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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

BALANÇO

 

Quando eu era criança, vi muitas vezes, as lojas colocando um cartaz na porta: "Fechado para balanço". Só depois de fazer um levantamento dos lucros ou prejuízos e saber se estavam no caminho certo é que as portas voltavam se abrir para atender ao público. Hoje não se vê isso mais. Mas, na vida deveríamos constantemente seguir esse princípio. Viver sem reflexão não é sensato. Caminhar sem avaliar a vida não é prudente. Não basta apenas prosseguir. Precisamos saber para onde estamos indo e com quem estamos indo. É tempo de avaliação. É tempo de balanço. É tempo de colocar na balança os prejuízos e os lucros. É tempo de emendar os nossos caminhos. É tempo de voltar ao primeiro amor. É tempo de voltarmo-nos para Deus! 

DOR

 Essa declaração de Jesus nasce num momento de dor profunda: o luto de Marta pela morte de Lázaro. Antes de qualquer milagre visível, Jesus oferece sentido. Ele não diz apenas que traz a ressurreição, Ele afirma que é a própria ressurreição e a vida. Isso muda tudo. A esperança cristã não está restrita ao futuro ou ao “depois”, mas começa agora, no encontro com Cristo. Mesmo quando algo em nós parece morto como, sonhos, forças, fé, a vida em Deus não se esgota. Onde há confiança no agir sobrenatural do Senhor, há possibilidade de recomeço.

Dessa forma, se há alguma situação em sua vida que necessita recomeço,  

atravesse o processo com esperança Naquele que muda qualquer história, pois Nele não há morte física ou de sonhos que não possa renascer. Apenas confie e creia que o Senhor agirá a seu favor mesmo quando tudo parece encerrado. Seja forte e corajoso na caminhada proposta, pois DEle vem a última palavra que não é de morte, e sim de vida em abundância, e no tempo certo a vitória chegará, em nome Jesus.

PARA

 Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo.”

Filipenses 3:13-14

O último dia do ano costuma trazer reflexões. Pensamos no que deu certo, no que não saiu como esperávamos e no que gostaríamos que tivesse acontecido, mas a Palavra nos orienta a não ficar presos ao passado.


Há aprendizados, há memórias importantes, mas não há motivo para permanecermos amarrados ao que já passou.


Paulo nos ensina que a vida com Deus é uma jornada de avanço. Enquanto estivermos olhando para trás, perderemos de vista o que Deus colocou diante de nós. O Pai sempre tem algo novo, e seguir em frente exige disposição para deixar certas coisas no lugar onde aconteceram: no passado.


Se este ano foi difícil em alguma área, entregue isso ao Senhor. Se houve frustrações, decepções ou ciclos que não se fecharam, confie que Deus sabe trabalhar em cada detalhe. E, se houve conquistas, agradeça e siga adiante com humildade e expectativa.


A obra de Deus não termina em um calendário; ela continua diariamente na vida de quem decide permanecer firme.


Para entrar no novo, é necessário esvaziar o coração daquilo que impede o avanço. Perdoar, ajustar pensamentos, reorganizar prioridades e renovar a fé são atitudes essenciais para viver o que vem pela frente.


Deus não muda, mas Ele nos move. E se Ele nos move, é porque há algo preparado no próximo passo. Que neste último dia do ano você escolha prosseguir para o alvo. Não porque tudo está perfeito, mas porque aquele que te chama é fiel.


O futuro está nas mãos de Deus, e Ele conduz cada pessoa que decide confiar nEle diariamente. Você decide seguir em frente ou se prender ao que passou? Decida seguir em frente e feliz ano novo!

NOVO

 Nosso ano chega ao seu final. Um novo ano se apresenta. Existe um universo de pensamentos e de sentimentos numa passagem de ano. Até pode ser simples trocar um numeral, mas o simbólico encanta faz ecoar muitos sinais. Não tenho dúvidas de que fomos realmente fortes durante os dias deste ano que finda. Porém, nem sempre a força teve aparência de vitória. Muitas vezes ela se manifestou em forma de resistência, de permanência, de simples continuar quando tudo pedia pausa. Houve dias em que a coragem foi levantar, outros em que foi aceitar limites, outros ainda em que foi chorar e seguir mesmo assim. A força verdadeira não grita, não se exibe, não se anuncia. Ela se revela na constância silenciosa de quem não desistiu de si, mesmo cansado. Atravessar um ano não é apenas somar dias, é suportar emoções, lidar com perdas, adaptar sonhos, rever expectativas, sustentar esperanças frágeis. Houve decisões difíceis, silêncios necessários, desapegos doloridos. Houve momentos em que a fé foi a única âncora e outros em que a própria respiração foi o único recurso. E ainda assim, o caminho seguiu. A coragem também esteve presente quando foi preciso dizer não, quando foi necessário mudar de rota, quando o coração precisou se proteger para não se perder. Nem tudo foi resolvido, nem tudo foi compreendido, mas muito foi sustentado. E isso tem valor. Reconhecer a própria força não é vaidade, é justiça interior. É olhar para trás com honestidade e perceber que, apesar das falhas e fragilidades, houve entrega. Houve esforço. Houve fidelidade à própria história. A vida não mede coragem apenas pelos resultados, mas pela disposição de permanecer inteiro no processo. Atravessar o ano foi um ato de bravura cotidiana. Pequena, discreta, mas real. Honrar essa coragem é permitir que o novo ciclo comece sem desprezar o que foi vivido. É seguir adiante com mais compaixão por si, mais respeito pelos próprios limites e mais gratidão pela força que sustentou cada passo. Porque chegar até aqui já é prova suficiente de que algo forte, resiliente e verdadeiro habita dentro. Abraçar o novo ano é um privilégio que a vida nos oferta. Feliz Ano Novo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

MILAGRES

 A melhor ótica para olhar a vida é o realismo. É imprescindível ser realista, pois o bem e o mal convivem diuturnamente. Tenho consciência e, ao mesmo tempo, sou testemunha de que o bem é disparadamente vitorioso. A todo instante vejo milagres acontecendo. Confesso que desconheço a rotina, pois meus dias são cheios de surpresas. Então, sejamos agradecidos. A gratidão não muda os fatos, muda o modo como eles são vistos. Quando o coração aprende a agradecer, a vida ganha profundidade e o cotidiano se transforma em território sagrado. O que antes passava despercebido começa a revelar beleza, cuidado e presença. O simples respirar, o amanhecer silencioso, a mesa posta, a palavra recebida no tempo certo, tudo passa a ser reconhecido como dom. A distração, por outro lado, cria pressa, gera insatisfação constante e nos convence de que sempre falta algo. O coração distraído corre atrás do extraordinário e ignora o essencial. Já o coração agradecido descobre que o milagre não está apenas no que foge do comum, mas no que sustenta a vida todos os dias. A gratidão desperta sensibilidade. Ela afina o olhar, acalma a ansiedade e ensina a perceber que há muito mais cuidado do que percebemos quando estamos imersos em reclamações ou comparações. Não se trata de negar dificuldades, mas de não permitir que elas nos ceguem para o bem que continua existindo. Mesmo nos dias mais simples, há sinais silenciosos de graça: um gesto de gentileza, uma força interior que sustenta, uma paz que chega sem explicação. A gratidão nos educa a viver com mais presença, porque só quem está atento consegue agradecer de verdade. Ela nos devolve ao agora, ao que é possível, ao que está ao alcance. Quando o coração agradece, ele se expande. E nessa expansão, aquilo que parecia rotina revela sua face milagrosa. A vida não muda de cenário, muda de significado. O mesmo caminho se torna mais leve, o mesmo dia mais habitável, a mesma realidade mais luminosa. A gratidão é uma escolha diária, um exercício espiritual que transforma o modo de existir. Quem cultiva esse olhar aprende que o milagre não é exceção, é permanência. Ele acontece todos os dias, em silêncio, sustentando cada passo. Basta um coração atento para reconhecê-lo.

CURA

 Assim como há doenças em nosso corpo, há feridas em nossa Aima. 


Os especialistas afirmam que mais de 90% das doenças que afligem o nosso corpo tem um fundo emocional, e são conhecidas como doenças psicossomáticas.


O nosso comportamento e a nossa forma de sentir e agir podem ser marcados por situações traumáticas, que deixam marcas que afetam a alma e o corpo. Tanto o medo, as mágoas, os ressentimentos, as angústias, tristezas, a depressão e a síndrome do pânico se iniciam na nossa mente e acabam enfermando o nosso corpo.


A fim de avançar em nossos relacionamentos e ter saúde emocional, devemos estar dispostos a desistir do passado e ir em direção ao futuro. 


Perdoar as mágoas e abrir mão do ressentimento vão influenciar positivamente as suas emoções e, consequentemente, o seu corpo. Para isso, é necessário confiar em Deus o suficiente para permitir que Ele entre e cure as nossas emoções.


Deus lida de modo direto com as questões do coração e permite que você saiba que não há o que temer Os planos de Deus são bons. Ele não é como as pessoas que magoaram e feriram você. 


Ele pode e quer nos ajudar a sermos completamente sarados, curados e restaurados. Amém?

FIGUEIRA

 AINDA QUE A FIGUEIRA NÃO FLORESÇA


"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação". (Habacuque 3:17,18)


Dedico o devocional de hoje àqueles que esperam no Senhor, mas se encontram diante de figueiras que não florescem. Lembrem-se de que Deus não nos convida primeiramente a ver, mas a crer. Ele nos chama a caminhar pela fé, mesmo quando os sinais visíveis parecem ausentes.


À semelhança de Habacuque, nossa tendência é buscar, com maior intensidade, o livramento do sofrimento diário. Isso é natural, pois não é fácil sofrer. E, por vezes, perguntamo-nos por que o Senhor não faz o problema cessar imediatamente.


Devemos nos lembrar de que o Altíssimo vê além da linha do horizonte. Desejamos a solução momentânea, enquanto Ele promove um livramento eterno. E, por um mistério da vida sob o governo soberano de Deus, os maiores aprendizados não ocorrem nas savanas tranquilas, mas nos desconfortáveis desertos.


É certo que não devemos buscar nem desejar o sofrimento. Todavia, precisamos compreender que há um propósito maior que a dor. Assim, “ainda que a figueira não floresça...” nos ensina que todos os planos de Deus, mesmo em meio ao sofrimento e ao caos, são planos de amor.


Por sua infinita graça, podemos, marcados pela fé no Eterno, afirmar como Habacuque que “ainda que a figueira não floresça… eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”. Reconhecer isso nos concede profunda paz, alegria indizível e uma santa convicção que ecoa à alma aflita: há Deus!



PALAVRA

 A passagem em questão é uma palavra que nasce em meio à escassez. Uma viúva, poucos recursos, um amanhã incerto. É justamente aí que o Senhor revela Seu cuidado. O pouco, nas mãos certas, torna-se suficiente. 1 Reis 17:14 lembra que a provisão de Deus nem sempre vem como abundância visível, mas como fidelidade diária. A farinha não acabou de uma vez, o azeite não transbordou, mas nunca faltaram. Dia após dia, Deus sustentou.

Há momentos em que se vive contando medidas e economizando forças, sustentados pela esperança. E o Senhor diz: “Confie. Eu estou cuidando.”

