Tem gente que confunde alívio com arrependimento e escape com transformação. Nínive recebeu misericórdia no tempo de Jonas, foi poupada, chorou, jejuou e se humilhou, mas em Naum aparece de novo debaixo do juízo, porque o que parecia mudança não permaneceu. E isso confronta muito, porque nem todo quebrantamento é conversão de verdade. Tem gente que se volta para Deus no susto, na dor, no medo, no dia da ameaça, mas quando a pressão passa, volta para o mesmo orgulho, para os mesmos pecados e para a mesma dureza. Nínive prova que misericórdia recebida não é licença para continuar errando, e que uma experiência com Deus não sustenta ninguém se o coração continuar apaixonado pelo que desagrada ao Senhor. O problema não é só cair de novo, o problema é brincar com a paciência de Deus como se ela fosse aprovação. Tem gente vivendo assim: quer livramento, mas não quer transformação, quer escape, mas não quer renúncia, quer perdão, mas não quer ruptura com o erro. Só que Deus não chama de arrependimento um momento que não produz permanência. Naum rasga essa ilusão, porque mostra que a mesma cidade que um dia foi poupada depois foi confrontada de novo. E aqui vai o peso dessa palavra: emoção não sustenta mudança, medo não sustenta santidade e misericórdia não foi dada para você voltar confortável ao lugar que Deus te mandou deixar. Naum 1:2-3
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