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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

HOMEM

 “Muitos homens ficam de mãos vazias porque não conhecem a arte de repartir” (C. H. Spurgeon)


A bíblia diz que “o homem generoso será abençoado, porquanto reparte seu pão com o necessitado” (Provérbios 22:9). A palavra também diz que “ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido” (Provérbios 11:24-25). 


Ao que devemos ser generosos, amparando nosso irmão na hora da dificuldade, independente da área em que esteja carente, estendendo-lhe a mão. Devemos ser fraternos e solidários. Estejamos sempre prontos a abençoar, pois, enquanto abençoamos, somos abençoados. Enquanto cuidamos de nosso irmão, Deus cuida de nós.


Jesus disse: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40). “Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e ele o recompensará” (Provérbios 19:17). Em contrapartida, Ele afirmou: “Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim” (Mateus 25:45). 


Portanto, “quanto for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa” (Provérbios 3:27). 


(Jonathan Edwards)

                       Caridade e seus frutos 


Se você se denomina cristão, onde estão suas obras de amor? Você tem se esforçado em ser rico na prática delas? Se este divino e santo princípio está em você, e reina em você, ele não se manifestará em sua vida através das obras de amor? Pense bem: que obras de amor você tem praticado? Você ama a Deus? O que você tem feito por e para ele, para sua glória, para o avanço de seu reino no mundo? E quanto você tem se negado para a promoção dos interesses do Redentor entre os homens? De fato você ama seus semelhantes? O que você tem feito por eles? – Jonathan Edwards


No Brasil, Jonathan Edwards (1703-1758) é bastante conhecido pelo famoso sermão Pecadores nas mãos de um Deus irado, por alguns livros, como A vida de David Brainerd e A verdadeira obra do Espírito, e por um resumo elaborado por James Houston de seu impressionante tratado sobre as “afeições religiosas”, a saber, Uma fé mais forte que as emoções.1


Por mais que essas publicações sirvam como uma boa porta de entrada para a teologia de Edwards, elas não são as únicas nem as melhores. Existem outras possibilidades igualmente interessantes e, do ponto de vista estratégico, talvez até mais relevantes para acessar as ideias do “teólogo do coração”. Acredito que uma dessas portas é Caridade e seus frutos que, graças à Editora Fiel, agora se encontra disponível em português.2


Particularmente, penso que, levando em consideração o contexto e os temas teológicos mais efervescentes e envolventes na América Latina, Caridade e seus frutos não apenas é uma excelente porta de entrada para conhecer Edwards, como também é uma fonte bastante inspiradora para a reflexão sobre a missão e as obras do amor no contexto da igreja brasileira.


Caridade e seus frutos compreende dezesseis sermões de Edwards, proferidos em 1738, na congregação de Northampton. Apesar de esses sermões terem sido publicados postumamente, Kyle Strobel, especialista em Caridade e seus frutos, argumenta que há vários aspectos na redação dos sermões que indicam que o próprio Edwards os teria publicado em vida, se tivesse tido mais tempo.3 No entanto, apenas em 1852, quase cem anos depois da morte de Edwards, os sermões foram publicados pela primeira vez. A edição de 1852 foi estabelecida por Tyron Edwards, tataraneto de Edwards, e foi, até então, a versão standard usada em todas as outras edições de Caridade e seus frutos. Contudo, a edição mais recente encontra-se no volume oito de The work of Jonathan Edwards, edição de Yale (1989), que conta com a magistral introdução e edição de Paul Ramsey.


A finalidade desses sermões é definir “caridade” e aprofundar as implicações dessa definição com base em 1Coríntios 13. Logo no primeiro sermão, Edwards apresenta o que entende por “caridade”. Vejamos.