Quando obedecemos, independente das circunstâncias, Deus age. Quando repartimos o pouco, Ele sustenta o todo. O céu pode parecer fechado, mas a provisão continua aberta. Assim sendo, se hoje você sente que está vivendo “no limite”, lembre-se que Deus não prometeu excesso, prometeu presença, e ela basta. Creia no agir DEle, porque Ele renovará sua confiança e fará você experimentar o milagre silencioso da provisão, em nome de Jesus.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

JULGAR

 A convivência humano é um verdadeiro desafio. Com a multiplicação dos meios, todos dizem tudo, sem pensar nas consequências e na fidelidade à verdade. Além disso, os elogios são resumidos e as críticas são multiplicadas. Acontece que nem toda crítica nasce de maturidade, assim como nem toda opinião carrega verdade. Muitas palavras são projeções, reflexos de inseguranças alheias, tentativas de aliviar frustrações próprias. Quando damos peso excessivo a esse tipo de julgamento, permitimos que vozes desalinhadas conduzam sentimentos que deveriam ser nossos. A vida se torna mais leve quando aprendemos a filtrar. Escutar tudo não é sinal de sabedoria, é ausência de discernimento. Há pessoas cuja escuta vale ouro porque nasce da experiência, do cuidado e da intenção sincera de ajudar. Outras apenas falam para preencher vazios, para afirmar superioridade ou para descarregar o que não conseguem resolver dentro de si. Levar a sério quem não caminha conosco, quem não conhece nossas dores, quem não respeita nossa história, é uma forma sutil de desvalorizar o próprio percurso. A maturidade emocional ensina a distinguir entre orientação e ruído. A crítica construtiva, ainda que desconfortável, vem acompanhada de respeito. Já a crítica vazia costuma ferir sem oferecer direção. Quando aprendemos a reconhecer essa diferença, o coração se protege sem endurecer. Não se trata de ignorar tudo, mas de escolher o que merece atenção. A paz interior cresce quando deixamos de tentar agradar vozes que nunca se comprometeram com nossa verdade. Há um tempo em que buscamos aprovação; há outro em que compreendemos que viver em coerência é mais importante do que ser compreendido por todos. Quem sabe quem é não se abala com facilidade, porque conhece o próprio valor. Opiniões externas perdem força quando não encontram espaço interno. E isso não nasce da arrogância, mas da clareza. Cuidar da própria escuta é um ato de amor próprio. O silêncio seletivo preserva energia, fortalece identidade e mantém o coração alinhado com o que realmente importa. Quando escolhemos ouvir apenas quem tem lugar legítimo na nossa caminhada, a vida segue mais serena. O resto se dissolve como ruído distante, incapaz de interferir em quem decidiu viver com verdade. 

 


REVELA

 Confiar na graça de Deus é uma experiência inexplicável. Quase sempre depositamos total confiança em nossas forças. No entanto, é Deus quem derrama as melhores graças e bênçãos. É um privilégio pode confiar em Deus, sem esquecer que a nossa parte Ele não faz. Porém, há experiências que não se deixam aprisionar por conceitos nem cabem em discursos bem elaborados. Deus não se resume ao que conseguimos explicar, porque sua presença se manifesta para além da lógica e da linguagem. A grandeza divina não se mede pela capacidade humana de compreendê-la, mas pela graça que se espalha silenciosamente na vida cotidiana. Ela se revela nos pequenos sinais, nos encontros improváveis, na força que sustenta quando as forças humanas falham. A graça não faz alarde, não exige atenção, apenas acontece. Ela se derrama no cuidado inesperado, na paz que surge sem motivo aparente, na esperança que resiste mesmo quando tudo parece escuro. Deus não precisa ser explicado para ser reconhecido. O coração identifica Sua presença no consolo que chega na hora exata, na intuição que orienta decisões, na delicadeza que envolve a dor sem anulá-la. A graça transborda porque não conhece limites humanos. Ela alcança onde não conseguimos ir, restaura o que parecia perdido, fortalece o que estava frágil. Há momentos em que tentamos entender Deus com a mente, quando talvez o convite seja apenas confiar e acolher. A fé amadurece quando aceitamos que nem tudo precisa ser compreendido para ser vivido. A graça age independentemente da nossa capacidade de nomeá-la. Ela toca a alma no silêncio, sustenta no cansaço, ilumina o caminho quando a visão falha. Viver atento à graça é aprender a perceber Deus nos detalhes, no simples, no cotidiano que parece comum, mas carrega o extraordinário. É reconhecer que a vida é atravessada por um cuidado constante, ainda que invisível. A grandeza de Deus se manifesta justamente nessa proximidade amorosa, nesse transbordamento contínuo que alcança cada pessoa de forma única. Quando o coração se abre para essa realidade, nasce uma gratidão profunda, não porque tudo se resolve, mas porque nada caminha sozinho. A graça não explica Deus, ela O revela. E essa revelação basta para seguir com confiança, serenidade e esperança, sabendo que o amor divino sempre excede qualquer palavra.

domingo, 28 de dezembro de 2025

ESCREVER

 Não sei por que ainda insisto nas palavras, como se elas fossem capazes de exprimir com exatidão tudo o que sinto e penso. As letras são frias. Carregam, inevitavelmente, a ambiguidade dos sentidos. Aquilo que é escrito com lágrimas pode ser lido como ironia, ou até como sarcasmo.


Talvez por isso Jesus não tenha se preocupado em deixar nada por escrito. O único lugar onde registrou suas palavras foi o chão, e a erosão se encarregou de apagar, letra por letra, qualquer vestígio.


Entre o que escrevo e o que se lê de mim pode haver um abismo intransponível. Neste exato momento, enquanto alguém percorre estas linhas, juízos estão sendo formulados, ideias estão sendo construídas, algumas justas, outras nem tanto. E o que posso fazer, senão aceitar essa limitação?


Minha alma anseia por comunicação. Contento-me em saber que apenas aqueles em sintonia de espírito conseguirão me compreender, alegrando-se com minhas alegrias e chorando minhas dores, frustrações e silêncios.


Obrigado por me ler. Obrigado, ao menos, por tentar compreender o que escrevo. Que o amor desfaça todo mal-entendido e torne possível a comunicação plena entre almas e corações.



sábado, 27 de dezembro de 2025

ATITUDE


No Novo Ano encontre na rotina prazer e renovação. Faça dos momentos comuns aventuras extraordinárias, a vida é linda não importa se os fatos são feios. Veja problemas, mas enxergue soluções. Descubra lições positivas até mesmo em situações negativas. Conquiste os inimigos com as armas do amor, perdão e oração. Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem. Acredite que, apesar da crise, existem oportunidades de prosperar em meio ao marasmo do mercado econômico. Não reclame das dores da velhice, muitos gostariam de ter envelhecido, mas partiram sem envelhecer. Abrace e beije sua família ao sair de casa e ao voltar. Seja gentil mesmo com pessoas que não sejam tão gentis. Sirva alguém, servir faz mais bem a quem serve do que a quem é servido; um pequeno sorriso de gratidão vai lhe fazer chorar. Pratique a gratidão, um coração agradecido está sempre aberto ao agir de Deus e tem sensibilidade para compreender o sofrimento do próximo.

MELHOR

 Continuamos oferecendo o melhor de nós, não porque o mundo retribui, mas porque isso nos mantém alinhados com a própria verdade. O que damos molda o nosso interior. O gesto sincero nos transforma antes mesmo de tocar o outro. Por isso, nada se perde. Mesmo quando o retorno não vem, a alma se fortalece, o caráter se aprofunda, a consciência se expande. Dar o que somos é uma forma de permanecer fiel à própria essência. E essa fidelidade gera paz. No fim, não somos medidos pelo que recebemos, mas pela qualidade do que oferecemos. É isso que atravessa o tempo, que constrói sentido e que permanece quando tudo o mais se dissolve. 

VIDA

 Deve ser triste a vida de quem aguardar por retornos. Eu prefiro viver meus dias entregando o melhor de mim para os outros. Tenho consciência de que o amor simplesmente ama e não espera nada em troca. O amor nos torna gratuitos e livres. Esperar retornos pode ser uma fonte de decepções. Afinal, a vida não funciona como troca justa nem como balança precisa. Nem sempre o cuidado oferecido retorna em cuidado, nem sempre a dedicação encontra reconhecimento, nem sempre o amor é devolvido na mesma medida. Isso frustra, cansa e, por vezes, machuca. Mas existe um ponto mais profundo que sustenta a caminhada quando a expectativa se desfaz. Aquilo que oferecemos ao mundo nasce da nossa essência, e é essa essência que nos define. Dar não é garantia de retorno, é expressão de identidade. Quando oferecemos paciência, é porque ela habita em nós. Quando estendemos a mão, é porque a solidariedade já encontrou morada no coração. O gesto pode não ser acolhido, mas a verdade que o originou permanece. E isso tem um valor imenso. A maturidade emocional cresce quando compreendemos que não controlamos a resposta do outro, apenas a integridade do que oferecemos. Esperar retorno como condição para continuar sendo quem somos nos aprisiona. Libertar-se dessa expectativa é um gesto de sabedoria. A vida se torna mais leve quando damos por convicção e não por barganha silenciosa. Há encontros que não conseguem receber o que entregamos, não por maldade, mas por limite. Cada pessoa dá e recebe a partir do que consegue ser naquele momento. Quando entendemos isso, o coração se protege sem endurecer. Continuamos oferecendo o melhor de nós, não porque o mundo retribui, mas porque isso nos mantém alinhados com a própria verdade. O que damos molda o nosso interior. O gesto sincero nos transforma antes mesmo de tocar o outro. Por isso, nada se perde. Mesmo quando o retorno não vem, a alma se fortalece, o caráter se aprofunda, a consciência se expande. Dar o que somos é uma forma de permanecer fiel à própria essência. E essa fidelidade gera paz. No fim, não somos medidos pelo que recebemos, mas pela qualidade do que oferecemos. É isso que atravessa o tempo, que constrói sentido e que permanece quando tudo o mais se dissolve. O segredo está no amor. 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

SIMPLES

 


"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor" (1 Coríntios 13:13)


Jesus nasceu e foi posto em uma manjedoura. Não poderíamos imaginar um lugar mais simples para o Príncipe da Paz nascer e se manifestar.

  

Encontramos nesse acontecimento um ensino sobre a simplicidade. O nascimento mais significativo de toda existência humana não precisava de nada além de uma família e uma manjedoura. Não que houvesse qualquer coisa errada com uma realidade diferente, de um palácio ricamente construído, de um berço bem adornado e de finos lençois de linho. Apenas não eram essenciais para o ato mais importante da história. 

 

É preciso simplificar a vida, dando o valor certo a cada situação. Distanciamo-nos do coração do Pai quando a viagem dos sonhos se torna mais importante do que a paz entre o casal. Quando o irrefreável desejo pelo carro novo, nos pretere de abençoar a reforma naquele orfanato. Ou ainda, quando os projetos pessoais substituem o tempo para o casamento, os filhos, a oração e a adoração.

 

Desde cedo, Jesus passou a nos ensinar que pessoas são mais importantes que coisas e a vida com Deus é mais importante que qualquer fato nesta terra. 


O apóstolo Paulo nos ensinou que, perante tantos episódios na vida, um é essencial: o amor. À medida que amamos a Deus acima de todas as coisas, adoramos o seu nome com toda a nossa força e todo o nosso anseio. À medida que amamos o próximo acima de nós mesmos, usamos uma balança mais digna para pesar e comparar o verdadeiro valor de tudo o que temos e fazemos.  


Neste quase fim de ano, simplifique a sua vida. Comece simplificando o seu coração, dando o devido valor a cada coisa, situação e pessoa ao seu redor, sabendo que o seu tesouro mais precioso é Cristo. 



