Isaías 7:21-22
O cenário não é de prosperidade.
É de crise.
Isaías não está descrevendo um povo rico. Está descrevendo um povo que ficou. O remanescente. Gente que perdeu quase tudo. Terra devastada, estrutura quebrada, futuro incerto.
E é exatamente nesse ambiente que Deus decide falar de abundância.
Não de muitos rebanhos.
Não de crescimento visível.
De uma vaca.
E duas ovelhas.
Isso é provocativo.
Porque o texto não enfatiza o quanto eles têm.
Enfatiza o que aquilo se torna.
Leite em abundância.
Tanto leite que não dá para consumir.
Tanto leite que precisa ser transformado em manteiga.
Isso não é economia.
Isso é intervenção.
Deus está dizendo que o milagre não virá pelo aumento da quantidade, mas pela ativação daquilo que permaneceu.
O problema de muita gente não é falta.
É esterilidade.
Há quem tenha muito, mas nada produz.
Há quem tenha pouco, mas tudo flui.
E o texto expõe isso com precisão desconfortável.
Uma vaca produtiva vale mais do que cem inúteis.
Duas ovelhas vivas sustentam mais do que um rebanho inteiro sem fruto.
O que Deus toca não precisa ser numeroso.
Precisa ser vivo.
Hoje, muitos estão cansados porque vivem correndo atrás de mais. Mais recursos, mais oportunidades, mais visibilidade.
Mas continuam secos.
Porque Deus não sustenta excesso vazio.
Deus potencializa essência ativa.
Talvez você esteja desprezando aquilo que ainda restou.
Talvez esteja olhando para o pouco como se fosse insuficiente.
Mas o céu olha diferente.
O que permanece nas mãos certas nunca é pouco.
O remanescente não vive de sobra.
Vive de milagre concentrado.
Pare de medir sua vida pelo que falta.
Comece a discernir o que ainda produz.
Porque quando Deus decide agir, o pouco deixa de ser limite.
E passa a ser fonte.
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