Políticos preparam um coquetel de cicuta para o povo brasileiro. Um mar de leviatãs se agita no Congresso para espalhar mentira.
Há um golpe em banho-maria.
Fascistas saem da toca.
[Fascismo é cultura do medo; é promessa de liberdade desde que se abra mão da liberdade; é culto à moralidade desde que promovido por demagogos; é promessa messiânica na boca de tolos; é vinheta de que alguém precisa “assumir o controle dessa bagunça”].
Não tarda, ouvirmos: “melhor perder a liberdade do que ser forçado a conviver com esquerdistas”.
Diante do que aconteceu em uma semana, gasto forças para não deixar minha esperança morrer.
Capitular agora seria adubar o chão de onde surgem monstros.
Convoco minha alma para manter um tipo de revolta criativa.
Recuso me deixar seduzir por quem promete uma ordem só possível em ditaduras.
A epístola de Tiago, na Bíblia, ensina que política econômica imposta gente muito rica nunca é justa.
Também não aceitarei o fortalecimento do fundamentalismo que Jesus tanto denunciou.
A bancada evangélica não tem os interesses do Evangelho.
Não posso validar a espiritualidade dela, que se cala diante do racismo, do descaso com povos indígenas, que dá de ombros à destruição de biomas inteiros.
Tenho esperança, mas ela começa com raiva, indignação e inconformismo.
Algo me diz que junto com o descrédito político, religioso e econômico virão iniquidades.
As perversidades impensadas trarão uma imensa degradação da vida que desembocará em mais opressão.
Temos o pior legislativo da nossa história.
- Vossas Excelências, saibam: muitos nunca se curvarão. Há incontáveis brasileiros que jamais se acomodarão diante da gula por mais dinheiro para financiar seus projetos pessoais.
Minha esperança tem nome: teimosia porque nordestino casca grossa, filho de preso político e de feminista.
Senhores, lembrem-se: Novembro tem eleições; milhões não desperdiçarão seus votos
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