Gênesis 4:21 | Apocalipse 5:8.
Jubal foi, mas não é mais.
O primeiro homem apresentado nas Escrituras como pai dos que tocam harpa e flauta pertencia à descendência de Caim. Era filho de Lameque, um homem violento, cuja perversidade chegou ao ponto de transformar a própria violência em cântico.
Jubal cresceu em uma linhagem marcada pela rebelião. Sua história aparece em um ambiente de corrupção, distante do propósito de adoração que a harpa posteriormente assume nas mãos dos adoradores do Senhor.
E aqui existe algo que precisamos compreender.
O instrumento estava presente, mas o seu destino não terminaria ali.
Satanás tenta usurpar aquilo que pertence ao propósito de Deus. Aquilo que deveria servir à glória do Senhor aparece associado a uma linhagem que representa a multiplicação da maldade sobre a terra.
Mas Gênesis não é o último capítulo.
Quando chegamos a Apocalipse 5, a cena muda. João contempla os vinte e quatro anciãos diante do Cordeiro. Nas mãos deles, harpas. Diante deles, o Redentor. E de seus lábios, uma nova canção.
Que contraste extraordinário.
O instrumento que aparece nos primeiros capítulos da história humana agora está presente em uma cena celestial de adoração ao Cordeiro.
A história não termina com Jubal.
A harpa reaparece nas mãos daqueles que se prostram diante do Senhor. Aquilo que, nesta leitura, aponta para uma tentativa de usurpação encontra seu contraste na adoração celestial.
Jubal foi, mas não é mais.
A descendência de Caim não tem a palavra final. A rebelião não encerra a história. O propósito de Deus permanece acima das tentativas do maligno.
E há uma lição nisso.
O inimigo pode tentar se apropriar daquilo que deveria glorificar a Deus, mas não tem autoridade para determinar o desfecho da história.
Em Gênesis, a harpa aparece ligada ao nome de Jubal. Em Apocalipse, ela aparece diante do Cordeiro.
O começo não determina o fim.
A última cena pertence ao Senhor.
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