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sábado, 16 de março de 2024

OLHA


 

 O sábado chega com sua costumeira suavidade e serenidade... Entre um pensamento e outro, a vida acontece e os dias ofertam alegria e paz... Vamos escolher viver... Feliz dia! “Mesmo que a janela seja a mesma, nem todos aqueles que olham através dela veem as mesmas coisas: o que se vê depende de quem olha.”  O encontro com diferentes grupos, principalmente nos espaços profissionais, me possibilita escutar as incríveis compreensões da vida e as buscas mais profundas das pessoas. O ser humano carrega consigo um mistério que o torna encantador, quando se deixa guiar pelo desejo de ser uma pessoa cada vez melhor. A convivência é fonte de felicidade, mas é, ao mesmo tempo, um grande desafio. O problema mais comum, praticamente todos os ambientes, é a questão do relacionamento humano. Sim, somos diferentes e isso não é motivo para distanciamentos. O segredo está na aceitação das diferenças e na riqueza que cada pessoa carrega consigo. Imagino que o caminho seja longo, mas é necessário dar a largada. E o ponto de partida é a humildade para aceitar que cada um seja do seu próprio jeito, sempre preservando a convivência fraterna. A janela que cada pessoa utiliza para visualizar a realidade externa pode ser a mesma, mas o que se vê depende de quem olha. Tal constatação não diminuiu a riqueza que cada qual carrega consigo, simplesmente amplia o leque de possibilidades. Porém, o desafio é aceitar que o ponto de vista do outro também seja válido. Em algumas famílias, a dificuldade de conviver com as diferenças pode gerar conflitos desnecessários. Numa roda de amigos, as diferenças são muitas, mas o que une é infinitamente maior. Nos ambientes de trabalho, a união de uma equipe não é feita pelas semelhanças pessoais, mas pela capacidade de olhar todos para a mesma direção e, assim, alcançar os objetivos. Sempre teremos muitas janelas para olhar para dentro de nós mesmos e para as diversas realidades do mundo. Ninguém deve padronizar o modo de olhar: cada um olha a partir da sua interioridade e do seu contexto. Sejamos humildes ao ponto de agradecer a individualidade e a capacidade de conviver com as diferenças. Mesmo sendo diferentes, todos os olhares merecem nosso respeito. Viver e conviver: fonte de felicidade. 

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