Eclesiastes 2 confronta uma ilusão que muita gente ainda carrega: a de que ter tudo resolve o vazio da alma. Salomão fala de prazer, riqueza, obras, conquistas, jardins, servos, música e tudo que os olhos desejaram. Mas no meio de tanta coisa, ele deixa escapar uma frase pesada: “tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei”. O perigo começa quando a pessoa para de negar os próprios desejos e chama excesso de liberdade. Não podemos afirmar por esse capítulo como Salomão terminou a vida, mas podemos enxergar o alerta: nem sabedoria, posição ou conquista sustentam uma alma sem limites. Ele teve muito nas mãos, mas viu que tudo longe do sentido em Deus vira vaidade e correr atrás do vento. O problema não é conquistar. O problema é quando os olhos passam a mandar no coração. Porque se o desejo governa tudo, uma hora a alma paga a conta.
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