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domingo, 17 de maio de 2026

DESCANSA

 Quando fazemos para Deus, temos paz. Mas quando fazemos para o homem, sentimos necessidade de lembrar o que aconteceu, repetir o que fizemos, provar o quanto nos esforçamos e mostrar o que ninguém valorizou.

Porque aquilo que nasce para Deus descansa no altar. Mas aquilo que nasce esperando reconhecimento humano muitas vezes fica preso na memória da alma.

A pessoa diz que fez por amor, mas depois se vê contando quantas vezes ajudou, quantas vezes esteve presente, quantas vezes abriu mão, quantas vezes suportou, quantas vezes se calou, quantas vezes carregou sozinha aquilo que ninguém viu. E talvez o problema não esteja no que ela fez, mas no lugar onde ela esperava receber a recompensa.

Quando é para Deus, não existe necessidade de plateia. Deus viu. Deus sabe. Deus recebeu. Mas quando é para o homem, a alma começa a cobrar lembrança, gratidão, consideração e reconhecimento. E quando isso não vem, o que era entrega vira peso, o que era amor vira cobrança, o que era serviço vira ferida.

Por isso, antes de se machucar porque ninguém reconheceu, pergunte ao seu coração: “para quem eu fiz?” Porque se foi para Deus, descanse. Mas se a sua alma ainda precisa lembrar o que aconteceu para provar o seu valor, talvez a entrega tenha sido feita com as mãos certas, mas com a expectativa no lugar errado.


“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.”


Colossenses 3:23


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