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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

JILÓ

 Eu gosto da metáfora do crente jiló. E antes que alguém venha falar que jiló é amargo, presta atenção onde eu quero chegar: o jiló pode estar no meio do arroz, do feijão, da carne, da farofa, pode dividir o prato com o que for, mas ele continua tendo o gosto dele. Ele não pega o sabor de ninguém. Ele tem identidade. E é exatamente isso que está faltando em muita gente dentro da igreja. Perto de quem ora, ora. Perto de quem fala mal, fala mal. Perto de quem vive em santidade, quer santidade. Muda a roda, muda o comportamento. Muda a companhia, muda a conversa. Isso não é comunhão, é falta de identidade. Daniel entrou na Babilônia, aprendeu a língua deles, viveu no meio deles, serviu dentro daquele reino, mas Babilônia nenhuma conseguiu entrar dentro de Daniel. José viveu no Egito sem precisar se tornar egípcio por dentro. Você pode conviver com pessoas diferentes, trabalhar em ambientes diferentes e estar no meio de quem pensa diferente de você sem precisar perder quem você é em Deus. E tem mais: ter identidade não é ser grosseiro, intragável ou achar que nunca precisa mudar. O fruto do Espírito continua sendo amor, mansidão e domínio próprio. Identidade é saber quem você é sem precisar virar outra pessoa para caber em cada mesa. Seja como o jiló: podem até não gostar do seu sabor, mas que ninguém consiga mudar aquilo que Deus colocou dentro de você. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” Romanos 12:2.



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