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terça-feira, 13 de junho de 2023

APOIO

 Devemos apoiar, promover e participar do que for justo e bom em nossa sociedade, bem como repudiar, protestar e boicotar aquilo que for degradante e corrosivo, pois somos sal e luz. Não devemos, porém, nos iludir com as soluções humanas, pois essas não podem redimir e salvar. 


Ao fim do dia, a postura essencial do povo de Deus continua sendo aquela que Paulo ensinou ao jovem Timóteo: “prega a palavra, quer seja oportuno quer não…” (2 Tm 4:2). E declara que essa pregação deve acontecer com perseverante paciência (“toda longanimidade”) e fidelidade bíblica (“doutrina”), usando três verbos que devem marcar a apresentação do evangelho: “corrige”, (do grego elegcho: apontar o erro, mesmo quando inconveniente), “repreende” (do grego epitimao: apresentar claramente as consequências do pecado), e “exorta” (do grego parakaleo: trazer para o lado, consolar, confortar). 


O evangelho de Deus, apresentado nos critérios dEle, faz sempre esses dois movimentos: confronta o pecador, lançando luz sobre o seu pecado, e apresenta a graça de Deus, capaz de perdoar e redimir.


Fujamos das ideias alienantes que propõem uma espécie de clausura cristã, sugerindo que observemos a deterioração da humanidade sem qualquer reação, a não ser o afastamento, perdendo o privilégio de chorar com os que choram e de ser sal que salga e luz que brilha. 


Na outra ponta, fujamos também das propostas antropocêntricas que desejam tornar o cristão apenas em um bom cidadão – e a cidade uma boa cidade – como se a igreja fosse vocacionada para ser uma boa ONG com alguns diferenciais de espiritualidade. 


A proposta do evangelho vai muito além dessas percepções, pois faz com que o cristão se revolte contra o pecado, se sensibilize com o sofrimento alheio e tenha imensa sede de apresentar a verdade que, em Cristo, redime o homem e glorifica a Deus.



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