Iniciamos hoje uma nova série devocional sobre a alegria. Precisamos falar sobre ela porque, em meio a tantas promessas, nem sempre sabemos onde encontrá-la. Outro dia, vi na televisão um anúncio em que uma jovem, cabisbaixa e desiludida, recebia um novo celular. De repente, ela sorria, vibrava e se tornava satisfeita com toda a sua vida. A propaganda promete que uma compra pode preencher o coração, mas a verdade é que este tipo de satisfação logo passa.
Em meio a tantas vozes, precisamos voltar à Palavra. Ela nos ensina a enfrentar o sofrimento quando chega o dia mau, mas também nos chama, em Cristo Jesus, a viver e manifestar a alegria em todos os momentos da vida. Mas, afinal, o que é a verdadeira alegria? Inicio afirmando que alegria não é a obrigação de sorrir o tempo todo, nem a ausência de tristeza. Alegria também não é uma fuga da realidade, deixando de ver os problemas como reais e difíceis. Em uma perspectiva bíblica, alegria é um contentamento pessoal e profundo que não é definido em nós, pelo que temos ou fazemos, mas em Deus.
Davi escreveu: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16:11). Que palavra preciosa! A plenitude de alegria não está em qualquer outro lugar ou pessoa, mas na presença do Senhor. É ali que encontramos aquilo que nenhum outro ser pode nos oferecer, pois Ele, e somente Ele, é a fonte de toda alegria.
A Escritura nos fala do contentamento que Deus teve ao contemplar a própria criação: Ele viu que tudo quanto fizera era muito bom (Gn 1:31). Sofonias anuncia que o Senhor se enche de alegria em ver o seu povo restaurado (Sf 3:17). Jeremias nos relata as palavras do Altíssimo quando Ele se alegra com o próprio amor que tem pelo seu povo (Jr 32:41).
Por isso, não procure em outras coisas aquilo que só pode ser encontrado em Deus. O dinheiro pode trazer conforto, mas não satisfaz a alma. O sucesso pode abrir portas, mas não dá paz ao coração. Uma viagem, uma boa refeição e um encontro com queridos amigos são presentes pelos quais devemos agradecer, mas eles não têm a capacidade de encher o seu coração com a verdadeira alegria.
E aqui está um ponto por demais importante. Quando Deus é a nossa maior alegria, não perdemos o prazer pelas coisas da vida. Ao contrário, recebemos suas bênçãos e presentes com ainda maior gratidão e contentamento, não permitindo, porém, que confundamos a dádiva com o Doador.
Como anda o seu coração? Onde você busca alegria? Em pessoas, coisas, experiências e seguranças, ou no Senhor! Você e eu somos chamados a nos alegrarmos em Deus! A nos satisfazermos nele como o maior, melhor e incomparável tesouro, pois “na tua presença há plenitude de alegria”.
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