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sexta-feira, 1 de maio de 2026

VIVEMOS

 Vivemos uma geração cheia de disposição, mas sem permanência. Gente que faz tudo, resolve tudo, se envolve com tudo excelentes Marta… Mas quando se trata de parar, ouvir, se render e permanecer, se tornam péssimas Maria. Chega correndo e sai correndo isso quando vai; quando não, sempre aparece algo “mais importante”. E no meio disso não houve encontro, não houve entrega, não houve presença. Tudo que é pra Deus vira peso: orar pesa, ler pesa, servir pesa; sempre surge um cansaço, um impedimento, uma desculpa mas para outras coisas a disposição vem, o tempo se organiza, a força aparece. Isso não é falta de tempo, é prioridade invertida. E mesmo assim querem os benefícios, querem direção, resposta, paz, milagre, mas não querem relacionamento; querem colher de um lugar onde não permanecem. E quando você liga isso à parábola das dez virgens, fica claro: não é sobre estar no ambiente, é sobre ter óleo; todas pareciam prontas, mas só algumas estavam preparadas de verdade. Presença não se improvisa, intimidade não se constrói na pressa. No final, não vai ser sobre o quanto você fez, mas sobre o quanto você permaneceu. Você tem sido uma excelente Marta, mas uma péssima Maria?

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