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terça-feira, 30 de junho de 2026

VER

 Jonas 4 mostra uma das cenas mais confrontantes da Bíblia. Jonas tinha acabado de ver uma cidade inteira receber misericórdia, mas em vez de se alegrar, ele se entristeceu. Deus poupou Nínive, mas o coração do profeta não acompanhou a misericórdia de Deus. Então o Senhor fez nascer uma planta para dar sombra a Jonas, e ele se alegrou muito por causa dela. Mas no dia seguinte, Deus permitiu que a planta secasse, e Jonas ficou profundamente irritado. Foi aí que Deus tocou no ponto: Jonas sentiu a perda da sombra, mas não sentiu a dor de uma cidade cheia de vidas. Ele sofreu pelo conforto que perdeu, mas não se moveu pela misericórdia que Deus queria derramar. E essa palavra ainda confronta. Porque às vezes a gente chora pelo que nos aliviava, mas não chora pelo que Deus quer salvar. A gente sente quando perde a sombra, o descanso, o benefício, a comodidade, mas endurece quando precisa olhar para vidas com compaixão. Jonas queria justiça para os outros e misericórdia para si. Queria que Deus tivesse paciência com ele, mas não queria que Deus tivesse paciência com Nínive. Que o Senhor Jesus nos livre de um coração seletivo, que se abala com perdas pequenas, mas não se quebra diante de vidas grandes. Porque quem anda com Deus não pode amar mais a própria sombra do que as pessoas que Ele ainda quer alcançar. 


PENSAR

 Hoje, três coisas me fizeram pensar sobre vitórias e derrotas.


A primeira foi assistir à comemoração de milhões de brasileiros pela eliminação da Alemanha pelo Paraguai. Pelos gritos e fogos que ouvi em minha vizinhança, parecia que, de alguma forma, o Brasil havia sido vingado pelo inesquecível 7 a 1. É curioso como uma derrota sofrida há tantos anos ainda desperta em nós o desejo de ver quem nos venceu experimentar o mesmo gosto amargo.


A segunda foi ver minha esposa chorar pela derrota do Japão diante do Brasil. Apaixonada pela cultura japonesa, ela lamentou sinceramente a eliminação da seleção nipônica, embora comemorasse a classificação brasileira. Seu coração foi grande o suficiente para abrigar duas emoções aparentemente contraditórias: a alegria pela vitória do seu país e a tristeza pela dor de um povo que ela aprendeu a amar.


A terceira foi descobrir que a maior torcida da Seleção Brasileira não está no Brasil, mas na Índia e em Bangladesh. Desde os tempos de Pelé, milhões de pessoas passaram a enxergar no Brasil um reflexo de si mesmas. Identificavam-se com a cor da pele de muitos de nossos jogadores, com nossa história de superação e com desafios sociais semelhantes aos seus.


Essas três cenas me levaram a uma pergunta: o que é mais difícil, saber perder ou saber vencer?


Perder dói. A derrota fere o ego, frustra expectativas e, às vezes, coloca em dúvida nosso próprio valor. Mas ela também pode nos ensinar resiliência. Quem sabe perder entende que um resultado não define uma vida. Cai, aprende, levanta-se e continua caminhando.


Vencer, porém, também exige virtudes que nem sempre possuímos.


A vitória pode nos embriagar. Pode nos convencer de que chegamos até ali exclusivamente por mérito próprio. E essa talvez seja sua maior armadilha.


Ninguém vence apenas por competência. Há talento, esforço e disciplina, sem dúvida. Mas há também oportunidades que outros nunca tiveram, pessoas que abriram portas, circunstâncias favoráveis e uma boa dose de sorte. Uma lesão, um detalhe, um erro de arbitragem ou um lance improvável podem mudar o destino de uma partida e, muitas vezes, de uma vida.


Quando esquecemos disso, a vitória deixa de ser motivo de gratidão e se transforma em arrogância. Passamos a tripudiar dos derrotados, como se o placar medisse o valor de alguém. Mas ele mede apenas o resultado daquele dia.


Da mesma forma, quem perde não deve concluir que lhe falta valor. Nem toda derrota revela incompetência. A vida distribui oportunidades de forma desigual, e nem todos largam da mesma linha de partida.


