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sábado, 4 de julho de 2026

DEUS

A Bíblia diz que nos dias de Samuel a palavra do Senhor era rara. Olha que forte. O templo estava lá, a lâmpada ainda estava acesa, o sacerdote ainda estava no lugar dele, a rotina continuava, mas Deus já não falava como antes. E isso é perigoso demais, porque mostra que dá para manter tudo funcionando por fora e estar seco por dentro. Dá para estar perto do altar e longe da voz. Dá para continuar servindo, cantando, pregando, postando, falando de Deus e mesmo assim não perceber que o coração já perdeu temor. Eli estava dentro do templo, mas não enxergava mais com clareza. Os filhos dele estavam no serviço sagrado, mas viviam sem reverência. Tinha ambiente, tinha costume, tinha posição, mas faltava presença. E quando falta presença, o barulho só disfarça o vazio. Tem gente fazendo muito barulho para esconder que já não ouve Deus. Tem gente confundindo movimento com aprovação. Tem gente chamando costume de intimidade. Mas Deus não se impressiona com barulho religioso. Deus procura coração quebrantado, ouvido sensível e vida obediente. Foi no meio dessa confusão que Deus chamou Samuel. Um menino, sem cargo, sem nome grande, sem experiência, mas com o coração disponível. E a resposta dele precisa voltar para a nossa boca: fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Não é fala, Senhor, que eu vejo se aceito. Não é fala, Senhor, que eu obedeço se não me confrontar. É servo. Servo ouve e obedece. Porque quando Deus para de falar, não é o barulho que resolve. É arrependimento. É temor. É voltar para o lugar onde a voz dEle vale mais que a nossa vontade.

 1 Samuel 3

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