Você já parou para perceber o quanto julgamos as pessoas? O ato de julgar faz parte da nossa cultura. Julgamos o nível de bondade de uma pessoa e o quanto ela é merecedora da graça de Deus pela sua aparência: “Piercing? -10 pontos. Tatuagem? -50 pontos. Sem chance dessa pessoa aceitar a Jesus. Nem adianta tentar evangelizar.” “Cabelo cortado e bem apresentado? +30 pontos. Se veste dentro do padrão? + 50 pontos. Opa! Preciso evangelizar essa pessoa. Com um pouco de atenção minha, teremos o(a) próximo(a) Billy Graham…”
Talvez você não julgue as pessoas exatamente desse jeito, mas a verdade é que julgamos as pessoas até de forma inconsciente. Isso é tão comum, que quando vemos alguém “bem apresentado” cometendo um crime grave, temos a tendência de ficar chocados e até de comentar: “Meu Deus! Mas parecia ser uma pessoa tão boa!” Por outro lado, quando vemos uma pessoa “mal-encarada” na rua, atravessamos e até evitamos ter qualquer tipo de contato porque ficamos com medo de que aquela pessoa nos faça algo de mal.
E qual o problema de julgar? O problema é que nem eu e nem você somos melhores do que a pessoa “mal-encarada” que nos faz atravessar a rua. TODOS somos pecadores e precisamos de Deus (Romanos 3:23). Em nossa essência, todos precisamos de alguém disposto a nos mostrar o quanto somos falhos e necessitamos desesperadamente da graça de Deus. Infelizmente, as aparências, na maioria das vezes, não refletem o quanto cada um já tem noção de que precisa de um Deus Salvador.
Por isso que, dentre muitos outros motivos, Jesus nos alerta para não julgarmos os outros (Mateus 7.1), porque as aparências enganam e podem atrapalhar nossa disposição em evangelizar.
Independente de aparências, na essência todos precisam de Cristo, e cabe a nós apresentá-lo para as pessoas.
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