ENCONTRO

 

 

O outro não é um número ou apenas mais alguém. O outro faz parte do nosso caminho e da nossa história. Que o respeito seja a inspiração e o melhor jeito de ir ao encontro de outro. Existe um exercício silencioso e profundamente transformador que a vida propõe o tempo todo: sair do centro e tentar enxergar a partir de outro lugar. Do outro lado há histórias que não conhecemos, dores que não imaginamos, medos que não são os nossos. Muitas vezes julgamos situações, palavras e atitudes a partir de fragmentos, esquecendo que cada pessoa carrega um mundo inteiro dentro de si. O lado do outro não é apenas opinião diferente; é experiência, contexto, caminhada, limite, aprendizado. Quando nos recusamos a enxergar além do próprio ponto de vista, estreitamos a convivência e endurecemos o coração. A empatia nasce justamente nesse deslocamento interior, quando aceitamos que a verdade pode ser mais ampla do que a nossa leitura imediata. Olhar o lado do outro não significa concordar com tudo, mas reconhecer humanidade. Significa entender que ninguém age a partir do vazio, mas a partir do que conseguiu ser, do que aprendeu, do que sofreu, do que acredita. A vida se torna mais leve quando deixamos de transformar diferenças em muros e passamos a vê-las como pontes possíveis. Muitas feridas relacionais não nascem da maldade, mas da incapacidade de escutar sem defesa, de acolher sem julgamento, de compreender sem querer vencer. Quando o coração se abre para esse outro lado, a rigidez perde espaço e a convivência ganha maturidade. Passamos a responder menos por impulso e mais por consciência. A escuta se torna mais generosa, a palavra mais cuidadosa, o silêncio mais respeitoso. Há uma sabedoria profunda em admitir que não vemos tudo, que não sabemos tudo, que não sentimos tudo. Essa humildade nos aproxima, nos humaniza e nos pacifica. O lado do outro nos lembra que a vida não é disputa de versões, mas encontro de existências. E quando esse encontro acontece, algo se transforma. A compreensão não elimina os conflitos, mas muda a forma de atravessá-los. O respeito não resolve todas as diferenças, mas impede que elas se tornem feridas. Reconhecer o lado do outro é um gesto de amor amadurecido, desses que não gritam, mas constroem. É nesse movimento que a vida se alarga e o coração aprende a habitar um mundo mais justo, mais sensível e mais verdadeiro. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

TRISTE

 


“Uma das coisas que mais me entristece hoje é ver uma casa infeliz, e uma casa infeliz é aquela que se entra está tudo arrumado. É uma casa sem uso. Você vai à sala e as almofadas estão no lugar, como se a revista caras fosse entrar para fotografar, uma casa que não tem nada fora do lugar é uma casa morta. 


Onde há vida, há perturbação da ordem. Aliás, a paz não é a paz dos cemitérios, e a vida não é a do congelamento da criogenia. Vida, é vibração, vibração é movimento molecular e nessa hora, a casa em ordem, é uma casa triste, é a casa que não se vive mais nela, para muita gente o lugar de estar feliz em algumas situações.


Por exemplo, eu nasci em Londrina e quando era criança, meu aniversário, que é no dia cinco de março, aliás no mesmo dia que Villa Lobos, e uma coisa curiosa, é que a festa de aniversário, a minha festa de aniversário durava quinze dias. Mas a minha e a de qualquer pessoa, porque era uma semana para preparar a festa.


Era a família fazendo docinho, enrolando brigadeiro, fazendo coisas, fazendo sanduíches, colocado em lata, durava uma semana. E aí tinha festa no sábado, e aí durava mais uma semana para limpar, arrumar, guardar.


Uma festa de aniversário minha durava quinze dias, eu era feliz por quinze dias, porque era lembrado, comemorado, era festejado, hoje a festa de uma criança dura duas, três horas, que é o tempo em que se vai a um lugar estranhíssimo, chamado buffet infantil, que não é de ninguém, é um motel pedagógico, uma festa às dez, outras às catorze, outra às dezoito.


Não é a casa de ninguém, e eu vou embora, e dura duas, três horas, e lá se faz uma coisa incrível, para deixar as crianças felizes, olha que demência, se coloca um animador de criança, desde quando criança, precisa de animador? Se ela precisa, é porque ela está infeliz.”



HOJE

 Palavra de hoje: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”

Lucas 2:11

No dia do nascimento de Jesus, Deus cumpriu a promessa feita desde o início da história.


O Pai enviou o Salvador para tirar o pecado do mundo e restaurar o relacionamento do homem com Ele. O que o pecado separou, Cristo veio reconectar. O que estava perdido, Ele veio resgatar.


O Natal nos lembra que a salvação não é um esforço humano, mas um presente de Deus. Não é algo que alcançamos por mérito próprio, mas algo que recebemos pela fé.


Jesus veio como Salvador porque não poderíamos salvar a nós mesmos. E, ao nascer, Ele trouxe consigo tudo o que precisávamos: perdão, reconciliação e nova vida.


Neste dia, é importante lembrar que o nascimento de Cristo não é apenas um fato histórico, mas é uma realidade presente. Ele continua sendo o Salvador hoje. Continua libertando, curando, restaurando e conduzindo pessoas a uma vida verdadeira com Deus.


Diante disso, cada um de nós precisa se perguntar: tenho vivido como alguém que foi alcançado pela salvação? Tenho permitido que Cristo seja o Senhor das minhas escolhas, da minha casa e da minha caminhada diária?


Natal é tempo de celebrar, mas também de decidir.


Se Jesus nasceu para nos salvar, então, cabe a nós responder a esse chamado, abrindo espaço para que Ele dirija nossa vida e transforme nosso futuro.


Que neste dia você celebre não apenas o nascimento de Jesus, mas o propósito dEle em sua vida. E que a salvação que veio ao mundo também encontre lugar no seu coração todos os dias!

NATAL

 

 

Um misto de amor e de saudade se misturam neste Natal. Pensando bem, em todos os natais os sentimentos se movimentam intensamente. Guardo com carinho os poucos e humildes presentes que recebíamos. Era tão grande a alegria que esquecíamos até de dormir. Quem conheceu um natal bem simples, valoriza qualquer detalhe. Mas o Natal é especial pela luz que traz. A luz não chega com estrondo, ela se apresenta. Primeiro como clarão tímido, depois como presença firme que devolve sentido ao caminho. A escuridão nem sempre é ausência de fé; muitas vezes é cansaço da alma, excesso de dor acumulada, noites longas de espera. Há trevas que não se veem por fora, mas que pesam por dentro. E é justamente ali que a luz se revela mais necessária. Ela não elimina imediatamente todas as sombras, mas oferece direção. A luz verdadeira não humilha a noite, ela a atravessa. Quando chega, não pergunta quanto tempo durou a dor, apenas se oferece como companhia. Essa claridade desperta a esperança adormecida, reacende a confiança esquecida e devolve ao coração a certeza de que o escuro não é o fim da história. A luz que nasce não é agressiva, é misericordiosa. Ela respeita o tempo da cura, o ritmo do coração, o silêncio das feridas. Ao iluminar, revela caminhos antes invisíveis, escolhas antes confusas, sentidos antes perdidos. Onde havia medo, nasce discernimento. Onde havia desânimo, surge coragem. Onde havia solidão, brota presença. A luz não apaga a memória das noites difíceis, mas transforma a lembrança em aprendizado. Ela ensina que atravessar trevas não é sinal de fracasso, mas parte da travessia humana. Quando a claridade chega, o olhar muda. O mundo não é outro, mas passa a ser visto de outro modo. Pequenos gestos ganham valor, a gratidão encontra espaço, a esperança aprende a permanecer. A luz também pede cuidado. Precisa ser acolhida, protegida, partilhada. Quando reconhecida, ela se multiplica, porque luz verdadeira nunca foi feita para ficar guardada. Ela se espalha no gesto bom, na palavra justa, na escolha que promove vida. Assim, o caminho antes escuro se transforma em estrada possível. A luz não promete ausência de noites, mas garante que nenhuma noite será definitiva. E isso basta para seguir com o coração aceso. Jesus é a nossa Luz. Que Ele brilhe em nossa vida e em nossos gestos e ações, pois o Natal é um jeito criativo de viver. 

ESPOSA

 

“E José recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus!” (Mateus 1:24-25).


José estava disposto a enterrar sua própria reputação. E ele fez. Ele a trocou por uma noiva grávida e um filho que não era dele, e tomou a grande decisão do discipulado. Ele colocou o plano de Deus acima dos planos dele. Ao invés de fazer um nome para si mesmo, ele fez um lar para Cristo. E porque ele fez isso uma grande recompensa veio para ele.


“Ele lhe pôs o nome de Jesus!” De todos os santos, pecadores, pródigos e pregadores que pronunciaram o nome, José – o operário da construção de uma pequena cidade o pronunciou primeiro. José ninou o príncipe do céu com rosto enrugado, e com um público de anjos e porcos ele sussurrou, Jesus – você será chamado de Jesus!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

CRISTO


Palavra de hoje: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

João 1:14

O nascimento de Jesus é o maior sinal de que Deus não desistiu da humanidade.


O Pai enviou o Filho ao mundo para se tornar um de nós, viver entre nós e revelar quem Ele é. Jesus não veio apenas para ensinar uma nova forma de viver, mas para abrir o caminho de volta ao Pai.


Naquela noite em Belém, a promessa se cumpriu. Aquele que estava com o Pai desde o princípio deixou a Sua glória e veio habitar entre homens e mulheres comuns. Ele veio trazer luz onde havia trevas, graça onde havia culpa e esperança onde havia desespero.


O Natal não é sobre o que damos ou recebemos, mas sobre quem veio até nós. Jesus tomou a iniciativa; Ele veio primeiro. Mas, agora, é a nossa vez: temos ido ao encontro dEle? Temos separado tempo para conhecê-lo, ouvir Sua voz e ajustar o coração à Sua vontade?


Muitas vezes, deixamos que a correria, o cansaço e as preocupações ocupem o lugar que pertence a Cristo.


Esquecemos que Ele não veio apenas para nascer em uma manjedoura, mas para reinar no coração de cada um de nós.


E só há um modo de viver o verdadeiro Natal: voltando o olhar para Jesus e caminhando em Sua direção todos os dias.


Que nesta véspera de Natal, antes de qualquer celebração, você possa reconhecer que o Filho veio, e continua vindo, para transformar sua vida por completo.


Que o seu coração esteja aberto para recebê-lo com fé, com entrega e com disposição para viver tudo que Ele preparou para você!

PERGUNTA

 Jeremias 32:27 nos confronta com uma pergunta que atravessa o medo, a dúvida e o cansaço: há algo impossível para Deus? Mesmo em contexto de crise, cerco e incerteza, Deus reafirma Seu poder soberano sobre toda a história. Esse versículo ensina que:

- O limite humano não define o agir divino. 

- Situações que parecem encerradas para o ser humano não estão fechadas para Deus. 

- A fé não ignora a realidade, mas escolhe confiar acima dela.

Quando tudo parece sem saída, o Senhor promete presença e poder. A pergunta não é se Deus pode, mas se estamos dispostos a confiar NEle mesmo sem ver como. Assim sendo, onde você tem colocado sua confiança diante de situações que não vê um “fim”? Apenas creia no agir sobrenatural de Deus em sua vida. O que os seus olhos não viram e seus ouvidos não ouviram é o que o Senhor tem preparado para sua vida, e em breve chegará, em nome de Jesus.

