Somos transitórios porque carregamos potencialidades e fragilidades em nosso corpo.
Nossas potencialidades nos arremessam a um futuro de infinitas possibilidades e nossas fragilidades nos deixam humildes quanto aos nossos arroubos idealistas.
Somos feitos da poeira das estrelas; Incrível, pois vivemos neste micro planeta, mero pixel da Via Láctea, com consciência (até agora, os únicos dotados de tamanho milagre).
Daí, só neste mundinho existe desespero, só aqui se vê a morte cara a cara, só aqui se pergunta: “por que algo e não o nada”?
O mês acaba, o ano desliza frenético e a única dimensão que não poderíamos abrir mão, decorrente da consciência, é a angústia.
Angustia é energia que pode gerar amor; com ela, cantamos, nos indignamos, provamos o fel do sofrimento, nos deprimimos, transcendemos.
E fazemos a mais intrigante entre as perguntas intrigantes: o que significa imaginar a respeito de quem Deus é?
Parafraseando Jaspers, continuamos a ser seres que decidem e que se sabem responsáveis porque temos consciência.
Contudo, em nossa transitoriedade algumas de nossas inquietações permanecem constante e nos sobreviverão. Aprendemos o valor da angústia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário