Para muitos cristãos, o ateísmo é um dos maiores inimigos do Evangelho. Há quem acredite que, se ele continuar crescendo, a fé desaparecerá da sociedade, as igrejas perderão sua força, a família será destruída e o mal vencerá de vez.
Mas os Evangelhos contam uma história curiosa.
Jesus nunca pareceu assustado com quem estava longe de Deus.
Seus confrontos mais duros não foram com os pagãos, os cobradores de impostos ou as prostitutas. Foram com pessoas profundamente religiosas. Gente que conhecia as Escrituras, frequentava o templo, falava em nome de Deus e, justamente por isso, podia dar ao mundo a impressão de que aquilo era a vontade de Deus.
O maior risco para o Evangelho nunca foi quem o rejeitou.
Sempre foi quem fala em seu nome sem viver segundo ele.
Porque a força do Evangelho nunca esteve em vencer uma guerra cultural, derrotar adversários ou provar que é mais forte do que seus inimigos.
Sua força sempre esteve na vida de homens e mulheres que decidiram amar como Cristo, servir como Cristo, perdoar como Cristo e viver como Cristo.
O ateísmo pode negar a existência de Deus.
Mas uma Igreja que perde a semelhança com Jesus torna o próprio Evangelho irreconhecível.
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