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domingo, 10 de maio de 2015
A QUEDA
“Mas, quando se tornou poderoso, seu coração se exaltou e isso o fez cair; ele pecou contra o Senhor, seu Deus, pois entrou no templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Crônicas 26.16).
O ápice do poder pode ser a véspera da queda. Foi o que aconteceu com Uzias, rei de Judá também conhecido como Azarias (2Rs.15.1-7). Diz a Bíblia que “Uzias tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Ele fez o que era diante do Senhor. Ele buscou o Senhor enquanto Zacarias, que o instruiu no temor de Deus, vivia; e enquanto buscou o Senhor, Deus o fez prosperar.” (2Cr.26.3-5).
Mais adiante o texto diz que a fama de Uzias foi longe, porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou poderoso (2Cr.26.15), mas isso foi a sua ruína, pois com o poder veio a presunção de que tudo lhe era permitido. Assim, dispensou os sacerdotes resolveu, ele próprio, apresentar-se diante do Senhor para queimar-lhe incenso, tarefa que cabia exclusivamente aos sacerdotes da linhagem de Arão, conforme mandamento claro da lei de Deus.
Não esperava ele, talvez, pela reação do sumo sacerdote Azarias e de outros oitenta sacerdotes, que se opuseram valentemente contra essa usurpação de sua função. E talvez também não achasse que Deus o puniria do modo tão terrível como o fez. Em vez de humilhar-se, Uzias indignou-se contra a repreensão dos sacerdotes, e por causa dessa arrogância foi acometido de lepra, sendo imediatamente retirado do templo e isolado em uma casa pelo resto de seus dias.
O poder que ele tanto prezara, e que o levara a exaltar-se acima do bem e do mal, levou-o a uma descida vertiginosa, como diz o versículo acima transcrito. Seu filho Jotão passou a mandar de fato no reino, e, como um excluído da sociedade, Uzias não pode mais usufruir e ostentar sua magnificência. Pensando bem, talvez tivesse sido melhor não ter tanto poder
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