CANCELADO

 Se entendessem a mensagem subversiva do Natal, já o teriam cancelado.


O Natal jamais foi um evento ingênuo, romântico ou neutro. Ele é, desde a origem, profundamente subversivo. Um Deus que nasce fora dos palácios, longe dos centros de poder, anunciado não a reis, mas a pastores, gente invisível, socialmente irrelevante. Se essa mensagem fosse realmente compreendida, dificilmente teria sobrevivido sem censura. Teria sido “cancelada” por ameaçar privilégios, desestabilizar hierarquias e confrontar narrativas convenientes.


Nenhuma figura foi tão controversa quanto Jesus. Simeão profetizou que aquele menino seria sinal de contradição, para que os pensamentos de muitos corações fossem revelados (Lc 2.34–35). Diante d’Ele, ninguém permanece neutro. Jesus não veio para confirmar zonas de conforto, mas para desmascarar intenções, expor motivações e revelar o que de fato governa o coração humano.


O mesmo Cristo que, para alguns, se torna pedra angular, fundamento seguro sobre o qual se edifica a vida (Sl 118.22; Ef 2.20), para outros é pedra de tropeço, obstáculo incômodo que precisa ser removido, domesticado ou reinterpretado (Is 8.14; Rm 9.32–33; 1Pe 2.7–8). Não porque Ele mude, mas porque muda o lugar onde cada um escolhe se colocar diante d’Ele.


Há os que morrem por Jesus e, tragicamente, há os que matam em Seu nome. Há os que aprendem com Ele a amar, a servir, a perder para ganhar, a negar o próprio ego (Jo 13.34–35). E há os que pinçam Suas palavras, fora de contexto, para legitimar ganância, exclusões e preconceitos antigos disfarçados 

de fé (Mt 15.7–9). O Cristo que liberta é o mesmo que incomoda. O que salva é também o que desinstala.


O que não existe é indiferença verdadeira. Jesus não permite o conforto da neutralidade: “Quem não é por mim é contra mim” (Mt 12.30). Sua presença exige posicionamento, Sua vida provoca crise, Sua mensagem confronta estruturas religiosas, políticas, econômicas e simbólicas. Onde Ele passa, algo precisa ceder.


O fato incontornável é este: Jesus nasceu. E, desde então, a história deixou de ser apenas uma sucessão de acontecimentos para se tornar um campo permanente de decisões. O mundo jamais foi o mesmo. E nenhum coração que O leva a sério permanece intacto, ileso ou confortável. O Natal não é um enfeite. É um confronto.

NATAL

 

 

O Natal é mágico, pois nos envolve afetiva e espiritualmente... Um Menino nasceu e continua renascendo... Sejamos acolhida, doação, solidariedade e amor... Que o Natal seja Sagrado, pois o céu visitou a terra... Feliz Natal! “Há em todos nós uma chama sagrada. É o Menino de Belém que vem ao nosso encontro.” Uma grandiosa luz tornou clara a noite daquele primeiro Natal. Lembro carinho da expectativa e da alegria de todos os natais que já celebrei. Não é um acontecimento do passado. É algo totalmente novo, pois o amor nunca envelhece. Não importa a materialidade, pois é a festa do amor e da paz. O mistério que se revela nesta noite não está distante nem inacessível. Ele acontece por dentro, no espaço mais simples e verdadeiro da alma. A chama sagrada não nasce do excesso, mas da humildade. Deus escolheu o pequeno para manifestar o eterno, escolheu a fragilidade para anunciar a força, escolheu o amor desarmado para tocar o mundo. Esse nascimento não pertence apenas a um tempo passado; ele se renova toda vez que o coração se dispõe a acolher. Dentro de cada pessoa existe um lugar que pede luz, um canto que anseia por sentido, uma espera silenciosa por ternura. É ali que o Menino chega. Não com barulho, mas com paz. Não com exigência, mas com presença. A chama cresce quando o orgulho cede espaço, quando o perdão encontra abrigo, quando a pressa desacelera e a alma respira. O Natal verdadeiro acontece quando deixamos de procurar sinais extraordinários e passamos a reconhecer o sagrado no que é simples. Um gesto de cuidado, um olhar reconciliado, uma palavra que aquece mais do que qualquer discurso. A chama também pede cuidado. Ela não sobrevive ao ruído constante, nem à indiferença, nem à dureza do coração. Precisa de silêncio, de escuta, de disponibilidade interior. Quando protegida, ilumina escolhas, aquece relações, transforma feridas em caminho de misericórdia. O Menino não vem para ocupar espaço, vem para ensinar a amar. Ele não toma, oferece. Não impõe, convida. Acolhê-lo é permitir que a luz conduza onde antes havia sombra, que a esperança resista onde o desânimo tentou se instalar. E assim, nesta noite, a chama acesa dentro de nós se torna sinal vivo de que Deus continua vindo ao encontro da humanidade, não nos palácios, mas nos corações que se deixam tocar. Que o Natal seja o nosso jeito de crer e de viver. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

REMENDO

 "Além disso, ninguém remendaria uma roupa velha usando pano novo. O pano novo encolheria a roupa velha e a rasgaria, deixando um buraco ainda maior" (Marcos

2:21).


A tendência do ser humano é sempre dar "um jeitinho" quando nos vemos diante de mudanças, porque o novo exige que desaprendamos o velho. Se não abrirmos espaço para o que Deus quer fazer no dia de amanhã, nunca viveremos vidas em plenitude nem avançaremos em tudo o que Deus tem para nós.


À "religião" quer que nos diferenciemos do mundo em todos os aspectos externos: como nos vestimos, como penteamos os cabelos etc. 


Mas o apóstolo Paulo nos desafia a nos diferenciarmos do mundo, não por fora, mas por dentro, em nossa maneira de pensar. São os nossos pensamentos que definem a nossa maneira de ser. Por isso, ele nos exorta para "sermos transformados" em nossas mentes. 


O que vai nos fazer diferentes dos outros não é frequentar uma igreja, mas você pensar de maneira diferente. Os homens querem colocar o evangelho em uma caixa, mas ele não cabe em caixa alguma.


É por isso que devemos desaprender o velho para aprender o novo que Deus tem para nós constantemente.

CULPA

  

Muitas pessoas vivem prisioneiras na masmorra da culpa, sendo atormentadas pelo azorrague do medo. Há pessoas que nunca se libertaram de traumas do passado. Outras que guardam seus pecados trancados e jamais são libertas, porque não confessam nem abandonam suas mazelas. A culpa pode ser superada, quando confessamos nossos pecados, quando os abandonamos. Quando somos lavados no sangue de Jesus. Então, o perdão é desfrutado, a paz é recebida e a liberdade é usufruída! 


HUMANOS

 Este versículo convida o ser humano a perseverança confiante. Jesus não fala de uma fé passiva, mas de um coração que pede, busca e bate continuamente. Há aqui uma promessa clara: Deus responde àqueles que se colocam diante DEle com sinceridade e constância. Pedir é reconhecer a própria necessidade. Buscar, é demonstrar desejo e compromisso. Bater é insistir, mesmo quando a resposta parece tardar. Lucas 11:10 lembra que Deus não é indiferente às nossas orações. Ele se deixa encontrar por quem O procura com o coração aberto. Nem sempre a resposta vem do jeito que se espera, mas ela vem do jeito que precisamos. Assim sendo, não desista de orar. Continue pedindo, buscando e batendo. O Senhor é um Deus de surpresa e sempre quer dar mais do que se quer ou pensa. Portanto, creia, no momento certo a porta se abrirá, em nome de Jesus.i

TEMPO

Minha relação com o tempo é saudável. Sou grato pelo tempo que está à minha disposição. Consigo fazer tantas coisas, ao mesmo tempo, que fico até admirado. O tempo é uma dádiva. Todos têm o necessário tempo para fazer o que desejma. Administrar o tempo é uma necessidade que se impõe. Caso contrário, estaremos sempre lamentando. Mas a sensação de falta de tempo é uma das marcas mais fortes do nosso modo de viver. Corremos para cumprir tarefas, respondemos a urgências que se acumulam e, muitas vezes, acreditamos que a vida está sempre atrasada. Mas o tempo não se esgota do mesmo jeito para tudo. Há o tempo do relógio e há o tempo da alma, e eles raramente caminham no mesmo ritmo. Quando tudo parece apertado demais, é justamente aí que o essencial pede passagem. Sempre há tempo para aquilo que é prioridade do coração, ainda que seja em forma de silêncio, de um gesto simples, de um cuidado discreto. O problema não é a ausência de tempo, mas a dispersão dele. Gastamos energia com excessos, com preocupações que não se concretizam, com cobranças que não produzem sentido. E, enquanto isso, deixamos de perceber que a vida se organiza quando escolhemos com consciência onde colocar presença. Há tempo para amar quando o amor é simples. Há tempo para escutar quando a escuta é inteira. Há tempo para cuidar quando o cuidado é verdadeiro. Mesmo nos dias mais cheios, existe uma fresta onde a alma respira. O tempo se expande quando a pressa diminui por dentro. Não se trata de fazer tudo, mas de fazer o que importa. Não se trata de controlar o ritmo externo, mas de alinhar o ritmo interno. Quando aprendemos isso, o dia deixa de ser inimigo e se torna aliado. A vida encontra espaço porque o coração deixou de disputar com o relógio. Há tempo para recomeçar, mesmo cansado. Há tempo para agradecer, mesmo correndo. Há tempo para Deus, mesmo no meio do caos. O que realmente precisa acontecer sempre encontra uma brecha. E quando essa compreensão se instala, o peso diminui, a ansiedade se aquieta e a vida volta a caber dentro do dia. Não porque o tempo aumentou, mas porque a presença se tornou mais sábia. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

HOJE

 Hoje estou refletindo sobre um pensamento maravilhoso. O mundo estava diferente esta semana. Esquecemos nossa compulsão por vencer, conquistar e guerrear. Olhamos para a estrela de Belém. Mais do que em qualquer outra época do ano, o nome Dele estava em nossos lábios.


E o resultado? Por algumas horas preciosas, nossos anseios celestiais se entrelaçaram e nos tornamos um coro. “Vinde e contemplai-o”, cantamos, despertando até os pastores mais sonolentos e apontando-lhes o Menino Jesus. Emanuel. Ele está conosco. Deus se aproximou.


Em breve, a generosidade de dezembro se transformará nas contas de janeiro, e a magia começará a desaparecer. Quero saborear esse espírito um pouco mais. Orar para que aqueles que o contemplaram hoje o busquem também em agosto. Quanto mais poderíamos fazer se pensássemos Nele todos os dias!

CALE

 “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos?"

1 Reis 18:21a

Você já precisou de algo sobrenatural, começou bem crendo e confessando a sua vitória, mas, sem perceber, foi deixando a dúvida entrar no seu coração e, quando viu, parecia que não cria mais em nada?


O inimigo sempre vai tentar impedir que o plano de Deus se cumpra na nossa vida. Como recebemos as coisas de Deus por meio da fé, umas das maneiras para enfraquecer a nossa crença é ele lançar dúvidas na nossa mente sobre as certezas que dizemos ter.


Em alguns momentos, as dúvidas podem até ser reforçadas por outras pessoas que, sem saber, estão contribuindo para que o intento do inferno se concretize.


