DOIS HOMENS FORAM ORAR. SÓ UM VOLTOU JUSTIFICADO.
Na parábola do fariseu e do publicano, em Lucas 18, o Senhor Jesus conta que dois homens subiram ao templo. O fariseu falou do jejum, do dízimo e agradeceu por não ser como os outros, inclusive como aquele cobrador de impostos. O publicano ficou à distância. Não conseguia levantar os olhos ao céu. Batia no peito e pedia misericórdia. Pense nessa cena. Aquele homem não procurou alguém pior para se sentir melhor. Não apresentou desculpas. Reconheceu o próprio pecado. Há uma dor no arrependimento que nos deixa sem discurso. A gente lembra das palavras que feriram, das escolhas que gostaria de desfazer, das vezes em que sabia o certo e fez o errado. Quer voltar no tempo, mas não pode. Então pede a Deus o perdão que não consegue dar a si mesmo. O publicano batia no próprio peito. Sabia que precisava ser tratado por dentro. O fariseu falava das falhas dos outros e não confessava as próprias. E precisamos ter cuidado: podemos ler essa história agradecendo por não sermos como o fariseu e repetir exatamente o que ele fez. Essa Palavra nos chama a olhar para dentro. Faz quanto tempo que oramos sem mencionar o pecado de ninguém, apenas confessando o nosso? Jesus disse que o publicano voltou para casa justificado. O homem que não encontrou méritos para apresentar encontrou misericórdia para recomeçar. Se reconhecer o seu pecado fez você baixar a cabeça, continue orando. Confesse, abandone o que precisa deixar e repare o que estiver ao seu alcance. Senhor Jesus, perdoa as vezes em que nos sentimos superiores a quem também precisava de ajuda. Não permita que a nossa prática religiosa esconda de nós a necessidade de arrependimento.
Que nunca nos falte humildade para fazer a oração daquele homem: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lucas 18:13.
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