Paulo inicia sua carta a Filemom dando graças a Deus, lembrando dos irmãos em suas orações, sobretudo pela fé e amor que demonstram.
Nos versos 5 e 6, Paulo diz: “estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo”
Essa é uma das partes mais curiosas de toda carta, e não é de fácil interpretação. O apóstolo fala sobre a “comunhão da fé”, a “fé eficiente” e o “pleno conhecimento de todo bem”. A que ele se refere?
A palavra “comunhão”, que em grego é ‘koinonia’, recebe aqui o significado de “partilha” ou “comunicação”. A “eficiência” da fé está ligada ao “conhecimento de todo bem”, que são as obras e demonstrações do amor verdadeiro.
Em outras palavras, o apóstolo está desejando, em Cristo Jesus, que Filemom tenha uma fé verdadeira, demonstrada por meio da sua piedade e amor. Uma fé percebida por outros como sendo genuína, autêntica, não apenas falada.
É o que o apóstolo chama de fé “eficiente”. Ele usa a palavra grega ‘energes’, ao se referir à eficiência da fé, ou seja, uma fé que não se esconde apenas no coração do cristão, mas ativamente (ou podemos dizer ‘energicamente’) se manifesta por meio de sua vida, sua piedade, seu testemunho diário e o amor verdadeiramente demonstrado.
Que o Senhor nos ajude a termos uma fé eficiente. Fé que genuinamente crê em Cristo e na Palavra de Cristo. Fé que não se enclausura no coração para benefício próprio, mas se expõe e manifesta àqueles que nos cercam. Fé demonstrada pelo amor, o interesse e cuidado com os outros, para que também creiam, amem, sigam e sirvam a Cristo com tudo o que são. Seja Ele engrandecido em nossas vidas!
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