O que com frequência as pessoas têm em vista por caridade, em sua conversação cotidiana, é aquela disposição de esperar e pensar o máximo dos outros, e adquirir uma boa interpretação de suas palavras e comportamento; e algumas vezes a palavra é usada para uma disposição de se fazer doação aos pobres. Tais ideias, porém, não passam de ramos particulares, ou frutos daquela grande virtude da caridade que é tão enfatizada em todo o Novo Testamento. A palavra significa propriamente amor, ou aquela disposição ou afeição pela qual alguém é amado por outro; e o termo original, que aqui é traduzido por caridade, poderia ter sido traduzido bem melhor por amor, pois essa é nossa palavra para ele. De modo que, no Novo Testamento, por caridade está implícita a mesmíssima coisa que “amor cristão”.4


Como vimos, o primeiro e talvez mais importante movimento argumentativo de Edwards é definir “caridade”, uma atitude, diga-se de passagem, tipicamente filosófica. Como é de se esperar, antes de explicar algum conceito, o filósofo primeiro se preocupa em desfazer os equívocos que podem favorecer uma falsa compreensão. Como um exímio filósofo, Edwards procura, em primeiro lugar, desfazer os equívocos que podem conduzir alguém a entender a “caridade” como mero altruísmo ou como uma simples prática de contribuição aos pobres. Em ambos os equívocos, é apenas necessária uma louvável disposição que pode ser encontrada nas mais diversas pessoas, não importa se elas são ateístas, gnósticas, panteístas, ou seja lá o que forem. Por exemplo, um ateu pode doar todos os seus bens aos pobres, assim como um agnóstico pode ser demasiadamente altruísta com o seu semelhante. Seriam, portanto, esses atos dignos de serem qualificados como obras de “caridade”?


Edwards entende que existe uma louvável disposição da parte de não cristãos que pode ser vista no altruísmo e na compaixão pelos pobres. Todavia, ele faz questão de enfatizar que a disposição da caridade é totalmente outra. A caridade é uma virtude exclusivamente cristã. Trata-se do “amor cristão”. Em suas palavras, “O santo amor que há no coração do cristão não é o mesmo amor dos demais homens.” Enquanto o altruísmo e as doações aos pobres podem ser disposições visíveis e louváveis em qualquer pessoa, a caridade, por outro lado, só pode ser encontrada entre os cristãos genuínos. A regra de ouro é, portanto, a de “que toda virtude salvífica, e que distingue os cristãos genuínos dos demais, está sumariada no amor cristão”.


Seguindo pari passu 1Coríntios 13, Edwards explicita, ao longo dos sermões, o que o texto diz quando afirma que o fato de uma pessoa possuir o que bem quiser e fazer o bem que quiser, isso, sem a caridade, que é o “amor cristão”, nada significará. A implicação lógica do argumento é a de que a caridade é a conditio sine qua non para todas as coisas, i.e., a condição sem a qual tudo nada será se não for tocado pela caridade, seja explícita ou implicitamente. Em suas palavras, “A caridade é a vida e a alma de toda a religião, sem a qual todas as coisas que levam o título de virtudes são vazias e fúteis.” Assim, em vez de reduzirmos a caridade às obras do amor cristão, precisaríamos compreender que a caridade é, antes de tudo, uma “virtude salvífica”. Ou seja, o amor cristão – seja para com Deus, seja para com o homem – é operado no coração por obra do Espírito. Nas palavras de Edwards,


Não há duas obras do Espírito de Deus, uma a infundir um espírito de amor para com Deus, e a outra a infundir um espírito de amor para com os homens; mas, ao produzir uma, o Espírito produz também a outra. Na obra de conversão, o Espírito Santo renova o coração, dando-lhe uma disposição divina (Ef 4.23); assim, é uma e a mesma disposição divina que é operada no coração, a qual se manifesta em amor, seja para com Deus, seja para com o homem.5