A verdadeira grandeza está em vencer sem humilhar e perder sem se entregar à melancolia.


Celebrar sem desejar a humilhação do outro.


Sofrer sem permitir que a dor nos transforme em pessoas amargas.


As taças enferrujam, os recordes são quebrados e os campeões mudam.


O caráter, porém, permanece.


Os maiores vencedores não são os que levantam troféus, mas os que conseguem permanecer humanos, tanto na vitória quanto na derrota.

CAMINHOS

Gosto de caminhos que se perdem no infinito. Aprecio ver as arvores que estão à beira dos caminhos. Quando se tem um objetivo, um ponto de chegada o cansaço se torna relativo. Mas é importante lembrar que caminhos longos não são percorridos apenas com força. Eles exigem ritmo, consciência e a humildade de reconhecer quando o corpo e o coração precisam de descanso. Muitas pessoas confundem pausa com desistência e, por isso, continuam além dos próprios limites até perderem a alegria da caminhada. Descansar não apaga o propósito. Ao contrário, pode devolver clareza para que ele seja vivido de maneira mais humana. A vida possui etapas em que avançamos rapidamente e outras em que o passo precisa diminuir. Nenhuma delas é inútil. Até a pausa participa do caminho quando é acolhida com sabedoria. Deus não mede nossa fidelidade pela velocidade. Ele conhece o esforço escondido, o cansaço acumulado e as batalhas que ninguém mais percebe. Há ternura em permitir que a alma respire sem culpa. Um coração exausto pode interpretar tudo como fracasso, enquanto um coração repousado volta a reconhecer possibilidades. Continuar não significa insistir de qualquer maneira. Às vezes, é preciso reorganizar a bagagem, pedir ajuda, rever uma direção ou simplesmente permanecer parado por um tempo. A constância verdadeira sabe adaptar o passo sem abandonar o sentido. Há sementes que passam longos períodos sob a terra antes de aparecer. Nem por isso deixaram de crescer. Assim também acontece conosco. Algumas pausas guardam transformações silenciosas que só serão percebidas depois. Quando descansamos em Deus, a esperança recupera fôlego e o caminho deixa de parecer uma condenação. Torna-se novamente travessia. E então seguimos, não porque todo cansaço desapareceu, mas porque aprendemos que a distância não precisa ser vencida de uma vez. Basta que cada passo encontre seu tempo, sua verdade e a serenidade necessária para continuar. Enquanto for possível, vou continuar caminhando alegremente.

FRACASSO

 “O maior fracasso da vida não é perder bens, posições ou pessoas; é caminhar sem a presença de Deus. Tudo o que este mundo oferece é passageiro. Dinheiro acaba, reconhecimento desaparece, portas se fecham e relacionamentos podem mudar. 


Mas aquele que permanece na presença do Senhor possui um tesouro que nem o tempo, nem a morte, nem o inferno podem roubar.


Moisés compreendeu essa verdade quando declarou: ‘Se a tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui’ (Êxodo 33:15). Ele preferiu permanecer no deserto com Deus do que entrar na terra prometida sem Ele. Porque uma vida comum com Cristo vale infinitamente mais do que uma vida de sucesso longe dEle.


Perca tudo, se for necessário. Renuncie ao pecado, ao orgulho, aos aplausos e até aos sonhos que disputam o lugar de Cristo no seu coração. Mas jamais negocie a presença de Deus. É ela que sustenta na dor, fortalece na fraqueza, consola nas lágrimas e conduz com segurança até a eternidade.


Quem tem a presença de Deus nunca está sozinho. E quem a perde, ainda que possua o mundo inteiro, continua vazio.


“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — Marcos 8:36. 🙏



segunda-feira, 29 de junho de 2026

VIDA

 “O maior fracasso da vida não é perder bens, posições ou pessoas; é caminhar sem a presença de Deus. Tudo o que este mundo oferece é passageiro. Dinheiro acaba, reconhecimento desaparece, portas se fecham e relacionamentos podem mudar. 


Mas aquele que permanece na presença do Senhor possui um tesouro que nem o tempo, nem a morte, nem o inferno podem roubar.


