Vivemos uma geração cheia de disposição, mas sem permanência. Gente que faz tudo, resolve tudo, se envolve com tudo excelentes Marta… Mas quando se trata de parar, ouvir, se render e permanecer, se tornam péssimas Maria. Chega correndo e sai correndo isso quando vai; quando não, sempre aparece algo “mais importante”. E no meio disso não houve encontro, não houve entrega, não houve presença. Tudo que é pra Deus vira peso: orar pesa, ler pesa, servir pesa; sempre surge um cansaço, um impedimento, uma desculpa mas para outras coisas a disposição vem, o tempo se organiza, a força aparece. Isso não é falta de tempo, é prioridade invertida. E mesmo assim querem os benefícios, querem direção, resposta, paz, milagre, mas não querem relacionamento; querem colher de um lugar onde não permanecem. E quando você liga isso à parábola das dez virgens, fica claro: não é sobre estar no ambiente, é sobre ter óleo; todas pareciam prontas, mas só algumas estavam preparadas de verdade. Presença não se improvisa, intimidade não se constrói na pressa. No final, não vai ser sobre o quanto você fez, mas sobre o quanto você permaneceu. Você tem sido uma excelente Marta, mas uma péssima Maria?
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