido a minha experiência pessoal. Nisso, distancio-me da formulação clássica pentecostal da “evidência inicial”.
Creio que o Espírito Santo distribui os dons como quer, de modo que seu agir não se limita a uma única manifestação, mas sim por meio de qualquer um dos dons na vida do crente (1Co 12.11).
Creio na necessidade do uso equilibrado e consciente dos dons no contexto comunitário, visando, em última instância, a edificação do corpo (1Co 14). Sobretudo, creio que o amor a Deus e a igreja é a força motriz genuína para seu uso (1Co 13.1-3)
Rejeito a “carismania”, ou seja, a prática desordenada dos dons, pois negligencia o princípio bíblico de ordem e decência (1Co 14.40), e banaliza a ação e a pessoa divina do Espírito Santo (1Co 14.20,33).
Por fim, afirmo que a plenitude do Espírito não se evidencia primariamente por manifestações carismáticas (Mt 7.21-23), mas pelo fruto do Espírito (Gl 5.16-26). Assim, toda experiência espiritual genuína deve ser acompanhada de transformação ética e espiritual visível (2Co 3.18).

CRUZ

 A crucificação

“E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira. Deram-lhe a beber vinho com mirra; ele, porém, não tomou. Então, o crucificaram e repartiram entre si as vestes dele, lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram” (Mc 15:22-25)
A cruz foi uma forma de execução de pena de morte que os romanos herdaram dos persas. Roma a reservava para os inimigos, para aqueles que se levantavam contra o império. O objetivo era desincentivar qualquer rebeldia ou sedição, pois significava morrer com requintes de crueldade. Quem era pregado à cruz não apenas morria, mas era torturado irremediavelmente por várias horas antes de dar seu último suspiro. Era vexame e vergonha, a exposição patética de alguém totalmente vencido e derrotado, amargando o fracasso no escárnio público, servindo de espetáculo macabro a todos os curiosos. Exposto ao sol e sem água, o corpo ia se desidratando lentamente, provocando a agonia da sede. Um dos clamores de Jesus na cruz foi exatamente: “tenho sede” (Jo 19.28)
As dores eram lancinantes, não apenas aquelas causadas pelas perfurações dos cravos nas mãos e nos pés, mas também nas articulações dos braços e tornozelos, forçados pela posição imposta ao corpo crucificado. No caso de Jesus, ainda havia as contusões do espancamento, dos açoites cortantes que dilaceraram suas costas e da coroa de espinhos cravada em sua cabeça. Esta adicionava outra dificuldade. O fato de tê-la encravada, impedia que pudesse apoiar a cabeça no mastro principal da cruz, fazendo com que necessariamente tivesse que ficar pendida à frente, impondo grande desconforto ao pescoço.
Os ladrões crucificados ao lado de Jesus tiveram suas pernas quebradas. Tal era uma exigência dos judeus para acelerar a morte, pois, tendo sido crucificados na sexta-feira, não poderiam permanecer pendurados no madeiro além das dezoito horas daquele dia, hora em que começaria a guarda do sábado. Não poderia haver nenhum corpo exposto até o dia seguinte, sob pena de ficar a terra amaldiçoada (Dt 21.22, 23). Ao quebrar as pernas do crucificado, o corpo teria todo seu peso suportado exclusivamente pelos braços. Esse esforço produziria enorme esforço à musculatura da caixa toráxica, tornando a respiração cada vez mais difícil. A consequência seria uma parada cárdio respiratória.
Jesus não teve as pernas quebradas pois, diferente dos outros dois crucificados que foram alimentados normalmente e puderam passar a noite sem qualquer esforço, foi espancado severamente e passou a noite em claro, em julgamento fraudulento. Bastante desgastado, não conseguiu carregar sua cruz todo o percurso até o Calvário. A morte antecipada de Jesus é providencial, para se cumprir a Escritura. Como Cordeiro Pascal, oferecido para a quitação de nossa dívida, não poderia ter nenhum osso quebrado, isso porque os sinais da crucificação permaneceram nele mesmo após a ressurreição, o que Tomé pôde comprovar.
Para confirmar a morte, um soldado perfurou um lado de Jesus com uma lança, de cujo ferimento saiu sangue e água. Hoje, a medicina enxerga neste fato evidência incontestável de morte física resultante de grande flagelo. Há quem reconheça nisso fenômeno sobrenatural, como o último milagre de Jesus antes de sua ressurreição. De qualquer forma, a água e sangue vistos na cruz se ligam ao primeiro milagre do Messias, quando transformou água em vinho. Neste, Jesus explicitamente afirmou que sua hora ainda não era chegada. No entanto, na véspera de sua crucificação afirma: “É chegada a hora”, indicando claramente a ocasião de sua morte de cruz (Jo 12.23). O vinho e o sangue se ligam ao sacrifício de Cristo, a água à realidade do Espírito. No evangelho de João, Jesus é aquele que traz a plenitude do Espírito, vista como o alvo final de seu ministério.
O apóstolo Paulo percebe a cruz como evidência de maldição, aplicando à cena de Jesus crucificado o que afirma a lei: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro) (Gl 3:13). Na lei de Moisés, o texto se referia ao enforcamento e à empalação (quando o corpo é atravessado por uma lança que é fincada na terra). No entanto, inspirado por Deus, o apostolo percebe a crucificação como cumprimento desse princípio aplicado a Jesus. Ele levou sobre si a maldição do pecado que recaiu sobre nós, pagando nossa dívida de sangue. Morreu a nossa morte para que pudéssemos viver sua vida.
O reconhecimento daquilo que Jesus fez por nós está no centro da experiência cristã, sendo o motivo e o motor do nosso amor para com Deus. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Não existe amor sem sacrifício. Quando, de alguma forma, nos esforçamos ou sofremos sinceramente por alguém, isso se constitui amor. Deus provou o seu amor dando seu Filho amado por resgate dos eleitos. Prepara um povo para si, para a adoção de filhos, para desfrutarem a sua eternidade para todo sempre. A cruz tem que estar no centro de nossa adoração, alicerce de nossa gratidão ao Senhor. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

