Nossa espiritualidade também depende de como olhamos para trás - de uma visão retrospectiva.
A vida, que o rio do tempo levou, nunca está perdida.
Nossa existência passada não está morta, não jaz cristalizada.
O passado de todas as pessoas continua aberto, esperando que novas decisões o deem novo significado.
Dependendo das escolhas atuais, o bem outrora vivido pode se transformar numa péssima matéria na forja do futuro.
Por outro lado, as escolhas graciosas e dignas têm o poder de revolver um passado ruim.
Aquela memória tenebrosa, horrorosa, pode ser redimida e, além de parar de magoar an alma, pode ser gatilho para algum recomeço bonito.
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