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quinta-feira, 12 de março de 2026

DEUS

 É preciso nascer dentro da gente o Deus puro mistério. O Deus sempre maior, sempre mais fascinante, sempre mais desconcertante que a vã imaginação humana pode conceber.

Deus transborda as consoantes e vogais do substantivo que o comunica. Seu nome é impronunciável.
Deus excede todos os compêndios já escritos sobre, todos os dogmas defendidos por instituições e todas as imagens esculpidas ou pintadas com sua face.
Nenhuma teologia o exaure, nenhuma filosofia o explica, nenhuma ciência o prova.
Ele é a ausência quase palpável, o silêncio quase percebido. A nuvem do “não saber” o envolve. Ninguém poderia contemplá-lo e viver.
Todavia, Deus se fez carne e se tornou o amor dos amores; agora podemos intui-lo nas relações de estima, nos gestos gentis e no esforço de fazer valer a justiça.
Deus é o amor que tudo sofre; ele se aflige com o que nos prejudica. Deus é o amor que tudo espera; ele não desiste de ninguém.
Deus tem esperança de reverter todos os processos antivida.
Deus é o amor que tudo suporta; ele se dispõe a receber em si as mesmas pancadas que aflige todos os humanos (a cruz possui tal significado).
Deus é o amor que não passa ao largo dos despossuídos e nunca os abandona à própria sorte.
Soli Deo Gloria

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