Vemos que até mesmo Jesus, em situações específicas, se afastou de pessoas que não compartilhavam da mesma fé (a ressurreição da filha de Jairo, em Marcos 5, por exemplo). Jesus fez isso não porque Ele seria influenciado por elas, mas porque outras pessoas poderiam fraquejar na sua crença em função do momento delicado pelo qual passavam.


É por isso que é tão importante termos discernimento espiritual e um posicionamento firme em Deus; e esta posição definida começa com a seleção de pensamentos. Se você não estiver estabelecido na sua crença, ficará sujeito às ideias contrárias, às opiniões alheias, aos ventos que te inclinam para o lado oposto.


Não deixe a dúvida se instalar no seu interior. A maior batalha que existe é a de pensamentos, mas os que vêm de Deus têm que prevalecer, se você quiser vencer.


Em bons ou maus momentos, escolha ficar com a Palavra de Deus. Cale as demais vozes, em o nome de Jesus, pois somente a voz de Jesus é perfeita e te levará à saída que precisa.

COLHEITA

 Quando entendemos que a verdadeira colheita vem da intenção com que plantamos, a vida se torna mais serena, pois o medo de errar desaparece. Não importa o quanto o caminho seja difícil ou o tempo de espera, o que importa é a intenção pura que segue sem pressa, sem culpa, sem cobrança. Tudo se revela no momento certo. E quando os frutos finalmente chegam, sabemos que são a consequência de escolhas feitas com verdade, com carinho e com um propósito claro. Deixemos o amor provocar boas intenções. 

CONFIANÇA

 Esse versículo é um convite à confiança profunda. Romanos 8:31 lembra que, quando Deus está à frente, nenhuma oposição tem a palavra final. As lutas podem existir, os desafios podem surgir, mas não caminham sozinhos diante de um Deus que sustenta, protege e conduz.

É uma mensagem para os dias de insegurança, medo ou cansaço. Em meio às lutas não se está sozinho ou desamparado. A presença de Deus não elimina as batalhas, mas garante que elas não nos definem nem nos vencem. Quando Deus é por nós, a esperança permanece, a fé se fortalece e o coração encontra descanso. Assim sendo, continue na batalha. Apenas, marche e combata um bom combate. Tenha a certeza que o Senhor está na luta e nada impedirá a tua vitória, em nome de Jesus.

ESPÍRITO SANTO


“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1 Tm 4:1-5).


Tudo em nossa vida cristã se inicia aos pés de Jesus e tem como finalidade a glória do seu nome. O ápice da maturidade está em nos anular por completo, buscando tão-somente a manifestação da majestosa presença do Senhor sobre toda terra. Nossa alegria está no reino e em sua expansão, para que alcance os quatro cantos do mundo. Cristo preenche a nossa vida com sua graça e misericórdia.

No entanto, faz parte do amor de Deus usar meios para nos abençoar, para nos fazer feliz. Quando dizemos que nossa alegria é Cristo, não quer dizer que não há felicidade conjugal, profissional etc. Devemos entender que, conquanto nossa alegria seja, de fato, Jesus, ele usa situações e pessoas para expandir nosso senso de gratidão para com ele. Nossa alegria é plena de gratidão por Jesus.

Faz parte do amor de Deus querer nos suprir, dar-nos "presentes" para alegrar nosso coração com as experiências que o Senhor criou para a nossa alegria. Por exemplo, vemos o quanto uma esposa é destacada nas Escrituras como benção do Senhor. A mulher foi criada para preencher o coração do homem. Foi o próprio Criador que deixou um vazio na alma do homem, que tem a silhueta de uma mulher, que apenas ela pode preencher: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18). Igualmente significa dizer que a mulher santa e piedosa tem prazer de pertencer a um homem, a quem ela se dedica a ser auxiliadora em todas as coisas. A sabedoria bíblica também afirma: "O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor" (Pv 18.22).

Embora Jesus seja aquele único que preenche o vazio existencial do coração pecador, há expedientes e experiências criadas pelo próprio Deus como expressão de seu amor para conosco, meios que ele utiliza para também preencher nossa vida. Uma das passagens mais marcantes quanto a isso é aquela que narra a morte do filho adulterino de Davi: "Então, Davi veio a Bate-Seba, consolou-a e se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou. Davi o entregou nas mãos do profeta Natã, e este lhe chamou Jedidias, por amor do Senhor" (2Sm 12.24, 25).

Enquanto nesta terra, antes do retorno de Jesus, mesmo o juízo de Deus é permeado de misericórdia. Assim, Bate-Seba, a mulher com quem Davi havia adulterado, é consolada e o consola na intimidade conjugal, ocasião quando concebe Salomão (Heb. "pacificador "), chamado de Jedidias (Heb. "amado de Deus") pelo profeta Natã. O amor de Deus é visto no nascimento dessa criança. Davi havia chorado amargamente a morte do filho adulterino, mas imediatamente se alegrou pelo Senhor ter-lhe dado outro filho, que seria seu sucessor no trono.

Os propósitos de Deus, não raro, nos deixam desnorteados. Como alguém poderia supor que o sucessor que o Senhor escolheu para o trono de Davi seria nascido de uma esposa com quem originalmente o rei havia adulterado? É a graça de Deus, que transforma o mal que os homens produzem, em bem, o que se convencionou chamar de "princípio de José" (o do Egito).

Entendamos, assim, que os caminhos que o Senhor tem para nos abençoar são, por vezes, incompreensíveis, não raro nos deixam perplexos e até atordoados. O Senhor é surpreendente! Nossa sede por Jesus não deve excluir pessoas e situações que o Senhor planejou e criou para nossa benção e até mesmo fortalecimento. São meios estabelecidas pelo próprio Deus para nos edificar e aperfeiçoar. A comunhão dos irmãos, experiência que já vivemos no casamento e na família, é ilustrada por Salomão da seguinte forma: "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade" (Ec 4.9-12).

Abstinência e ascetismo não encontram base nas Escrituras e não são em si evidências conclusivas de santidade ou de dedicação ao Senhor. No texto epigrafado, Paulo orienta Timóteo contra pessoas que teriam exatamente esse discurso e pregação, mostrando o dano de tal heresia. Deus criou as experiências humanas para bênção de seus filhos, tendo como único critério para seu usufruto a vida fiel e santa.

É verdade que Jesus nos basta! Porém, isso está longe de dizer que fomos feitos para a solidão. Jesus é o nosso tudo! Devemos viver exclusivamente para a glória dele e trabalhar para o seu reino! Sim, é verdade! Porém o Senhor não deseja que isso seja para nós a privação de tudo o que ele criou para nossa alegria. O que precisamos fazer é nos alegrar em Cristo, não apenas nas bênçãos. Em outras palavras, implica cada benção terrenal, vista nos relacionamentos, experiência e bens, como bênçãos espirituais, louvando sempre e acima de tudo o doador das bênçãos. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

INTENÇÃO

 O mundo seria bem diferente se todos tivessem boas intenções. Para além de tudo o que fazemos, estão as intenções que nos movem e direcionam o nosso pensar e agir. Guardo comigo uma intenção genuína: ajudar quem precisa. É algo tão forte que se transformou numa determinação. Fazer o bem é uma intenção abençoada. Tenho encontrado um universo de pessoas que intencionam e fazem o bem. Mas a intenção é mais do que um desejo passageiro; ela é a energia que move o que fazemos, a base invisível sobre a qual as ações se constroem. Muitas vezes, buscamos resultados sem refletir sobre a origem de cada ato. Mas, assim como uma árvore não nasce sem a semente, nossas ações não se realizam sem a motivação que as antecede. A vida é repleta de semelhanças com a natureza, onde tudo que é plantado tem o potencial de crescer, florescer e, eventualmente, dar frutos. A intenção é essa primeira semente. Ela não precisa ser grandiosa ou complexa; basta ser genuína. Quando agimos com pureza de coração, com um desejo verdadeiro de fazer o bem, mesmo os gestos mais simples se transformam em algo significativo. No entanto, se a intenção é turvada por egoísmo, pressa ou desonestidade, os frutos que surgem são amargos. O que oferecemos ao mundo, seja em palavras, ações ou pensamentos, reflete o que cultivamos por dentro. E, como em um jardim, não podemos esperar flores se só semeamos sementes de raiva ou desconfiança. A qualidade de nossos atos nasce do cuidado com nossas intenções. O mais importante não está apenas no resultado, mas na clareza do propósito que move cada movimento. Quando entendemos que a verdadeira colheita vem da intenção com que plantamos, a vida se torna mais serena, pois o medo de errar desaparece. Não importa o quanto o caminho seja difícil ou o tempo de espera, o que importa é a intenção pura que segue sem pressa, sem culpa, sem cobrança. Tudo se revela no momento certo. E quando os frutos finalmente chegam, sabemos que são a consequência de escolhas feitas com verdade, com carinho e com um propósito claro. Deixemos o amor provocar boas intenções. 

domingo, 21 de dezembro de 2025

MESMO

 Este versículo nos lembra que a proteção de Deus não depende do que acontece ao redor, mas da confiança que é depositada NEle. Mesmo quando o caos parece se espalhar, há um cuidado que guarda, sustenta e preserva. Não é promessa de ausência de lutas, mas de presença fiel no meio delas. Portanto, independente da situação que esteja passando

onde você tem fixado sua confiança? Nas circunstâncias ou em Deus? Que medos podem ser entregues hoje, sabendo que há cuidado mesmo em tempos difíceis? Entregue todas as suas preocupações nas mãos do Senhor e creia no Seu agir e tudo o mais será acrescentado.

SAGRADO

 São canções que lembram outros natais, trocas de presentes e muita solidariedade, pois todos merecem celebrar o Natal. É um tempo de muitos sinais, mas também de muitas orações. Mas a oração não se limita aos momentos formais nem às palavras bem organizadas. Ela acontece no modo como atravessamos a vida, na frequência com que escolhemos existir. Cada pensamento alimentado, cada emoção cultivada, cada atitude tomada em silêncio carrega uma vibração que se expande para além de nós. A alma reza quando escolhe a paciência em vez da irritação, quando opta pela escuta em vez do julgamento, quando oferece gentileza onde poderia haver dureza. Não é preciso ajoelhar-se para estar em oração; basta alinhar o coração com o que é verdadeiro. Aquilo que vibra dentro de nós molda o ambiente ao redor. Emoções nutridas em excesso se tornam clima, tornam-se campo, tornam-se resposta. Por isso, cuidar do que se vibra é também um ato espiritual. A vida responde não apenas ao que pedimos, mas principalmente ao que emanamos. Há pessoas que rezam com palavras bonitas, mas vivem na tensão, na pressa, na impaciência. E há outras que quase não falam, mas espalham paz apenas por existir. A vibração é coerência. É o encontro entre o que se sente, o que se pensa e o que se vive. Quando esse alinhamento acontece, a oração deixa de ser esforço e se torna estado interior. A fé se manifesta no jeito de caminhar, de lidar com o imprevisto, de acolher o outro, de suportar a dor sem endurecer. Tudo vibra. O medo vibra. A confiança vibra. A gratidão vibra. E cada vibração carrega uma mensagem silenciosa que sobe como prece. Quando escolhemos conscientemente o que alimentar por dentro, transformamos a própria existência em diálogo constante com o sagrado. A oração em movimento não pede perfeição, pede presença. Não exige controle, pede intenção. E, aos poucos, a vida vai se ajustando a essa frequência mais elevada, onde o coração aprende que viver bem também é rezar, e que cada gesto consciente se transforma em ponte entre a alma e Deus.

sábado, 20 de dezembro de 2025

MANIFESTO

 O dia foi especial. Jesus estava na cidade. As pessoas pediram para ele ler as escrituras e ele aceitou. Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos.” (Lucas 4:18) Jesus tinha uma audiência-alvo. Os pobres… os oprimidos. Esta é a minha declaração de missão, Jesus proclamou.


