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segunda-feira, 6 de abril de 2015

A FELICIDADE EXISTE

A felicidade é um reconhecimento. O que é a duração de nossa vida, comparada à história vivida pela humanidade, por mais que vivamos? Chegamos à história há pouco e daqui a pouco desceremos dela. Enquanto estamos no seu andar, devemos vivê-la com toda a intensidade e tão intensa pode ser a nossa vida que a julgamos eterna. Então, durante muitos anos, nós nos dedicamos ao trabalho. E o nosso tempo no trabalho termina. Durante toda a nossa vida, procuramos nos divertir, em festas, viagens e encontros, até descobrirmos que esses tempos passam, mesmo tão bons. Podemos descobrir outras formas de uma vida boa e longa, cheia de satisfação, mas a nossa finitude é absoluta. O reconhecimento de nossa efemeridade não nos faz infelizes se, ao mesmo tempo, reconhecemos que estamos de passagem. Depois que Jesus Cristo nos abriu o caminho, o nosso itinerário está dado. Nossa casa definitiva, mesmo que seja boa a daqui, é o céu. Estamos a caminho. Ser feliz é amar o presente e relativizá-lo, seja bom, seja ruim. Ser feliz é amar o futuro como o nosso tempo definitivo, na esperança de que será a festa prometida, Ser feliz é viver intensamente o presente, na perspectiva do que o que virá será muito melhor, porque construído não pelos pés humanos mas pelas mãos de Deus, que nos põe na presença dele para sempre (Salmo 41.12). A tristeza perde o seu furor e a alegria encontra o seu devido lugar, quando conseguimos ouvir os rumores do mundo novo que nos espera, com Jesus no alto da escadaria de mãos estendidas para nós enquanto atravessamos o tapete vermelho.

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