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segunda-feira, 18 de maio de 2026

CAES

 OS CÃES GULOSOS


Isaías 56:10–11 é daqueles textos que arrancam a máscara de uma geração. Deus não chama de fiel quem deveria vigiar e dormiu. Não chama de pastor quem deveria cuidar e só quis se alimentar. A Palavra chama de cães mudos, sonhadores deitados, cães gulosos que nunca se fartam.

O peso desse texto é que Deus não começa denunciando o povo, mas quem deveria proteger o povo. Quem deveria enxergar o perigo não enxergou. Quem deveria alertar ficou mudo. Quem deveria guardar a porta se perdeu no próprio apetite. Porque existe uma fome muito perigosa: fome de posição, controle, honra, dinheiro, aplauso e vantagem. Quando essa fome governa quem deveria servir, o altar vira mesa de interesse.

Isaías diz que eles são cães gulosos que não se fartam. Não basta cuidar, querem possuir. Não basta servir, querem ser servidos. Não basta orientar, querem dominar. Não basta alimentar o povo, querem se alimentar do povo. E quando quem deveria vigiar só pensa em si mesmo, o rebanho fica exposto e a verdade fica sem voz.

Mas esse texto não fala apenas de liderança. Ele revela uma fome desordenada que faz qualquer pessoa esquecer o propósito. Fome de palco, de poder, de controle, de aparecer, de mandar, de receber, de crescer sem ser tratado. Toda fome sem temor nunca diz basta.

Que o Senhor nos livre de toda fome que nos tira da vigilância. Porque quem foi chamado para guardar a porta não pode viver distraído com o que deseja consumir.


“Estes cães são gulosos, não se podem fartar…”

Isaías 56:11

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