Será que temos a opção de perdoar ou não perdoar a quem nos ofendeu? Qual é a vontade de Cristo a este respeito? Que orientações temos em Sua Palavra?
Jesus em sua oração modelo nos ensina a pleitear o perdão de Deus na mesma proporção em que também perdoamos a quem nos ofendeu: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6.12).
Ele também declara que se não formos capazes de perdoar a alguém, o Pai celestial também não nos perdoará dos nossos pecados (Mateus 6.15).
É fato que só podemos perdoar a quem pecou contra nós e arrependido nos pediu perdão. Todavia, não nos compete guardar ressentimentos e mágoas no coração; nem tão pouco nos arvorar em ser juízes de nossos algozes. Nosso coração deve ser um coração limpo e aberto a perdoar em qualquer tempo e quantas vezes nos for solicitado (Lucas 17.3-4).
Por outro lado Jesus nos ordena a procurar nosso ofensor sem esperar que a iniciativa seja dele: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18.15).
A bem da verdade o que Jesus espera de nós é que sejamos misericordiosos como é misericordioso o Pai celestial (Efésios 4.32). A graça dele foi manifestada a todos os homens (Tito 2.11) e Ele não tem prazer na perdição do pecador (Ezequiel 18.32). Entretanto, Ele é o grande Juiz de todos nós e só a Ele compete a punição do pecador incorrigível.
A nós nos compete perdoar da mesma forma com que Deus nos perdoou em Cristo. Não temos a opção de não perdoar, a menos que isto não nos seja solicitado. Contudo, devemos também considerar se as ofensas recebidas de fato procedem, ou é fruto de nossa imaturidade e falta de discernimento espiritual – desta forma nós é quem devemos nos arrepender e pedir perdão.
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