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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

TEMPO

 Quantas e quantas vezes doamos nosso precioso tempo, a quem não tem um segundo sequer para nós?

Quantas vezes emprestamos nossas asas enfraquecidas, para que a partir delas alcem voo?

Quantas vezes demos um abraço mesmo com os braços amputados?

Quantas vezes esboçamos um sorriso e por dentro nossa alma está em prantos?


Quantas vezes só recebemos misérias após doarmos tudo que temos?

Quanta vezes seguramos o mundo dos outros deixando o nosso cair no abismo?

Quantas vezes precisamos de um sorriso, um abraço, de um “tudo vai ficar bem” e ninguém percebe, ninguém nos vê?

Quantas vezes batem em nossa porta, apenas porque estão carentes, ou precisam de algo?


Quantas vezes somos apanhados desprevenidas e envolvidas em guerras que nem são nossas?

Quantas vezes descarregam em nós, a fúria que outros causaram?

Quantas vezes o mundo virou as costas nas alturas que mais precisamos?

Quantas vezes somos consideradas apenas um número, um objeto de arremesso?


Quantas vezes nos é cobrado um preço que não podemos pagar, devido a espectativas criadas demasiado elevadas?

Quantas e quantas vezes tudo isso acontecerá?

As vezes que forem necessárias até perceber a se respeitar e amar a si mesma acima de todos os outros, e aceitar que a maioria não se importa...


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