A parábola dos dois filhos na sua possível conclusão muito me lembra uma frase do filósofo Alemão Nietzsche:
" É muito fácil perdoar o que fizeste comigo. Mas como poderei perdoar o que fizeste contigo mesmo? "
O filho que permaneceu em casa achava por ter obedecido deveria ser agraciado por isso, ele achava que merecia privilégios em detrimento do comportamento do irmão.
Já o filho que resolveu se aventurar na vida e experimentar os prazeres para além dos que já tinha, se achava não merecedor de retornar como filho por ter transgredido.
Nos dois casos não tinham a ver com o perdão do pai (Deus) e sim com a nossa capacidade de se relacionar com Deus como se relacionam com um credor.
Como bem disse Rubem Alves:
" Deus não soma créditos nem soma débitos "
Deus não vai te amar mais pelas coisas boas que você faz e nem vai te amar menos pelas coisas que você deixou de fazer.
Precisamos nos afastar dessa condição de fazer ou não fazer pra Deus como estivéssemos em dúvida permanente.
A dívida foi paga antes do aja luz.
E na amado somos aceitos, os braços do pai/mãe assim como os do cristo redentor estará sempre abertos independente de qualquer coisa.
É pela graça, somente e simplesmente pela graça.
Os filhos não precisam do perdão do pai, eles precisavam de perdoar a si mesmos.
Arrependa-se dessa relação credora, e viva a gratuidade da graça no amor acolhedor de Deus que sempre irá recebê-lo de volta e sempre acolhendo o que acha que precisa bater as metas para ser continuar acolhido.
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