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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

SENTIMENTOS

 Sentimentos messiânicos

“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres” (Lc 15.10-12).
O tornar-se lei para si mesmo, algo essencial à queda do homem, muitas vezes assume o contorno de falsa bondade, falsa misericórdia. Não raro, no caso dos ímpios sempre, o crente tende a relaxar as exigências da Palavra de Deus, modelando a verdade para facilitar não apenas a sua própria vida, mas também a de queridos ou de pessoas próximas. Como não têm a capacidade de cumprir a Lei, como o fez Jesus para pagar a dívida adequadamente daqueles que beneficiou, então tais autointitulados crentes a modificam, a adaptam ao erro, ao pecado que seus queridos cometem. Agem como facilitadores da iniquidade, insuflando-se de suposta bondade e amor. São aqueles chamados crentes que modificam a Lei de Deus, dando outro formato à santidade, a fim de aliviar o peso sobre próximos que amam seus pecados. É um pseudo-sentimento messiânico, que ao invés de salvar, conduz à perdição. O que se quer com isso é o louvor dos homens, daqueles que se quer beneficiar, assumindo o lugar de “salvadores” na vida deles.
Paulo sentiu algo semelhante, quando desejou ser anátema, maldito, em favor de seu povo, se isso resultasse a salvação dos seus integrantes. Todavia, referiu-se a isso tão-somente para destacar seu amor por eles. Jamais pretendeu realmente isso, pois sabia que era impossível. Jesus se fez maldito em nosso lugar, mas, sendo santo e perfeito, pôde carregar nossa maldição e ressuscitar, pois não tinha condenação em si mesmo. No caso de Paulo, assim como todos nós pecadores, temos nossa própria maldição, acumulada por uma infinidade de pecados que cometemos ao longo da vida. É dessa maldição que Cristo nos liberta por meio de sua vida e morte de cruz. Dessa forma, só pode se fazer maldito quem não tem maldição, para carregar a do outro. Há muita expressão de bondade pecaminosa, misericórdia demoníaca, que se levanta contra Deus em favor de pecadores.
O fato dos editores da Bíblia dividirem tematicamente o texto tem a intenção de ajudar o leitor, setorizando unidades temáticas visando uma melhor compreensão. Contudo, muitas vezes, nos concentramos tanto naquela porção de texto a ponto de a considerarmos praticamente separada do resto do livro, especialmente daquilo que a antecede e a segue. Isso é chamado de “contexto próximo” da passagem. Talvez a parábola de Cristo mais conhecida seja a que passou a ser chamada de “Parábola do Filho Pródigo”. A palavra “pródigo” tem aqui o sentido de “gastador”, “esbanjador”. Descreve exatamente o que fez o filho com a herança antecipada que pediu ao seu pai. Pedir a herança antes da morte do pai era considerado tremendas insulta e desonra ao pai, pois equivalia ao desejo de um filho de que seu pai morresse logo, a fim de obter rapidamente a herança. O pródigo foi embora de casa para viver sua vida da forma que bem (ou mal!) entendia.…
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Homero Juvenal Cunha
Excelente, pastor! Que Deus o abençoe!

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