Apocalipse 2:17
Uma pedrinha branca. Três significados extraordinários.
No mundo antigo, pedras brancas podiam representar absolvição em julgamentos, honras concedidas aos vencedores e admissão em determinados eventos. Não sabemos se Jesus tinha essas três práticas especificamente em mente, mas elas iluminam a grandeza da promessa feita à igreja de Pérgamo.
A primeira imagem é a absolvição.
Em determinados julgamentos, a pedra branca representava um veredito favorável, enquanto a preta podia indicar condenação. Que imagem da graça! Em Cristo, o culpado encontra perdão e o condenado encontra redenção. A cruz não tornou nossa culpa imaginária. Ela tratou da nossa culpa de verdade.
O passado pode explicar suas feridas, mas não precisa governar seu futuro. Quem foi perdoado por Deus não precisa continuar vivendo como prisioneiro daquilo que Cristo já tratou na cruz.
A segunda imagem é a vitória.
Os vencedores das competições antigas recebiam honras públicas. Jesus, porém, promete sua recompensa àqueles que vencerem permanecendo fiéis. E aqui está o confronto. Há pessoas que ganham o mundo porque perderam os princípios. Outras parecem perder tudo porque se recusaram a negociar a fé.
Nem toda vitória será aplaudida nesta terra. Às vezes, vencer é perder uma oportunidade e conservar a integridade. É ser rejeitado pelos homens sem ser infiel a Deus. O céu não mede sua vitória pelos aplausos que você recebe, mas pela fidelidade que você preserva.
A terceira imagem é a admissão à festa.
Pedras e outros objetos podiam servir como sinais de acesso a determinados eventos. Essa imagem nos ajuda a contemplar a promessa da comunhão eterna com Cristo. Não fomos alcançados pela graça apenas para escapar da condenação. Fomos redimidos para pertencer a Deus e estar para sempre com Ele.
O mundo pode retirar seu convite, fechar suas portas e excluir seu nome. Mas nenhuma honra terrena se compara à eternidade na presença do Cordeiro.
Perceba o paradoxo. Uma pedrinha no diminutivo carrega uma promessa gigantesca. Absolvição para o culpado, honra para o fiel e esperança de comunhão eterna para o redimido.
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