Em 2 Reis 6, os filhos dos profetas estavam construindo um lugar maior. Eles estavam trabalhando, avançando, fazendo algo necessário. Mas, no meio da construção, o ferro do machado caiu na água.
Aquele homem ficou com o cabo na mão, mas perdeu o que dava força ao trabalho.
E essa cena fala muito. Porque é possível continuar no lugar certo, fazendo a coisa certa, mas sem o corte que antes fazia tudo avançar. É possível manter a aparência, a rotina, o movimento, mas por dentro saber que algo caiu no caminho.
Cabo sem ferro faz barulho, mas não corta. Cansa, mas não abre caminho. Parece trabalho, mas não produz resultado.
O homem poderia ter fingido. Poderia ter continuado batendo com o cabo vazio. Mas ele clamou: “Ai, meu senhor, porque era emprestado.”
Ele sabia que aquilo não era dele.
A força não é nossa. O chamado não é nosso. A direção não é nossa. Tudo que Deus entrega precisa ser carregado com temor.
Então Eliseu perguntou: “Onde caiu?”
Deus não trata no campo da desculpa. Ele leva ao lugar exato da perda.
Onde caiu?
Onde você perdeu o temor? Onde a oração virou rotina? Onde a entrega virou obrigação? Onde a ferida virou frieza? Onde você começou a bater com o cabo vazio e chamou isso de perseverança?
A Bíblia diz que Eliseu lançou um pau ali, e o ferro flutuou.
Ferro afunda. Ferro não volta sozinho. Mas quando Deus entra no lugar da perda, até aquilo que parecia impossível volta à superfície.
Só que depois Eliseu disse: “Levanta-o.”
Deus pode trazer de volta, mas você precisa pegar de novo com responsabilidade.
Não adianta continuar batendo se o ferro já caiu.
Volte ao lugar da perda. Mostre para Deus onde caiu. O Deus que fez o ferro flutuar ainda sabe devolver aquilo que você achou que nunca mais teria nas mãos.
“E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.”
2 Reis 6:6
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