LIÇÕES DO HIMALAIA
A experiência e o erro
"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste" (2 Timóteo 3:14).
No início da jornada no himalaia, tudo parecia perigoso e, de fato, muita coisa era. As pedras soltas, o terreno escorregadio, os despenhadeiros implacáveis e a própria limitação física são provas disso. Como se não bastasse, o clima estava incerto.
Assim, no início da jornada, a atenção é dobrada e cada passo é bem calculado. Mas com o passar das horas, e especialmente ao fim do dia, a experiência obtida tende a prover certo relaxamento. Afinal, caminhou-se de forma segura entre as pedras soltas e o terreno molhado por bastante tempo. É justamente esse o momento do perigo e da queda.
A vida cristã segue um curso semelhante. Os primeiros anos são de muito aprendizado e atenção. Os ouvidos estão atentos e o coração permanece sempre ensinável. Queremos ser aconselhados, orientados e encorajados. Os anos seguintes abrem portas para o amadurecimento, algo necessário e bom em nossa vida espiritual. Porém, é justamente quando se pensa saber o suficiente que o perigo mostra-se mais presente.
As épocas de maior experiência podem reservar as maiores armadilhas. Quando se pensa ter conseguido dominar a montanha, surge uma pedra solta sobre a qual não se deu nenhuma importância, e a queda é certa. Precisamos, ao longo de toda a jornada, manter-nos atentos ao essencial, como a vida devocional, o cuidado familiar e a integridade nos relacionamentos. Cultive um coração ensinável ao longo de todo o caminho.
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