Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida:
Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé.
(Lucas 6:8)
Jesus estava, como de costume, numa sinagoga. Era sábado. Ali também estava, entre os adoradores, um homem cuja mão direita era mirrada. Os fariseus e escribas, como detetives da vida alheia, também se fizeram presentes. A motivação deles, porém, não era pura. Estavam ali apenas para ver se Jesus curaria aquele homem no dia de sábado — talvez até o tivessem levado de propósito, como uma armadilha para acusar o Mestre.
Perguntaram a Jesus se era lícito curar alguém num sábado, pois haviam criado trinta e nove regras minuciosas para a observância desse dia — e entre elas, estava a proibição de curar. Jesus, porém, os confronta com uma pergunta simples e desconcertante: “É lícito fazer o bem ou o mal no sábado?” Diante do silêncio deles, Jesus cura o homem — não apenas fisicamente, mas também emocionalmente.
Três foram os estágios dessa cura. Primeiro, Jesus ordena: “Levanta-te”. Quem tem um defeito físico ou emocional normalmente se esconde, mas antes de ser curado, aquele homem precisava admitir sua necessidade. Segundo, Jesus diz: “Vem para o meio”. Não bastava reconhecer o problema; era preciso enfrentá-lo publicamente. A cura exigia sair das sombras e se colocar sob os olhares de todos. Terceiro, Jesus ordena: “Estende a tua mão”. Ele queria despertar a fé no coração daquele homem, pois o mesmo que dá a ordem também dá o poder para cumpri-la.
O homem obedeceu, estendeu a mão — e imediatamente foi curado. O milagre de Jesus é sempre completo, perfeito e imediato.
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