Tem palavra que dura cinco segundos na boca e cinco anos na memória de alguém.
O problema é que, quando estamos feridos, quase sempre queremos responder enquanto a ferida ainda está falando. E depois dizemos: “Eu estava nervoso”, “eu falei sem pensar”, “não era isso que eu queria dizer”.
Mas quem ouviu não consegue simplesmente “desouvir”.
Por isso a oração de Salmo 141:3 é tão necessária:
“Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.”
Isso não significa aceitar tudo calado. Há conversas que precisam acontecer, limites que precisam ser colocados e verdades que precisam ser ditas.
A questão é outra:
Você quer resolver o problema ou quer fazer o outro sentir a mesma dor que você sentiu?
Talvez antes de pedir a Deus que mude nossas palavras, precisemos permitir que Ele trate o lugar de onde elas estão saindo.
Porque uma boca ferida pode ferir. Mas um coração tratado aprende até a discordar sem destruir.
Hoje, antes de dormir, faça esta oração:
“Senhor, guarda meu coração e coloca uma guarda nos meus lábios.”
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