O Manifesto de Nazaré. Não deveria ser o nosso também? Não deveria ser algo parecido como isto: Que a igreja atue em favor dos pobres e dos quebrantados. Ninguém pode fazer tudo, mas cada um pode fazer alguma coisa. A solução final para a pobreza se encontra na compaixão do povo de Deus. A pobreza não é a falta de caridade, mas a falta de justiça. A ira justa faria um monte de bem

AGORA


  A pressa e a ansiedade andam visitando muitas pessoas. Viver com leveza passou a ser um privilégio de poucos. A sensação é de que existe uma pressão embutida na necessidade de aproveitar a vida. É verdade que o agora é o único lugar onde a vida respira. É nele que os sentimentos se manifestam, que as escolhas ganham forma e que o futuro começa a ser tecido, fio por fio. Muitas vezes acreditamos que o depois resolverá, ajustará, curará. Depositamos esperança em um tempo que ainda não existe e, nesse movimento, deixamos escapar o único território real que possuímos. O presente não é um intervalo entre o que foi e o que será; ele é a matéria-prima de tudo. Cada atitude tomada agora molda silenciosamente o amanhã. Cada palavra dita, cada silêncio escolhido, cada gesto oferecido constrói o que virá. Quando o coração se ancora no agora, a ansiedade perde força, porque o futuro deixa de ser ameaça e passa a ser consequência. O depois não nasce do acaso, nasce da qualidade da presença. Viver no agora não significa descuidar dos sonhos, mas compreendê-los como sementes que precisam de atenção diária. O amanhã é apenas o reflexo acumulado de muitos agoras bem vividos ou desperdiçados. A vida pede inteireza. Pede que estejamos onde estamos, com o corpo, com a mente e com o coração alinhados. Quando nos fragmentamos entre o que passou e o que ainda não chegou, a experiência se esvazia. O agora é o lugar do encontro com a verdade, com os limites, com as possibilidades reais. É nele que a fé se exercita, que a paciência amadurece e que a esperança se fortalece. O depois não carrega autonomia própria; ele depende das escolhas feitas neste instante. Por isso, cuidar do agora é um ato de sabedoria profunda. É entender que não existe atalhos para o futuro que não passem pelo presente. A vida se expande quando honramos o momento, quando damos atenção ao que sentimos, quando agimos com consciência. Tudo o que desejamos para depois começa a ser construído agora, de maneira simples, silenciosa e decisiva. E quando essa compreensão se instala, o coração descansa, porque percebe que estar presente é o maior investimento que se pode fazer. 


Quando os discípulos de Jesus estavam atravessando o mar da Galiléia, por ordem de Jesus, uma tempestade os atingiu. Jesus estava dormindo na popa do barco enquanto o vento açoitava o barco. Os discípulos, baldados todos os esforços, acordaram a Jesus, com uma pergunta em tom de censura: "Mestre, não te importa que pereçamos?" Jesus repreendeu o vento e acalmou o mar, e depois, perguntou aos discípulos: "Como é que sois assim tímidos, como é que não tendes fé?" Por que aqueles discípulos deveriam ter fé e não medo? Porque Jesus havia dado uma ordem para passarem para o outro lado do mar! Porque Jesus estava com eles! Porque Jesus estava no controle da situação! Não precisamos ter medo, precisamos ter fé. Se olharmos para as circunstâncias, vamos temer; porém, se olharmos para Jesus, vamos confiar, ainda que a tempestade esteja conspirando contra nós! 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

UNIVERSO

 O Deus do universo nasceu na pobreza de um camponês e passou sua primeira noite no cocho onde as vacas comiam. Ele deixou a glória do céu e se mudou para o nosso bairro. Quem podia imaginar que ele faria uma coisa dessas?


Que mundo ele deixou. Nossa mansão mais luxuosa seria o tronco de uma árvore para ele. Deus se tornou um embrião de uma célula e entrou no ventre de Maria. Ele se tornou como nós. É só olhar para os lugares onde ele estava disposto a ir: cochos de gado, oficinas de carpinteiro, terras selvagens e cemitérios. Os lugares por onde ele foi para nos alcançar mostram até onde ele irá para nos tocar. Ele ama estar com aqueles que ele ama!

SENTIR

 O ser humano é um ser em contínua comunicação. Nossos sentimentos e percepções aguardam por alguém que as escutem. Há uma enorme carência de escutadores. Praticamente ninguém tem tempo para escutar. As palavras precisam ser ditas, pois elas carregam vida. Quando permanecem presas, transformam-se em pressão interna, em nó no peito, em cansaço que não se explica. Guardar o que precisa ser dito não é sinal de maturidade, é muitas vezes medo disfarçado de prudência. Há sentimentos que pedem expressão para não se tornarem dor crônica. O coração humano não foi feito para armazenar silêncios que gritam. Aquilo que não encontra voz busca outro caminho, e quase sempre esse caminho machuca. Falar é um ato de coragem, escrever também. Ambos são formas de respirar por dentro. Quando nomeamos o que sentimos, damos contorno ao caos interno e permitimos que a alma se organize. As palavras não precisam ser perfeitas, precisam ser verdadeiras. Dizer o que se sente não é ferir, é esclarecer. Não é confrontar, é cuidar. Há relações que adoecem não pelo excesso de palavras, mas pela falta delas. O silêncio prolongado cria distâncias que o tempo sozinho não consegue atravessar. Expressar-se é um gesto de amor próprio e também de responsabilidade afetiva. É permitir que o outro saiba onde pisa, é dar chance ao diálogo, é abrir espaço para o entendimento. Escrever, por sua vez, é um encontro íntimo consigo mesmo. No papel, a alma encontra liberdade para se mostrar sem interrupções, sem julgamentos imediatos. Muitas curas começam quando as palavras finalmente encontram lugar. Não se trata de falar tudo a todos, mas de não se trair por dentro. Escolher calar por medo aprisiona; escolher falar com consciência liberta. A vida se torna mais leve quando as palavras fluem, quando os sentimentos são reconhecidos, quando o coração não precisa mais gritar em silêncio. O sufocamento emocional nasce do acúmulo. A liberdade nasce da expressão. E quem aprende a dar voz ao que sente descobre que viver é também esse exercício de respirar pela palavra, permitindo que a alma siga inteira, sem pesos desnecessários. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

ORANDO

 Você já sentiu que está orando, pedindo algo com todo o coração, mas parece que Deus não responde? Às vezes, esperamos uma solução imediata e nos frustramos quando nada acontece. Mas a verdade é que Deus sempre nos ouve, mesmo antes de abrirmos a boca. Isaías 65:24 nos lembra disso: “Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei.”

O que muitas vezes nos impede de ver milagres acontecendo não é a falta de poder de Deus, mas a falta de fé que entregamos a Ele. Deus quer que confiemos de verdade, que coloquemos nossas preocupações, nossos medos e até nossas dúvidas em Suas mãos. Ele quer que acreditemos que Ele pode agir, mesmo quando tudo parece impossível.

Milagres acontecem quando nossa fé encontra a ação de Deus. Não significa que Ele age apenas porque insistimos ou porque somos perfeitos, mas que Ele espera que nos coloquemos diante d’Ele com confiança plena. É um convite: confiar, entregar e deixar Deus ser Deus. Nossa parte é acreditar. A parte Dele é agir.

Muitas vezes, estamos tão concentrados nos problemas, nas dificuldades ou no “como isso vai acontecer”, que esquecemos de simplesmente confiar. Quando escolhemos entregar nossa fé a Deus, mesmo que não entendamos o tempo ou a forma, abrimos espaço para Ele fazer o impossível.

Deus quer se mostrar na sua vida. Ele quer que você experimente a paz de saber que não está sozinho(a), que seus pedidos estão em mãos seguras e que o impossível pode se tornar realidade. Só precisa crer. Só precisa confiar. E então, milagres acontecem.


DESEJO

 Esperar até o casamento não significa que o desejo desaparece. Ele faz parte de quem somos — Deus nos criou com corpo, sentimentos e vontades. O problema não é sentir, mas o que escolhemos fazer com o que sentimos.

Vivemos em uma cultura que diz: “se você quer, faça”. Mas Jesus nos convida a viver de outro jeito: guiados pelo Espírito, não pelos impulsos. Ele nos ensina domínio próprio, não para nos punir, mas para nos proteger. O autocontrole é uma expressão de amor — amor a Deus, a si mesmo (a) e à pessoa que você ainda vai amar.

Esperar é um ato de confiança. É dizer: “Senhor, eu creio que o Teu tempo é melhor que o meu desejo.” Isso não é fraqueza — é força espiritual. É escolher algo eterno no lugar de algo momentâneo.

Enquanto você espera, use esse tempo para crescer. Fortaleça sua intimidade com Deus, conheça mais sobre quem você é n’Ele, cure feridas do passado, aprenda o que é amar de forma madura. O tempo de espera não é tempo perdido — é tempo de preparo.

Quando o desejo apertar (e ele vai apertar às vezes), ore. Converse com Deus, desabafe, peça ajuda. Procure amigos (as) de fé, encha sua mente com a Palavra. Busque presença em vez de prazer.

Lembre-se: pureza não é ausência de desejo, é escolher o que agrada a Deus mesmo quando o coração quer outra coisa.

O Espírito Santo vive em você e te capacita a viver de modo que o mundo não entende, mas o céu celebra.

“Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.” — Gálatas 5:16


MOMENTO

 Era uma noite comum, com ovelhas e pastores comuns. Daí, o céu escuro explodiu num clarão. Árvores que estavam sombras brilharam. Ovelhas silenciosas viraram um coro de curiosidade. Num momento o pastor estava num profundo sono; no outro, coçando os olhos e encarando a face de um anjo! A noite nunca mais foi comum. O anjo veio na noite porque é quando as luzes são melhor vistas e quando são mais necessárias.

Tudo aconteceu num momento notável – um momento como nenhum outro. Deus virou homem. A divindade chegou. O céu se abriu e colocou seu mais precioso num ventre humano. Deus chegou perto.

No mistério do Natal encontramos sua majestade. O mistério de como Deus se tornou humano, porque ele escolheu vir, e o quanto ele deve amar o seu povo!


PAI

 ..Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.”

Lucas 15:18b-20

Esta é a famosa história do filho pródigo.


Um pai tinha dois filhos e, em determinado momento, um dos filhos decide ir “curtir a vida”. O que ele faz? Pede ao seu pai a sua parte na herança, sai de casa e vai viver da maneira que considera a melhor.


Quando ele vai embora, não age de forma sábia, pelo contrário. Gasta tudo que recebe do seu pai e, depois, se vê perdido: sem dinheiro, sem bens, sem casa. Neste ponto, ele decide voltar arrependido.


Como ele não sabe como será a reação do seu pai, quando eles se reencontram, o filho se oferece para servir ao pai como um de seus empregados, mas é surpreendido com uma calorosa recepção, com direito a uma festa!


Muitos filhos também tinham uma família espiritual e se desprenderam dos braços do seu Pai celestial, achando que podiam ser felizes do seu próprio jeito. Mas a verdade é que nunca foram. Estando longe, perceberam que o seu afastamento só trouxe dor e decepção.


Quem sabe esta pode ser a sua história?


