Há despedidas que não são feitas com palavras. São feitas quando uma mão se solta.
Aconteceu com Noemi. Ela perdeu o marido, perdeu os filhos e, no caminho de volta, viu uma nora partir. Orfa beijou sua sogra e foi embora. Rute, porém, segurou sua mão e decidiu permanecer.
A Bíblia nunca condenou Orfa por ir. Mas também nunca esqueceu o nome de Rute, porque Deus sempre registra quem escolhe permanecer.
Vivemos em um tempo em que muitos sabem chegar, mas poucos sabem ficar. Enquanto tudo está bem, as mãos se unem. Mas basta o vale chegar para algumas delas desaparecerem.
Talvez alguém esteja chorando hoje não pela dor da caminhada, mas porque descobriu, no meio dela, quem realmente ficou.
Se uma mão se soltou, não endureça o coração. Deus nunca permitirá que uma ausência destrua o propósito que Ele escreveu para a sua vida. E, às vezes, quem foi embora apenas abriu espaço para quem teria coragem de caminhar até o fim.
Nem toda mão permanecerá na sua história.
Mas existe uma que jamais se abrirá.
“Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, eu te ajudo.”
Isaías 41:13.
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