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domingo, 2 de novembro de 2025

RELIGIÃO

 Religião de comodidades

"Porém o rei disse a Araúna: Não, mas eu to comprarei pelo devido preço, porque não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que não me custem nada. Assim, Davi comprou a eira e pelos bois pagou cinquenta ciclos de prata" (2 Sm 24.24).
Um dos grandes erros que nós, reformados, cometemos, é acreditar que salvação pela graça seja o mesmo que uma religião de inatividade. Certamente, há grande risco em confundir a redenção que isenta o pecador de qualquer mérito com a comodidade diabólica. Esse problema foi enfrentado bem no início da igreja. Possivelmente a primeira carta que foi escrita no Novo Testamento tenha sido a Epístola de Tiago. Era o meio-irmão de Jesus, filho de José e Maria, irmão de Judas, autor da Carta que leva o seu nome.
Tiago provavelmente foi convertido por uma experiência muito semelhante à de Paulo. O Senhor se manifestou glorificado a ele (1 Co 15.7). A melhor hipótese para a Carta de Tiago é que tenha sido escrita pouco tempo depois do Concílio de Jerusalém, para corrigir um mau-entendimento quanto à pregação de Paulo que enfatizava a graça. Daí percebermos nela tão enfaticamente que a fé sem obras é morta, a religião que não assiste aos verdadeiros necessitados é inútil.
Tiago está afirmando a necessidade das obras, da transformação que a graça efetua nos verdadeiros crentes. Hoje em dia, criou-se até mesmo uma expressão para a inatividade de tantos: “sentar-se no sofá da salvação”. Denota a suposta vida espiritual daquele que acredita na própria salvação sem ver qualquer evidência real disso em sua vida. Não há qualquer serviço a Deus! Os chamados crentes hodiernos estão tão absorvidos em seus compromissos seculares que nada fazem para o Reino do Senhor.…
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