Jesus nunca deve ser apenas o socorro que procuramos nos dias de desespero, mas o Senhor de quem dependemos em todos os dias da nossa existência.
Há um perigo silencioso em uma fé que só se manifesta na necessidade: buscar a Deus quando a dor aperta, mas esquecê-lo quando tudo parece estar bem. Transformamos a oração em emergência, a Palavra em último recurso e a presença de Deus em uma alternativa para os momentos difíceis.
Mas Cristo não nos chamou para uma relação de conveniência, e sim para uma vida de dependência.
Em João 6:35, Jesus declara: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.”
O pão não é um luxo para os dias difíceis, é alimento para todos os dias. Assim também deve ser Cristo em nossa vida: não apenas aquele a quem recorremos quando perdemos o controle, mas aquele sem o qual reconhecemos que não podemos viver.
Não procure Jesus somente para resolver seus problemas. Procure-o porque Ele é mais precioso do que qualquer solução. Não o ame apenas pelo que pode fazer por você, mas por quem Ele é.
A verdadeira maturidade espiritual começa quando deixamos de buscar apenas as mãos de Deus e aprendemos a desejar, acima de tudo, a Sua face.
Que Cristo não seja apenas a sua última esperança nos dias de angústia, mas a sua primeira necessidade em todos os dias da vida.
“Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Salmos 42:1)
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