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sábado, 3 de outubro de 2026

GENTE

 Tem um detalhe na história de Pedro que muita gente lê e não percebe. Na noite em que negou o Senhor Jesus, Pedro estava diante de uma fogueira de brasas. João faz questão de registrar isso. Ali, aquecendo-se, ele ouviu perguntas, sentiu medo e três vezes disse que não conhecia Jesus. Aquela fogueira ficou marcada pela pior noite da vida dele. Mas João registra outra fogueira de brasas. Depois da ressurreição, Pedro chega à praia e encontra Jesus esperando por ele, com pão, peixe e brasas acesas. Não era a mesma fogueira, mas era um cenário que Pedro conhecia muito bem. E é ali que Jesus toca justamente no lugar mais profundo: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” Três vezes Pedro havia negado. Três vezes Jesus pergunta sobre amor. Não para esfregar o fracasso no rosto dele, mas para mostrar que uma queda não precisa se transformar em identidade. Pedro precisava entender que o erro daquela noite não seria o último capítulo da sua história. Talvez por isso essa passagem seja tão forte. Jesus poderia ter restaurado Pedro em qualquer lugar, mas João nos deixa enxergar duas cenas ligadas pelas brasas: numa, Pedro tentou se aquecer enquanto se afastava; na outra, encontrou o Senhor Jesus esperando por ele. Há lugares, cheiros, lembranças e momentos que nos fazem lembrar de quem fomos quando caímos. Mas Jesus sabe voltar justamente nesses lugares e escrever uma memória nova. O lugar que um dia gritou “você falhou” pode se tornar o lugar onde Deus diz “continue”. Pedro não apagou o passado, mas também não ficou preso nele. Depois daquela manhã, ainda havia caminho, chamado e responsabilidade. Então não transforme a pior noite da sua vida em sentença definitiva. Se Jesus ainda está falando com você, ainda existe caminho de volta. A primeira fogueira testemunhou a queda. A segunda testemunhou que a graça ainda tinha algo para fazer com Pedro. “Então, ao saltarem em terra, viram ali umas brasas, e um peixe posto em cima, e pão.” João 21:9.

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