Moisés compreendeu essa verdade quando declarou: ‘Se a tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui’ (Êxodo 33:15). Ele preferiu permanecer no deserto com Deus do que entrar na terra prometida sem Ele. Porque uma vida comum com Cristo vale infinitamente mais do que uma vida de sucesso longe dEle.


Perca tudo, se for necessário. Renuncie ao pecado, ao orgulho, aos aplausos e até aos sonhos que disputam o lugar de Cristo no seu coração. Mas jamais negocie a presença de Deus. É ela que sustenta na dor, fortalece na fraqueza, consola nas lágrimas e conduz com segurança até a eternidade.


Quem tem a presença de Deus nunca está sozinho. E quem a perde, ainda que possua o mundo inteiro, continua vazio.


“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — Marcos 8:36. 🙏


Você escolheria a presença de Deus, mesmo que isso custasse tudo? Escreva “Cristo é suficiente” nos comentários.



PESADA

 Quando o coração se cansa, Deus continua sendo Deus. Há dias em que a alma parece pesada, as lágrimas são silenciosas e a esperança parece distante. 


Nesses momentos, o inimigo tenta convencer você de que acabou, que não há mais forças para continuar. Mas a Palavra de Deus declara o contrário: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Isaías 40:31).


Deus não mede o seu futuro pelas suas fraquezas, mas pelo poder dEle. Aquilo que hoje parece um deserto pode ser exatamente o lugar onde Ele está formando o seu caráter, fortalecendo a sua fé e preparando você para viver promessas maiores do que jamais imaginou.


Não permita que as palavras das pessoas definam quem você é. O diagnóstico dos homens nunca será maior que a promessa de Deus. O fracasso não tem a palavra final, a dor não tem a palavra final, o medo não tem a palavra final. Quem escreve o último capítulo da sua história é o Senhor.


Continue caminhando, mesmo que lentamente. Continue orando, mesmo sem ver respostas imediatas. 


Continue confiando, mesmo quando tudo parecer contrário. Deus nunca abandona aqueles que colocam sua esperança nEle. O mesmo Deus que sustentou José na prisão, Davi no deserto, Daniel na cova dos leões e Paulo na prisão continua governando sobre todas as coisas.


Se hoje você está cansado, entregue o seu coração a Cristo mais uma vez. Ele transforma o desânimo em coragem, a ansiedade em paz, a tristeza em esperança e o impossível em testemunho. A última palavra sobre a sua vida não pertence às circunstâncias, nem às pessoas, mas ao Deus que faz novas todas as coisas.


“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” — Salmo 37:5 🙏



CRISTO

 Não faça de Cristo apenas um socorro para os dias de tempestade. Faça dEle a razão da sua existência em todos os dias.


Muitos procuram Jesus quando a dor aperta, quando os planos fracassam ou quando o coração já não encontra respostas. Mas o Evangelho não apresenta Cristo como um remédio de emergência, e sim como o Pão da Vida. Remédios são usados ocasionalmente; o pão é indispensável. Quem vive apenas de visitas ocasionais à presença de Deus jamais experimentará a profundidade de uma vida sustentada por Ele.


Jesus não veio apenas para resolver os seus problemas. Ele veio para ser o centro da sua vida. Não é alguém a quem recorremos apenas quando tudo desmorona, mas Aquele de quem dependemos para cada respiração, cada decisão e cada novo amanhecer.


Uma fé que só busca Deus na necessidade revela um coração que ainda não compreendeu o valor da comunhão diária. O verdadeiro discípulo não procura Cristo apenas por aquilo que Ele pode dar, mas porque descobriu que ter Cristo é maior do que receber qualquer bênção.


Quando Jesus é o seu pão diário, você permanece firme mesmo quando os milagres demoram, porque entende que Sua presença vale mais do que Suas provisões.


“Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.” (João 6:35)


Que Cristo não seja apenas o seu socorro nas crises, mas o alimento da sua alma todos os dias. É dEle que você depende para viver.

VIDA

 Uma das coisas mais perigosas da vida é quando a pessoa se torna incapaz de ser corrigida. Porque, a partir desse ponto, ela começa a se af...