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terça-feira, 1 de setembro de 2026

SEMEADURA

 A Bíblia usa muitas vezes a imagem da semeadura e da colheita no sentido moral e espiritual. É a ideia das consequências morais e das recompensas decorrentes de nossas ações. Paulo escreve aos Gálatas:


“Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”

Gálatas 6:7


O princípio também aparece ligado à generosidade:


“Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará.”

2 Coríntios 9:6


Em Oséias 8:7, temos um dos textos mais fortes sobre as consequências ampliadas do mal:


“Porque semeiam ventos e colherão tempestades.”

Oséias 8:7


Depois, o mesmo profeta coloca lado a lado a colheita do bem e do mal:


“Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia…”


E, logo depois:


“Lavrastes a impiedade, colhestes a perversidade.”

Oséias 10:12-13


Seguindo a mesma linha, temos outro texto impressionante:


“O que semeia a perversidade colhe males.”

Provérbios 22:8


A aplicação de Elifaz à situação de Jó estava equivocada. Ele culpava Jó de estar sofrendo porque pecara. Porém embora o contexto esteja errado, o princípio moral expresso em sua fala encontra paralelo nas Escrituras:


“Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo segam.” Jó 4:8


Para o apóstolo Tiago, a justiça também é apresentada dentro dessa linguagem:


“Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.” Tiago 3:18


Na parábola do trigo e do joio, Jesus trabalha a colheita como o momento de separação e juízo. Na explicação da parábola, Ele identifica a ceifa como o momento em que aquilo que foi semeado finalmente revela sua natureza.

Mateus 13:24-30, 36-43


Esse princípio está presente em toda a Escritura. Há uma estação em que as sementes que plantamos revelam sua natureza e produzem seu fruto. 


Nesse mês de setembro, estamos na expectativa de ver parte dessa colheita chegar.


E, certamente, se você tem semeado o bem, pode olhar para essa estação com esperança e alegria.


Afinal, para quem plantou boas sementes, a chegada do tempo da colheita não é uma ameaça, mas uma promessa.


Aos que semearam o mal, é hora de se arrepender e até mesmo restituir o dano causado.

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