Sempre é tempo de voltar e recuperar o relacionamento com esse Deus, que te ama incondicionalmente. Não perca mais tempo, volte para o seu Pai agora, se você se afastou e se sente frio. Não importa o que você fez enquanto estava longe, o Pai sempre se alegrará com a sua volta e o receberá de braços abertos.


Creia: não existe outro lugar de plenitude senão próximo daquele que mais te ama neste mundo: o seu Pai de amor. Decida hoje!


E, se você está próximo de Jesus, mas conhece alguém que não está, não desista dessa pessoa, mas continue orando por este reencontro! Ele acontecerá!

REINO


Em Belém, o ser humano que melhor compreendeu quem Deus era e o que Ele estava fazendo era uma jovem adolescente num estábulo fedorento. Enquanto Maria olhou no rosto do bebê, seu filho, meu Senhor, sua Majestade, ela não conseguiu tirar os olhos dele. De alguma forma, Maria sabia que estava segurando Deus. Então isso é Ele. E ela lembrou das palavras do anjo quando disse, “Seu reino não terá fim!”


Ele parecia qualquer coisa menos um Rei. O grito dele, embora forte e saudável, ainda era o grito indefeso e cortante de um recém-nascido.


Majestade no meio do comum. Santidade no meio de esterco de ovelhas e suor. A divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, por meio do ventre de uma adolescente e na presença de um carpinteiro. Deus chegou perto! E Lucas 1:33 diz, “Seu Reino jamais terá fim!” Que você seja uma parte desse reino.

TRAVESSIA

  O ser humano é realmente espaçoso, pois consegue guardar dentro de si muitas coisas, inclusive tudo aquilo que não lhe faz bem. Para esquecer aquilo não ajuda em nada, é necessário um esforço e uma atenção especial. Tenho procurado deixar no esquecimento as palavras desnecessárias que ouvi, os comentário tecidos por pessoas excessivamente negativas e os julgamentos sem procedência. Procuro lembrar que estamos de passagem e que a vida é um instante. Afinal, guardar mágoas é como insistir em carregar pedras enquanto se caminha por uma estrada que já é curta por natureza. A mágoa ocupa espaço interior, consome energia, endurece o olhar e aprisiona o coração em um tempo que já passou. Ela não muda o que aconteceu, não corrige o outro, não repara a dor. Apenas prolonga o sofrimento dentro de quem a carrega. A vida, tão breve e delicada, não foi feita para ser atravessada com esse peso desnecessário. Somos passageiros, e tudo o que é passageiro pede desapego. Isso não significa ignorar a dor ou fingir que nada feriu. Significa escolher não permanecer preso ao que já cumpriu seu impacto. A maturidade espiritual começa quando entendemos que perdoar é um ato de libertação pessoal. Não se perdoa porque o outro merece, mas porque o coração precisa de espaço para respirar. A mágoa cria ruído onde poderia haver silêncio, cria rigidez onde poderia haver fluidez. Quando solta, a alma encontra descanso. O tempo aqui é curto demais para ser gasto ruminando ressentimentos. Há encontros que não se repetem, gestos que não voltam, oportunidades de amar que passam rápido. E a mágoa nos distrai do essencial. Ela rouba o presente ao nos manter presos ao passado. A vida pede leveza porque tudo muda, tudo passa, tudo se transforma. Quem aprende a soltar mágoas aprende também a valorizar o agora, a cuidar melhor das relações, a escolher a paz como caminho. O coração que se liberta do ressentimento se torna mais sensível, mais humano, mais disponível para o que realmente importa. Não guardar mágoas é um gesto de sabedoria, um reconhecimento de que a vida é curta demais para ser vivida em guerra interior. Estamos de passagem, e a travessia se torna mais bonita quando escolhemos levar apenas o que cabe na alma: aprendizados, gratidão e amor. 

 

DIAS



“Não os temais, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por vós” (Deuteronômio 3:22)


Em dias de crise, encontre descanso em Deus. No último sermão de Moisés ao seu povo, após expor que inimigos e batalhas os aguardavam além do Jordão para onde iam, ele os encoraja a não temer, pois o Senhor lutaria por eles. 


As exatas palavras foram: “Não os temais, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por vós” (Dt 3:22). Que fantástica afirmação: o Senhor luta por nós! 

Sim, Ele conhece a sua vida, seus temores, suas fraquezas e sua dor. Ele conhece seus inimigos, seu amanhã e suas incertezas. 


Lembre-se! Ele, que luta por nós, não é um mero valente do seu povo, um guerreiro de grandes vitórias ou um rei amado pela nação. É o Senhor Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, Governante absoluto de tudo o que existe, Feitor da luz e da vida, Rei dos reis, Controlador do universo, Salvador da humanidade, Resgatador dos perdidos e Pai de seus filhos. Ele luta por nós!


Em meio a dias de crise, encontre descanso em Deus, quem Ele é e o que faz. 


Observe que à medida que cremos, amadurecemos. Passamos a entender que, além do Jordão, Deus está. Jamais andaremos em sua ausência.


Essa foi a promessa de Jesus que mudou o curso da história humana. Em Mateus 24, Ele afirmou que a sua igreja seria pressionada, perseguida e odiada em todo o mundo. E em Mateus 28, após entregar a grande comissão aos discípulos, Ele proferiu aquelas santas palavras: "E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mt 28:20). 


Jamais andamos sós, e aquele que nos amou, chamou e salvou, luta por nós. Qual é a sua luta? Quais são seus desafios? O que faz o seu coração tremer? Creia nas palavras do Altíssimo: Ele luta por você! 



JUSTO

 JUSTIFICAÇÃO, QUANDO NOS DEUS NOS DECLARA JUSTOS 

A justificação é um ato legal e forense de Deus, quando ele, em virtude da justiça de Cristo, imputada a nós, declara-nos justos diante do seu tribunal. Deus não justifica o justo, pois só há um que é Justo. Deus justifica o injusto, pela imputação da justiça do Justo. Quando cremos em Cristo, nós que somos injustos, somos declarados justos, por causa de justiça de Cristo, o Justo, imputada a nós. Assim, Deus é justo e justificador daquele que tem fé em Jesus

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

PAZ

 A verdadeira paz não é a ausência de lutas, mas a presença de Cristo em meio a elas. Quando tudo parece incerto, Ele continua sendo o nosso ponto seguro, o abrigo onde a alma encontra descanso.


Jesus nos deixou um presente que o mundo não pode oferecer: a Sua paz. Uma paz que silencia o medo, acalma a mente e nos faz permanecer firmes, mesmo quando o coração quer desistir.

ESPERAR


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou" (Ec 3:1-2).

As palavras "tempo" e "espera" parecem ser paradoxais, com sentidos diametralmente opostos. O tempo é o que passa, a espera é o que permanece. O tempo é o que faz com que as coisas fiquem para trás. Todavia, não é Deus. Não tem poder para necessariamente trazer sucessão às coisas. Isso é atributo divino, associado à onipotência, pois as coisas só ocorrem no tempo estabelecido por Deus. Só passará aquilo que o Senhor já determinou que passe. Por exemplo: a Palavra de Deus jamais passará! 

A existência no mundo caído ocorre no tempo e no espaço, dinâmica necessária para que o homem passe devido ao pecado. O mundo sem pecado é a existência apenas no espaço, onde o tempo não empurra as coisas para trás, a descrição da existência na eternidade de Deus. Certamente é algo incompreensível para nós que vivemos sob a determinação do tempo. Na eternidade haverá sucessão de coisas, mas não a passagem, o desaparecimento. O acúmulo resultante faz com que a realidade humana assuma proporções universais, a ocupação de um universo inteiro criado para a habitação humana.

Enquanto não vivemos a eternidade de Deus, gememos junto com a Criação, tudo e todos padecendo os terríveis efeitos do pecado (Rm 8). Viver um mundo que passa não resulta necessariamente dano ao pecador. O ímpio vê encurtarem cada vez mais seus dias, consciente de que a morte inevitavelmente se aproxima. Todavia, enquanto ela não chega, muitas situações de dor e sofrimento são diluídas e dissolvidos no tempo, tornando-se este fonte de alívio e renovo.

A passagem das coisas e pessoas pode também significar um recomeço. Para o homem sem Cristo, facilmente interrompe processos que ainda não se findaram na expectativa de antecipar o fim daquilo que os aflige, assumindo jurisdição da existência, para impor recomeços às situações que ainda não se encerraram. Já para o crente, muitos há que anseiam por isso, a oportunidade de uma segunda chance, de reconstruir a vida de forma mais sábia, talvez mais santa, oportunizando-se de um relacionamento mais profundo com Jesus e a experiência daquilo que já se viveu. Se o fiel alcança essa bênção, reconhece como expressão da graça de Deus, uma nova vida para viver para a glória do Senhor.

Devemos sempre entender que, como diz Salomão no texto epigrafado, há tempo para todas as coisas e todo propósito debaixo do sol. Lançando primeiramente os limites de existência humana nesta terra, o nascer e o morrer, que também têm seu tempo determinado, insere nesse período todas as ocorrências, que necessariamente obedecem a um tempo apropriado para tudo dentro dessa existência. Experiências como o choro, o abraço, são relativas às circunstâncias da vida, situações e relacionamentos, que estão muito acima da esfera de influência humana. Trabalho, plantar, derrubar e edificar, são exemplos de coisas que são previstas e planejadas pelo homem.

Essa é a vertigem da existência humana: planejar diante do imprevisível; prosseguir mesmo sabendo que haverá barreiras intransponíveis e irreversíveis; manter-se firme e resiliência mesmo quando enfrentar acontecimentos que não possa compreender; ir adiante, mesmo sabendo do inevitável decreto de Deus. Para o ímpio, essas ideias são aterradoras. Prefere reafirmar seu poder, enganando-se com sua suposta soberania. Já o crente, aprende a descansar na Providência de Deus, que a tudo dirige para o benefício de seus filhos.

O Livro da Vida tem em suas páginas o registro de todos os eleitos, o rol de membros da igreja invisível. Mas há o livro no qual estão registrados a vida e os acontecimentos de cada existência (Sl 139.16), que preordenou todas as coisas. O fiel descansa nessas duas realidades: é salvo em Jesus, tem seu nome escrito no livro da vida; e confia no propósito eterno de Deus, que visa a glória do Criador e a bênção de seus filhos. Tudo tem seu tempo determinado.

Nesta terra, tudo passa, sucedendo alegrias e tristezas. Para muitos, há um recomeço, oportunidades para reconstruir a vida, no caso do ímpio, já em sua conversão. Os decretos de Deus fazem fruir a existência exatamente como estabelecida antes da fundação do mundo. Lancemos fora a angústia que se acumula ao ver o tempo passar, sem haver qualquer solução de melhora em situações que se mostram irreversíveis. Glorifiquemos ao Senhor com nossa existência. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

CAPAZ

 Este versículo não afirma que todas as coisas são boas, mas que Deus é capaz de trabalhar através de todas elas. Há dores que não escolhemos, perdas que não entendemos e caminhos que não planejamos. Ainda assim, nada escapa ao cuidado de Deus.

Romanos 8:28 ensina que o amor a Deus sustenta a esperança quando o sentido parece perdido. O propósito não se revela sempre de imediato, mas se constrói no tempo. Mesmo o sofrimento pode ser transformado em maturidade, fé e crescimento interior. Quando tudo parece confuso, este texto convida a confiar não nas circunstâncias, mas na fidelidade de Deus, que age silenciosamente, reorganizando o que está quebrado e dando novo significado ao que parecia inútil. Em uma grande maioria de vezes o “bem” que Deus fez só é reconhecido depois que a dor passou. Assim sendo independente da situação que esteja passando, apenas entregue o resultado nas mãos do Senhor e confie. O mais Ele fará.

