Gênesis 2:21-22
Deus fez Adão dormir profundamente. Depois, tomou uma de suas costelas, fechou o lugar com carne e, daquela costela, formou a mulher.
Existe uma precisão impressionante nessa cena.
A costela não é apenas um osso qualquer. Ela faz parte de uma região que contém medula óssea, tecido responsável pela produção de células sanguíneas e que também abriga células-tronco.
É fascinante pensar na riqueza biológica existente justamente naquele material que Deus escolheu para formar Eva.
Mas precisamos distinguir o que o texto afirma daquilo que a ciência moderna nos permite observar. Gênesis não diz que Deus realizou uma clonagem humana nem explica o processo biológico utilizado. O que sabemos é que Deus retirou material do próprio corpo de Adão e, a partir dele, formou a mulher.
E aqui está a beleza do texto.
Deus não precisou começar novamente com o pó.
Ele poderia ter feito outra criatura exatamente como havia feito Adão. Mas escolheu retirar algo do homem para formar aquela que estaria ao seu lado.
E Adão estava dormindo.
Enquanto ele não podia controlar o processo, Deus estava trabalhando.
Talvez exista uma lição aqui que nossa geração precise reaprender. Nem tudo aquilo que Deus está fazendo precisa ser acompanhado pelos nossos olhos.
Adão não viu a cirurgia. Não escolheu o material. Não controlou o procedimento.
Ele dormiu.
E Deus trabalhou.
Depois, Deus fechou o lugar da retirada com carne.
Aquilo que foi aberto não ficou permanentemente aberto. Deus também sabe fechar lugares depois de retirar aquilo que precisava ser retirado.
E quando terminou, Deus apresentou ao homem alguém que não veio da cabeça para dominá-lo, nem dos pés para ser inferior a ele, mas do lado.
Ao lado para caminhar. Perto do coração para amar.
O primeiro casamento começa com uma imagem poderosa. Deus retira algo de um homem para formar alguém que ele deveria aprender a amar, cuidar e respeitar.
Há uma diferença entre querer alguém ao seu lado e saber viver ao lado de alguém.
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