Viver diante de Cristo muda a forma como olhamos para o tempo, para o sofrimento e para a própria vida. Quando Lutero diz: “Viva como se Cristo tivesse sido crucificado ontem, houvesse ressuscitado hoje e fosse voltar amanhã”, ele nos chama para uma fé viva, urgente e constantemente desperta.
O evangelho não pertence apenas ao passado. A cruz não é apenas uma lembrança, e a ressurreição não é apenas uma doutrina bonita. Tudo isso é realidade presente para a igreja. Cristo morreu de fato, ressuscitou de fato e voltará de fato. E essa verdade deve moldar cada passo do nosso coração.
Quando a cruz é recente aos nossos olhos, o pecado perde seu encanto. Quando a ressurreição é viva em nossa mente, a esperança ganha força. Quando a volta de Cristo é esperada de verdade, a nossa vida deixa de ser governada pela distração e passa a ser orientada pela vigilância.
Talvez o maior problema de muitos cristãos hoje não seja a falta de informação, mas a falta de expectativa. Já não vivemos como quem aguarda o Senhor. Já não oramos como quem crê que Ele vem. Já não santificamos o presente como quem sabe que prestará contas ao Rei. Mas a Palavra nos chama de volta a essa postura: “Vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”.
Viver assim é viver com o coração aceso. É manter a alma desperta. É lembrar, todos os dias, que o Cristo crucificado é o mesmo Cristo ressurreto e o mesmo Cristo que voltará em glória.
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