TRANSFORMAÇÃO

  Cresci com o desejo de ajudar os outros. Tal sentimento impulsionou um profundo cuidado para com os outros. Hoje, não sei viver sem estar fazendo algo por aqueles que mais precisam. Tenho consciência de que não posso me esquecer. Tenho que me cuidar para melhor cuidar os outros. Afinal, cuidar de si não é um gesto pontual, é uma postura interior. Não se trata apenas de grandes decisões ou mudanças radicais, mas de escolhas discretas que se repetem e, aos poucos, redesenham a forma de viver. A intenção é o que dá sentido ao cuidado. Quando o gesto nasce consciente, ele deixa de ser automático e passa a ser transformador. Pequenas ações, quando feitas com presença, têm o poder de reorganizar o interior. Dormir um pouco melhor, alimentar-se com mais atenção, respeitar o próprio limite, dizer não quando necessário, silenciar quando o barulho invade demais. Tudo isso parece simples, mas sustenta o equilíbrio que evita grandes rupturas. A alma responde aos cuidados contínuos, não aos extremos. Muitas vezes esperamos por um grande acontecimento para mudar, quando na verdade a mudança já se constrói nas atitudes que escolhemos todos os dias. O autocuidado intencional é também um gesto de responsabilidade com a própria história. Ele reconhece que o corpo sente, que a mente se cansa e que o coração precisa de delicadeza. Quando não cuidamos de nós, a vida acaba impondo pausas mais duras. Mas quando escolhemos cuidar antes, o caminho se torna mais leve. Pequenas mudanças alteram o modo como atravessamos os dias. Um pensamento mais gentil consigo mesmo muda a forma de reagir. Um hábito simples, repetido, cria estabilidade. Um momento diário de escuta interior fortalece a intuição. Nada disso acontece de forma imediata, mas acontece de forma consistente. A intenção é a semente que garante que o cuidado não seja abandono de si. E, com o tempo, aquilo que parecia mínimo se revela essencial. A transformação verdadeira não chega de repente; ela se constrói no cotidiano, em escolhas silenciosas que afirmam o valor da própria vida. Quem aprende a cuidar de si com intenção não se torna egoísta, torna-se inteiro. E é dessa inteireza que nascem relações mais saudáveis, decisões mais claras e uma vida mais alinhada com a verdade interior. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

CRISE

 PARA OS DIAS DE CRISE (Parte 1) 


"No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes" (Salmos 86:7)


Em dias de crise, mantenha o seu coração ensinável. O início do Salmo 25 logo afirma que nossa confiança está no Senhor (v.2) e conclui com um pedido: Deus nos livrar de toda a tribulação (v.22). 


Dias de crise se apresentam como um oportuno cenário para reafirmarmos em quem cremos e o quanto cremos. Seja perante uma enfermidade assoladora, sejam quaisquer outros embates da vida, nossa confiança está naquele que de fato reina. 


Ele é o único refúgio que não se desfaz perante as tempestades, não se enfraquece com as guerras e não se ausenta no dia mau. Ele nos convida a crer o suficiente para descansar, mesmo no momento da adversidade. Confie e descanse no Senhor! Ele é o seu refúgio e paz.


O Salmo 86 é uma oração do “aflito e necessitado” (v.1) escrito durante o “dia da angústia” (v.7), e perante tal cenário, o salmista pede: “ensina-me, Senhor, os teus caminhos e andarei na tua verdade” (v.11). Mesmo em meio à aflição, Deus nos ensina sobre os seus caminhos e a sua verdade. Momentos de crise devem nos levar à reflexão, oração, quebrantamento e aprendizado. 


O verso 7 é por demais importante: “No dia da angústia, clamo a ti, porque me respondes”. Isto nos lembra que mesmo perante o vale da sombra da morte, há algo que podemos e devemos fazer: clamar ao Senhor. E o motivo é tremendamente encorajador: “porque me respondes”. Deus ouve e responde ao clamor dos seus filhos! 


Portanto, mantenha o seu coração ensinável. No momento do sofrimento, devemos perguntar: o que Deus está ensinando? Ele possui a infinita capacidade de lidar com todos os cenários e acontecimentos – mesmo os mais improváveis – trazendo luz, ensino e edificação.


Que aprendamos a adorar a Deus no dia bom e no dia mau. Nos dias claros e nos dias escuros. Que o Senhor nos ajude a aprender o que precisamos, sabendo que na angústia "clamo a ti, porque tu me respondes". 



MILAGRES

 Você quer milagres e vive sem boas expectativas? 


Você fica esperando o país melhorar, a sua condição financeira melhorar, a sua família melhorar e coisas desse tipo para poder ter esperanças sobre um futuro melhor? Não vai funcionar. 


Se você diz que crê na Palavra de Deus, mas crê mais no que as circunstâncias dizem do que nas promessas do Pai, você precisa rever a sua crença.


A Bíblia diz que: “Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem” (Hebreus 11:1). Repare que o autor usou o verbo “esperar”, que tem a ver com expectativas. 


Um filho de Deus, que anda segundo os Seus princípios, pode ter as melhores expectativas, sem preocupação de se frustrar. Muito pelo contrário, a Bíblia diz que 

Deus faz mais do que pedimos ou pensamos, segundo o poder dEle que opera em nós (Efésios 3:20). Isso não é maravilhoso?


É claro que todos nós passaremos por lutas. Em algumas épocas, eles são piores, mas isso não retira de nós a herança que temos por direito, sendo filhos de Deus. 


Somos mais que vencedores por causa da nossa nova natureza em Jesus, e isso é imutável.


Por isso, hoje, olhe para dentro de você e se pergunte: “O que eu tenho esperado? Minhas expectativas estão ligadas às circunstâncias ou ligadas apenas ao fato de 


Deus ser fiel ao que me prometeu na Sua Palavra?”.


Fique firme em Deus, porque o resultado vai ser muito superior aos seus melhores sonhos!


NATAL

 Quando Cristo nasceu, nasceu também a nossa esperança! É por isso que eu amo o Natal. O evento lhe chama a acreditar na mais fantástica das promessas! Ele superou toda barreira, cerca, pecado, hábito, dívida e túmulo. Qualquer coisa que pudesse nos afastar dele foi demolida. Ele só espera a nossa palavra para entrar pela porta. Convide ele a entrar. Leve ele para o assento de honra e puxe a cadeira para ele. Limpe a mesa, esvazie o calendário. Chame as crianças e vizinhos. O Natal chegou. O Cristo chegou.


Um pedido seu e Deus fará de novo o que ele fez naquela época. Ele dispersará pela noite luz eterna. Ele nascerá em você. Que “Noite Feliz” seja cantada! Cada coração pode ser uma manjedoura. Cada dia pode ser um Natal. O milagre do Natal – uma celebração o ano todo!

TODAS


“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1 Tm 4:1-5).


Tudo em nossa vida cristã se inicia aos pés de Jesus e tem como finalidade a glória do seu nome. O ápice da maturidade está em nos anular por completo, buscando tão-somente a manifestação da majestosa presença do Senhor sobre toda terra. Nossa alegria está no reino e em sua expansão, para que alcance os quatro cantos do mundo. Cristo preenche a nossa vida com sua graça e misericórdia.

No entanto, faz parte do amor de Deus usar meios para nos abençoar, para nos fazer feliz. Quando dizemos que nossa alegria é Cristo, não quer dizer que não há felicidade conjugal, profissional etc. Devemos entender que, conquanto nossa alegria seja, de fato, Jesus, ele usa situações e pessoas para expandir nosso senso de gratidão para com ele. Nossa alegria é plena de gratidão por Jesus.

Faz parte do amor de Deus querer nos suprir, dar-nos "presentes" para alegrar nosso coração com as experiências que o Senhor criou para a nossa alegria. Por exemplo, vemos o quanto uma esposa é destacada nas Escrituras como benção do Senhor. A mulher foi criada para preencher o coração do homem. Foi o próprio Criador que deixou um vazio na alma do homem, que tem a silhueta de uma mulher, que apenas ela pode preencher: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18). Igualmente significa dizer que a mulher santa e piedosa tem prazer de pertencer a um homem, a quem ela se dedica a ser auxiliadora em todas as coisas. A sabedoria bíblica também afirma: "O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor" (Pv 18.22).

Embora Jesus seja aquele único que preenche o vazio existencial do coração pecador, há expedientes e experiências criadas pelo próprio Deus como expressão de seu amor para conosco, meios que ele utiliza para também preencher nossa vida. Uma das passagens mais marcantes quanto a isso é aquela que narra a morte do filho adulterino de Davi: "Então, Davi veio a Bate-Seba, consolou-a e se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou. Davi o entregou nas mãos do profeta Natã, e este lhe chamou Jedidias, por amor do Senhor" (2Sm 12.24, 25).

Enquanto nesta terra, antes do retorno de Jesus, mesmo o juízo de Deus é permeado de misericórdia. Assim, Bate-Seba, a mulher com quem Davi havia adulterado, é consolada e o consola na intimidade conjugal, ocasião quando concebe Salomão (Heb. "pacificador "), chamado de Jedidias (Heb. "amado de Deus") pelo profeta Natã. O amor de Deus é visto no nascimento dessa criança. Davi havia chorado amargamente a morte do filho adulterino, mas imediatamente se alegrou pelo Senhor ter-lhe dado outro filho, que seria seu sucessor no trono.

Os propósitos de Deus, não raro, nos deixam desnorteados. Como alguém poderia supor que o sucessor que o Senhor escolheu para o trono de Davi seria nascido de uma esposa com quem originalmente o rei havia adulterado? É a graça de Deus, que transforma o mal que os homens produzem, em bem, o que se convencionou chamar de "princípio de José" (o do Egito).

Entendamos, assim, que os caminhos que o Senhor tem para nos abençoar são, por vezes, incompreensíveis, não raro nos deixam perplexos e até atordoados. O Senhor é surpreendente! Nossa sede por Jesus não deve excluir pessoas e situações que o Senhor planejou e criou para nossa benção e até mesmo fortalecimento. São meios estabelecidas pelo próprio Deus para nos edificar e aperfeiçoar. A comunhão dos irmãos, experiência que já vivemos no casamento e na família, é ilustrada por Salomão da seguinte forma: "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade" (Ec 4.9-12).

Abstinência e ascetismo não encontram base nas Escrituras e não são em si evidências conclusivas de santidade ou de dedicação ao Senhor. No texto epigrafado, Paulo orienta Timóteo contra pessoas que teriam exatamente esse discurso e pregação, mostrando o dano de tal heresia. Deus criou as experiências humanas para bênção de seus filhos, tendo como único critério para seu usufruto a vida fiel e santa.

É verdade que Jesus nos basta! Porém, isso está longe de dizer que fomos feitos para a solidão. Jesus é o nosso tudo! Devemos viver exclusivamente para a glória dele e trabalhar para o seu reino! Sim, é verdade! Porém o Senhor não deseja que isso seja para nós a privação de tudo o que ele criou para nossa alegria. O que precisamos fazer é nos alegrar em Cristo, não apenas nas bênçãos. Em outras palavras, implica cada benção terrenal, vista nos relacionamentos, experiência e bens, como bênçãos espirituais, louvando sempre e acima de tudo o doador das bênçãos. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus