Total de visualizações de página

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

MAR

 Em João 6, uma multidão atravessou o mar procurando Jesus. Parecia interesse espiritual, parecia admiração, parecia sede de Deus. Mas Jesus revelou o que havia por trás daquela procura: “vocês me procuram porque comeram dos pães e ficaram satisfeitos”. Aquilo é duro até hoje. Nem todo mundo que permanece perto ama. Às vezes, apenas está sendo alimentado.

Enquanto havia pão, havia multidão. Enquanto havia resposta, havia gente. Enquanto havia algo para receber, a presença de Jesus parecia indispensável. Mas quando o discurso deixou de alimentar interesses e começou a exigir entrega, a Bíblia registra uma das frases mais tristes daquele capítulo: “muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo”.

O pão acabou e a verdadeira intenção apareceu.

Talvez por isso seja tão perigoso medir amor pela quantidade de gente ao redor. Nem toda presença é aliança. Nem toda admiração é lealdade. Nem toda pessoa que diz “eu estou com você” permanecerá quando não houver mais nada para ganhar.

Existem relações que parecem profundas enquanto existe benefício. Quando o benefício termina, termina também a gentileza, a defesa, a admiração e, às vezes, até a versão bonita que contavam sobre aquela pessoa.

Mas isso não deve produzir dureza. Deve produzir discernimento.

Jesus não correu atrás daquela multidão tentando recuperar a própria reputação. Ele simplesmente olhou para os doze e perguntou: “Vocês também querem ir?”

Que maturidade existe nisso.

Há momentos em que Deus permite que o “pão” acabe justamente para mostrar quem queria a mesa e quem queria permanecer.

E talvez algumas ausências não sejam perdas.

Talvez sejam revelações.

“Então muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.”

João 6:66

Nenhum comentário:

Postar um comentário

PACIÊNCIA

“Não sejas precipitado a apresentar um processo. Ao começar algo que gostarias de não ter feito, podes ser humilhado quando perderes o teu c...