Em nosso contexto brasileiro, há uma recorrente discussão, quase sempre calorosa, sobre a relação entre doutrina clássica da salvação e justiça social. Não são poucos aqueles que entendem que a ideia de fazer justiça social está intimamente associada à depreciação da doutrina clássica da salvação. Em parte, há razões sérias e patentes para essa associação, pois há, de fato, quem defenda, com unhas e dentes, que a salvação e a justiça social são a mesma coisa! Entretanto, essa contrapartida não é suficiente para desistirmos do compromisso que devemos manter com as obras do amor, simplesmente por causa do medo de depreciarmos a doutrina clássica da salvação. Edwards, por exemplo, jamais precisou depreciar a doutrina clássica da salvação para advertir seus ouvintes quanto à prática das obras do amor. Pelo contrário, a doutrina da salvação é, para ele, a base da “justiça social” genuinamente cristã. Por outro lado, Edwards tampouco precisou justapor a doutrina da salvação e a justiça social. Como argumenta Timothy Keller, em seu livro Justiça generosa:


Edwards argumentou que para ministrar aos pobres não precisamos mudar a clássica doutrina bíblica da salvação. Ao contrário, tal ministério jorra diretamente do ensino evangélico histórico. Para Edwards, havia um entrelaçamento indissolúvel entre envolvimento com os pobres e doutrina bíblica clássica. Essa correlação é um tanto rara hoje em dia, mas não deveria ser. Escrevo este livro para as pessoas que ainda não enxergaram o que Edwards enxergou, ou seja, que, quando o Espírito nos capacita a entender o que Cristo fez por nós, o resultado é uma vida dedicada a obras de justiça e compaixão pelos pobres.6


Em outras palavras, não precisamos abandonar a doutrina clássica da salvação para despertarmos nossas igrejas para as obras do amor. Pelo contrário, como o próprio Edwards afirma,


O amor nos disporá a andarmos humildemente entre os homens; nos inclinará a nutrirmos pensamentos elevados acerca dos outros e a pensarmos que eles são melhores que nós. Ele disporá os homens a se honrarem reciprocamente, pois todos são naturalmente inclinados a pensar de modo sublime sobre aqueles a quem amam e a render-lhes honra; de modo que, pelo amor, se cumprem aqueles preceitos: “Tratai a todos com honra, amai aos irmãos” (1Pe 2.17); “Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).7


O amor disporá os homens a todos os atos de misericórdia para com seus semelhantes, quando estiverem enfrentando alguma aflição ou calamidade, pois somos naturalmente dispostos à piedade para com os que amamos, quando são afligidos. Ele disporá os homens a fazer doação aos pobres, a carregar as cargas alheias e a chorar com os que choram, tanto quanto a alegrar-se com os que se alegram. Ele disporá os homens aos deveres que devem uns para com os outros em seus diversos lugares e relações. Ele disporá um povo a todos os deveres para com seus governantes e a dar-lhes toda aquela honra e submissão que são parte de seu dever para com eles. E disporá os governantes a liderar o povo sobre o qual são postos, com justiça, seriedade e fidelidade, buscando seu bem, e não por algum capricho pessoal. Ele disporá um povo a todo dever legítimo para com seus pastores, a atentar bem para seus conselhos e instruções, e a submeter-se a eles na casa de Deus, a sustentá-los com simpatia e a orar por eles, como aqueles por cujas almas eles velam; e disporá os ministros a buscarem fiel e incessante- mente o bem das almas de seu povo, a velar por eles como quem tem de prestar conta. O amor disporá ao bom relacionamento entre superiores e inferiores: disporá os filhos a honrarem seus pais, os empregados a serem obedientes a seus patrões, não por- que estejam olhando, mas com um coração singelo e sincero; e disporá os patrões ao exercício da brandura e bondade para com seus empregados.8


A caridade é, portanto, uma “virtude salvífica” que inevitavelmente gera uma disposição que, se bem desenvolvida no coração, sozinha será suficiente para produzir as obras do amor. Assim, toda a disposição correta para com Deus e para com o homem se acha, nas palavras de Edwards, “sumariada” na caridade e provém dela como o “fruto de uma árvore”. Daí o título Caridade e seus frutos para o agrupamento desses sermões, dedicados a demonstrar, a partir de 1Coríntios 13, que a caridade é o “amor cristão”, uma virtude salvífica, e que suas implicações ou frutos são as obras do amor.


