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sábado, 10 de dezembro de 2022

AMADO

 A parábola dos dois filhos na sua possível conclusão muito me lembra uma frase do filósofo Alemão Nietzsche: 


" É muito fácil perdoar o que fizeste comigo. Mas como poderei perdoar o que fizeste contigo mesmo? " 


O filho que permaneceu em casa achava por ter obedecido deveria ser agraciado por isso, ele achava que merecia privilégios em detrimento do comportamento do irmão. 


Já o filho que resolveu se aventurar na vida e experimentar os prazeres para além dos que já tinha, se achava não merecedor de retornar como filho por ter transgredido. 


Nos dois casos não tinham a ver com o perdão do pai (Deus) e sim com a nossa capacidade de se relacionar com Deus como se relacionam com um credor. 


Como bem disse Rubem Alves: 


" Deus não soma créditos nem soma débitos "


Deus não vai te amar mais pelas coisas boas que você faz e nem vai te amar menos pelas coisas que você deixou de fazer. 


Precisamos nos afastar dessa condição de fazer ou não fazer pra Deus como estivéssemos em dúvida permanente.


A dívida foi paga antes do aja luz. 

E na amado somos aceitos, os braços do pai/mãe assim como os do cristo redentor estará sempre abertos independente de qualquer coisa. 


É pela graça, somente e simplesmente pela graça.

Os filhos não precisam do perdão do pai, eles precisavam de perdoar a si mesmos. 


Arrependa-se dessa relação credora, e viva a gratuidade da graça no amor acolhedor de Deus que sempre irá recebê-lo de volta e sempre acolhendo o que acha que precisa bater as metas para ser continuar acolhido. 



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