 A fé não provada pode ser uma verdadeira fé, mas certamente será pequena, e é provável que se mantenha pequena enquanto estiver sem provações.

A fé nunca prospera tão bem como quando todas as coisas estão contra ela; as tempestades são seus treinadores, e relâmpagos são seus iluminadores.Quando a calma reina no mar, espalhe as velas como quiser; o navio não se moverá para o seu porto, pois em um oceano adormecido, a quilha do barco também dorme. Deixe os ventos uivarem apressados, deixe as águas se levantarem, e, então, embora o navio possa balançar, e sua plataforma possa ser lavada pelas ondas, e seu mastro ranger sob a pressão da cheia e intumescente vela, ele
avançará em direção ao porto desejado.
Nenhuma flor veste-se tão adoravelmente de azul como aquelas que crescem ao pé da geleira congelada; nenhuma estrela brilha tão intensamente como aquelas que brilham no céu polar; nenhuma água tem um gosto tão refrescante como a que brota no meio da areia do deserto; e nenhuma fé é tão preciosa como aquela que vive e triunfa na adversidade.
A fé provada traz experiência.
Você não teria acreditado em sua própria fraqueza se não tivesse sido obrigado a passar através dos rios; e você nunca teria conhecido o Poder de Deus se não tivesse sido apoiado em meio às inundações.
A fé aumenta em solidez, segurança e intensidade conforme ela é mais exercitada com a tribulação.
A fé é preciosa, e sua provação é igualmente preciosa. Não deixe isso, porém, desencorajar aqueles que são jovens na fé.
Você terá suficientes provações sem procurá-las; a porção completa será medida para você na época devida.
Enquanto isso, se você ainda não pode reivindicar o resultado de uma longa experiência, agradeça a Deus por aquilo que, pela graça, você tem; louve-O por aquele grau de sagrada confiança que você atingiu.
Caminhe de acordo com essa regra, e você terá ainda mais e mais as bênçãos de Deus até que sua fé remova montanhas e conquiste impossibilidades.

CAMINHO

 Quantas versões de mim ficaram pelo caminho até eu me tornar quem sou hoje?

Quantas vezes eu me calei quando queria falar, recuei quando queria ir, me adaptei quando queria ser?
Quantas escolhas fiz mais por medo do que por verdade e quantas possibilidades minhas ficaram guardadas em lugares onde eu nunca mais voltei?
Talvez eu não seja apenas o resultado do que vivi, mas também do que não me permiti viver…
Das palavras que engoli, dos caminhos que evitei, das partes minhas que achei que não cabiam no mundo ou que o mundo não suportaria.
Mas há algo silencioso e potente nisso tudo, nenhuma versão de mim se perde completamente!
Elas se transformam, se reorganizam e esperam.
E às vezes, voltam … não como arrependimento,
mas como saudade do que ainda pode ser.
Porque talvez a pergunta não seja só sobre o que eu perdi… mas sobre o que, mesmo depois de tudo, ainda posso me permitir ser!