A Bíblia usa muitas vezes a imagem da semeadura e da colheita no sentido moral e espiritual. É a ideia das consequências morais e das recompensas decorrentes de nossas ações. Paulo escreve aos Gálatas:
“Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
Gálatas 6:7
O princípio também aparece ligado à generosidade:
“Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará.”
2 Coríntios 9:6
Em Oséias 8:7, temos um dos textos mais fortes sobre as consequências ampliadas do mal:
“Porque semeiam ventos e colherão tempestades.”
Oséias 8:7
Depois, o mesmo profeta coloca lado a lado a colheita do bem e do mal:
“Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia…”
E, logo depois:
“Lavrastes a impiedade, colhestes a perversidade.”
Oséias 10:12-13
Seguindo a mesma linha, temos outro texto impressionante:
“O que semeia a perversidade colhe males.”
Provérbios 22:8
A aplicação de Elifaz à situação de Jó estava equivocada. Ele culpava Jó de estar sofrendo porque pecara. Porém embora o contexto esteja errado, o princípio moral expresso em sua fala encontra paralelo nas Escrituras:
“Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo segam.” Jó 4:8
Para o apóstolo Tiago, a justiça também é apresentada dentro dessa linguagem:
“Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.” Tiago 3:18
Na parábola do trigo e do joio, Jesus trabalha a colheita como o momento de separação e juízo. Na explicação da parábola, Ele identifica a ceifa como o momento em que aquilo que foi semeado finalmente revela sua natureza.
Mateus 13:24-30, 36-43
Esse princípio está presente em toda a Escritura. Há uma estação em que as sementes que plantamos revelam sua natureza e produzem seu fruto.
Nesse mês de setembro, estamos na expectativa de ver parte dessa colheita chegar.
E, certamente, se você tem semeado o bem, pode olhar para essa estação com esperança e alegria.
Afinal, para quem plantou boas sementes, a chegada do tempo da colheita não é uma ameaça, mas uma promessa.
Aos que semearam o mal, é hora de se arrepender e até mesmo restituir o dano causado.
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