Me massacraram porque eu me posicionei. E o que mais doeu não foi a discordância, foi perceber que algumas pedras vieram de mãos que também seguram uma Bíblia. Pastoras, presbíteros, pessoas que pregam amor e misericórdia, mas que parecem esquecer tudo isso quando alguém pensa diferente. Talvez seja por isso que tanta gente tenha antipatia de crente. Não por causa de Jesus. Jesus continua sendo lindo. O problema é quando quem diz representá-Lo prefere apedrejar a amar.
E não, eu não vou me calar. Não vou abrir mão do meu direito de me posicionar e não vou mudar aquilo em que acredito para ser aceita. Discordar não é odiar. Ter opinião não é abandonar a fé. O que me preocupa é ver principalmente quem diz servir a Deus abrindo mão da própria responsabilidade e colocando decisões importantes nas mãos dos outros como se a omissão não tivesse consequência. Toda escolha tem consequência. Todo silêncio também. E muitas vezes a conta chega para todos nós.
Você pode discordar de mim, deixar de me seguir e pensar completamente diferente. Só não me peça para perder minha consciência para caber na aprovação de alguém. Se eu estiver errada, que Deus me corrija. Mas eu prefiro perder números do que perder a minha voz.
“Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros.” Gálatas 5:15.
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