Meu desejo é que estes sermões, entregues no século 18, possam tocar mais uma vez os corações do século 21. Que os ensinos de Edwards nos ajudem a sermos cristãos que, em todo o tempo, se mantêm vigilantes contra tudo o que tende a subverter, corromper e enfraquecer a caridade. Se, como diz Edwards, “a caridade é a suma do cristianismo”, então, tudo o que subverte a caridade deve ser combatido pelos cristãos, pois “um cristão invejoso, malicioso, frio e obstinado é o maior dos absurdos e é uma contradição. É como se alguém falasse de uma iluminação escura ou de uma verdade falsa!”.9


C. H. Spurgeon – Lembre-se dos pobres.


“Lembre-se dos pobres” Galátas 2:10


Por que Deus permite que tantos dos Seus filhos sejam pobres? Ele poderia torna-los todos ricos se Ele quisesse. Ele poderia encher sacos de ouro e deixá-los em suas portas. Ele poderia dar-lhes um grande rendimento anual ou Ele poderia espalhar em volta de suas casas provisões abundantes, como Ele fez uma vez espalhando codornizes em volta do acampamento de Israel e fazendo chover pão dos céus para alimentá-los.


Não haveria necessidade que fossem pobres, exceto se Ele ver que assim é melhor. “Os rebanhos nos milhares de outeiros são Meus”. Ele poderia supri-los ricamente. Ele poderia fazer que os ricos, os grandes, os poderosos trouxessem todo seus poderes e riquezas aos pés de Seus filhos, porque o coração de todos os homens está sobre o Seu controle.


Mas Ele, no entanto, não escolheu fazer desta maneira. Ele permite que eles sofram necessidades. Permite que eles definhem na penúria e obscuridade. Por que isso?


Existem muitas razões: uma é dar a nós, que somos favorecidos com o bastante, uma oportunidade de expressar o nosso amor por Jesus. Nós mostramos o nosso amor por Cristo quando cantamos para Ele e quando oramos a Ele. Mas se não houvesse filhos da necessidade no mundo, nós perderíamos o doce privilégio de evidenciar o nosso amor através da ministração de atos de caridade aos irmãos pobres. Ele tem ordenado que nós devemos provar o nosso amor não somente em palavras, mas de fato e em verdade.


Se nós verdadeiramente amamos a Cristo, nós iremos cuidar daqueles que são amados por Ele. Todas aqueles que são estimados por Ele serão estimados por nós. Vamos então olhar para isto não como uma obrigação mas como um privilégio em aliviar os pobres do rebanho do Senhor, lembrando as palavras do Senhor Jesus: “Na medida em que fizeres a um destes pequeninos irmãos, a Mim o fizeste”.


Certamente essa garantia é doce o suficiente, e este motivo forte o bastante para nos levar a socorrer a outros com mãos dispostas e um coração lembrado de que tudo o que fazemos por Seu povo é aceito graciosamente por Cristo como feito a Ele mesmo.


C. H. Spurgeon – Fé (Sermão 107)


Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6)


A fé é necessária à salvação porque a Escritura nos diz que as obras não podem salvar. Contarei uma história bem conhecida, para que nem os mais simples deixem de entender o que quero dizer. Certo dia um pastor estava a caminho do lugar onde ia pregar. Seu caminho levou-o pelo alto de um monte, e abaixo dele via-se as aldeias adormecidas em sua beleza, os campos de trigo imóveis na primeira luz do sol. Ele, porém, não prestou atenção nisso porque viu uma mulher saindo da porta da sua casa que, ao vê-lo, veio em sua direção com a maior ansiedade e disse:


— Meu senhor, tem algumas chaves aí? Eu quebrei a chave do meu armário, e preciso tirar algumas coisas.


Ele respondeu:


— Eu não trouxe nenhuma chave. — Ela ficou decepcionada, porque esperava que alguém tivesse alguma chave.


Mas ele continuou: — Imaginemos que eu tivesse alguma; é bem possível que ela não encaixasse na fechadura, e a senhora ficaria sem poder tirar as coisas que deseja. Mas não desanime; espere por alguém outro.


Entretanto, no desejo de aproveitar a situação, ele perguntou:


— A senhora já ouviu falar da chave do céu?


— Oh, sim — ela disse, — já vivi bastante tempo e fui à igreja o suficiente para saber que, se trabalhamos bastante e conseguimos o pão com o suor do rosto, tratarmos bem nossos próximos e nos comportamos, como diz o Catecismo, de modo humilde e reverente diante de todos os que são melhores do que nós, e se fazemos nossa obrigação na estação da vida em que Deus se agradou de nos colocar, e fazemos nossas orações regularmente, seremos salvos.


— Ah — ele retrucou, — minha senhora, essa é uma chave quebrada, porque a senhora quebrou os mandamentos; a senhora não fez todas as suas obrigações. A chave é boa, mas a senhora a quebrou.


— Por favor, senhor — disse ela, vendo que ele entendia do assunto e com um olhar assustado, — o que foi que eu esqueci?


— Bem — respondeu ele, — a senhora esqueceu a coisa mais importante, o sangue de Jesus Cristo. A senhora não ouviu falar que a chave do céu está presa ao seu cinto? Quando ele abre, ninguém pode fechar; quando ele fecha, ninguém pode abrir. — Explicando melhor para ela, ele continuou: — E Cristo e só ele quem pode abrir o céu para a senhora, e não as suas boas obras.


— Mas, senhor pastor — exclamou ela, — quer dizer que nossas boas ações são desnecessárias?


— De forma alguma, quando juntas com a fé. Se a senhora crê primeiro, pode fazer tantas boas ações quantas quiser. No entanto, se a senhora crê, nunca mais vai confiar nelas, porque se o fizer, a senhoras arruinou-as, e não são mais boas ações. Faça quantas boas obras quiser, mas coloque sua confiança totalmente no Senhor Jesus Cristo; se não o fizer, sua chave jamais abrirá a porta do céu.


Portanto, meus ouvintes, precisamos ter fé autêntica porque a velha chave das obras foi tão quebrada por nós que jamais entraremos no paraíso com ela. Se alguém aqui acha que não tem pecados, vou ser direto: você está se iludindo, e não há verdade em você. Se você imagina que por suas boas obras entrará no céu, jamais houve ilusão mais fatal. No último grande dia você descobrirá que suas esperanças eram inúteis, e que, como folhas secas das árvores no outono, suas ações mais nobres serão levadas pelo vento para o fogo onde você mesmo sofrerá para todo o sempre. Preste atenção em suas boas obras; faça-as depois de crer, mas lembre-se, o meio de ser salvo é simplesmente crer em Jesus Cristo.


A Palavra de Deus e a Oração


George Muller


(1805-1898)

Agradou ao Senhor ensinar-me uma verdade, cujo benefício não perdi, por mais de quatorze anos. O ponto é este: vi mais claramente do que nunca que o primeiro grande e principal negócio ao qual eu deveria atender todos os dias era ter minha alma feliz no Senhor. A primeira coisa com que me preocupar não era o quanto eu poderia servir ao Senhor ou como eu poderia glorificar o Senhor; mas como posso colocar minha alma em um estado feliz e como meu homem interior pode ser nutrido. Pois eu poderia procurar colocar a verdade diante dos não convertidos, eu poderia procurar beneficiar os crentes, eu poderia procurar aliviar os aflitos, eu poderia de outras maneiras procurar me comportar como se tornasse um filho de Deus neste mundo; e, no entanto, não sendo feliz no Senhor, e não sendo nutrido e fortalecido em meu homem interior dia a dia, tudo isso pode não ser atendido com um espírito correto. Antes disso, minha prática tinha sido, pelo menos por dez anos antes, como uma coisa habitual, entregar-me à oração, depois de me vestir pela manhã. Agora, vi que a coisa mais importante que eu tinha que fazer era me entregar à leitura da Palavra de Deus e à meditação nela, para que assim meu coração pudesse ser consolado, encorajado, advertido, repreendido, instruído; e que assim, por meio da Palavra de Deus, enquanto meditava nela, meu coração

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